O terceiro Tiago (Revisto e Atualizado)



O TERCEIRO TIAGO
(Alon Franco)

Aqueles que estão familiarizados com a doutrina católica tem um vasto conhecimento da labuta romana em manter a virgindade perpétua da mãe de Jesus a qualquer custo. Porém, Marcos 6:3 nos diz que Jesus tinha quatro irmãos e, pelo menos, duas irmãs, obviamente filhos de Maria e José. Os nomes das irmãs não foram preservados, mas os irmãos foram chamados de Tiago, José, Simão e Judas. O nome dos irmãos de nosso Senhor tem causado duvidas porque, naquela época, o de muitos era igual, destacando-se o dos parentes. Esse é o motivo de alguns interpretarem tratar-se de apóstolos – discípulos e primos.

Nos tempos de Jesus usava-se um único nome e, em vista dos homônimos, mais um apelido, o acréscimo do nome do pai, da cidade de nascimento ou até o nome em dois idiomas. Assim vemos Simão ser chamado por Simão Pedro, Simão Barjonas e Cefas. Havia pelo menos três Tiagos: um identificado  por filho de Alfeu [Cleofas] (At 1.13,14); outro por filho de Zebedeu (Mt 4.21; Mc 1.19) e um outro por o irmão do Senhor (Gal 1:9).

Vamos ver a lista dos doze discípulos apresentada por Mateus; “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu", Mateus 10:2-4. Esse Tadeu é mais conhecido como Judas Tadeu.

“Tiago, filho de Alfeu”, diz Mateus aqui. Porém, o mesmo Mateus em 13:55 não diz que o Tiago apresentado entre os familiares de Jesus  é filho de Alfeu, e muito menos o Tiago menor, mas sim irmão de Jesus: “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas, e não estão entre nós todas as suas irmãs?”.

A  expressão " seus irmãos "ocorre nove vezes nos relatos dos Evangelhos e uma vez em Atos. Em todos os casos (exceto em João 7: 3,5,10), os irmãos são mencionadas em conexão imediata com sua mãe, Maria. Nenhuma indicação linguística  está presente no texto para inferir que "Seus irmãos" deve ser entendido em qualquer sentido menos literal  que "sua mãe". Da mesma forma, os judeus contemporâneos  interpretaram  os termos "irmãos" e "irmãs" em seu sentido comum.

Além disso, se os "irmãos e irmãs" na frase significa "primos", então estes "primos" eram os sobrinhos e sobrinhas de Maria. Mas por que as pessoas da cidade de Nazaré conectaram os sobrinhos e sobrinhas de Maria com José? Por que as pessoas da cidade mencionaram sobrinhos e sobrinhas omitindo outros parentes da família? O cenário assume que essas pessoas fazem alusão  à imediata família de Jesus. José, Maria e seus filhos foram reconhecidos como uma típica família de Nazaré. Aqui, eles simplesmente perguntaram  se Ele não era um membro desta família ao  mencionar  o nome de todos os integrantes. Essa é a justa interpretação do texto.

No entanto, a Igreja Católica ensina que o Tiago e Judas vistos entre os doze discípulos são os mesmos Tiago e Judas citados como irmãos de Jesus, que dizem ser filhos de Maria de Cleofas, a qual  seria irmã da mãe de Jesus. Assim eles não poderiam ser filhos da virgem, mas sobrinhos dela.

Existe, porém, um enorme obstáculo para a dogmática católica: os irmãos do Senhor  não acreditavam nele. Havia alguns incrédulos na família de Jesus. O mestre é claro quanto a isso:

Mat 13:57 - E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.

Marcos aproxima mais os incrédulos de Jesus denunciando que eles estavam dentro da família do Salvador:

“E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa". Marcos 6:4

Marcos entrou na pátria de Jesus, passou pelos parentes dele - primos, sobrinhos, tios e etc., – e foi parar dentro de sua casa. Provavelmente a incredulidade não procedia da mãe de Jesus; é o que João esclarece quando confirma: “nem seus irmãos criam nele”, João 7:5.

Essa é uma situação bem conhecida; os vizinhos tudo bem... primos até que dá para entender, o mesmo acontece com os estranhos, mas parece que João está surpreso com outro tipo de incrédulo quando dispara, “nem mesmo os irmãos (?). A frase revela a ênfase no absurdo, pois declarava a incredulidade de membros da própria família que não reconhecia Jesus como o Messias enviado. O contexto encontra-se em João 7:1-5

“E DEPOIS disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judeia, pois os judeus procuravam matá-lo. E estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos. Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele”.

A Escritura teria certamente dito quais eram os incrédulos, se dois deles – Tiago e Judas – fossem discípulos. O contexto teria por obrigação e compromisso com a verdade fazer separação destes dois com os outros dois incrédulos que supostamente seriam José e Simão, mas não o fez. Sem dar consideração alguma, a Bíblia diz que Jesus tinha irmãos incrédulos deixando subtendido que todos os quatro estão envolvidos no dialogo com ele, sendo, portanto, impossível de serem contados entre os doze.

Obviamente o Tiago de Cleofas e Judas jamais poderiam ser reconhecidos como incrédulos, não podendo estar na casa de Jesus se comportando de tal forma depois de  presenciarem – alguns versículos antes deste contexto de João 7 – a gloriosa cena da multiplicação dos pães, quando Pedro testemunha pelos doze: “... E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”, Jo 6:69.

Como poderiam os irmãos/primos de Jesus - como alega o catolicismo – Tiago de Cleofas e Judas,  terem mudado de cena tão rápido e serem vistos apenas alguns versículos depois conversando com o mestre e agindo como não crentes? A cena exige um Tiago, pois como veremos adiante, o Jesus ressuscitado apareceu para um Tiago em particular, e mesmo que não deixe explícito, ele apareceu para este Tiago com o intuito de testificar da sua ressurreição para ele. E ao que tudo indica este não foi o filho de Cleofas.

Observem que nesse capitulo anterior ao capítulo sete, após ajuntarem os pedaços de pães e peixes que sobraram, os discípulos concluíram: “...Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo”, João 6:13-14. Portanto, Tiago, filho de Alfeu, não pode ter estado entre os  irmãos de Jesus que o expulsaram  de seu próprio domicilio em João 7: 1-5. Tiago de Cleofas foi discípulo desde a escolha sem jamais ter abandonado seu posto. Aliás - ele foi um dos que sempre esteve oculto, em menos evidência. Por mais esse motivo, a dogmática católica deveria explicar muito bem, que em sendo esse Tiago primo de Jesus e muito próximo a “virgem” Maria, por que ele jamais foi escolhido para o grupo íntimo de Jesus, mas o Tiago ali citado nas ocasiões especiais foi  o irmão de João. Por que o primo/irmão de Jesus, bispo de Jerusalém e justo por excelência, como alega um debatedor católico, ficou de fora dos momentos a sós com Jesus, Pedro, João e seu irmão Tiago se ele era um dos doze?  


A dogmática católica parece não entender o que estamos argumentando: Pedro, Tiago e João foram os únicos que viram a ressurreição da filha de Jairo (Mat. 9:23-26) e a transfiguração de Jesus (Marc. 9:2), e que estiveram com Jesus no Getsêmani  (Marc. 14:33).

Vejam vocês o que estou tentando dizer em outras palavras: Tiago, citado como irmão do Senhor em Mateus 13:55, sempre se fazia acompanhado da virgem Maria (qual católico não quer a companhia de Maria?), mas nunca entrou no grupo particular de Jesus!

Por que será?

Por que ele era um incrédulo do tamanho de um bonde e não fazia parte dos doze!         


Jesus aparece ao Tiago de Cleofas ou a outro Tiago?

Jesus apareceu a certo Tiago e, se nos baseamos na tese católica, devemos concordar que esse Tiago era o filho de Maria de Cleofas. No entanto, por que Jesus deveria aparecer ao sumido, quieto, silencioso e inofensivo Tiago de Cleofas por duas, ou mesmo três vezes após a ressurreição e a Bíblia ainda registrar um destes encontros separado dos outros discípulos? Por que deveria o filho de Alfeu exigir de Jesus uma atenção especial?

Leia atentamente I Coríntios 15:3-7:

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze”, vv. 3-5.

Obviamente aqui ele aparece ao Tiago de Cleofas, pois ele era um dos doze – e aparece ressuscitado. Não esqueça que esse Tiago estava entre eles quando Jesus mostrou as marcas dos cravos pela primeira vez. E posteriormente, quando o Senhor se revela a Tomé o mesmo Tiago também estava presente, Ou seja, ele testemunhou por duas vezes as marcas no corpo de Jesus. O problema é que entre essas duas aparições aos discípulos é dito que Jesus “... apareceu a Tiago” em particular, verso 7.

A passagem segue dizendo que depois da primeira aparição, Jesus…

“... apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram”, v.6.

E depois...

“...  apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos”.

O que mais surpreende são os detalhes que insistem em esclarecer a questão; note que no início do relato, acima em Coríntios, Jesus aparece primeiramente a Pedro e em seguida aos discípulos. Na primeira vez, sem Tomé, a Escritura esclarece que “estando as portas cerradas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco” (verso 19). Observe no verso 24 que não se fala de ninguém ausente a não ser Tomé, o que nos permite inferir que Tiago de Cleofas foi um dos que viu o Senhor e se alegrou  junto com os outros quando  este “mostrou-lhes as suas mãos e o lado”, João 20:20.

Oito dias depois o relato bíblico atesta que Jesus voltou a vê-los; nessa  episódio Tomé se encontrava no grupo e “chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco”, v 26.

Portanto, os católicos precisam explicar muito bem porque insistem em afirmar que o último texto citado no testemunho de Paulo sobre as aparições sequenciais de Jesus o mostra se manifestando ao Tiago filho de Alfeu em particular se este já havia comprovado sua ressurreição anteriormente.

Observem o que aconteceu depois que Jesus se manifestou para os discípulos pela primeira vez, estando, obviamente,  Tiago de Cleofas junto com eles: “... depois apareceu a Tiago...”.

O que é isso? O contexto diz que Jesus apareceu aos onze com o filho de Alfeu entre ele e depois diz que ele aparece ao filho de Alfeu novamente  em particular? Por que o filho de Deus precisou se manifestar por  duas vezes num espaço de, no máximo, setenta e duas horas para o Tiago de Cleofas? Por que arrisco em 72 horas? Esse encontro entre Jesus e Tiago em particular ocorre após a sua primeira aparição aos discípulos e antes da segunda. Entre as duas ocorrências temos apenas um espaço de oito dias. E é nesse intervalo que ele aparece a um Tiago, que não poderia ser o de Cleofas.

O que faz sentido aqui? Certamente esse era o outro Tiago, o verdadeiro irmão de Jesus, filho de sua mãe, tendo como pai, José. Assim, percebe-se claramente que o relato acompanha uma sequencia exigida por necessidade de comprovação da ressurreição. Alguém estava precisando de uma comprovação maior, e seu nome era Tiago, não o de Cleofas.

Obviamente fica extremamente ridículo identificar esse Tiago incrédulo com o Tiago discípulo, pois este último já havia comprovado a ressurreição na aparição anterior, por isso o detalhe de Paulo dizendo que ele apareceu – DEPOIS – a Tiago. Muitos poderiam protestar e dizer que Jesus também apareceu a Pedro em separado, mas teriam que concordar que este contexto aqui não permite Jesus aparecer em particular para o Tiago de Cleofas, a não ser que arrumem outro motivo explicando muito bem por que a necessidade dessa aparição em particular.


Voltando para a Galiléia

Os judeus queriam matar Jesus – que foi que ele fez? Foi para casa, para sua terra. Isso tudo aconteceu depois do milagre da multiplicação dos pães. Entre os maravilhados e crédulos discípulos nessa ocasião, também estava Tiago de Cleofas, o qual Pedro defendeu como alguém que creu em Jesus diante do estupendo milagre.

Pouquíssimo tempo antes do encontro de Jesus com seus irmãos em João 7 vamos observar que no final de João 6, depois de todos saciados, e Jesus se referir a si mesmo como o pão da vida, alguns não suportaram ouvir e se retiraram. O texto diz que estes que se retiraram não mais andavam com o mestre (Jo 6:66). Jesus se volta para os doze e pergunta: "...Quereis vós também retirar-vos?” (v.67). Pedro retruca defendendo os doze: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.  E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente" (68 e 69).

Pedro testemunha e fala por eles: nós temos crido”; portanto, todos os doze creram!

Apenas três versículos após começa a pequena história de Jesus e seus irmãos incrédulos. Veja novamente a sequencia com os comentários em João 7,

“E DEPOIS disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judeia, pois os judeus procuravam matá-lo...”, João 7:1

Depois de que? Lógico e evidente que foi logo após o grande banquete onde todos se saciaram apenas com alguns peixes e pães. Aqui Jesus estava na sua terra, na sua casa. Ele era Galileu…

João continua no verso três,         

Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes...

Aqui eles dizem para Jesus ir aos seus discípulos, o que pode sugerir que o Senhor foi para a  Galileia sozinho, sendo que os discípulos tomaram outro rumo. E, se os irmãos do Senhor aqui estão fazendo referência aos doze, então a situação torna-se mais complicada para a argumentação católica, pois encontramos mais uma vez os  irmãos separados dos discípulos.

A propósito, como primos de Jesus poderiam ter a audácia de mandá-lo sair da Galileia e ir para a Judeia (Jo 7.3) sabendo que os judeus queriam matá-lo? Isso é assunto para outro artigo.

E damos de cara com o verso cinco, onde esclarece o teor da conversa, que certamente estava cheia de hostilidade por parte desses irmãos de Jesus. O verso conclui,

“Pois nem seus irmãos criam nele”.

A única conclusão honesta e justa que podemos chegar é: o Jesus ressurreto apareceu mesmo foi para um de seus irmãos incrédulos, Tiago, mas não o discípulo e filho de Cleofas, e sim seu irmão de sangue, e filho de sua mãe, o qual o salmista já profetizava como alguém que estaria nas fileiras daqueles que por algum tempo duvidariam do ministério do Senhor:     

“Tenho-me tornado um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe", Salmos 69:8.

As duas sentenças foram registradas para não deixar dúvidas mesmo: "Meus irmãos... FILHOS da MINHA mãe...". E pode acreditar, caro leitor, o texto não faz alusão a Davi. Preste atenção em outro verso do mesmo salmo: “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre”, v 22.

Parece que a situação de Jesus com membros da sua família não estava favorável a ele. Com certeza naquela recepção acompanhada das palavras de rejeição dos seus irmãos não podia mesmo estar presente nenhum discípulo. João não delatou como incrédulos os discípulos Tiago e Judas que foram confirmados por Pedro como tendo fé no milagre acontecido alguns versículos antes. Obviamente os que trataram Jesus com hostilidade e indiferença foram mesmo seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas, sendo que estes Tiago e Judas mostrados aqui nunca foram contados entre os doze.

E, se esses irmãos de Jesus mencionados em João sete não fizesse alusão aos quatro nomes apresentados em Mateus 13:55, se fossem apenas os outros dois, o contexto deixaria claro. Primos com certeza não eram, pois fica extremamente estranho que filhos de outra família pudessem ter essa autoridade dentro de um domicilio que não era o deles. Pelo jeito a família de Jesus tinha algumas diferenças com ele, pois em Marcos capítulo três eles são vistos “junto com Maria” indo atrás do Senhor, pois achavam que ele estava louco, e foram lá para prendê-lo.

E para silenciar de vez a dogmática católica, ainda no diálogo entre Jesus e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas em João 7:6,7, encontramos  algo surpreendente:

“Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. O MUNDO NÃO VOS PODE ODIAR, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más”.

Observa bem: temos aqui mais uma pista de que o Tiago e Judas discípulos não são os mesmos Tiago e Judas incrédulos do capitulo sete. Veja novamente o que Jesus diz aos seus irmãos: “... O mundo não vos pode odiar.

Agora veja o que Jesus diz ao Tiago e ao Judas discípulos, e aos outros:

“...o mundo vos odeia” (João 15:19)

Evidente que Jesus apareceu redivivo para seu irmão Tiago, que atraído pela ocasião começou a mostrar sua fé se juntando aos onze discípulos em oração. Vemos isso em Atos 1:13, 14. Ali é dito claramente que os que estavam no cenáculo eram: Pedro e João, Tiago e André, Felipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão o Zelote, e Judas, filho de Tiago.

Essa tradução reconhece esse Judas como filho de um Tiago e não como irmão dele. No entanto, outra tradução baseada em melhores manuscritos, o chama apenas de Judas Tiago e algumas outras o denomina de Judas Tadeu. O certo é que ele não tem parentesco algum com o Tiago filho de Alfeu.

Observe que no verso treze nós já vemos listados os nomes de onze apóstolos, sendo que obviamente entre eles podem ser vistos Tiago de Cleofas e Judas. No entanto, no verso 14 claramente é dito que “Todos estes [onze] perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele…”. É muito forte o argumento implícito, que nos obriga a ver um Tiago e um Judas orando com outro Tiago e outro Judas.

Vamos ver se é isso mesmo; Mateus registra: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?” (Mateus 13:55).

Os detalhes importantes são: “Sua”, quando identifica a mãe e, “Seus”, quando identificam os irmãos - Isso significa que todos estão entrelaçados como família de sangue.

Observe que temos listado quatro nomes aqui: Tiago, José, Simão, e Judas. Antes dos nomes se lê claramente: "Sua mãe e seus irmãos...". Vemos a mesma colocação em João 2: "Mãe e irmãos". Quando voltamos um pouco mais no ministério de Jesus achamos seus irmãos separados dos discípulos:

João 2:12, “Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãose seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias”.

Atente para estes detalhes: Mateus mostra “… sua mãe… seus irmãos…”, onde são listados os nomes destes.

João apresenta “… sua mãe, seus irmãos…”. Aqui está sem nomes.

Somente alguém destituído de cérebro não pode concordar que João também fazia referência aos mesmos quatro nomes aludidos em Mateus. Assim, quando nos voltamos para o contexto de Atos, encontramos a mesma situação: os irmãos de Jesus são vistos juntamente com os discípulos e Maria orando no cenáculo.

“Todos estes [onze] perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele…”. Entre estes você pode encontrar o terceiro Tiago, o qual jamais foi contado como um dos doze discípulos. Este Tiago era irmão do Senhor, filho de Maria, tendo como pai o próprio José; José que teve relação sexual com sua esposa, mas somente depois que Jesus nasceu:

"... E José... não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito...", Mateus 1:25, que para desespero de muitos a tradução da NTLH e a NVI vertem o verso como seguem,

“Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus”.

“Porém não teve relações com ela até que a criança nasceu. E José pôs no menino o nome de Jesus”.

O uso da palavra "conhecer" é um eufemismo comum para  relação sexual. O “até que” deve significar  que José e Maria se abstiveram de relações sexuais antes do nascimento de Jesus. Aqui, neste contexto, o “até que” não implica que  eles jamais  tiveram relações sexuais, mas  confirma o fato de que aqui, onde a frase seguida de um negativo ocorre, indica que a ação negada teve lugar mais tarde. O coito subsequente foi  inevitável, pois   acompanhava  necessariamente o curso natural da relação entre  marido e mulher.

Deus seja louvado!

Por: Alon Franco.
Originalmente em: A Grande Cidade.


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Comentários

  1. E olhe que ainda não ficou do jeito que eu queria. Tem muito mais para incluir nesse Terceiro Tiago

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  2. Belo Texto Alon, Amigo Lucas conhece o Henrique Sebastião do blog Catolico Fiel, Li alguma coisa, e fiquei horrorizado seria da mesma linha do Rafael, Leitão Macabeus, e outros. Um Abraço do amigo Marcos Monteiro.

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    1. Olá, eu sinceramente não tenho muito o que responder sobre esse tal Henrique Sebastião porque não costumo acompanhar o blog "Católico Fiel". Devo ter lido até hoje no máximo uns três ou quatro artigos dele em ocasiões diferentes, e francamente ele não me pareceu da mesma laia que os citados por você, mas talvez seja porque aqueles artigos eram mais antigos, pode ser que ele tenha mudado (pra pior). Abraços.

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  3. E o que dizer do Scott hahn de protestante virou católico, o conhece. Abraços do Amigo Marcos Monteiro.

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    1. Esse Scott Hann é a maior fraude do século. Os católicos idolatram o cara como se ele fosse grande coisa e tivesse se convertido recentemente. A verdade é que ele NASCEU CATÓLICO, se tornou protestante por pouco tempo, não se firmou e aí e depois voltou ao catolicismo, onde já está há mais de duas décadas (e mesmo assim os sites católicos continuam publicando textos sobre a conversão de Hahn como se fosse algo atual e bombástico). Ele NUNCA foi famoso e nem mesmo conhecido na época em que era protestante. Os católicos que DIVINIZARAM ele para usá-lo como ícone na causa nefasta deles por novas conversões ao tridentismo (já que os católicos estão perdendo cada vez mais adeptos no mundo inteiro, rumo à falência).

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  4. "(Revisto e Atualizado)" hauahuahuahauhaah Alon Franco.?! =D Muito bom!
    Seu site é muito lindo! *-* Muito Obrigada!

    Lucas D= Sabe, fui dar uma olhada no Wikipédia sobre Agostinho de Hipona e lá diz que ele defendia os dogmas de "Maria Imaculada" Ainda citam uma fonte lá ! :( Aí corri aqui pra pesquisar... ;/ Por que tinha lido aqui outras coisas... D= Será que os Católicos estão manipulando o Wiki? rsrs... Que triste...

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    1. Agostinho não defendia a imaculada conceição de Maria, e sim a impecabilidade de Maria, que são duas coisas totalmente diferentes. Ele não cria numa concepção imaculada, nem ele e nem qualquer Pai da Igreja da época. Um artigo que explica bem as crenças dos Pais sobre a questão da imaculada conceição é este aqui que eu traduzi do Keith Thompson:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/a-igreja-primitiva-nao-cria-na.html

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    2. Lucas, seu texto foi inserido na minha mais nova ediçao do Terceiro Tiago. Essa atualização está bem mais ampla.

      http://agrandecidade.com/2015/08/14/o-terceiro-tiago/

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  5. Mais explícito que isso impossível!! Muito bom Lucas

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    1. Obrigado, Paula, mas o texto é do Alon, como consta no artigo.

      Deus lhe abençoe.

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  6. Lucas gostaria de parabeniza-lo pelos seus artigos, os quais já acompanho a alguns anos e creio que vários deles foram usados por Deus na minha conversão do Catolicismo para o Protestantismo Reformado. Já li todos os seus artigos relacionados a Tiago, irmão de senhor, que você tem postado. Agora me resta apenas uma dúvida com relação a este assunto que seria entender a Visão de Eusébio de Cesárea, pois lendo Historia Eclesiástica, primeiramente ele relata:

    “. Naquele tempo também Tiago, o chamado irmão do Senhor- porque também ele era chamado filho de José; pois bem, o pai de Cristo era José, já que estava casado com a Virgem quando, antes que convivessem descobriu-se que havia concebido do Espírito Santo, como ensina a Sagrada Escritura dos evangelhos -; este mesmo Tiago pois, a quem os antigos puseram o sobrenome de Justo, pelo superior mérito de sua virtude, refere-se que foi o primeiro a quem se confiou o trono episcopal da Igreja de Jerusalém. (HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, LIVRO 2, 1:2)

    A primeira vista eu entendo que ele defendia que o Tiago, por sobrenome Justo, era filho de José e Maria e por consequente irmão do Senhor, dendo este o Terceiro Tiago. Porém logo mais a frente Eusébio me confunde relatando:

    “Houve dois Tiagos: um, o Justo, que foi lançado do pináculo do templo e morto a golpes com um bastão; e o outro, o que foi decapitado." Também Paulo menciona Tiago o Justo quando escreve: Outro apóstolo não vi além de Tiago, o irmão do Senhor. (HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, LIVRO 2, 1:5)
    e:

    "Sucessor na direção da Igreja é, junto com os apóstolos, Tiago, o irmão do Senhor. Todos dão-lhe o sobrenome de "Justo", desde os tempos do Senhor até os nossos, pois eram muitos os que se chamavam Tiago. (HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, LIVRO 2, 23:4)

    Ou seja, agora ele relata que só haviam dois Tiagos. Se isso for correto, logo este Tiago, o Justo e irmão do Senhor seria também o Tiago Menor, filho de Clópas(Alfeu).

    ResponderExcluir
  7. continuando:
    Contudo Eusébio só faz ligações de parentesco direto entre Clópas e Tiago, mas sim entre Clópas, Jesus e Simeão:


    “Depois do martírio de Tiago e da tomada de Jerusalém, que se seguiu imediatamente, é tradição que os apóstolos e discípulos do Senhor que ainda viviam reuniram-se de todas as partes num mesmo lugar, junto com os que eram da família do Senhor segundo a carne (pois muitos deles ainda viviam), e todos celebraram um conselho sobre quem seria considerado digno de suceder a Tiago, e todos, por unanimidade, decidiram que Simeão, o filho de Clopas - mencionado também pelo texto do Evangelho -, era digno do trono daquela igreja, por ser primo do Salvador, ao menos segundo se diz, pois Hegesipo refere que Clopas era irmão de José”. (HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, LIVRO 3, 11:1)
    e:

    "Vêm pois, e põe-se à frente de toda a Igreja como mártires e como membros da família do Salvador. Quando em toda a Igreja se fez paz profunda, vivem ainda até o tempo do imperador Trajano, até que o filho do tio do Salvador, o anteriormente chamado Simeão, filho de Clopas, foi denunciado e acusado igualmente pelas seitas, também pela mesma razão, sob o governador consular Ático.” (HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, LIVRO 3, 32:6)

    e:

    “O mesmo escritor nos explica o início das heresias de seu tempo nestes termos:
    "E depois que Tiago o Justo sofreu o martírio, o mesmo que o Senhor e pela mesma razão, seu primo Simeão, o filho de Clopas, foi constituído bispo. Todos o haviam proposto, por ser o outro primo do Senhor. Por esta causa chamavam virgem à Igreja, pois ainda não havia se corrompido com vãs tradições. (HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, LIVRO 6, 22:4)

    Uma vez que ele não diz que Tiago, o irmão do Senhor, não era filho de Clopas e nem irmão Simão nessas citações , e sim que Tiago era primo de Simeão, isto o impossibilitaria de ser filho de Clopas. Porém Eusébio me confunde novamente nesta mesma última citação ao dizer: “Todos o haviam proposto, por ser [o outro primo do Senhor]”. Ou seja, dando a entender que Simeão era primo Senhor como Tiago também era.
    Portanto, Lucas qual era o pensamento concreto de Eusébio em relação ao parentesco de Tiago com o Senhor Jesus?
    E uma outra questão, sabendo-se Cleofas era pai de Simeão conforme Eusébio relata e de Tiago Menor e José (conforme Mc 15:40 e ATOS 1:13), devemos crer que é coincidência eles terem os mesmos nomes dos que acreditamos serem dos irmãos de Jesus(Mt 13:55)?
    Por favor me esclareça estas dúvidas e que Deus lhe abençoe.
    Carlos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Carlos, a paz de Cristo. Como Eusébio diz claramente que Tiago era filho de José, então obviamente não tem como ele ser filho de Clopas, como dizem os católicos. Dos dois textos que você observou, onde aparentemente Eusébio entra em contradição com aquilo que ele havia dito, o segundo se trata de uma tradução vexatória e vergonhosa feita pela Editora Paulus, que aliás costuma sempre adulterar os textos patrísticos ao seu bel prazer, sempre a fim de favorecer as opiniões romanistas. Você pode conferir no site "New Advent", que também é católico (contudo honesto) que o texto diz "um primo", e não "outro primo", ou seja, não está indicando de forma alguma que Tiago fosse primo de Jesus:

      http://www.newadvent.org/fathers/250104.htm

      Sobre a outra citação, onde Eusébio fala de dois Tiagos, se referindo ao irmão de Jesus e ao filho de Zebedeu, isso provavelmente se dá em função do fato de que o outro Tiago (o menor) era praticamente irrelevante nos evangelhos, geralmente só sendo mencionado nas listas de discípulos. Por isso é possível que nesta ocasião Eusébio tenha dado destaque aos dois Tiagos que tiveram mais destaque na história da Igreja. Vale ressaltar que casos assim não são incomuns na Bíblia. Há evangelhos que falam de um cego, aí o outro diz que eram dois cegos; que dizem que há um anjo, e o outro diz que eram dois, etc. Um caso não anula o outro, porque no primeiro caso não diz que havia SOMENTE um anjo ou um cego, e só implica que tinha "pelo menos" um. Da mesma forma, Eusébio diz que havia dois Tiagos, mas não diz que havia SOMENTE dois, e como ele próprio já tinha dito que havia um terceiro não há razão para questionar este fato.

      Sobre a última questão, eu não tenho dúvidas de que é coincidência, porque naquela época não havia a variedade enorme de nomes que existe hoje, e também não havia sobrenome. Então era extremamente comum as pessoas terem os mesmos nomes. Dentre os próprios discípulos havia dois Judas, dois Tiagos, e olha que eram apenas doze. Mas o texto que mais prova de forma definitiva que Tiago menor NÃO era o "irmão/primo" de Jesus é que em Atos 1:13, texto citado por você, ele é mencionado À PARTE dos irmãos de Jesus:

      "E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos" (Atos 1:13-14)

      Assim também, em João 7:5 é dito que os irmãos de Jesus NÃO criam nele, e pouco antes deste episódio, em João 6:59-60, é dito que todos os discípulos creram, exceto Judas. Então Tiago menor não era o "irmão" de Jesus. Em João 7:3, os discípulos também são distinguidos dos irmãos:

      "Disseram-lhe, pois, SEUS IRMÃOS: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que TAMBÉM OS TEUS DISCÍPULOS vejam as obras que fazes" (João 7:3)

      Em Marcos 3:20, é dito que Jesus estava em uma casa com seus discípulos. Poucos versos adiante, é dito que os irmãos de Jesus chegaram, e o chamavam do lado de fora da casa (v.31).

      Em suma, dado o fato de que os irmãos de Jesus são sempre distinguidos de seus discípulos, me parece bastante claro que os dois filhos de Clopas (José e Tiago menor) não tem nada a ver com os irmãos de Jesus descritos na Bíblia.

      Abraços!

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    2. Lucas, dado as novas informações e revelções que estão despontando através do texto bíblico, muita coisa vai mudar com relação aos irmãos de Jesus. E te garanto, tem detalhes que vai fazer muita gente chorar e rir, gritar, espernear e dar glória a Deus.

      Depois que meu artigo sobre uma certa Maria, mãe de Tiago o menor e José, ficar pronto, voce vai entender o que digo.

      Vou postar alguma coisa em breve sobre esse artigo aqui no seu site.

      Abraços

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  8. Me expliquem por favor porque Jesus entregou sua mãe Maria aos cuidados de João?

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    1. http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/mulher-eis-ai-o-teu-filho.html

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    2. Não tem base bíblica sua resposta, vc diz que os "irmãos" de Jesus não criam Nele? Essa é a LABUTA PROTESTANTE de arrumar irmãos para Jesus. Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
      Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.
      João 7:3,4 .... Aí eles acabam de dizer para Jesus fazer as obras para que os discípulos vejam, se isso não é crer o que é? Outra coisa, uma viúva(Maria) deveria ser entregue aos irmãos de sangue como era o costume Judaico, como Jesus NÃO tinha irmãos de sangue entregou sua mãe a João. Vc faz uma interpretação bem fraca para provar sua TESE...PROTESTANTE

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    3. Você é tão burro mesmo ou apenas não sabe ler? O texto é claríssimo e enfático, OS IRMÃOS DE JESUS NÃO CRIAM NELE:

      “Porque NEM MESMO OS SEUS IRMÃOS CRIAM NELE” (João 7:5)

      “E, quando OS SEUS ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: ESTÁ FORA DE SI” (Marcos 3:21)

      Só um asno sem cérebro após ler textos tão explícitos e categóricos como esses dois seria canalha e desonesto o suficiente para concluir que os irmãos de Jesus criam sim nele. Eles não criam, e ainda achavam que estava “fora de si”, ou seja, louco. Seu texto não refuta nada disso, para provar que você realmente não sabe ler não percebeu que ele diz:

      “...SE fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo”

      Será que você não percebeu o “SE”? O “se” denota algo CONDICIONAL, ou seja, os discípulos não estavam dizendo que Jesus realmente fazia os milagres e muito menos que eles criam nisso, mas sim que SE ele realmente faz esses milagres, então que se manifestasse ao mundo ao invés de ficar só nas regiões da Galileia. Ninguém que realmente creia em Jesus coloca as coisas de maneira condicional deste jeito.

      O seu outro argumento de ignorante também já foi refutado no próprio artigo, Jesus não era igual os judeus de sua época, ele colocava o lado espiritual ACIMA do lado natural, o que fica evidente a partir do texto em que ele diz:

      "E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: QUEM É MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto, QUALQUER QUE FIZER A VONTADE DE DEUS, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe" (Marcos 3:32-35)

      É por isso que Jesus entregou a um DISCÍPULO CRISTÃO e não a um INCRÉDULO, porque ele considerava mais importante o aspecto espiritual do que o físico. É claro que você não vai entender nada disso e vai continuar repetindo e repetindo as mesmas lorotas e papagaiando as mesmas imbecilidades de sempre, afinal, você é mais um catoleigo entre tantos. Não exijo que entenda, há gente que não tem capacidade e nem honestidade intelectual para isso. Apenas deixo claro que neste blog eu não debato com zumbi romanista, eu apenas DESMASCARO.

      Não vou desperdiçar tempo precioso com alguém como você, que adultera e distorce tão gritantemente as Escrituras ao seu bel prazer. Se o seu próximo comentário não trouxer exatamente o texto que diga claramente que os irmãos de Jesus já criam nele antes mesmo do momento da crucificação, seus posts serão deletados e eu não vou perder tempo respondendo tudo de novo outra vez. Tenho mais o que fazer. Vá procurar algo também.

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  9. Vc é tão covarde que não vai postar meus textos neh.....poste um seu então....."Obviamente o Tiago de Cleofas e Judas jamais poderiam ser reconhecidos como incrédulos, não podendo estar na casa de Jesus se comportando de tal forma depois de presenciarem – alguns versículos antes deste contexto de João 7 – a gloriosa cena da multiplicação dos pães, quando Pedro testemunha pelos doze: “... E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”, Jo 6:69. Vc em um texto diz que os irmão de Jesus não criam nele, em outro que criam....kkkkkk....ou seja, vc é uma piada, e nem vou usar os elogios que fez a mim pois está explícito quem és...

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    1. Ô burrão, nem o texto do artigo você sabe ler?

      O que o Alon diz aí é que OS DISCÍPULOS Tiago de Cleofas e Judas não eram incrédulos, onde foi que o burrão leu que ele estava falando dos irmãos de Jesus? Francamente, é tanta burrice que eu tenho medo de ser contagiosa. Toma vergonha na cara e leia o que está escrito no parágrafo anterior, imediatamente antes da citação que você pegou:

      “Sem dar consideração alguma, a Bíblia diz que JESUS TINHA IRMÃOS INCRÉDULOS deixando subtendido que todos os quatro estão envolvidos no dialogo com ele, sendo, portanto, IMPOSSÍVEL DE SEREM CONTADOS ENTRE OS DOZE”

      Ficou claro ou vou precisar desenhar?

      Os quatro irmãos de Jesus eram INCRÉDULOS e nenhum deles era um dos doze discípulos, ou seja, os discípulos Tiago e Judas não eram irmãos de Jesus, como afirma a apologética católica que diz que eles eram seus “primos”.

      Sinceramente, sua burrice é insuportável. Não tem como manter a paciência com um sujeito que pega um versículo que diz que os irmãos de Jesus NÃO criam nele e interpreta que os irmãos de Jesus criam nele, e depois não satisfeito com isso ainda distorce grotescamente aquilo que está escrito no meu próprio blog. Faz o seguinte: SUMA DO MEU BLOG. Não volte nunca mais. A próxima vez que eu descobrir que chegou mensagem sua eu deleto antes de ler.

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