13 de agosto de 2016

Igreja Católica: A inimiga da liberdade

(Na foto, o embaixador do papa e Hitler)

A Igreja Católica sempre foi a maior inimiga da liberdade de pensamento e da consciência individual. Isso pode soar espantoso para católicos leigos que tomem como medida apenas o que disseram os papas “modernistas”, do Concílio Vaticano II (1961-1965) para cá. São os chamados “papas bonzinhos”, que surgiram depois da invenção da mídia e numa época pós-modernista em que a Igreja já não tem mais poder político nenhum, nem mesmo para mandar um “herege” para a fogueira. Nessa nova era, os ventos de tolerância trazidos ao mundo pelo protestantismo e pelo iluminismo tornaram inviável o prosseguimento do discurso de intolerância, ódio e preconceito perpetuado por séculos por todos os tipos de papas.

Para tratar adequadamente um assunto tão abrangente e importante como esse seria necessário um outro livro inteiro escrito apenas sobre isso. Por enquanto, basta dizer que a mudança de mentalidade dos papas pós-modernistas se tornou evidente a qualquer teólogo católico sério. O discurso de tolerância para com os grupos não-católicos é relativamente recente e tem incomodado a muitos tradicionalistas, acostumados ao discurso de ódio que foi propagado desde sempre. Muitos deles passaram a acusar abertamente esses papas modernos de apostasia – são os chamados sedevacantistas, porque creem na “sede vacante” (trono vazio), ou seja, que todos os últimos papas são ilegítimos.

Há ainda outros grupos católicos mais extremistas que não chegam ao ponto dos sedevacantistas, mas que afirmam expressamente que o Concílio Vaticano II, embora ecumênico e dirigido por um papa “infalível”, é uma fraude e cometeu muitos erros que levaram a Igreja ao engano do ecumenismo. Tal é a posição da “Associação Cultural Montfort” (que tinha como cabeça o saudoso professor Orlando Fedeli) e de outras organizações do tipo. Há uma divisão explícita dentro da Igreja, que só os católicos mais ingênuos ou desonestos não percebem. E essa divisão não foi causada à toa: foi causada porque os teólogos perceberam que os papas modernos mudaram descaradamente o ensino tradicional da Igreja.

Mas, afinal, qual era esse “ensino tradicional”, do qual os papas atuais tanto se afastaram? Imagine que amanhã os grandes portais de notícias publiquem uma matéria dizendo que o papa Francisco falou o seguinte:

"É livre a qualquer um abraçar ou professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira"

Alguém iria fazer polêmica em torno disso? Lógico que não. A frase acima está tão de acordo com o teor das mensagens do pontífice que muito dificilmente sequer viraria manchete de algum jornal. Todos leriam numa boa e não mudaria nada na vida de ninguém. O que quase ninguém sabe é que esta frase, exatamente do jeito que está escrita, foi incluída pelo papa Pio IX (1792-1878) na lista de teses condenadas da sua encíclica Syllabus (1864)[1].

Ou seja, para o papa Pio IX, não é livre a qualquer um abraçar ou professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira. As pessoas não são livres para escolher a religião que sua consciência individual diz ser a verdadeira: elas são obrigadas a aceitar o catolicismo. Agora sim, se o papa Francisco dissesse uma coisa dessas nos dias de hoje, seria um escândalo que sairia nas manchetes de todo jornal! É óbvio que algo desta natureza jamais sairia da boca de Francisco ou de qualquer outro papa pós-moderno, que já adotou a mentalidade de ecumenismo e tolerância apregoados pelo Concílio Vaticano II.

O que você diria então se eu lhe dissesse que o papa Francisco afirmou o seguinte:

“Esta fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errônea, digo melhor disparate, que afirma e que defende a liberdade de consciência. Esse erro corrupto que abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de alguém asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma do que a liberdade do erro?”

É claro que você já sabe que o papa Francisco não disse, nem jamais diria, uma coisa dessas. Quem disse, então? Um ateu? Um comunista? Um satanista? Um demônio? Lutero? Afinal, quem era esse feroz inimigo da liberdade de consciência? Não foi ninguém, apenas um tal de Bartolomeu Alberto Cappellari... também conhecido como papa Gregório XVI (1831-1846). Ele escreveu isso em sua encíclica “Mirai-vos”[2] (1832), até hoje muito citada por sedevacantistas e tradicionalistas que detestam os efeitos do Vaticano II.

Para este papa – em um documento oficial da Igreja, note bem – a liberdade de consciência era um horror, um absurdo, um disparate, um “erro corrupto”, em suas próprias palavras. Era um escândalo defender a liberdade quando o certo é crer cegamente no catolicismo romano e ficar amarrado a ele para o resto da vida. O papa não quer livres pensadores; quer um gado que obedeça sem pensar. Isso explica a famosa declaração de Inácio de Loyola: “Acredito que o branco que eu vejo é preto, se a hierarquia da Igreja assim o tiver determinado”[3].

Quanta diferença disso para Lutero, que, quando foi julgado pela Dieta de Worms e instigado a se retratar de seus ensinamentos, disse: “A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos convincentes, nada consigo nem quero retratar, porque é difícil, maléfico e perigoso agir contra a consciência”[4]. Enquanto um quer uma legião de seguidores cegos e fanáticos que cauterizam sua própria consciência para seguir incondicionalmente um sistema papal tirânico, o outro estava disposto a seguir as evidências para onde elas levassem, agindo em conformidade com as Escrituras e com a razão. Algo abominável no ponto de vista de todos os papas desde o período medieval até o Vaticano II.

Na mesma encíclica, Gregório XVI mostra todo o seu horror à liberdade de opinião:

As cidades que mais floresceram por sua opulência, extensão e poderio sucumbiram, somente pelo mal da desbragada liberdade de opiniões, liberdade de ensino e ânsia de inovações.[5]

É claro que os ataques à liberdade de imprensa não poderiam ficar de fora. Se as pessoas não tinham nem o direito de pensar livremente, quanto menos de publicar coisas contrárias ao pensamento hegemônico romanista. Por isso, Gregório XVI dedica um tópico à “Monstruosidade da Liberdade de Imprensa” (sim, definida nestes termos), o qual diz que a maldita liberdade de imprensa “nunca é condenada suficientemente”[6], e ainda esbraveja contra aqueles que pregavam a tolerância e a liberdade, dizendo:

Quão falsa, temerária e injuriosa à Santa Sé e fecunda em males gravíssimos para o povo cristão é aquela doutrina que, não contente com rechaçar tal censura de livros como demasiado grave e onerosa, chega até ao cúmulo de afirmar que se opõe aos princípios da reta justiça e que não está na alçada da Igreja decretá-la.[7]

O papa diz expressamente que a Igreja Romana «sempre perseguiu escritos maus» e que a Sé Apostólica «sempre condenou os livros suspeitos», devendo eles ser queimados e proibidos. Não é preciso dizer que algo do tipo você jamais iria ver um papa como Francisco ou João Paulo II sustentando.

Os sedevacantistas e ultratradicionalistas podem ser extremistas intolerantes, inimigos da liberdade e cheios de ódio, mas uma coisa é certa: teologicamente, eles estão do lado certo da disputa. Os fatos e argumentos estão todos do lado deles. É inquestionável que os papas modernos alteraram mesmo, e descaradamente, a doutrina que pautou a Igreja Romana por séculos. Eles cometeram o tão grande pecado de transformar uma instituição tirânica em algo relativamente tolerante – um pecado, já que a Igreja é infalível e por isso não pode voltar atrás em questões de fé.

Mesmo depois que a Inquisição já tinha ido pro beleléu e a Igreja assassina já não tinha mais como matar ninguém, os papas continuaram condenando ferozmente a liberdade de pensamento e a consciência individual, como se fossem os piores demônios trazidos do quinto dos infernos para atormentar a Santa Igreja. O papa Leão XIII (1878-1903), em sua encíclica Libertas Praestantissimum (1888), assim escreve:

Oferecer ao homem liberdade (de culto) de que falamos, é dar-lhe o poder de desvirtuar ou abandonar impunemente o mais santo dos deveres, afastando-se do bem imutável, a fim de se voltar para o mal. Isto, já o dissemos, não é liberdade, é uma escravidão da alma na objeção do pecado.[8]

E ainda:

A propósito dos indivíduos, examinemos esta liberdade tão contrária à virtude da religião: a liberdade de culto, como lhe chamam, liberdade que se baseia no princípio de que é lícito a cada qual professar a religião que mais lhe agrade, ou mesmo não professar nenhuma.[9]

Mais uma vez, vem à tona o conceito católico de “liberdade”. Liberdade, para os papas anteriores ao Vaticano II, era a liberdade para optar pelo catolicismo romano e nada mais. O mesmo tipo de “liberdade” que os fascistas ofereciam ao povo na época de Mussolini: a liberdade de optar somente pelo fascismo. Ninguém precisa ser inteligente para perceber o quanto este conceito de “liberdade” é falacioso e sofista. Nada mais é do que um jogo de palavras para a intolerância e a oposição à liberdade. Para o papa Leão XII, a “verdadeira liberdade” consistia em proibir o culto das outras religiões que não fossem a católica.

Depois de chamar de «perniciosa» a separação da Igreja (Romana) e do Estado[10], ele arremata:

Uma outra liberdade que também muito alto se proclama, é aquela a que dão o nome de liberdade de consciência. Se por isso se entende que cada qual pode indiferentemente, a seu bel-prazer, prestar ou deixar de prestar culto a Deus, os argumentos acima apresentados bastam para a sua refutação.[11]

Que ninguém se engane pensando que neste trecho o papa estava se opondo apenas à liberdade dos ateus. Como já vimos, o único tipo de «culto a Deus» que ele tolerava e que achava legítimo era o culto católico romano. Todos os outros tipos de culto (não-católicos) não eram liberdade, mas «escravidão da alma». O que ele está dizendo aí é pura e simplesmente que ninguém pode ter liberdade de consciência para optar por algo que não seja o catolicismo. É o mesmo conceito que os outros papas expressaram. Você não é livre, você é obrigado a ser católico. Para deixar este conceito monstruoso mais bonitinho, preferiam jogar com as palavras e dizer o mesmo em outros termos: você é livre, desde que seja católico.

O livre-arbítrio que Deus nos deu, a Igreja Católica fez de tudo para tirar. Deus permitiu que o homem escolhesse livremente entre o bem e o fruto proibido, e os papas só permitiam que os homens escolhessem o fruto proibido, ou seja, as suas doutrinas romanas perniciosas. Nada mais útil para corroborar isso do que a encíclica de um outro papa que escreveu depois do fim da Inquisição. Trata-se de Pio IX, que escreveu em sua encíclica Quanta Cura (1864):

E, contra a doutrina da Sagrada Escritura, da Igreja e dos Santos Padres, não duvidam em afirmar que “a melhor forma de governo é aquela em que não se reconheça ao poder civil a obrigação de castigar, mediante determinadas penas, os violadores da religião católica, senão quando a paz pública o exija”. E com esta ideia do governo social, absolutamente falsa, não hesitam em consagrar aquela opinião errônea, em extremo perniciosa à Igreja Católica e à saúde das almas, chamada por Gregório XVI, nosso predecessor, de feliz memória, loucura, isto é, que “a liberdade de consciências e de cultos é um direito próprio de cada homem, que todo Estado bem constituído deve proclamar e garantir como lei fundamental, e que os cidadãos têm direito à plena liberdade de manifestar suas ideias com a máxima publicidade – seja de palavra, seja por escrito, seja de outro modo qualquer –, sem que autoridade civil nem eclesiástica alguma possam reprimir em nenhuma forma”. Ao sustentar afirmação tão temerária, não pensam nem consideram que com isso pregam a liberdade de perdição, e que, se se dá plena liberdade para a disputa dos homens, nunca faltará quem se atreva a resistir à Verdade, confiado na loquacidade da sabedoria humana, mas Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo ensina como a fé e a prudência cristã hão de evitar esta vaidade tão danosa.[12]

Aqui, o papa Pio IX condena as teses de que:

• A melhor forma de governo é aquela em que não se reconheça ao poder civil a obrigação de castigar, mediante determinadas penas, os violadores da religião católica, senão quando a paz pública o exija.

• A liberdade de consciências e de cultos é um direito próprio de cada homem, que todo Estado bem constituído deve proclamar e garantir como lei fundamental, e os cidadãos têm direito à plena liberdade de manifestar suas ideias.

O papa também esbraveja contra aqueles que dizem “que a Igreja não tem direito de castigar com penas temporais os que violam suas leis”[13]. Para o papa, a Igreja tem o direito de castigar fisicamente aqueles que não seguirem o catolicismo – e ele disse isso décadas depois de a Inquisição ter parado de caçar pessoas, o que mostra que a mentalidade da Igreja em nada tinha mudado. O papa queria continuar a impor castigos temporais aos que o desobedecessem, embora não pudesse mais fazer isso. A Igreja só parou de matar porque não tinha mais como continuar fazendo isso sem o apoio das autoridades civis, e não porque tenha refletido bem e decidido que assassinar não-católicos é errado.

A conclusão a que se chega é que, para o papa Pio IX, o poder civil tem a obrigação de castigar quem manifesta uma opinião não-católica mediante a liberdade de expressão do pensamento, e ninguém tem liberdade de culto se não for católico. Ou seja, a Igreja Católica é totalmente a favor da liberdade, desde que seja a liberdade dela em castigar qualquer um que queira ser livre das suas garras.

O papa Pio X, já em 1904, afirmava que “somente o colégio dos pastores tem o direito e a autoridade de dirigir e governar. A massa não tem direito algum, a não ser o de deixar-se governar tal qual rebanho obediente que segue seu Pastor”[14]. Se esse era o respeito e a dignidade que os papas davam ao próprio povo católico, imagine o que eles não pensavam a respeito dos protestantes e dos demais não-católicos.

O absurdo do atentado contra a liberdade de consciência propagado explicitamente pela Igreja Romana em séculos passados é ainda exposto abertamente no já mencionado Syllabus (1864), que é uma encíclica papal onde ele elenca os principais erros do modernismo. Entre as teses condenadas, constam:

55º A Igreja deve estar separada do Estado e o Estado da Igreja[15].

77º Na nossa época já não é útil que a religião católica seja tida como a única religião do Estado, com exclusão de quaisquer outros cultos[16].

78º Louvavelmente determinaram as leis, em alguns países católicos, que aos que para aí emigram seja lícito o exercício público de qualquer culto próprio[17].

79º É falso que a liberdade civil de todos os cultos e o pleno poder concedido a todos de manifestarem clara e publicamente as suas opiniões e pensamentos produza corrupção dos costumes e dos espíritos dos povos, como contribua para a propagação da peste do Indiferentismo[18].

Lembre-se de que esses pontos não eram as teses que o papa concordava, mas as que ele rejeitava. Está muito claro que o mundo ideal na cabeça do papa Pio IX era aquele no qual não existia separação entre a Igreja e o Estado, tal como numa teocracia católica, onde todos cultos das outras religiões são proibidos e ninguém pode manifestar opiniões ou pensamentos que contrariem a doutrina da Igreja. Ou seja, Pio IX queria voltar à Idade Média.

Isso tudo mostra claramente que, mesmo depois que a Inquisição acabou, a mentalidade de intolerância, repressão, perseguição e coação permaneceu na Igreja. Logicamente, apologistas católicos irão fazer verdadeiros malabarismos de Cirque du Soleil para negar o óbvio do que estes textos estão dizendo. Irão fazer contorcionismos interpretativos, dar um duplo twist carpado e zombar da inteligência dos leitores, que podem perfeitamente perceber sem a ajuda de ninguém o que estes textos estão dizendo.

Outros irão admitir que os textos dizem isso, mas que na verdade os papas estavam querendo dizer o oposto do que falaram. Não, não queriam: eles pensavam precisamente da forma que se expressaram. Qualquer um que estude a Idade Média e Moderna percebe que essa era exatamente a ideologia deles. Os únicos que tomam textos como esses na seriedade são os sedevacantistas, mas esses já concluíram que os papas modernos são farsantes ilegítimos, porque contrariam diretamente o que esses papas antigos afirmavam. O que também é uma das provas mais fortes de que os papas mudaram mesmo: hoje, nenhum deles ousaria dizer ou escrever algo do tipo, muito menos em um documento oficial.

Os que ainda insistem em não ver mudança na doutrina da Igreja porque querem continuar acreditando que a mesma é a “verdadeira e única Igreja de Cristo”, guiada por papas infalíveis e assistida pelo Espírito Santo, precisam mudar o significado óbvio dos textos ou negar que os documentos possuem credibilidade – o que é impossível, já que são todas encíclicas escritas a dedo pelos papas em matéria de fé. Qualquer historiador sério reconhece a autenticidade destes documentos e os próprios tradicionalistas e sedevacantistas os disponibilizam em seus sites católicos. Simplesmente não tem para onde correr. Não há justificativa para o injustificável.

Os historiadores reconhecem unanimemente essa face negra da Igreja Católica, rival número um da liberdade de pensamento. Eugênio Pelletan dizia que “a Inquisição perseguia a independência do pensamento, por ela chamada de heresia”[19]. Green destaca que, “para a Inquisição, o que era mais perigoso e o que mais precisava ser punido era justamente a independência de pensamento e crença”[20]. Acusando as outras interpretações de serem subjetivas, a Igreja esqueceu-se de que “a objetividade da doutrina é fruto da subjetividade coletiva do corpo clerical que a impõe como objetiva aos outros”[21].

A influência nefasta da ditadura católica do pensamento se fez presente na sociedade até pouco tempo. No Brasil, já na década de 30, o famoso historiador positivista Ivan Lins, membro da Academia Brasileira de Letras, teve uma conferência sua sobre a Idade Média interrompida por grupos de fanáticos católicos baderneiros e vândalos que não lhe permitiram concluir sua palestra, tamanho era o ódio que tinham à liberdade de expressão alheia. O detalhe curioso da história é que o livro de Lins sobre a Idade Média não tem nada de anticatólico, embora fale algumas poucas verdades inconvenientes. Mesmo assim, qualquer coisinha era o suficiente para reprimir a liberdade de pensamento.

No dia seguinte à confusão, os jornais do país se dividiram: uns publicando notas de apoio a Lins, e outros o condenando pelo seu livre pensamento. Um dos jornais que atacou o historiador dizia:

Acredito que a conferência do senhor Ivan Lins fosse sectária, porque em caso contrário não haveria vaia. Se o senhor Ivan Lins quer a liberdade de pensamento, ele compreenderá que o pensamento, para ser livre, deve estar condicionado à verdade, assim não haverá nem vaia nem motivo para isso.[22]

Perceba que a lógica de pensamento exposta por este homem é exatamente a mesma dos papas que vimos até aqui – o moço também não sabia que no futuro surgiria um Concílio Vaticano II mudando tudo. Para ele, Ivan Lins era “livre”, mas desde que fosse para manifestar pensamento católico. Do contrário, teria que ser censurado. Este era exatamente o mesmo procedimento dos nazistas: todo mundo na Alemanha de Hitler era “livre” para manifestar seu pensamento, desde que este pensamento fosse favorável aos nazistas. Do contrário, hasta la vista.

Os muçulmanos radicais até hoje dão essa mesma “liberdade” da Igreja Católica e do nazismo: você é totalmente livre para ir pregar o evangelho nos países árabes... desde que seja o “evangelho” de Maomé. Essa é a “liberdade” dos regimes ditatoriais e tirânicos, um mero trocadilho fútil para a repressão do pensamento e a violação da livre consciência.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

- Extraído do meu livro: "A Lenda Branca da Inquisição".

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[3] The Spiritual Exercises of St. Ignatius, Vintage Books edition, Rules, 352-362, 365, pp. 124-124.
[4] Apud MILLER, Stephen M; HUBER, Robert V. A Bíblia e sua história – o surgimento e o impacto da Bíblia. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006, p. 165.
[5] Encíclica “Mirai-vos”, 10.
[6] ibid, 11.
[7] ibid, 12.
[9] ibid, 24.
[10] ibid, 22.
[11] ibid, 37.
[13] ibid, 6.
[14] Cf. M. Schmaus, Der Glaube der Kirche, II, Munique, 1970: 102.
[16] ibid.
[17] ibid.
[18] ibid.
[19] PELLETAN, Eugênio. Prólogo ao livro de Gallois. Apud PALMA, Ricardo. Anais da Inquisição de Lima. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Giordano, 1992, p. 118.
[20] GREEN, Toby. Inquisição: O Reinado do Medo. Rio de Janeiro: Editora Objetiva Ltda, 2007.
[21] EYMERICH, Nicolau; PEÑA, Francisco. Manual dos Inquisidores. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993, p. 25. Prefácio.
[22] “Vozes de Petrópolis”, número de novembro de 1938. Citado em: LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1944, p. 465-466.

46 comentários:

  1. Lucas, eu ja vc usar como fonte o livro " O lado negro do cristianismo " , mas o que vc acha desse livro? Ele não é muito tendencioso contra os cristãos, e não ataca tanto católicos como protestantes

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    1. Não é tendencioso e nem ataca o Cristianismo de uma forma colérica ou desrespeitosa como Dawkins e outros autores neo-ateus fazem. Apenas dizem verdades que podem ser confirmadas por qualquer um e que são de conhecimento público. Sim, ele ataca o protestantismo também, mas respeitando as devidas proporções. Como a Igreja Romana é a responsável por praticamente todas as mazelas da história do Cristianismo, uns 98% do livro é para abordar os crimes cometidos por ela, e outros 2% para falar dos crimes da Igreja Ortodoxa e do Protestantismo.

      Ou seja, não é um livro tendencioso que tenta equiparar todas as vertentes do Cristianismo como se fossem todas igualmente ruins ou como se todas tivessem uma mesma dívida histórica e culpa no cartório. E nós protestantes, diferentemente dos apologistas católicos, sabemos reconhecer nossos próprios erros e não temos receio nenhum em fazer isso, pois diferentemente deles nós não cremos que alguma igreja protestante seja "infalível", então não precisamos dar justificativas absurdas e delinquentes para monstruosidades morais inaceitáveis.

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  2. Quem disse que o Papa Francisco é a favor da liberdade de consciência?
    Ele mesmo afirmou:

    Pope Francis: religion should not be confined to 'personal conscience'
    http://en.radiovaticana.va/news/2015/04/18/pope_religion_should_not_be_confined_to_personal_conscience/1137800

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    1. Difícil avaliar isso quando a frase é citada de "paraquedas", sem nenhum contexto. Não se trata de uma bula, ou de uma encíclica, ou de uma carta apostólica, ou de uma homília ou de qualquer outra coisa que se possa buscar o contexto geral de toda a carta para avaliar o que ele estava querendo dizer com isso. Trata-se apenas de uma conversa rápida com o presidente italiano, um jornalista foi lá, recortou um pequeno trecho polêmico da conversa e sem nenhum contexto publicou ali. Sei lá, me parece o tipo de coisa que os católicos costumam fazer com os escritos de Lutero. Não me parece que ele estava obrigando todo mundo a ser católico contra a sua própria consciência, como os outros papas fizeram. Tampouco me parece que o contexto era de reprimir a liberdade de opinião, a liberdade de imprensa ou o culto das religiões não-católicas. Tanto é que os outros trechos recortados tratam de coisas absolutamente distintas.

      Cabe lembrar que este é o mesmo papa que foi tão longe na defesa da consciência individual que chegou a defender que até os ateus poderiam ser salvos se seguissem sua consciência:

      https://noticias.gospelmais.com.br/papa-francisco-ateus-precisam-crer-deus-salvos-60461.html

      https://pt.zenit.org/articles/o-senhor-remiu-a-todos-com-seu-sangue/

      Também cabe ressaltar que este é o mesmo papa que entrou em uma igreja evangélica pentecostal e orou com os crentes daquela igreja, o que seria um escândalo absurdo e inadmissível para qualquer papa até meados do século passado:

      http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/07/1492202-papa-pede-perdao-pelas-perseguicoes-dos-catolicos-aos-protestantes.shtml

      E cabe lembrar que este mesmo papa pediu perdão aos evangélicos pelas perseguições dos católicos contra nós, o que também você nunca irá ver um papa medieval ou da Idade Moderna dizendo a respeito de qualquer religião não-católica que já tivesse sido perseguida pela Igreja Romana:

      http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/papa-pede-perdao-por-perseguicoes-dos-catolicos-aos-pentecostais.html

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  3. Olá Lucas.
    Li e gostei, achei a exposição das idéias correta. Sou protestante convicto, filho de protestante e dos apologistas católicos que vi, nenhum me convenceu do contrário. mas a minha ressalva é a seguinte: na minha opinião, a intolerância não era exclusivo do catolicismo mas algo que permeava toda a cultura antiga (da qual o catolicismo fazia parte). Nem nos dias atuais vemos tolerância com não-ortodoxo. Creio que liberdade de expressão é algo recente conquistado a duras penas. O livre exame ainda não é bem aceito nem no meio protestante. Ainda levaremos algum tempo pra que o tenhamos um ambiente saudável onde as idéias sejam importante sim, mas não superior a vida e a dignidade humana.
    Na paz de Cristo.

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    Respostas
    1. Concordo, mas qualquer um que estude história antiga verá que existiam religiões mais intolerantes e outras menos intolerantes, não eram todas iguais e nem estavam no mesmo nível umas das outras. Da mesma forma que não dá pra igualar Islamismo e Budismo nos dias de hoje em termos de tolerância, também não dá pra comparar Catolicismo Romano com Protestantismo e Catolicismo Ortodoxo nos séculos passados. Todos cometeram erros, mas em proporções absolutamente distintas, e é preciso manter em mente o senso de proporção para não incorrer no equívoco de considerar todas as religiões iguais em termos de tolerância ou intolerância.

      Abs.

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    2. Ola Lucas.
      Assim com você, também gosto de teologia. Venho lendo seus artigos e acompanhando quando posso. Mas sem querer criar polêmica, um apologista católico disse que a salvação é independente de nossa teologia, seja essa teologia qual for (católica, protestante, ortodoxa, reformada...) pois a verdade não é um conjunto de idéias corretas sobre Deus, sobre a vida, o universo... Mas a verdade é uma pessoa, é Jesus. Não que a teologia não seja importante. Mas a sua importância se perde diante a pessoa de Jesus. É Cristo que nos pega pela mão e nos salva. A bíblia está repleta de exemplos de pessoas praticamente analfabetas em teologia (Ex. Ladrão da cruz) que foram salvas versus alguém que recebeu a mais perfeita teologia (Judas, alguém duvida que Judas recebeu a mais perfeita teologia?) e não alcançou a salvação. Gostaria de saber sua opinião sobre o tema.

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    3. Não é exatamente assim. Concordo plenamente que a salvação não vem pela quantidade de conhecimento teológico recebido ou conquistado, há grandes teólogos que se tornaram liberais e praticamente ateus, outros que mantém ortodoxia mas não tem vida com Deus e irão para o inferno, e também pessoas simples, analfabetas e com pouca instrução mas que serão salvas por terem uma vida de comunhão e intimidade com Deus. ENTRETANTO, é importante ressaltar que a teologia é importante sim, porque uma má teologia e uma doutrina errônea pode levar a consequências PRÁTICAS que farão com que alguém possa não ser salvo.

      Por exemplo, é importante entender teologicamente que o culto às imagens é idolatria, porque em caso contrário seremos levados a crer que isso não tem nenhum problema, e poderemos incorrer em idolatria que é um dos pecados mais graves expressos em toda a Bíblia, perfeitamente capaz de levar uma alma à condenação final. Outras doutrinas errôneas podem não levar ao inferno por si mesmas, mas podem contribuir fortemente para isso. Há muitos e muitos casos, mas vou aqui dar somente dois exemplos:

      1) O purgatório. Muitos católicos não se preocupam completamente em se santificar totalmente, porque pensam que podem ser mornos na vida cristã e passar na "segunda chamada", ou seja, pelo purgatório. A Igreja Romana ensina oficialmente que há certos pecados que a pessoa pode cometer o quanto quiser sem ir para o inferno, ela só vai pro inferno se cometer os pecados mais graves. O problema é que a Bíblia ensina expressamente o contrário, como escrevi no meu artigo sobre o purgatório. Pecados "menores", se praticados deliberadamente e sem arrependimento, também levam à condenação. Ou seja, a ICAR alivia a consciência das pessoas, fazendo-as se conformar com o pecado, por pensarem que na pior das hipóteses entrarão no Céu do mesmo jeito, apenas passando pelo purgatório primeiro.

      2) A confissão auricular. Há numerosos relatos de católicos devotos que pecam deliberadamente pensando que para serem perdoados basta ir se confessar a um sacerdote em particular e pronto. Inclusive multidões de católicos que pulam carnaval de propósito, mesmo sabendo que isso é pecado, já sabendo que depois bastarão se confessar ao padre na "Quarta-feira de cinzas" e pronto, está tudo certo. E mesmo se um sacerdote não perdoar, ele pode simplesmente ir se confessar a um outro sacerdote católico que com certeza irá perdoá-lo. Ou seja, na prática, o católico pode pecar o quanto quiser, mesmo que deliberadamente e sem arrependimento, que a confissão e o "perdão" do padre é o suficiente para ela se sentir de consciência limpa.

      Isso não significa que todo católico do planeta que creia nessas duas doutrinas irá necessariamente se entregar ao pecado. Mas significa que pode influenciar a vida de muitos deles, como de fato vemos acontecer sempre, e isso por culpa de uma teologia que foge da Bíblia.

      Abs!

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    4. Olá Lucas.
      Gostaria de conhecer sua opinião sobre ecumenismo e sobre diálogo inter-religioso.

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    5. Se esse "diálogo" fosse APENAS um diálogo mesmo, ou seja, uma forma de as pessoas respeitarem e tolerarem a fé alheia, uma ligação em amor apenas, eu seria o primeiro a concordar com a ideia. Mas, infelizmente, sabemos que na prática não é assim. Ecumenismo e diálogo inter-religioso nada mais são senão formas de tentar realizar sincretismo doutrinário entre diferentes religiões, às vezes até abrindo mão de crenças da sua fé para fazer consessões ao outro, o que é absurdo. Na prática, é o mesmo que negociar sua fé para agradar uma pessoa de uma fé alheia. Eu não vendo e nem negocio a minha fé.

      O que creio, em seus mínimos detalhes, é o que creio e não vou abrir mão disso apenas para ser mais "bonzinho" com as outras religiões. Se alguém vai se desagradar com alguma coisa que eu creio, paciência. Mas eu não vou abrir mão de nada quando se trata da fé. A heresia, o erro e a heterodoxia precisam ser combatidos pelo bem da verdade e para a salvação de almas, ainda que isso incomode uma grande quantidade de pessoas, ainda que isso me garanta mais inimigos, ainda que isso me atraia perseguição e ódio, ainda que isso me faça parecer ser "intolerante" ou "fundamentalista" aos olhos do mundo. Eu não busco a glória e a aprovação dos homens, mas a de Deus. Isso me basta.

      Abs!

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    6. Olá Lucas entendi seu ponto de vista. Mas você não acha que a busca pela ortodoxia a qualquer custo não é tão perigoso quanto a heterodoxia? Pergunto isso a você porque conheci pessoas que fizeram da ortodoxia um deus e muitas delas fracassaram na fé (à meu ver) porque resumiram o cristianismo à ortodoxia. Na sua opinião Paulo não cometeu esse mesmo erro? (Fl 3.4-6). Obrigado amigo.

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    7. Acho sim, por isso que sempre faço questão de insistir que a vivência prática da fé cristã (oração, louvor, leitura da Bíblia, santidade, etc) é prioridade absoluta sobre a defesa da "ortodoxia" e os artigos teológicos doutrinários. Tem muita gente que passa o dia todo estudando e escrevendo para refutar e refutar, independentemente da religião que defenda, mas que não tem um pingo de comunhão e proximidade com Deus. Gente assim é igual neo-ateu, que também passa o dia todo "refutando" cristãos na internet, e que obviamente não se importam com Deus. Teólogos que apenas leem e escrevem, sem ter o fundamento básico da busca a Deus em primeiro lugar, são como ateus na prática.

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  4. Boa tarde amigo Lucas,o amigo já assistiu um vídeo no you tube aonde Jesus crucificado em uma igreja, na cidade do México abre e fecha os olhos é hilario.Um abraço do amigo Marcos Monteiro.

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    1. Me parece legítimo (#sqn).

      Abs!

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    2. Cara lógico que aquilo não é verdade e já foi visto no site Boatos.org.
      Um monte de boboseira aparece na internet, mds... como alguém pode acreditar nisso?
      Tem que ser bem demente.

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  5. LUCAS PODE HAVER PESSOAS REGENERADAS PELO ESPIRITO SANTO DENTRO DA IGREJA CATOLICA E MESMO ASSIM CONTINUAR LA. ABS!

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    1. É difícil, porque a tendência é que pessoas regeneradas sejam iluminadas por Deus para descobrir a verdade e assim sejam movidas ao caminho certo. Não é possível que alguém que leia honesta e seriamente o Novo Testamento inteiro continue sendo católico.

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    2. Lucas, tenho certeza que foi uma acusação, não uma pergunta. :p

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  6. Lucas, saudações
    O que você acha da ideia desse padre de usar a caça aos pokemons pra evangelizar os jovens.
    http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/08/padre-convoca-novos-treinadores-capturarem-pokemon-em-igreja-de-sp.html

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    1. Achei ótima a ideia, uma ótima forma de atrair os mais jovens, é até impressionante que tenha vindo de um padre, quando em tese a Igreja Católica é mais tradicional e conversavadora em relação a essas coisas do que as igrejas evangélicas.

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  7. kkkkk Já viu Lucas??? kkkkkkkk https://youtu.be/LdJtfQbJ7sg

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    1. Vou dar uma olhada, faz muito tempo que não vejo vídeo nenhum dele, é de embrulhar o estômago assistir a tantas aberrações e imbecilidades ao mesmo tempo, o cara parece que faz vídeo do hospício...

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  8. https://youtu.be/LdJtfQbJ7sg Olha o Conde falando bosta

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    1. "Conde falando bosta" é pleonasmo. Tá errado seu português. Vamos estudar mais :p

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    2. Como sempre... o sujeito é um poço imundo cheio de burrice e ignorância. Chega a dar pena.

      http://heresiascatolicas.blogspot.in/2016/03/por-que-eu-nao-respondo-ao-conde.html

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  9. Você usa Windows ou Linux ou Macintosh?

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    1. Qual versão você usa?
      Lucas, cuidado: o Windows é muito vulnerável a vírus e spywares. Uma vez peguei um rootkit - um dos piores tipos de vírus, praticamente impossível de remover - usando o Orkut. Tome muito cuidado porque um católico raivoso pode dar um jeito de instalar um vírus no seu PC, e deletar esse site. Recomendo que use Linux, pelo menos para logar/postar nos site. Pode parecer besteira, mas muita gente que tem grandes portais, como você, faz isso.
      O Linux Mint/Ubuntu é bem mais fácil de mexer do que o Windows, até instalar programas é mais fácil.
      Abraço.

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    2. Eu uso o Windows 7.

      Agradeço pela sugestão, mas sempre usei o Windows e até o momento, pelo menos, não tive nenhum inconveniente. De qualquer forma, todo o blog passa por backup com frequência, de modo que mesmo se um católico hackear ou deletar o blog, no mesmo dia eu posso criar outro com o mesmo conteúdo totalmente restaurado, com todos os artigos e comentários.

      Abs!

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  10. Lucas, todo mundo já sabe que a ICAR é uma igreja herética, assassina, contra a liberdade, e tudo mais. Os 95423574247 textos do seu blog mostram isso. Você tem planos de "dar um tempo" nesse projeto e começar algum outro, ou vai continuar postando no blog?
    Pergunto isso porque percebi que você diminuiu a frequência com que posta artigos...
    Abraço

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    1. Eu estou formulando oito módulos de cursos online que irei lançar nos próximos meses, um por mês. Os módulos são esses:

      1. Apologética I: Catolicismo.
      2. Apologética II: Ateísmo.
      3. Teologia I: História da Igreja.
      4. Teologia II: Soteriologia.
      5. Teologia III: Imortalidade da Alma.
      6. Teologia IV: Escatologia.
      7. Teologia V: Vida Cristã.
      8. Teologia VI: Igreja Moderna.

      Como você pode ver, o primeiro é justamente sobre catolicismo. Mas quando eu acabar esse módulo eu irei partir para os próximos e então realmente não terei como manter o ritmo de dois artigos por semana (em média) como venho postando nos últimos tempos. Ainda assim pretendo sempre escrever pelo menos um artigo por semana, mesmo se estiver acabando os assuntos não será difícil arranjar um site católico qualquer por aí para refutar as bobagens e assim manter pelo menos um artigo por semana mesmo quando o meu foco principal já for outro.

      Abs!

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  11. Alguns calvinistas possuem uma iconoclastia extremamente radical. Até mesmo filmes retratando a figura de Cristo são errados, pois, segundo eles, tais tipos de imagens violam o segundo mandamento. Fonte: Catecismo Maior de Westminster, 109.
    Já os luteranos tem uma opinião bastante contrária. Eles usam sim imagens de Cristo como homem, não acreditam que seja errado. Fonte: luteranos que eu já tive oportunidade de conversar.
    Qual das duas visões é a correta?
    Abraço.

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    1. O que o segundo mandamento proíbe não é imagens de Cristo, mas sim imagens de alguma coisa que possa tomar o lugar de Deus e ser cultuada. Portanto neste ponto eu discordo de Westminster.

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  12. Senhor Lucas bom dia!

    Quero lhes dizer que, sou católico porem, um católico não muito praticante, e tenho um ponto de vista que: "Toda religião é um caminho para Deus" sou contra qualquer tipo de violência religiosa ou não.

    Quero lhe dizer que, concordo plenamente com o senhor.

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    1. Olá, obrigado por expor seu ponto de vista educadamente. Deus lhe abençoe.

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  13. Estava aqui pensando nas falcatruas da Igreja Católica e me vi dentro da Bíblia. Uma das mais fortes expressões da liturgia católica, se não a principal, foi inserida dentro de todas as Bíblias protestantes - o cúmulo do absurdo. E os protestantes trinitarianos adoraram. O poder católico e terrível!

    "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo", Mat 28:19.

    A parte final do versículo jamais foi citada por Jesus.

    "... Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"

    Só falta agora bater o sininho

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  14. Lucas, já viu o novo vídeo do Conde sobre você, dizendo que você é "nova Patrícia Lelis" do evangelismo? Ele disse que essa foto de Hitler com o Papa é adulterada.

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    1. Não vi, mas responderei a isso quando escrever meu artigo sobre a Igreja Católica e o Nazismo, durante a semana que vem.

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  15. Olá irmão-san, paz!

    Sou "evangélico-protestante" a título de classificação, mas não me considero nenhum dos dois; apenas CRISTÃO mas, enfim...

    Conheci o seu site através do irmão Julio (Severo) sobre a onda toda de Olavão e o papa (a imagem tá muito engraçada, rs) e estou gostando muito! sigo Olavão até onde der mas, como CRISTÃO, tem horas que não dá, mas também o reconheço e não o rechaço totalmente ("Ouvir de tudo e reter o que é bom").
    Vocês, irmãos protestantes, BOTAM PRA LÁ QUANDO O ASSUNTO É CATOLICISMO! isso não tem para onde não reconhecer!

    Bem, não concordo com alguns pontos do calvinismo/ protestantismo, mas conheço a Verdade, assim como há muita coisa evangélica que eu discordo.

    Parabéns pelo seu site e muito obrigado! aprendi muita coisa hoje lendo esse texto (como é que eu vou pregar para uma mulher católica sem ser agressivo?... é fogo!). Deus fique com você!

    Paz

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    1. Olá, obrigado pelo seu comentário, Deus lhe abençoe igualmente. Abs!

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  16. Olá Lucas boa tarde,Deus te abençoe, parabéns pelo seu blog!O que você acha da Madre Teresa de Calcutá,recentemente canonizada pela Igreja Católica? Acha que seu conjunto da obra e trabalho social realizado na Índia foi bom,ou concordas com o livro de Christopher Hitchens que a apresenta como cruel,corrupta e sádica.Hitchens era ateu,será que merece confiança?

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    1. Eu não li o livro dele ainda, por isso seria precipitado eu dizer isso ou aquilo. O fato de ele ser ateu mostra que a análise dele pode ser tendenciosa, tanto quanto a análise de um católico que a defenda, mas para isso existem as fontes, que são decisivas para saber se ele está dizendo a verdade ou não.

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  17. Boa noite, Lucas conversando com um amigo católico e ele me falou sobre uma tal "missa de cura e libertação" segundo ele os dons espirituais se manifestam nessas missas (liguas estranhas, prefecias, pessoas caindo, etc..) seria isso possível?

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    1. Não, é apenas charlantismo e plágio descarado do pentecostalismo evangélico, os padres ENSINAM o povo católico carismático da RCC a falar em línguas, simplesmente repetindo um monte de palavras desconexas, ou seja, não tem nada a ver com o verdadeiro agir do Espírito Santo. Neste vídeo o famoso padre Jonas explica como a coisa funciona:

      https://www.youtube.com/watch?v=IJtF8-Hj_zE

      Eu já recebi carta de católica da RCC que dizia o mesmo, que lá eles são ensinados a repetir palavras, ficam treinando essas repetições e assim pensam que tem o dom de línguas. É somente um fake bem mal feito. O mesmo se aplica às "profecias", "cura" e "libertação". Um plágio meia-boca do pentecostalismo, só isso.

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