5 de junho de 2016

Uma introdução à "Lenda Branca da Inquisição"


A Inquisição foi uma das páginas mais sombrias, vergonhosas e vexatórias da história da humanidade. Foi a primeira máquina institucional de perseguição do mundo. Foi quem desenvolveu o conceito preconceituoso de “limpeza de sangue”, mais tarde utilizado em massa pelos nazistas para o extermínio de mais de seis milhões de judeus. Com seus métodos diabólicos e infames, precedeu todos os regimes totalitários do século XX, que, copiando a Inquisição, possuíam também seus próprios juízes, espiões, torturadores, assassinos e manipuladores de massa. Seu modus operandi de aterrorizar o povo e disseminar o medo continua registrado nas páginas de milhares de livros já escritos sobre o tema.

Tenho acompanhado a forma com a qual os apologistas católicos têm lidado com o problema da Inquisição. Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que, para alguém ser um apologista católico, tem que crer no conceito de infalibilidade papal e de santidade da Igreja – a “Santa” Igreja Católica Apostólica Romana. Em outras palavras, a Igreja tem que estar sempre certa, não importa o que aconteça. A Igreja estar com a razão é a premissa básica de qualquer discussão. Não há espaço para uma busca honesta pela verdade quando um pressuposto o obriga a arranjar qualquer pretexto e a manipular qualquer coisa a fim de defender a honra de uma instituição assassina, cheia de sangue nas mãos.

Em um debate com pessoas honestas sobre qualquer assunto, primeiro se discute os argumentos, depois se chegam às conclusões, e então as pessoas são forçadas a concordar com o lado para o qual pesa as evidências, gostando elas ou não. Em um debate com apologistas católicos, já viciados e condicionados pela premissa de que a Igreja tem que estar sempre certa, é o inverso que ocorre. A conclusão já está pronta desde o início – a Igreja tem que estar certa – e depois disso usam seus militantes sem escrúpulos e amor à verdade para dar sustentação à conclusão prévia. A Igreja tem que estar sempre certa.

Ao longo dos anos, a posição dos apologistas católicos tem oscilado perigosamente. No início, era mais comum a posição de que a Inquisição cometeu muitos erros (embora nenhum deles chegue ao ponto de admitir que a própria Inquisição em si foi um erro), mas que os protestantes e “inimigos da Igreja” exageram nesses erros. Por mais errônea e branda que seja essa posição, ela é pelo menos autocrítica e reconhece que a Inquisição cometeu diversos erros, incluindo a sua essência: as mortes e as torturas.

Um site de apologética católica americano reconhece apenas 6.000 mortes em 500 anos (um número bastante falso, como evidenciaremos no capítulo 10 deste livro), mas admite que “essas atrocidades são completamente indesculpáveis”[1]. E, falando sobre as torturas da Inquisição (para as quais dediquei o capítulo 4 deste livro), considera como “imperdoáveis”, fazendo eco à voz de João Paulo II, e dizendo: “Perdoa-nos, Senhor. Nunca mais”[2]. Essa era a posição mais padrão na apologética católica até poucos anos: quando se tratava de Inquisição, se colocavam na defensiva e apenas se limitavam a conter os “exageros” dos inimigos da Inquisição, mas sem jamais assumir que os atos da Inquisição fossem morais ou justificáveis, transformando-os em monstros morais.

Mas essa velha e boa época já passou. Com a apologética católica contaminada cada vez mais com pregadores ignorantes e fanáticos, cujo fanatismo supera a própria ignorância, a apologética católica saiu da defensiva e se tornou agressiva. Agora, a Inquisição já não é um “erro exagerado”, mas um acerto. Sim, os modernos apologistas católicos se acostumaram tanto a defender a Inquisição que pegaram gosto pela coisa. A Inquisição passou a ser vista como um empreendimento louvável, uma atitude boa, que serviu para o “progresso” da civilização e para conservar a “pureza” da fé católica... mesmo que a custa de sangue inocente.

Certo apologista católico chegou ao ponto de afirmar que “a Inquisição é bíblica(!)” e que “você nem teria nascido se não fosse a Inquisição”[3]. Outra católica foi além, e disse: “Acho que a Santa Inquisição deveria voltar com mais força, para conter essas modinhas e heresias que vêm surgindo por aí e ameaçam a Santa Igreja. Assim, esses lixos de protestantes ficariam na deles. Salve Maria Imaculada!”[4]. Outro apologista católico enche o peito para falar que “os protestantes são uma raça sub-humana, todos nós católicos temos que lutar contra esses malditos que só trazem discórdia para o povo brasileiro”[5]. Ele complementa seu pensamento dizendo que os protestantes tinham que ser executados em praça pública[6].

Em um debate com um protestante, certo apologista católico alega: A fogueira era para os hereges. Assim como você merecia uma fogueira”[7]. Isso enquanto outra católica esbravejava: “Vamos acabar com eles!”[8]. Quando um protestante pergunta se há dois mil anos Jesus disse para matar e queimar os hereges, outro apologista católico responde: “Sim. Pois Jesus disse: as árvores boas (sic) devem ser cortadas e jogadas no fogo”[9]. Outro psicopata escreve que “ler sobre a Inquisição é magnífico... ela pôde assegurar ao Novo Mundo a paz e o progresso que de modo algum viriam sem a sua existência”[10].

Esses não são pensamentos extraídos de pensadores medievais, mas de apologistas católicos recentes incentivados pelos métodos da moderna apologética católica, que a cada dia que passa está cada vez mais afundada no submundo da depravação humana, formando antes monstros morais do que apologistas religiosos. E o pior é saber que os exemplos acima citados não são a exceção. Cada vez mais, são a regra. A Inquisição tem que ser defendida, porque a Igreja tem que ser santa e o papa tem que ser infalível. Assim, se a Igreja torturou e matou, ela fez certo em ter torturado e matado. Errado é quem pregava a “heresia”, cometendo o grande crime da liberdade de pensamento.

É irônico observar que por detrás de toda instituição malévola e assassina há a tentativa desesperada em mascarar essa realidade por meio de um lema inverso. Um exemplo bem popular é o da Coréia do Norte, a pior ditadura do planeta, cujo nome dado por eles mesmos é o de “República Popular Democrática da Coreia”. Por que os líderes da pior ditadura do mundo atual iriam fazer questão de expor em seu título que o país é uma “Democracia”? Propaganda. Faz parte da tática de manipulação de massa passar um sentido oposto à sua realidade perversa. Caso semelhante é o do “Partido Socialismo e Liberdade” (PSOL). O socialismo foi responsável por mais de 100 milhões de mortes só no século passado e sua ideologia é essencialmente totalitária – mesmo assim, fazem questão de colocar “Liberdade” no título do partido.

Da mesma forma, um apologista católico fanático dificilmente irá se referir à sua igreja simplesmente pelo nome de “Igreja Católica” ou “Igreja Católica Romana”. Ele precisa fazer questão de chamar de “Santa Igreja Católica”, pela mesma razão que os norte-coreanos precisam se convencer de que são uma democracia e os socialistas precisam se convencer de que são a favor da liberdade. O pior regime didatorial do mundo se diz uma democracia, o sistema mais totalitário já criado pelo homem se diz a favor da liberdade, e a Igreja mais assassina que já pisou nesta terra se diz santa. Todo sistema perverso e malévolo irá sempre se autopromover justamente com aquilo que é oposto a ele. É por isso que a própria Inquisição é acompanhada pelo prefixo “santa” – Santo Ofício, Santa Inquisição.

O mais grave é que a moderna apologética católica, que visa salvar a “Santa” Igreja e a “Santa” Inquisição, vem se empenhando arduamente a um trabalho de revisionismo histórico, que é quando alguém, inconformado com os fatos atestados em todos os livros de história, se mete a um trabalho ardoroso que visa reescrever a história sob os seus próprios pontos de vista deturpados. Os nazistas eram mestres nessa arte. Tudo aquilo que não convinha a eles na história era “revisado”, e uma história mal contada era levada ao povo e às salas de aula. Os apologistas católicos são seus principais alunos. Eu já denunciei sua mania católica de revisionismo em meu livro recente sobre as Cruzadas[11], e o que eles fizeram com as Cruzadas não é nada em comparação com o disparate que fazem com a Inquisição.

Alegando se opor a uma suposta “lenda negra” da Inquisição (i.e, a Inquisição real, como ela realmente aconteceu), eles criaram uma “lenda branca” da mesma (i.e, a Inquisição “boazinha”, criada pelos contos de fada da apologética católica revisionista e mentirosa). Sobre isso, Francisco Bethencourt escreve:

A designação “lenda negra” foi inventada há setenta anos para desvalorizar a tradição crítica dos opositores da Inquisição espanhola, que se manifestaram desde o início de seu funcionamento (...) Por outro lado, podemos falar de uma “lenda branca” construída pelos próprios inquisidores, cujos argumentos se reproduzem até os nossos dias.[12]

Toby Green é outro historiador sério que se preocupa com a possibilidade da “lenda negra” ser substituída por uma “lenda branca”, existente somente na cabeça dos revisionistas. Ele diz que “o mais grave é que, ao tentar corrigir a lenda negra, algumas pessoas ainda cometem graves erros factuais, como afirmar que a tortura era muito raramente aplicada”[13]. Ele inclusive nos mostra de onde veio muitos desses historiadores revisionistas a serviço da mentira apologética: “Na Espanha, muitos desses historiadores revisionistas foram originalmente treinados durante o regime de Franco, fortemente respaldado pela Igreja Católica”[14].

Antes de começarmos a destruir a “lenda branca”, no entanto, será necessário expor resumidamente como e quando a Inquisição começou. Jacques Heers aponta que “a repressão, conduzida inicialmente pelos tribunais ordinários dos bispos, foi, a partir de 1229, confiada aos tribunais especiais da Inquisição, ofício novo criado por Gregório IX”[15]. Neste período inicial, o foco da Inquisição eram as “heresias” cátara e valdense, e mais tarde se juntaria o judaísmo, o islamismo, o protestantismo e a “bruxaria”, dentre outros. Essa ainda era a chamada “Inquisição Medieval”.

A Inquisição Medieval deu lugar mais tarde à Inquisição Romana, à Inquisição Espanhola e à Inquisição Portuguesa. A Inquisição também se estendeu ao Novo Mundo por meio da Espanha e de Portugal. Yara Monteiro discorre sobre isso nas seguintes palavras:

O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição foi oficialmente transladado para a Hispano-América, em 1570, e imbuído de grande poder em meio a medidas de exceção e prerrogativas especiais. Antes disso, no entanto, o Santo Ofício já se fazia presente por meio da ‘Inquisição Ordinária’, pois bispos e superiores eclesiásticos poderiam ser designados para exercer a vigilância sobre a fé e os costumes locais. O primeiro tribunal a ser instalado na América foi o de Lima, em 1570, e, logo a seguir, em 1571, foi criado um segundo tribunal no México. O de Lima tinha sob sua jurisdição todas as terras hispano-americanas localizadas ao sul do Panamá, enquanto o do México ficava com as localizadas ao norte do Panamá. Em 1610 foi instalado um terceiro tribunal na cidade de Cartagena, local escolhido por ser importante porto marítimo e, de acordo com os inquisidores, por ser local de grande número de portugueses ‘hereges de sangue impuro’. Esse tribunal ficou com jurisdição sobre o arcebispado de Santa Fé de Bogotá, San Domingo, Porto Rico, Santiago de Cuba e os bispados de Cartagena, Santa Maria, Popayan e Venezuela. Por meio desses três tribunais, a atuação do Santo Ofício se fez presente em toda a América espanhola.[16]

O primeiro prelado da ordem de São Domingos a desembarcar na América veio logo na segunda armada de Colombo, em 1493, já imbuído de poderes delegados pelo Santo Ofício e enviando cartas à Espanha solicitando a instalação iminente do tribunal nas novas terras. O primeiro representante oficial da Inquisição que chegaria à América seria o frei Alonso Manso, que desembarcou em Porto Rico no ano de 1512, e mais tarde outros prelados foram designados para as outras partes da América[17].

Não obstante, este livro terá foco na Inquisição como um todo, o que inclui sua atuação no período medieval, sua atuação na América, sua atuação na Europa e especialmente na Espanha e em Portugal.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

- Extraído do meu livro: "A Lenda Branca da Inquisição".

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[2] ibid.
[4] ibid.
[6] ibid.
[7] ibid.
[8] ibid.
[9] ibid.
[12] BETHENCOURT, Francisco. História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália – Séculos XV-XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 13-14.
[13] GREEN, Toby. Inquisição: O Reinado do Medo. Rio de Janeiro: Editora Objetiva Ltda, 2007.
[14] ibid.
[15] HEERS, Jacques. História Medieval. 1ª ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1974, p. 153.
[16] MONTEIRO, Yara Nogueira. Economia e Fé: A perseguição inquisitorial aos cristãos-novos portugueses no vice-reino do Peru. In: Ensaios sobre a intolerância: inquisição, marranismo e anti-semitismo (ed. GORENSTEIN, Lina; CARNEIRO, Maria Luiza Tucci), 2ª ed. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2005, p. 70-71.
[17] ibid, p. 70.

19 comentários:

  1. LUCAS O QUE VOCE ACHA SOBRE A COMUNIDADE CANÇAO NOVA.

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    1. A mesma coisa que eu acho em relação a todo o restante da Igreja Católica Romana: estão no erro e precisam se converter urgentemente.

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  2. Lucas,vejo muitas páginas e blogs católicos onde eles atacam o ateísmo com bons argumentos e usando a Bíblia, eles também explicam vários versículos Bíblicos da maneira certa (versiculos que os neo-ateus costumam usar para atacar o cristianismo)
    O que você acha deles? Eles de fato lêem a Bíblia ou pegam explicações em outros sites? Existem outros blogs (além do seu sobre o ateísmo) de protestantes que refutam o ateísmo?
    Abraços

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    1. Eu discordo, a esmagadora maioria dos sites que conheço sobre ateísmo são todos criados por protestantes, assim como a esmagadora maioria dos apologistas cristãos mais usados contra os ateus são também todos protestantes, veja o caso de William Lane Craig, Alister McGrath, John Lennox, Frank Turek, Norman Geisler, Alvin Plantinga, Michael Licona, Paul Copan, Ravi Zacharias, Gary Habermas, N. T. Wright, dentre outros. Se pedir para o católico citar três romanistas que se destacam na apologética contra o neo-ateísmo ele vai se embolar todo e começar a citar nomes protestantes.

      Alguns sites administrados por protestantes que se destacam na luta contra o ateísmo (além do meu) são:

      http://www.respostasaoateismo.com

      http://neoateismodelirante.blogspot.com.br

      http://www.digitais.criacionismo.com.br

      http://arqbib.atspace.com

      http://novotempo.com/evidencias/

      http://www.dc.golgota.org

      http://www.criacionismo.com.br

      https://portaldabibliologia.wordpress.com

      http://designinteligente.blogspot.com.br

      https://williamlanecraig.wordpress.com

      Dos sites católicos, eu só me lembro do Logos...

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    2. Não sabia que existiam tantos, deve ser porque eu fico mais no facebook, então eu acabo vendo páginas como a Logos e a Neo-ateu Toddynho (que mesmo tendo adms protestantes eu vejo que ela é bem mais puxada pro lado católico), entre outras páginas menores que são de católicos
      Agradeço pelas indicações, que Deus te abençoe!

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    3. No Facebook eu não sei como é que é, não conheço os administradores das pages. Mas eles apenas divulgam conteúdo, quem CRIA o conteúdo são, em 99% dos casos, os mesmos apologistas protestantes americanos que eu citei acima. Abs!

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  3. Lucas, poderia me responder uma dúvida?
    Vi em seu outro blog a respeito das calças nas mulheres, que a mulher poderia usar uma calça sem problemas, mas acontece que eu vi em um blog que a calça para as mulheres foi parte de uma ''reforma da moda'', que ela foi feita primeiro para os homens e com o passar do tempo (e por causa do feminismo) foi entrando no guarda-roupa das mulheres, virando uma peça unissex, coisa que o blog diz que Deus abomina
    Outro argumento que o blog usou foi a ideologia de gênero, que falamos que somos contra homens e mulheres usarem roupas do sexo oposto mas aderimos a calça que era um acessório masculino, então não faria sentido reclamar dos homens que querem usar saias ou vestidos ou até mesmo as lojas inventarem saias masculinas
    O que você acha? A calça nas mulheres é a mesma coisa que os homens de hoje em dia querendo usar saias e vestidos? Deus abomina o unissex?
    Agradeço muito sua resposta, abraços!

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    1. Vamos por partes:

      1) As primeiras mulheres a usarem calça não foi por causa de uma "reforma na moda". As primeiras a usarem foram as meninas mineiras marrões de Wigan, que utilizavam calças para o trabalho perigoso nas minas de carvão.

      2) Deus não abomina peça unissex, não há nenhum texto bíblico que afirme isso, peças unissex sempre existiram e sempre vão existir, desde o Jardim do Éden quando tanto o homem quanto a mulher usavam as folhas das árvores para cobrir o corpo. Ninguém em sã consciência afirmaria, por exemplo, que a mulher não possa usar óculos, só porque os homens também usam óculos iguais. Óculos é peça mista, se aplica tanto a homens como a mulheres, da mesma forma que a calça. O que Deus proibiu no AT era o uso de peça distintiva, ou seja, que servisse para distinguir um sexo do outro, uma roupa que só um dos dois use e que os caracterize. Passando para a linguagem dos dias de hoje, seria como se Deus estivesse proibindo os travestis de andarem na rua vestindo as roupas do sexo oposto para tentar se passar pelo sexo oposto. Isso não tem nada a ver com a calça, um elemento que a sociedade já reconhece como misto.

      3) Não vejo qualquer relação entre a ideologia de gênero e o uso feminino da calça. Me desculpe dizer assim, mas estes que querem proibir que a mulher use calça estão atrasados uns cem anos, a nossa sociedade já admite que mulheres usem calças e não vê isso como uma masculinização da mulher. Diferentemente do uso da saia para o homem, que seria uma feminização do homem. Tudo depende da forma com a qual a sociedade enxerga e reage em cada período.

      Abs!

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    2. Saudações, como sempre o texto esta excelente. Nesse comentário sobre calças lembrei de uma certa "igreja" que proíbe principalmente a mulher de tudo e tudo é pecado. Fico imaginando eles n tempo que era comum o homem andar de salto alto
      http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/quando-os-homens-desceram-do-salto/
      Lucas, a proposito, você já leu o livro "É PROIBIDO - O QUE A BÍBLIA PERMITE E A IGREJA PROÍBE"?
      Ricardo Soares

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    3. Não conhecia este livro, vou procurar lê-lo, obrigado por fazer menção. Abs!

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    4. Ainda no assunto das calças, dei uma pesquisada e vi que as judias não as usam pois dizem ser roupa de homem, a calça é algo que distingue o homem da mulher no judaísmo? Isso é apenas algo da cultura deles?
      Abraços

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    5. Parece que depende da facção judaica que a mulher pertence. Os sites abaixo sobre Judaísmo dizem que há grupos que permitem a calça:

      "Regra de ouro = cobrir a clavicula, cotovelos e joelhos, porem eh uma regra opcional. Algumas mulheres usam calca comprida"

      Fonte: http://www.vidapraticajudaica.com/#!Como-Mulheres-Ortodoxas-se-Vestem/c1sbz/556cdc930cf2df2eae2a0716

      "Mulheres pertencentes à facção Reformada não precisam seguir nenhuma regra de vestuário estabelecida. Vestidos e saias que mostrem a pele, assim como calças e shorts são permitidos, algumas vezes até mesmo na sinagoga ou durante feriados religiosos. Baseando-se somente na vestimenta, mulheres pertencentes a esta facção do judaísmo são difíceis de diferenciar das mulheres de outras religiões"

      Fonte: http://www.ehow.com.br/mulheres-judias-vestem-sobre_32248/

      De qualquer modo, se a facção judaica da qual a mulher faça parte não admite o uso de calça, é preferível não usar. Da mesma forma que se eu fosse em um culto da Assembleia de Deus eu cortaria o cabelo e não iria de shorts, para não escandalizar as pessoas daquela igreja. O mesmo vale na questão das igrejas que proíbem as tatuagens (embora a tatuagem em si também não seja pecado). O Maurício Zágari falou sobre esta questão de se apaptar e respeitar os costumes de cada igreja no artigo abaixo:

      https://apenas1.wordpress.com/2012/05/20/cristao-deve-fazer-tatuagem/

      Abs!

      Excluir
  4. Católico doido disse:
    .
    "Acho que a Santa Inquisição deveria voltar com mais força, para conter essas modinhas e heresias que vêm surgindo por aí e ameaçam a Santa Igreja. Assim, esses lixos de protestantes ficariam na deles. Salve Maria Imaculada!”

    ------------------------------------------------

    Ela vai voltar, não se preocupe. Quando o papa tomar o trono outra vez, ela volta.
    .
    Aí sua alegria vai ser completa: vai poder entrar na casa dos cristãos e matar muita gente. Aliás, em algumas casas você só vai encontrar um cristão "herege", mas como a família é grande, também tem católico ... O "herege" você vai encontrar de joelhos lendo a Bíblia e orando ... O católico vai tá lá no quintal bebendo cerveja e fumando com os outros amigos católicos.
    .
    Você tem que matar só o herege!

    ResponderExcluir
  5. Depois que não teve mais jeito de negar a inquisição, como era feito alguns anos atrás; depois que vários apologistas protestantes esfregaram na cara da dogmática católica as verdades irrefutáveis sobre a inquisição, e depois que não deu pra esconder mais do próprio público católico leitor, os romanistas doentes, leigos ou apologistas, não tiveram mais saída. E para não admitir a covardia impetrada sobre cristãos inocentes, eles agora mudaram de tática. Vejam apenas um exemplo citado pelo Lucas, que foi dito por um desses doidos:
    .
    "ler sobre a Inquisição é magnífico... ela pôde assegurar ao Novo Mundo a paz e o progresso que de modo algum viriam sem a sua existência”[10].
    .
    Isso dá nos nervos!
    .
    Tem que ser muito louco para acreditar numa coisa dessas!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sobre essa frase especificamente eu já tinha respondido neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/02/como-era-inquisicao-na-cabeca-de-um.html

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  6. Banzoli

    Passando apenas pra dizer que este é mais um ótimo artigo!
    Em outra postagem sua comentei que não conseguia entender por qual motivo os papas e lideres posteriores dos tempos da inquisição não admitiam com todas as letras as atrocidades e barbaridades cometidas pelos romanistas no decorrer da história.

    Agora consigo entender: para eles o papa é infalível e a igreja romana é santa, ou seja, sem manchas nas suas atitudes ao longo do tempo. Lendo seus artigos fica fácil refutar tais premissas.


    Abraço,
    Abraão.

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