Como era a Inquisição na cabeça de um monstro moral


Entender como funciona a mente de um psicopata é uma das tarefas mais difíceis até mesmo para os melhores psiquiatras. Em “Autos-de-fé como espetáculos de massa”, Luiz Nazario ressaltou que os líderes nazistas julgados no Tribunal de Nuremberg não demonstravam absolutamente nenhum remorso pelas práticas nazistas, da mesma forma que os inquisidores partiram de consciência tranquila deste mundo, “certos de terem cumprido seu dever”[1]. O fato é que nenhum psicopata tem autoconsciência da sua própria psicopatia. Na cabeça do psicopata, ou seja, no mundo em que ele vive, ele possui a verdade absoluta e por isso tem o direito de exterminar todos aqueles que estão militando no lado contrário. Uma vez que ele é o detentor da Verdade, quem está no outro lado é um “inimigo”, que precisa ser combatido de todas as formas possíveis.

Os nazistas faziam isso com os judeus. Para eles, os judeus eram uma raça inferior que fazia um tremendo mal à humanidade, e por isso o que eles faziam nos campos de concentração não era uma coisa do mal – era algo bom, maravilhoso, louvável, um enorme “serviço à humanidade”. A mesma coisa fazem os muçulmanos no mundo de hoje, que perseguem todos aqueles que apostatam do Islã. Uma vez que o Islã é a “verdade absoluta”, apostatar significa estar corrompendo a fé genuína, e tudo aquilo que degrada a alma deve ser combatido com violência máxima – daí vem a ideia de um “Estado Islâmico” (ISIS) aterrorizando não apenas os muçulmanos de bem, mas o mundo inteiro, para que todos se dobrem ante a espada do Islã.

Da mesma forma, era essa a mentalidade dos inquisidores. O inquisidor era o dono da verdade; na cabeça dele, a inquisição era necessária para aterrorizar o povo e mantê-los ao máximo afastados do terrível “crime” de heresia, o qual deveria ser punido com todo o rigor necessário. Judeus, mouros, albigenses, valdenses, protestantes, “bruxas” e qualquer tipo de descontente com a Igreja Assassina deveria ser torturado, seus bens confiscados e, caso não abjurasse, condenado à fogueira. Mas não se engane: da mesma forma que o nazista, os militantes pró-inquisição não estão fazendo mal algum em sua própria perspectiva. Eles estão apenas “purificando” a fé de todos os “males”. Eles são os salvadores do mundo, e, na cabeça desses mesmos monstros morais, suas vítimas que queimavam às milhares nas fogueiras é que eram o verdadeiro mal, aquilo que deveria ser atacado a todo e a qualquer custo.

Aqui entra em cena um ponto interessante: na cabeça de todo monstro moral que defende alguma aberração humana (inquisição, fascismo, comunismo, nazismo, ditaduras, etc), a vítima é ele mesmo, que está apenas buscando purificar o mundo pela via do fogo e do terror. Quem é o verdadeiro vilão, é claro, são os “hereges” (para os muçulmanos e tridentinos), os judeus (para os nazistas e inquisidores), os capitalistas (para os comunistas), os democratas (para os fascistas e ditadores), etc. Ou seja: o outro é a raiz de todos os males. Ele próprio, que está matando, torturando e aterrorizando todo mundo, está apenas fazendo o bem, para tornar o mundo um “lugar melhor”. É assim que funciona a realidade na cabeça de um psicopata: é uma realidade paralela, que consiste em um senso moral invertido, onde a vítima se torna o vilão e o vilão se torna a vítima. A cabeça da maioria dos bandidos e criminosos funciona exatamente assim. Uma moralidade invertida.

Há poucos dias atrás um amigo me disse: “Lucas, é impressionante o fanatismo desse pessoal. Qualquer pessoa com um mínimo de espírito cristão iria admitir que a Igreja errou, e não ficar defendendo um negócio desses”. Mas é exatamente este o ponto. Na cabeça do psicopata, seu sistema nunca erra. É infalível. Hitler era infalível para os nazis, Mussolini era intocável para os fascistas, Marx é idolatrado pelos comunas, a Igreja é “Santa” e “Imaculada” para os católicos. Todo monstro moral, antes de defender a aberração “x” que defende, primeiro santifica seu próprio sistema, dotando-lhe de infalibilidade oficial ou simbólica, para só depois de sofrer essa lavagem cerebral passar a defendê-la, porque, afinal, seu sistema tem que estar sempre certo. Não é de se surpreender que todo psicopata defenda uma verdade absoluta e um sistema infalível. Na cabeça dele, esse sistema é que salvará o mundo, e isso justifica o extermínio de qualquer um que se oponha a este propósito.

O cidadão acima, que declarou explicitamente que a inquisição e as cruzadas “asseguraram ao novo mundo a paz e o progresso que de modo algum viriam sem a sua existência”, está consciente do que realmente foi a inquisição e as cruzadas, da mesma forma que o nazista está plenamente consciente do que foi o nazismo. Em outras palavras, ele não defende a aberração moral por mera ignorância, mas porque realmente acha certo que se assassine pessoas por terem uma fé diferente. É essa a moralidade dos fanáticos que seguem a Igreja Assassina. Não é nada diferente do que era na Idade Média e cujo espírito permanece existindo até hoje.

O monstro moral sabe, por exemplo:

• Que o papa Inocêncio IV, em sua bula Ad Extirpanda (1252), já ordenava torturar o “herege” até o limite da diminuição de membro e perigo de morte:

“Além disto, que a Autoridade ou Dirigente seja obrigado a forçar todos os hereges, os que tiver capturado, a confessar seus erros expressamente, como verdadeiramente ladrões e homicidas de almas, e surrupiadores dos sacramentos de Deus e da fé cristã, e a acusar outros hereges, os que conhecem, e os crentes e os receptadores, e os defensores deles, assim como são forçados os surrupiadores e os ladrões das coisas temporais, a acusar seus cúmplices e a confessar os malefícios que fizeram, até o limite da diminuição de membro e perigo de morte[2]

• Ele também sabe que o Manual dos Inquisidores prescrevia a tortura para todas as classes de homens e mulheres, ordenando torturar até mesmo as crianças e os velhos, que não podiam ser torturados no poder civil:

“Uma questão que merece particular atenção é quanto à existência ou não de categorias de pessoas não torturáveis, em decorrência de algum privilégio. Efetivamente, funciona, do ponto de vista jurídico, e com uma certa frequencia, a ideia de que certas pessoas não podem ser torturadas – soldados, cavaleiros, pessoas importantes – devendo se limitar a aterrorizá-los, mostrando-lhes os instrumentos de tortura e ameaçando-os de utilizá-los. Mas este é um direito que não se conta nas questões de heresia: nenhuma das pessoas isentas de tortura a propósito de qualquer delito não o será, tratando-se de heresia. É o caso de se perguntar, em contrapartida, se se podem torturar as crianças e os velhos por causa da sua fragilidade. Pode-se torturá-los, mas com uma certa moderação; devem apanhar com pauladas ou, então, com  chicotadas. E o que fazer se o réu em questão é uma mulher grávida? Esta não é torturada nem aterrorizada, para evitar que dê à luz ou aborte. Deve-se tentar arrancar-lhe a confissão através de outros meios, antes de dar à luz. Depois do parto, não haverá mais nenhum obstáculo à tortura[3]

• Ele também sabe que o mesmo Manual prescreve ainda que as crianças de menos de 14 anos deveriam ser chicoteadas para confessarem sua “heresia”:

“Quanto à idade, os menores de vinte e cinco anos serão torturados, mas não as crianças de menos de quatorze anos. Elas serão aterrorizadas e chicoteadas, mas não torturadas”[4]

• Ele também sabe que bastava uma única testemunha para mandar alguém à tortura:

“Os inquisidores observam, à luz da obra de Eymerich e do exemplo citado, que um único depoimento basta para aplicar a tortura, como demonstra claramente o meu comentário a respeito do sétimo princípio”[5]

“Lembremos que um só testemunho basta para justificar a tortura, sem precisar de indícios fortes ou graves. O conteúdo dos depoimentos basta”[6]

• Ele também sabe que, quando os cruzados que ele tanto adora entraram em Jerusalém, assassinaram crianças, mulheres, idosos e até mesmo judeus, colocando todos eles para dentro da sinagoga e ateando fogo:

“Os exilados ainda tremem cada vez que falam nisso, seu olhar se esfria como se eles ainda tivessem diante dos olhos aqueles guerreiros louros, protegidos de armaduras, que espalham pelas ruas o sabre cortante, desembainhado, degolando homens, mulheres e crianças, pilhando as casas, saqueando as mesquitas. Dois dias depois de cessada a chacina não havia mais um só muçulmano do lado de dentro das cidades. Alguns aproveitaram-se da confusão para fugir, pelas portas que os invasores haviam arrombado. Outros jaziam, aos milhares, em poças de sangue na soleira de suas casas ou nas proximidades das mesquitas. Entre eles, um grande número de imãs, ulemás e ascetas sufis que haviam deixado sua terra para viver um retiro piedoso, nesses santos lugares. Os últimos sobreviventes forçados a cumprir a pior das tarefas: transportar os cadáveres dos seus, amontoando-os, sem sepultura, nos terrenos baldios para em seguida queimá-los. Os sobreviventes por sua vez deveriam proteger-se para não serem massacrados ou vendidos como escravos”[7]

“Os louros cavaleiros começavam a invadir as ruas da cidade. A comunidade inteira, reproduzindo um gesto ancestral, reuniu-se na sinagoga principal para orar. Os francos então bloquearam todos os acessos. Depois, empilhando feixes de lenha em torno, atearam fogo. Os que tentavam sair eram mortos nos becos vizinhos, os outros, queimados vivos”[8]

• Ele também sabe que, por ocasião da Quarta Cruzada, os cruzados que ele tanto admira como heróis que “salvaram a civilização ocidental” saquearam a cidade cristã mais rica da época (Constantinopla), dos ortodoxos bizantinos, estupraram suas mulheres e assassinaram a muitos:

“A violência dos ocidentais também encontrou uma válvula de escape nas agressões sexuais. Como ocorreu com tantos exércitos ao longo da história, estuprar as mulheres do inimigo foi no caso dos cruzados uma liberação física e outra manifestação de sua vitória. Sem consideração alguma pelos gritos de suas vítimas e ignorando completo as angustiadas súplicas de seus pais, maridos ou irmãos, os cruzados forçavam a toda classe de mulheres, jovens e velhas, casadas e donzelas. Nicetas pergunta: ‘Acaso respeitaram esses loucos, encolerizados contra o sagrado, às piedosas parteiras e às jovens em idade de se casar ou às donzelas que, havendo escolhido uma vida de castidade, estavam consagradas a Deus?’[9]. Nicolás Mesarites relata que os ocidentais ‘arrancavam os filhos de suas mães e as mães de seus filhos, tratavam às virgens com lascívia e despudor nas santas capelas sem temer a ira de Deus nem a vingança dos homens’[10][11] 

• Ele também sabe que, se alguém morresse nas torturas da Inquisição, a culpa era da própria pessoa, porque “não quis confessar”. Como diz o Regimento do Santo Ofício:

“Se no tormento ela morrer, quebrar algum membro ou perder algum sentido, a culpa será sua, pois voluntariamente se expõe àquele perigo, que pode evitar confessando suas culpas”[12]

• Ele também sabe que a Inquisição adotou o sistema de limpeza de sangue, justamente a mesma coisa que seria adotada mais tarde pelos nazistas contra os mesmos judeus. As Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, de 1853, afirma:

“Se informará pelos párocos, donde os sobreditos forem naturais, secretamente da limpeza de sangue do habilitando, vida e costumes, e da limpeza de sangue de seus pais, e avós, o que fará por carta sua, que enviará aos párocos encomendando-lhe brevidade”[13]

Até o herói dos católicos inquisidores, João Bernardino Garcia, que escreveu um livro inteiro ridículo tentando defender a inquisição com o mesmo modus operandi nazista, reconhece:

“A ‘limpeza de sangue’ passou a ser exigida para a obtenção de postos de relevo na Administração Pública, civil e militar, bem como no mundo universitário e no âmbito eclesiástico. Várias disposições da legislação civil assim dispunham, embora na prática nem sempre fossem obedecidas. A proibição apresentou-se também como pena acessória, transpessoal, decorrente das condenações impostas pelo Santo Ofício. Consoante seu Regimento de 1640, o filho e o neto de um condenado pela Inquisição ficavam impedidos de serem juiz, meirinho, notário, escrivão, procurador, feitor, almoxarife, médico, boticário, etc., etc”[14]

• Ele também sabe que a Inquisição expulsou judeus e mouros da Espanha, em número estimado em mais de 180 mil pessoas (apenas em relação aos judeus), que tiveram que viver na miséria desde então. Também sabe que em Portugal os judeus foram alvos de conversão forçada, sendo perseguidos severamente a partir daí e considerados de “sangue impuro”. Também sabe das milhões de mortes causadas direta ou indiretamente pelo “Santo Ofício”, sabe que a Igreja obrigava o Estado a matar os “hereges”, sabe que os que não eram mortos tinham seus bens confiscados para viver na pobreza o resto da vida, sabe que os bens dos filhos dos hereges também eram confiscados mesmo depois que seus pais já haviam morrido, sabe dos instrumentos de tortura utilizados pela Inquisição, os quais podem ser conferidos no manual do inquisidor Bernard Gui, em seu Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição):


Luiz Nazario fala sobre alguns destes instrumentos de tortura da Inquisição:

“O suspeito ‘suficientemente torturado’ era aquele que recebia tormentos de gravidade comparável à gravidade dos indícios, sem confessar. O ‘máximo justo’ era duas séries completas de torturas durante 15 dias, um instrumento diferente por dia. O potro e a polé eram as torturas mais empregadas. O potro era uma mesa de ripas onde o paciente, depois de amarrado nas pernas e braços, tinha as carnes cortadas pela pressão das cordas arrochadas. A polé suspendia a vítima, com pesos nos pés, deixando-a cair bruscamente sem tocar no chão; ela no mínimo acabava com os ossos quebrados”[15]

E Michael Baigent acrescenta:

“Na Espanha, favoreciam-se três em particular. Havia a toca, ou tortura pela água, na qual se forçava água pela goela da vítima abaixo. Havia o potro, onde a vítima era amarrada num ecúleo com cordas apertadas, que podiam ser apertadas mais ainda pelo torturador. E havia a garrucha, ou polia, versão espanhola do strappado italiano. Nesse procedimento, amarravam-se as mãos da vítima às costas e depois a penduravam pelos pulsos numa polia no teto, com pesos amarrados nos pés. Levantavam-na muito devagar, para maximizar a dor, depois baixavam-na alguns pés, com uma brusquidão e violência que deslocavam os membros. Não surpreende que muitas vítimas ficassem permanentemente aleijadas, ou com a saúde cronicamente prejudicada. Não era raro, claro, que viesse a morte. Se vinha, julgava-se que fora incidental, mais uma infeliz concomitante ou subproduto da tortura que uma consequência direta dela”[16]

Ele sabe de tudo isso, mas mesmo assim defende a inquisição. Por quê? Pela mesma razão que os nazistas defendem o holocausto. Os historiadores nazistas revisionistas não estão preocupados apenas em suavizar aquilo que realmente foi o nazismo e em diminuir o número de pessoas nos campos de concentração. Mais do que isso, os neo-nazistas estão empenhados na defesa da própria premissa que justifica o nazismo: os judeus tem “sangue impuro”, e por isso devem ser eliminados. Ideologia essa retirada direto do catolicismo romano, que já estava pregando a pureza de sangue desde muito antes.

Monstros morais como Rafael Rodrigues estão dispostos a ir muito mais além do que o papa João Paulo II (que pediu perdão pela Inquisição), e também estão dispostos a ir muito mais além do que aqueles que pensam que a Inquisição foi um erro que não deveria ter acontecido. Mais assombroso que isso: eles também estão dispostos a ir além daqueles que dizem que a Inquisição foi um acerto, mas que cometeu alguns “exageros” (sem nunca mencioná-los). Nada disso. Monstros morais como ele estão dispostos a defender o que a Inquisição foi em sua plenitude, porque concordam com a premissa que a sustenta: se é herege, tem que matar.

A monstruosa defesa explícita de apologistas católicos à inquisição deveria bastar para mostrar que o catolicismo não evoluiu de si mesmo. Ao contrário: o obrigaram a evoluir. Se não fosse pela Reforma Protestante e pelos novos valores de tolerância e respeito, eles estariam matando até hoje. A premissa continua de pé. Monstros morais como Rafael Rodrigues não acham que matar um herege era bom para “salvar a alma” apenas na Idade Média. Eles acham que isso seria bom para ser praticado hoje. Eles só não podem continuar colocando em prática sua ideologia nefasta e diabólica porque o maldito “mundo relativista” de hoje ensina tolerância e liberdade de pensamento, os mesmos valores que a Igreja sempre combateu (veja aqui).

É bom que se ressalte: a Igreja primitiva nunca foi a favor da conversão pela coerção ou da manutenção da fé pelas vias do fogo. Apologistas cristãos primitivos como Tertuliano e Aristides escreviam Apologias destinadas às autoridades romanas pedindo apenas tolerância, liberdade para poderem praticar seu culto em paz. Os cristãos primitivos, como bem mostra o próprio Bernardino no livro supracitado, eram totalmente contra o uso de armas e de violência, ainda mais por questões religiosas. Foi a seita romana, a “mãe de todas as abominações e prostituições da terra” (Ap.17:5), que inverteu este pensamento. Foi ela que, diferente de sua irmã ortodoxa oriental e dos “malditos protestantes” ocidentais, decidiu fazer o mesmo que o Império Romano fazia antes da conversão de Constantino: perseguir e assassinar aqueles que não compartilhavam a mesma fé, inclusive os cristãos. A Roma papal é a sucessora da Roma política, que herda seu espírito intolerante e tirânico.

É triste saber que em pleno século XXI ainda existem monstros morais dispostos a defender aberrações humanas como o holocausto nazista e a inquisição romana. Essa é a prova mais forte de que a influência do catolicismo teve que passar para que nós vivêssemos no mundo de liberdade e democracia em que vivemos hoje. Essa é a prova mais forte de que a pura e simples influência católica romana nos leva a um mundo de assombroso terror, intolerância, tirania e totalitarismo. Todos os regimes totalitários partilham do mesmo princípio: nós estamos certos, eles estão errados, então nós podemos matar eles. A Igreja Romana nada mais é do que uma dentre as várias formas de totalitarismos existentes no mundo de hoje, e um totalitarismo que não morreu, apenas dorme nos pensamentos de um ou outro sujeitinho inescrupuloso e imoral como o astronauta católico.

Só um sujeito baixo, medíocre e cafajeste pode chegar ao ponto de dizer que chegamos a um mundo de “paz” e “progresso” por meio da inquisição católica, uma das páginas mais sombrias da história da humanidade. Nenhuma forma de totalitarismo gera tolerância e paz; ao contrário, o que elas fazem é gerar uma crescente cada vez maior de intolerância e desprezo para com a vida humana. A inquisição não gerou nada além de ódio aos judeus, desprezo à vida e profunda intolerância religiosa que resultou em uma Igreja encharcada de sangue até o pescoço. Nem mesmo no aspecto econômico ela foi útil. Basta comparar os países mais infestados pela inquisição (Espanha e Portugal) com os países protestantes para ver que os países protestantes se desenvolveram muitíssimo mais rápido do que os países que atrasaram a Europa com seu regime de terrorismo e insanidade:



(Dos sete países mais desenvolvidos do mundo, sete são de tradição protestante. Mesmo assim, o cretino e vagabundo virtual atribui à Inquisição o progresso da civilização)

Só um completo cretino pode chegar ao ponto de propor que a Inquisição trouxe o progresso à Europa quando os dois países mais afetados pela Inquisição – Espanha e Portugal – foram justamente dois dos mais atrasados de toda a Europa até o século passado, o que se torna ainda mais interessante quando vemos que ambos eram potências antes da Inquisição chegar aos seus domínios. Espanha e Portugal lucraram horrores com o “Novo Mundo”, com o ouro das terras coloniais e com a escravidão, e, mesmo assim, terminaram em atraso econômico e científico, muito atrás de qualquer país protestante no mesmo período.

Como escreveu Michael Baigent, a Inquisição “durara três séculos e meio, e deixara a Espanha num estado do qual só agora começa a se recuperar”[17]. Carlos Fuentes perspicazmente observou que “a Espanha, em 1492, baniu a sensualidade com os mouros, a inteligência com os judeus, e ficou estéril durante os cinco séculos seguintes”[18]. A porcaria da Inquisição trouxe atraso econômico até para as regiões coloniais, e não é à toa que os Estados Unidos (colonizado por protestantes), mesmo com tantos problemas que teve, se desenvolveu bem mais do que os países latinos que foram marcados pela Inquisição trazida da Espanha e de Portugal. Monteiro explica ao fanático católico totalitarista de que forma que o Santo Ofício acabou com o comércio no Novo Mundo:

“A prisão de um dos membros de uma sociedade, em geral, significava a prisão dos demais, o confisco e, assim, a falência da sociedade. Dessa forma, quando a Inquisição lançava-se contra um membro de um grupo de comerciantes, aquela sociedade já estava condenada ao desaparecimento como empreendimento econômico. Mesmo que algum dos membros do grupo continuasse livre, não teria condições materiais para continuar seu negócio em virtude dos confiscos realizados, posto que delapidavam perigosamente o capital existente. Por outro lado, quando a notícia vinha a público, ninguém mais dava crédito a um grupo que estivesse em risco de desaparecer ou de ter seu capital indisponível”[19]

“Um outro elemento a ser considerado é o dos membros dessa sociedade fazerem negócios entre si e, por vezes, associarem seus capitais a um empreendimento maior. Nesses casos, como era de praxe, ao ser realizado a prisão [pela Inquisição], havia o sequestro dos bens do acusado e, com isso, os compromissos financeiros a pagar e a receber. Os bens que estivessem sob sua guarda se tornariam indisponíveis, passando a gerência do patrimônio a ser de responsabilidade do Santo Ofício. Com isso, ocorria uma espécie de operação ‘em cascata’, na qual diversas outras sociedades comerciais e/ou negócios em comum eram prejudicadas”[20]

Foi assim que a Inquisição detonou não apenas a economia da Espanha e de Portugal, mas também as terras coloniais do Novo Mundo, no Brasil e na América Latina. Ela não trouxe paz nem progresso: trouxe ódio, intolerância, preconceito, racismo e atrasou o progresso de todo lugar por onde passou. Não impressiona em nada que um fanático abestalhado sem nenhum estudo ou instrução continue vomitando tanta desinformação, revisionismo e distorção histórica a serviço de uma Igreja comprovadamente assassina e cheia de sangue nas mãos. O fanatismo de gentalha como Rafael Rodrigues afeta o cérebro e o impede de pensar. Assim, todas as coisas boas do mundo moderno acabam sendo “fruto da Inquisição”, quando a verdade é justamente o contrário: o mundo se tornou o que é hoje graças ao fim desta peste. É graças ao fato de a Igreja Romana ter perdido força política que o mundo está liberto da praga e, portanto, mais democrático e livre do que era na época em que a Igreja regia a moral do planeta.

Com gente deste nível não se debate, não se discute, não se dialoga. Quem não respeita a vida humana não merece ser respeitado. Gente desprezível, capaz de plantar bananeira e dar cambalhota se preciso for para defender uma aberração moral em favor de um sistema tirânico e totalitário, merece o mesmo desprezo que possuem para com a vida humana. Um cidadão que consegue imaginar Jesus e os apóstolos caçando, perseguindo e assassinando os que se “desviam da fé”, ou aprovando este tipo de comportamento, não pode ser considerado mais do que um sociopata criminoso e ralé, cujas portas do hospício já prevaleceram há muito tempo.

Graças a Deus, chegará o dia em que os apologistas católicos olharão para trás e sentirão vergonha pela época em que defendiam com unhas e dentes uma aberração moral como a Inquisição, da mesma forma que a grande maioria dos alemães já se envergonha profundamente pelo nazismo. Esse dia já chegou para o papa João Paulo II em 15/06/2004 (veja aqui) e para o papa Francisco em 25/01/2016 (veja aqui), mas para mentes doentes e fanáticas de monstros morais como Rafael Rodrigues, talvez nunca chegue.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 82.
[2] Papa Inocêncio IV na Bula Ad Extirpanda, Cânon 26.
[3] EYMERICH, Nicolau; PEÑA, Francisco. Manual dos Inquisidores. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993, p. 156-157.
[4] EYMERICH, Nicolau; PEÑA, Francisco. Manual dos Inquisidores. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993, p. 212.
[5] EYMERICH, Nicolau; PEÑA, Francisco. Manual dos Inquisidores. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993, p. 212.
[6] EYMERICH, Nicolau; PEÑA, Francisco. Manual dos Inquisidores. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993, p. 213.
[7] MAALOUF, Amin. As Cruzadas Vistas Pelos Árabes. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 12.
[8] MAALOUF, Amin. As Cruzadas Vistas Pelos Árabes. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 12.
[9] Nicetas Choniates, O City of Bizantium: Annals of Niketas Choniates, tradução inglesa de H. J. Magoulias, DSetroit, 1984, p. 315.
[10] Nicolás Mesarites, em Brand, Byzantium Confronts the West, p. 269.
[11] PHILLIPS, Jonathan. La cuarta cruzadas y El saco de Constantinopla. 1ª Ed. Barcelona: CRÍTICA, S. L., 2005, p. 335.
[12] REGIMENTO do Santo Ofício [1640], p. 324-5.
[13] Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. São Paulo, 1853, p. 87.
[14] GONZAGA, João Bernardino Garcia. A inquisição em seu mundo. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 1993, p. 231.
[15] NAZARIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005, p. 80.
[16] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 90-91.
[17] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001, p. 100.
[18] Ibid, p. 96-97.
[19] MONTEIRO, Yara Nogueira. Economia e Fé: A perseguição inquisitorial aos cristãos-novos portugueses no vice-reino do Peru. In: Ensaios sobre a intolerância: inquisição, marranismo e anti-semitismo (ed. GORENSTEIN, Lina; CARNEIRO, Maria Luiza Tucci ), 2ª ed. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2005, p. 93-94.
[20] MONTEIRO, Yara Nogueira. Economia e Fé: A perseguição inquisitorial aos cristãos-novos portugueses no vice-reino do Peru. In: Ensaios sobre a intolerância: inquisição, marranismo e anti-semitismo (ed. GORENSTEIN, Lina; CARNEIRO, Maria Luiza Tucci ), 2ª ed. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2005, p. 94.

Comentários

  1. Lucas sou evangelico, mas os catolicos sempre me fazem a seguinte pergunta e eu não se responder: ´´se tudo esta na biblia,em que passagem dela diz que o novo testamento deve conter 27 livros e quais são esses livros´´.

    vc poderia montar um artigo explicando isso.obrigado.

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    1. Esse é o espantalho católico. "Se TUDO está na Bíblia...". Desde quando Sola Scriptura é a doutrina de que TUDO tem que estar na Bíblia? Sola Scriptura é somente o ensino de que todas as DOUTRINAS tem que estar na Bíblia. O cânon NÃO É doutrina, portanto o cânon não precisa estar na Bíblia para que o conceito de Sola Scriptura seja considerado válido.

      Recomendo a leitura de meu livro "Em Defesa da Sola Scriptura", onde eu respondo a todas estas questõs pertinentes ao tema em questão:

      https://mega.nz/#!3xhxVDLY!nwh9f7fHO6cE8TAQYzmWQNDfVTNz9-IDoijRxUaYvf0

      Há também alguns artigos posteriores ao livro que eu escrevi para explicar melhor o conceito de Sola Scriptura, confira:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/01/que-raios-e-tradicao-catolica.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/01/destruindo-panfletagem-catolica.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/01/a-inversao-do-onus-da-prova-sola.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/11/como-funciona-sola-scriptura-de-forma.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/a-tradicao-oral-de-papias.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/a-tradicao-oral-de-abraao-e-sola.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/09/nao-existia-escritura-na-epoca-de.html

      Abraços.

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    2. Meu irmão a resposta aos católicos é simples: Nossa Bíblia tem 27 livros no Novo Testamento, por que concordamos perfeitamente como o Novo Testamento das Bíblias católicas. É só conferir. Por exemplo, leia Apocalipse 17 e veja se você é capaz de entender como quaisquer pessoas honestas entenderiam.

      Excluir
  2. Meu caro seu artigo ficou excelente, aguardo os próximos ansiosamente .
    Abraços!
    ah! Lucas já ouviu falar do milagre de Juazeiro do Padre Cícero?
    Tens alguma coisa escrita a esse respeito?

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    1. Olá, infelizmente não tenho nada escrito sobre este suposto "milagre", mas creio que não seja necessário já que a própria comissão católica chamada para investigar o caso concluiu que foi um embuste.

      Abs.

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    2. MAS... Se não foi embuste, foi uma tentativa embusteira de homens e mulheres a serviço de Satanás; então, todavia, este "obrou" um "milagre"... Falso, é claro. Afinal o que mais há no catolicismo são falsos milagres (embusterias), Senão a operação dos demônios com seus "milagres" das Trevas.

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    3. Milagres ocorrem em qualquer religião. Mas, milagre nunca será nem poderá ser a palavra final no que se refere a doutrina da fé cristã. A palavra final sempre deve ser a Escritura Sagrada.

      Não sei se o texto abaixo é real, mas, interessante ler:
      “E m dado momento, abrem-se par em par as portas de cipreste do templo. As multidões que convergiam de todas as partes da Ásia Menor, da Galácia, da Capadócia, da Macedônia e da Acaia, tanto sãos como enfermos, aleijados com as suas muletas, cegos guiados por crianças, paralíticos carregados em padiolas, se comprimem entre as colunas fronteiras à fachada. Todos esperam o momento de erguer-se o véu da deusa.

      “Um longo clangor de trombeta, um rápido estrurgir de tambores e, em seguida, um intervalo de silêncio. Uma nuvem de incenso paira na praça. Dentro e fora do templo os fiéis se prosternam retendo o fôlego. O véu de seda é lentamente retirado. Sobre o pedestal de mármore negro, cercado de misteriosos hieróglifos indecifráveis, ergue-se a deusa Diana de Éfeso, que Apolo enviou do céu à terra.

      “No momento em que foi desvendado, um brado comovido se propagou do salão para o pórtico e do pórtico para a praça, onde milhares de fiéis estavam prostrados em terra.

      - Viva a grande Diana dos efésios!

      “Um êxtase de esperança e de temor dominou a multidão que se quedou de olhos fechados, lábios contraídos e frontes a se tocarem uma nas outras... Levantando-se então os fiéis seguiram de roldão para as portas do templo. Os cegos, os coxos e os enfermos avançavam como podiam, com os pés ou de rastos, em direção à deusa que não viam, amparando-se uns aos outros e gritando suas orações. Aqui e ali vozes delirantes soavam:

      – Milagre! Milagre! O coxo está caminhando! O enfermo desceu da cama!

      “A esses brados saía do templo um grupo de sacerdotes e, atravessando a multidão, eles reuniam as muletas jogadas fora, para pendurá-las como troféus nas paredes do templo, em homenagem à grande deusa Diana”

      http://www.pranselmomelo.com.br/2013/07/culto-deusa-mae-o-que-todo-catolico.html

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  3. Olá Lucas, a paz. O assunto não é exatamente sobre a "psicopatia de tridentinos" mas sim sobre a igreja "catolica" romana . Vi em um vídeo a um tempo atrás sobre o livro de Daniel, que se "entrelaça" em muitas coisas com o Apocalipse, no que diz respeito aos últimos tempos. Neles um pastor explica o que seria aqueles 4 animais ali. Então chega-se a conclusão de que são 4 reinos. O último que era mais espantoso e tal do que os 3 primeiros , é o poder romano, tanto o político quanto o religioso.
    Realmente faz todo sentido ao meu ver. Já que o livro de Daniel,nessas partes,é icognita pra muitos.
    Qual o seu parecer sobre o assunto?
    Desculpe me, não lembro de ter lido aqui algo a respeito , é que são muitos artigos de sambadas na cara dos católicos (Yes !)
    .........

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    1. Olá, Nataly, a paz. Sim, eu creio também que Roma seja o quarto animal, na verdade a esmagadora maioria dos estudiosos pensam assim também, é o que tudo indica. Essa é a Roma política-religiosa, a mesma que o Apocalipse também faz menção. O primeiro animal é a Babilônia, o segundo é o império Medo-Persa, o terceiro é a Grécia, e o quarto é Roma.

      Abs!

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    2. Nataly, e o mais espantoso é que não houve e nem haverá um quinto reino. Isso significa que o quarto reino não terminou ainda. Ou seja: temos ainda o império romano comandando. Apenas houve uma infeliz mudança: OS PAPAS GOVERNAM NO LUGAR DOS CÉSARES.

      Veja esse vídeo e se surpreenda

      https://www.youtube.com/watch?v=XBwOZkkZEbA

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    3. Manda esse infeliz assistir esse video

      Catolicismo, Crise de fé

      https://www.youtube.com/watch?v=fiMpGsI-pCo

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    4. Se preferir aqui tem legendado

      https://www.youtube.com/watch?v=PWxhcXmbVFo

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  4. Lucas ainda fico a pensar como grande parte dos catolicos ainda acreditam nesse tipo de apologetica feita pelo rafael rodrigues.

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    1. A esmagadora maioria não acredita, nem os papas João Paulo II e o papa Francisco "acreditam" (ambos pediram perdão pelos crimes de perseguição da Igreja aos protestantes), só quem acredita é um punhado de seres com cérebro deformado pelo fanatismo católico, os chamados "tridentinos", pessoas tão sujas e desprezíveis quanto o próprio Rafael Rodrigues.

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    2. Lucas, eu te amo. De uma forma totalmente heterossexual, mas eu te amo. Um grande abraço em Cristo Jesus. :)

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    3. Ainda bem que é de forma totalmente heterossexual :)

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  5. Lucas isso que vc disse se sola, da tradição eu entendi, mas como a Biblia se originou? Como o NT tomou a forma que tomou? existe uma explicação para isso? Quando a Biblia ficou pronta inteira (NT+AT ) da forma que conhecemos hj?

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    1. É por isso que eu recomendei baixar o livro, porque ali eu explico tudo isso também, mas tudo bem, vamos lá:

      1) O Novo Testamento foi concluído no final do século I d.C, quando o último livro (Apocalipse) foi escrito. Esses livros que compõem o NT já era conhecidos como Escritura Sagrada muito antes de qualquer concílio ou bispo romano se pronunciar a respeito. Policarpo, ainda no século I e inícios do século II, já dizia que Efésios era Escritura, citando um trecho de Paulo encontrado na epístola. O mesmo fizeram os outros autores cristãos da época.

      2) Sim, havia uma leve divergência na lista de livros em relação aos atuais, pois não se tinha ainda absoluta certeza de quais livros eram espúrios e quais haviam sido realmente escritos pelos apóstolos, e por essa razão algumas listas deixavam o Apocalipse, ou Hebreus, ou Judas, ou 2 Pedro como "duvidosos".

      3) Essa polêmica continuou até o século IV, quando já vemos as listas completas da forma que existem hoje, a partir de Atanásio (Orígenes já ti nha feito o mesmo bem antes, mas Eusébio depois havia colocado certa dúvida à lista de Orígenes que havia sido reiterada por Atanásio e mais tarde pelos concílios de Hipona e Cartago).

      4) Os critérios utilizados para determinar se um livro era canônico ou não foram: (a) o livro tinha que ter sido escrito por um apóstolo ou seguidor de um apóstolo; (b) tinha que ter valores ortodoxos; (c) tinha que ter tido uma ampla abrangência nas primeiras comunidades cristãs, ou seja, ter rodado boa parte do mundo, não apenas alguns locais aqui e ali. Com base nestes critérios, foram considerados canônicos os 27 livros da forma que conhecemos hoje.

      O AT foi bem mais cedo, já na época de Jesus havia o consenso dos 39 livros da forma que existe hoje, decretada pelos judeus, os responsáveis pelo cânon do AT.

      Abs.

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    2. Lucas, poderia citas alguns Pais da Igreja citando os 27 livros canônicos ainda no século I e II?

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    3. Eu não disse que nos séculos I e II já citavam todos os 27 livros nas listas de livros canônicos, disse que nessa época ainda havia discussão a respeito. O primeiro a citar todos os 27 foi Orígenes entre os séculos II e III, dizendo:

      “Assim também nosso Senhor Jesus Cristo (...) enviou seus apóstolos como sacerdotes, levando trombetas bem forjadas. Primeiro Mateus tocou a trombeta sacerdotal no seu Evangelho, Marcos também, e Lucas e João, cada um deu publicamente a força sobre suas trombetas sacerdotais. Pedro além disso soa com as duas trombetas de suas epístolas; Tiago também e Judas. Ainda assim, o número é incompleta, e João dá adiante o som da trombeta através de suas epístolas [e Apocalipse]; e Lucas ao escrever os atos dos apóstolos. Depois de todos, além desses, veio um que disse: ‘Eu acredito que Deus me fez como o último dos apóstolos’ (1 Cor 4:9), e trovejando sobre as catorze trombetas de suas epístolas ele derrubou, mesmo para seus próprios fundamentos, o muro de Jericó, ou seja, todos os instrumentos de idolatria e os dogmas dos filósofos” (Hom. Josh. 7.1, as cited in Metzger, The New Testament Canon, 139)

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  6. Você concorda com a ação dos cátaros?

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    1. Eu sei que essa pergunta foi mal intencionada, mas eu vou responder assim mesmo. Vocês católicos demonizaram os cátaros da mesma forma que os nazistas demonizaram os judeus. Aliás, da mesma forma que TODO sistema totalitarista demoniza os seus opositores. Qualquer um que pegue nos livros de história de fato e ESTUDE o que os cátaros fizeram realmente verá que tudo o que os católicos afirmam sobre eles são calúnias baratas, coisa de gente sem escrúpulos. Os cátaros não pratiavam suicídio de forma rotineira, não sacrificavam crianças, não matavam os católicos, não deixavam de procriar, não faziam nada que os apologistas católicos dizem que faziam. Eu tenho aqui um caminhão de citações dos livros que li, mas não vou perder tempo abrindo elas agora, vou deixar para o livro que estarei escrevendo sobre o tema. Os cátaros tinham uma DOUTRINA ridícula mesmo, mas as AÇÕES deles eram bem mais respeitáveis que a média dos católicos da época, é por isso que os padres da região de Béziers ficaram do lado deles quando o exército católico entrou na cidade (e eles mataram os padres também, é claro).

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    2. Cita pelo menos uma ou duas dos livros que VC leu.

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    3. “Na prática, claro, os cátaros viviam no mundo físico e tinham por força de se valer dos recursos do mundo. Assim, por exemplo, eram proibidos de praticar violência física e de buscar pelo suicídio um atalho para deixar a matéria. Como seitas dualistas anteriores, também eles procriavam e se propagavam, cuidavam do solo, praticavam o artesanato e o comércio” (p. 24)

      “É óbvio que tinha de haver, necessariamente, cátaros ‘bons’ e ‘maus’, como sempre houve adeptos rigorosos e relaxados de qualquer credo. Mas no todo, e independente de suas crenças, os cátaros eram em geral vistos pelos contemporâneos como conspicuamente virtuosos. Em muitos aspectos, eram encarados como o seriam depois os quacres. Suas qualidades valeram-lhes considerável respeito e, em comparação, tornaram tanto menos atraentes os sacerdotes romanos” (p. 24-25)

      “[Os cátaros] são os únicos que seguem os caminhos da justiça e da verdade que os apóstolos seguiram. Eles não mentem. Não tomam o que pertence aos outros. Mesmo que encontrem ouro e prata caídos em seu caminho, não o pegam, a não ser que alguém lhes faça presente deles. Consegue-se melhor a salvação na fé desses homens chamados hereges do que em qualquer outra fé” (p. 25) – testemunha da época – Le Roy Ladurie, Montaillou, p. 81

      “Esses pregadores não intimidavam, extorquiam nem traficavam com culpa e chantagem emocional, não tiranizavam nem aterrorizavam com terríveis ameaças de danação, não exigiam pagamento nem subornos a cada oportunidade. Eram conhecidos, como os quacres depois, pela ‘suave persuasão’” (p. 25)

      “Para cavaleiros, nobres, comerciantes, mercadores e camponeses do sul da França, [o catarismo] parecia oferecer uma alternativa simpática a Roma – uma flexibilidade, uma tolerância, uma generosidade, uma honestidade realmente não encontradas na hierarquia eclesiástica estabelecida. De uma maneira mais prática, oferecia uma fuga do ubíquo clero de Roma, da arrogância clerical e dos abusos de uma Igreja corrupta, cujas extorsões se tornavam cada vez mais insuportáveis” (p. 26)

      (BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001)

      “Outros [cátaros], devido a muitos anos de austeridade, apressavam a realização de seu ideal por meio do suicídio, AINDA QUE ESTA NÃO FOSSE UMA PRÁTICA RECOMENDADA” (p. 57-58)

      (FALBEL, Nachman. Heresias Medievais. São Paulo: Editora Perspectiva, 1977)

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  7. Lucas qualquer pessoa pode fundar uma igreja hj se Deus levantar a pessoa, certo?No entanto, a pessoa tem que ser ordenada com imposição de mãos, certo? Se Deus me levantar um pastor agora eu tenho que procurar alguém para me ordenar? Isso não é sucessão apóstolica? Alias, existe sucessão apóstólica? Se não, quem foi o primeiro pastor a ordenar o primeiro pastor evangelico? ele se auto-ordenou sozinho?

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    1. Eu respondo tudo isso depois que você me responder quem ordenou o apóstolo Paulo.

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    2. Lucas, eu ordenei Paulo. E se você provar que eu estou mentindo, eu tiro meu chapéu. :)

      #Brinks

      Esses argumentos católicos... HAUAHAUHAUAHUAHUA

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    3. Não só os apóstolos que foram comissionados diretamente por Cristo, mas a evidência do N.T sugere que os primeiros líderes das Igrejas não eram ordenados diretamente pelos apóstolos, mas emergiam naturalmente por causa de dons distribuídos pelo Espírito Santo. Até mesmo teólogos católicos como Francis Sullivan e Hans Kung reconhecem isso.

      A Igreja de Antioquia por exemplo foi governada por profetas e mestres no início (Atos 13). A Igreja de Roma já existia antes de qualquer apóstolo ter pisado lá, é provável então que seus líderes iniciais não foram apontados por apóstolos ou alguem apontado por um apóstolo. A didaque, um documento cristão do sec. I, ensina que se uma comunidade está sem líderes, a própria pode escolher seus líderes sem mencionar qualquer ordenação por outros lideres já ordenados.

      Portanto, a evidência mais antiga sugere que a necessidade de que alguém precisa ser ordenado por outro alguém para que possa ensinar e fundar uma Igreja não fazia parte do ensino apostólico e da prática inicial da Igreja Cristã.

      Sugiro a leitura do artigo abaixo onde trato da evidência do novo testamento:

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/a-sucessao-apostolica-e-o-novo.html?m=1

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    4. Vale ressaltar que o próprio apóstolo Paulo, em vez de ensinar que basta ter sucessão apostólica que a pureza da fé estará garantida, disse justamente o contrário: que após ele muitos lobos em pele de cordeiro se instalariam na Igreja, e desvirtuariam toda a doutrina:

      "Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E DENTRE VOCÊS MESMOS se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos" (Atos 20:29,30)

      Se dentre OS PRÓPRIOS discípulos ordenados por Paulo haveriam falsos profetas que levariam a igreja à apostasia, então é óbvio que não bastava ter sucessão apostólica e pronto. Quando Pedro estava próximo da morte e queria ver a doutrina sendo preservada, não disse: "Estou estabelecendo Lino no meu lugar, ouçam ele e tudo estará certo". Não. Ao contrário: ele ESCREVEU, deixou registrado por escrito a doutrina, para que DESTA FORMA o ensino fosse mantido incorruptível:

      "Considero importante, enquanto estiver no tabernáculo deste corpo, despertar a memória de vocês, porque sei que em breve deixarei este tabernáculo, como o nosso Senhor Jesus Cristo já me revelou. Eu me empenharei para que, também depois da minha partida, vocês sejam sempre capazes de lembrar-se destas coisas" (2 Pedro 1:13-15)

      Ordenar é meramente um reconhecimento externo do que a pessoa JÁ É. Paulo já era apóstolo mesmo sem sequer conhecer os outros apóstolos pessoalmente (ele só fez isso 14 anos depois de sua conversão). Da mesma forma, muitos são pastores, presbíteros, bispos, etc, mesmo sem serem ordenados oficialmente. A ordenação é um reconhecimento póstumo do ofício que a pessoa já exerce de fato. É uma forma de que toda a congregação reconheça aquele sujeito como sendo um pastor de ovelhas. Não significa, de modo algum, que sem essa ordenação ou sucessão a igreja estará perdida.

      Respondido?

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    5. Realmente é inexplicável os apóstolos Pedro e Paulo não apontarem para seus sucessores quando exortavam a respeito dos falsos mestres e heresias que viriam. Isso ainda se torna mais explicável quando os apóstolos estavam conscientes de que a morte estava próximo. Se esses homens, em tais condições, se esqueceram de um aspecto tão importante como a sucessão apostólica, deveríamos concluir que eles eram péssimos professores. É notável que na passagem de atos citada pelo Lucas, Paulo diz que os falsos mestres surgiriam entre seus próprios supostos sucessores.

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  8. Lucas, um amigo meu disse pra mim que tinha um espirito que o seguia, que esse espirito era amigo dele, eu não acreditei, achei que ele estava mentindo. Até que um dia, eu estava na casa dele, estávamos na cozinha conversando, ele falou para mim: "seu pai está chegando." 2 minutos depois ouvi meu pai chamando no portão, perguntei para ele como ele sabia, ele disse que foi o "Ed" (nome do espirito) que disse para ele, o que você acha disso?
    Uma outra vez, estávamos indo para casa (no mesmo caminho) juntos, conversando, e ele falou para mim: "O Lucas (nosso amigo) está vindo", 2 minutos depois o Lucas nos alcançou.

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    1. Não duvido que seja um espírito, mas certamente não é um espírito humano, e sim um espírito maligno. Isso se ele já não tivesse informações antecipadas e estivesse pregando uma peça em você, é claro.

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  9. Lucas o que voce acha do pastor Hernandes Dias Lopes e do pastor Augustus Nicodemos.

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    1. Não conheço bem o primeiro, e gosto do segundo.

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  10. Lucas, se eu ler todos os seus livros, eu estarei, em questão de teologia, 100% doutrinariamente correto?

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    1. Não, primeiro porque eu estou muito longe de ter escrito sobre 100% da teologia, acho que não cheguei nem a 2% ainda, e segundo porque eu não sou infalível para estar sempre certo sobre tudo, você tem que ter senso crítico e avaliar tudo o que eu digo, da mesma forma que deve avaliar criticamente todos os outros também.

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    2. Nossa Lucas, se tudo que você escreveu não corresponde nem a 2%, eu não devo saber então 0,00001% de teologia - e isto, falando apenas de teologia...

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    3. Tudo o que eu escrevi EM LIVROS. Se juntar tudo o que eu já escrevi em artigos também, deve dar uns 20 a 30%, mesmo assim é pouco. Eu procuro escrever sobre o que há de mais relevante, muita coisa na teologia são questões teologicamente complexas porém irrelevantes praticamente, coisas que não vão mudar a vida de ninguém.

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    4. Pode me dar um exemplo de questão complexa mas que não muda a vida de ninguém?

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    5. Por exemplo, descobrir qual a data e o local exato em que Paulo escreveu a epístola "x" (quando o mais importante é o que essa epístola diz, e não quando foi escrita, a não ser que a data influencie doutrinariamente em alguma questão).

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  11. Lucas voce me esclarece uma coisa eu vi o Professor Felipe de Aquino falando da Mariologia de Lutero e dos demais reformadores e dizendo que que todos Eles veneravam Maria somente os protestantes modernos e que a ignoram deviam Estes seguir o exemplo de seus Pais reformadores.

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    1. É tudo mentira. O Elisson já refutou isso aqui:

      http://www.resistenciaapologetica.com/2015/12/a-mariologia-de-lutero.html

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    2. O professor Aquino é uma pessoa totalmente devotada a Prostituta das Sete Colinas, que é apontada, indiscutivelmente através das Bíblias, sejam católicas ou protestantes em apocalipse 17(confiram). Aquino está totalmente devotado a Mentira. Estando, obviamente estará, paralelamente se opondo contra a Verdade de Deus, especificada diretamente da Bíblia. Aquino é capaz de tudo mais para servir a Roma: mentir, enganar, iludir e, acima de tudo, deturpar tudo que os Apóstolos e o Mesmo Jesus ensinaram. Isto faz para garantir que milhões e milhões de católicos continuem presos a mais crassa idolatria, a servir como ele, igualmente a seu mestre maior: Satanás. Desgraçadamente muitas igrejas evangélicas, talvez a maioria delas, já estejam deturpando os ensinos da Bíblia também. Creio que está chegando a hora de Satanás tomar todo o Poder neste Mundo. Resta os verdadeiros crentes na Pessoa Sacrossanta do Senhor Jesus, apenas esperar: Para sair desta Terra amaldiçoada pelo Pecado humano

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  12. Ordenar pastor com imposição de mãos é algo que toda igreja séria faz. Quanto ao apóstolo Paulo, o próprio Jesus Cristo o chamou de maneira isenta o apóstolo Paulo. Ele seguiu por várias experiências e preparo a função e foi reconhecido após como apto a servir e largar tudo o que possuía para exercer a sua funções. Esta é uma responsabilidade bem orientada pela palavra de Deus.

    Agora as igrejas batistas, presbiterianas ordenam homens com imposição de mãos. O que é errado é ordenar mulher ao ministério.

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  13. Você crê que os evangélicos serão maioria no Brasil daqui a alguns anos?

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    1. Daqui alguns anos não, mas daqui uns 20, provavelmente.

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  14. Lucas, pelo o que eu entendi, você é aniquilacionista, arminiano, crê na continuidade de dons, etc. Existe alguma igreja assim no Brasil?

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    1. Não que eu saiba. Mas não me preocupo com isso. A máxima protestante é "unidade nas coisas fundamentais [essenciais para a salvação], e tolerância nas questões secundárias". Se todas as igrejas pregassem coisas contrárias a doutrinas essenciais para a salvação, AÍ SIM eu estaria preocupado...

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    2. Ah sim, e, por exemplo, a questão da expiação limitada que os calvinistas acreditam, é uma questão que pode ser considerada fundamental?

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    3. Eu acho essa doutrina perigosa mas não chega a ser "fundamental". Fundamental (para perder a salvação ou não chegar a tê-la) seria por exemplo:

      1) Negar que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados.

      2) Negar que ele ressuscitou dentre os mortos para a nossa justificação.

      3) Negar que a Bíblia é a Palavra de Deus e materialmente suficiente para a nossa doutrinação.

      4) Criar doutrinas estranhas à Escritura que possam conduzir o povo à idolatria (aí entraria o culto aos mortos e às imagens, por exemplo).

      5) Criar doutrinas que possam conduzir o povo ao pecado deliberado (aí entraria o purgatório e a confissão auricular).

      E outras mais. Mas eu acho perfeitamente possível que um calvinista que crê que Jesus só morreu por poucos seja salvo assim mesmo, por crer no mais fundamental: que ele morreu [pelos pecados] e ressuscitou [para a justificação].

      Abs!

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  15. Lucas, posso te dar uma sugestão?

    Percebi que nos comentários, muita gente pergunta coisas que não tem absolutamente nada a ver com o artigo. Admiro a sua capacidade de nem ligar para isso, mas acho que isso pode te atrapalhar um pouco, e atrapalhar também as pessoas que estão interessadas em ler os comentários pertinentes ao assunto em questão...
    Portanto, por que você não cria um blog específico para responder essas pessoas? Acho que seria uma ideia ótima, algo parecido com isso é o GotQuestions, você já viu?
    Abraço!

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    Respostas
    1. Bom, eu particularmente não vejo problemas com perguntas fora dos temas, eu até tenho um outro blog voltado a assuntos mais gerais (http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br) só que ele é pouco acessado em comparação a este, e eu mesmo sou muito mais ativo neste do que naquele, por isso não vejo problemas que me façam perguntas por aqui.

      Abs!

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  16. Essa introdução do Rafael Louco foi de indignar. Como é que um católico romano tem coragem de querer mudar o sentido dessa aberração chamada inquisição?

    Esse camarada está atrasadíssimo. Deveria procurar se informar melhor, pois vai descobrir que foi refutado de A a Z.

    Só Jesus pra ter misericórdia de um mentiroso desses!

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