15 de janeiro de 2016

Destruindo a panfletagem católica mentirosa das redes sociais


Circula pelas redes sociais uma ridícula caricatura católica repleta de mentiras e distorções grotescas do que vem a ser o protestantismo, com a finalidade óbvia de ridicularizar a fé alheia mediante truques baixos. Talvez você já tenha se deparado com ela (foto acima). O “folheto” propagandista católico diz o seguinte sobre o protestantismo:

“É a doutrina que ensina que devemos crer apenas na Bíblia, mesmo sabendo que até o Século IV dC. Não existia o NT, que foi compilado por uma Igreja mentirosa, desonesta e manipuladora, de nome Católica, que definiu pela inspiração do Espírito Santo os 27 livros do NT, mas que traiu a fé em Cristo se tornando herética, sendo necessário que Deus inspirasse um Profeta, chamado Padre Martinho Lutero, que apenas depois de 1500 anos depois de Cristo ensinaria o Cristianismo verdadeiro, mas que depois apareceu um outro desmentindo este primeiro profeta, ensinando o Cristianismo verdadeiro Chamado Calvino, e depois um outro profeta desmentiu Calvino e fundou finalmente a verdadeira Igreja de Cristo, de nome Universal, e depois outros profetas que... Eu pergunto: Isso faz algum sentido?”

Eu não sei quem foi o jumento que fez um troço tão ridículo e pitoresco como esse, embora tenha fortes suspeitas de que tenha vindo do Paulo Porcão ou de algum de seus correligionários. Nota-se que o autor sequer sabe escrever: logo na primeira frase coloca um ponto depois do “Século IV d.C”, iniciando a outra frase com letra maiúscula quando sequer deveria haver qualquer pausa. Sabendo, portanto, que o sujeito que escreveu esse lixo fugiu da escola ainda no primário, só pode se tratar do rockeiro Paulo Porcão ou do obsceno Cris Macabeus. Façam as suas apostas.

Vamos destruir este texto parte por parte:

“É a doutrina que ensina que devemos crer apenas na Bíblia, mesmo sabendo que até o Século IV dC. Não existia o NT, que foi compilado por uma Igreja mentirosa, desonesta e manipuladora, de nome Católica, que definiu pela inspiração do Espírito Santo os 27 livros do NT...”

Sim, por incrível que pareça, o texto já começa dizendo que NÃO EXISTIA O NOVO TESTAMENTO ATÉ O SÉCULO IV. Eu deveria ter amor próprio e parar de ler esta porcaria aqui mesmo, mas fiz um esforço sobrenatural para não apenas continuar lendo isso, mas também refutar tanta baboseira.

Como todo ser humano decente sabe, o Novo Testamento foi escrito inteiramente ainda no século I. Só quem questiona isso são os neo-ateus (que não crêem nem que Jesus existiu) e alguns teólogos liberais. O último livro a ser escrito foi o Apocalipse, em 95 d.C, sendo que quase todos os outros foram escritos antes mesmo de 70 d.C. As epístolas paulinas foram escritas entre a década de 50 e 60 d.C, e tudo isso é evidente a qualquer um que decida pesquisar um pouco. Recentemente foi achado um fragmento do evangelho de Marcos datando de 80-90 d.C (veja aqui), e já havia fragmentos do evangelho de João e das epístolas de Paulo datando do século II d.C. Tudo isso muito antes do século IV d.C, apontado pelo católico mentiroso.

Outro fato que corrobora com isso são os escritos dos Pais da Igreja mais antigos, que já faziam citações, desde finais do século I e princípios do século II, a quase todos os livros do Novo Testamento:


Vale ressaltar que, como qualquer estudioso de Crítica Textual sabe, quando tratamos de documentos antigos nós nunca possuímos o original em mãos, mas apenas cópias do original. O Novo Testamento é surpreendentemente o documento que, em disparado, possui a maior proximidade entre o original e a cópia mais antiga preservada, quando colocamos lado a lado com outros documentos antigos famosos:


Compare todos esses autores antigos, que tem milênios de distância entre a obra original e a cópia mais antiga preservada, com os livros do Novo Testamento escritos por Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, Tiago, Pedro e Judas, em que temos 25 mil cópias antigas com uma diferença mínima inferior a 200 anos entre a cópia completa mais bem preservada e o original, e décadas entre o original e o fragmento mais antigo.

Mas os Pais da Igreja não apenas citavam os livros do Novo Testamento como quem cita uma coisa qualquer. Eles citavam como Escritura, como vemos Policarpo dizendo:

“Creio que sois bem versados nas Sagradas Letras e que não ignorais nada; o que, porém, não me foi concedido. Nessas Escrituras está dito: ‘Encolerizai-vos e não pequeis, e que o sol não se ponha sobre vossa cólera’. Feliz quem se lembrar disso. Acredito que é assim convosco”[1]

Policarpo, o discípulo do apóstolo João, escreveu isso ainda no final do século I, e citou como Escritura Sagrada um trecho que só se encontra no livro de Paulo aos Efésios:

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26)

Portanto, muito antes de qualquer concílio no século IV abordar a questão do cânon, Policarpo já sabia que as epístolas de Paulo eram Escritura. Havia alguma discussão sobre alguns livros considerados duvidosos (entre eles 2ª Pedro e o Apocalipse), mas desde o século II o cânon já estava praticamente estabelecido da mesma forma que existe hoje, como se nota no Cânone de Muratori. Na primeira metade do século III, 150 anos antes dos concílios de Hipona e Cartago do século IV, Orígenes já nos dava uma lista completa dos livros do Novo Testamento:

“Assim também nosso Senhor Jesus Cristo (...) enviou seus apóstolos como sacerdotes, levando trombetas bem forjadas. Primeiro Mateus tocou a trombeta sacerdotal no seu Evangelho, Marcos também, e Lucas e João, cada um deu publicamente a força sobre suas trombetas sacerdotais. Pedro além disso soa com as duas trombetas de suas epístolas; Tiago também e Judas. Ainda assim, o número é incompleta, e João dá adiante o som da trombeta através de suas epístolas [e Apocalipse]; e Lucas ao escrever os atos dos apóstolos. Depois de todos, além desses, veio um que disse: ‘Eu acredito que Deus me fez como o último dos apóstolos’ (1 Cor 4:9), e trovejando sobre as catorze trombetas de suas epístolas ele derrubou, mesmo para seus próprios fundamentos, o muro de Jericó, ou seja, todos os instrumentos de idolatria e os dogmas dos filósofos”[2]

Até o próprio termo «Novo Testamento» já era conhecido e considerado muito antes de finais do século IV, a data apontada pelo apologista católico. Eusébio, por exemplo, citando um autor ainda mais antigo, escreve:

“Faz muito e bem longo tempo, querido Avircio Marcelo, que tu me ordenaste escrever algum tratado contra a heresia dos chamados ‘de Milcíades’, mas até agora de certa maneira sentia-me indeciso, não por dificuldade em poder refutar a mentira e dar testemunho da verdade, mas por temor de que, apesar de minhas precauções, parecesse a alguns que de certo modo acrescento ou junto algo novo à doutrina do Novo Testamento, ao qual não pode juntar nem tirar nada quem tenha decidido viver conforme este mesmo Evangelho[3]

Soma-se a isso o fato de que Irineu e Justino, ainda no século II, já mencionavam os evangelhos como sendo apenas quatro: Mateus, Marcos, Lucas e João. Ou seja: todos os livros do Novo Testamento foram escritos ainda no primeiro século; os primeiros Pais da Igreja desde finais do século I já reconheciam estes livros como “Escritura”, os evangelhos já eram limitados a quatro desde o século II, já existia 27 livros conhecidos como «Novo Testamento» pelo menos desde Orígenes (185-253), e mesmo assim os palhaços da apologética católica dizem que não existia Novo Testamento até o século IV!

É pra rir ou é pra chorar?

Continuando...

“...que foi compilado por uma Igreja mentirosa, desonesta e manipuladora, de nome Católica, que definiu pela inspiração do Espírito Santo os 27 livros do NT”

E quem disse que a Igreja do século IV se resumia em “mentirosa, desonesta e manipuladora”? A igreja que se transformou em mentirosa, desonesta e manipuladora foi a Igreja latina medieval, conhecida pelo nome de “Igreja Católica Apostólica Romana” após o racha de 1054 d.C. Quem “definiu” o cânon do Novo Testamento (que na verdade foi apenas um reconhecimento) no século IV foram dois concílios do norte da África, um em Hipona (393) e outro em Cartago (397). Estes concílios não eram ecumênicos (universais), mas regionais. Em outras palavras, eles valiam apenas para aquelas igrejas do norte da África.

Usar estes concílios como uma “prova” da Igreja Romana é um anacronismo ridículo e totalmente sem fundamento, visto que a Igreja de Roma da época teve zero participação nas definições de Cartago e de Hipona. Tais concílios não foram convocados por um papa, não foram presididos por um papa, e, como se não bastasse, não tiveram sequer a presença do papa e nem mesmo de um legado papal! O único concílio convocado por um papa da época para tratar da questão do cânon foi o de Roma, em 382, só que este concílio deixou de fora o livro de 2ª Coríntios, como já escrevi neste artigo. Em outras palavras, na única vez em que o papa da época se reuniu para tratar a questão do cânon, ele errou. Nem o Concílio de Trento (1546) seguiu a lista do concílio do papa Dâmaso, preferindo adotar a lista de Hipona e Cartago!

Portanto, dizer que o papa ou que a Igreja de Roma teve alguma participação na questão do cânon é simplesmente desonestidade intelectual de apologista sem vergonha. Se o papa tivesse tido qualquer papel relevante, teríamos que jogar fora o livro de 2ª Coríntios. Do jeito que ficou, se alguma igreja (comunidade local da época) merece o crédito são as do norte da África supracitadas. Mas elas não estavam sob a jurisdição do bispo de Roma, e ainda atacavam com dureza toda e qualquer tentativa de um bispo de fora querer se impor sobre as decisões deles, como fica bastante evidente em seus concílios locais:

“Igualmente decidimos que os presbíteros, diáconos e outros clérigos inferiores, nas causas que surgirem, se não quiserem se conformar com a sentença dos bispos locais, recorram aos bispos vizinhos, e com eles terminem qualquer questão (...) E que, se ainda não se julgarem satisfeitos e quiserem apelar, não apelem senão para os concílios africanos, ou para os primazes das próprias províncias; e que, se alguém apelar para a Sé Transmarina (de Roma) não seja mais recebido na comunhão (Concílio de Cartago, ano 418)

Pois nenhum de nós coloca-se como um bispo de bispos, nem por terror tirânico alguém força seu colega à obediência obrigatória; visto que cada bispo, de acordo com a permissão de sua liberdade e poder, tem seu próprio direito de julgamento, e não pode ser julgado por outro mais do que ele mesmo pode julgar um outro. Mas esperemos todos o julgamento de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único que tem o poder de nos designar no governo de Sua Igreja, e de nos julgar em nossa conduta nela” (Sétimo Concílio de Cartago, ano 256)

O que fica claro ao consultar estes concílios de Cartago? Que os bispos dali tinham a consciência de que eram totalmente submissos ao infalível e todo-poderoso bispo de Roma, que supostamente detinha uma jurisdição universal sobre toda a Igreja, inclusive sobre Cartago? É óbvio que não. O que está evidente é que a Igreja do norte da África era independente, ou seja, fazia parte da Igreja universal (“católica”) assim como as demais igrejas ocidentais e orientais, mas tinha jurisdição própria e autonomia local, não sendo sujeita à igreja de Roma de forma alguma.

Seguindo a lógica papista, devemos nos submeter à igreja que “definiu” o cânon. Essa igreja não foi a Igreja Romana (que surgiu depois do cisma) e nem a comunidade local de Roma já existente na época, mas as igrejas do norte da África, especialmente Cartago e Hipona. Mas elas foram totalmente destruídas pelos muçulmanos nas invasões árabes que tomaram a totalidade da África na Alta Idade Média. Para ser claro: essas igrejas não existem mais.

Colocá-las na conta da Igreja Romana é puro devaneio: ninguém sabe se por ocasião do cisma de 1054 elas decidiriam se aliar à Roma e fazer parte da Igreja Romana, ou se iriam se aliar à ortodoxia grega, ou se iriam permanecer independentes até hoje. O romanista que joga na base do achismo é simplesmente um desonesto intelectual. Querer usar o “argumento do cânon” para fundamentar uma Igreja Romana desenvolvida após um racha que ocorreu séculos depois dos concílios africanos é mais do que jogo sujo: é mau-caratismo mesmo.

Continuando...

“...mas que traiu a fé em Cristo se tornando herética, sendo necessário que Deus inspirasse um Profeta, chamado Padre Martinho Lutero”

Que doente escreveu uma asneira dessas? Desde quando o reformador protestante se chamava “Padre Martinho Lutero”? Eu pensava que ele se chamava apenas “Martinho Lutero”, e que “padre” não fazia parte do nome, mas era seu ofício. E quem disse que Lutero era profeta? E pior, escreveram “Profeta”, com “p” maiúsculo mesmo. Devem achar que nós consideramos Lutero uma espécie de segundo Elias ou um Nostradamus da vida. Nem Lutero se considerava “profeta”, nem os seus seguidores o consideravam assim. Não existe nenhuma visão, sonho, revelação ou profecia de qualquer tipo que Deus tenha dado a Lutero. O próprio Martinho dizia:

“Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir”

E o palhaço católico não apenas diz que Lutero era um profeta, mas um Profeta! Se o fundo do poço tem um nome, ele se chama apologética católica.

Continuando...

“...que apenas depois de 1500 anos depois de Cristo ensinaria o Cristianismo verdadeiro”

E quem disse que o “Cristianismo verdadeiro” só começou a ser ensinado depois de 1500 anos? O que este papista andou bebendo antes de escrever isso? Qual protestante do planeta terra algum dia já afirmou uma asneira deste tamanho?

Lutero não “criou” coisa alguma. Ele reformou. Só se reforma aquilo que já existe. Em outras palavras, Lutero não criou uma religião paralela, um novo Cristianismo para concorrer com o Cristianismo original. Em vez disso, ele retornou às bases da Escritura que por um bom tempo foram mantidas pela maior parte dos Pais da Igreja e que, posteriormente, foi grosseiramente desvirtuado pela Igreja latina medieval. Não há nada que Lutero tenha pregado que já não tivesse sido explicitamente ensinado antes dele pelos Pais da Igreja, como eu demonstrei neste artigo, de leitura obrigatória a qualquer romanista que queira escrever qualquer baboseira sobre a Reforma Protestante.

Em termos simples, os papistas queriam que a sujeira que entrou na Igreja ao longo dos séculos permanecesse ali, e Lutero queria que ela saísse, para voltar à pureza do Cristianismo original, ou pelo menos para algo bem mais próximo disso do que o que estava em sua época. Não foi Lutero quem criou algo novo: quem inovou foi a Igreja Romana, adicionando dogmas e doutrinas sem nenhum fundamento, que jamais foram ensinadas por apóstolo nenhum e tampouco pelos Pais da Igreja. E ela continua inovando até hoje: em 1854 definiu o dogma da imaculada conceição de Maria, em 1950 proclamou o dogma da assunção mariana, e já há inúmeras petições à Santa Sé de católicos que querem oficializar um novo dogma: a co-redenção de Maria, que parece ser mesmo o próximo passo da seita. É tudo mera questão de tempo para ir surgindo novas inovações.

E, mesmo assim, ele acha que Lutero é o “inovador”...

Continuando...

“...mas que depois apareceu um outro desmentindo este primeiro profeta, ensinando o Cristianismo verdadeiro Chamado Calvino”

O “Cristianismo verdadeiro” chamava-se “Calvino”? Eu li isso mesmo? Eu já sabia que quem escreveu é um analfabeto funcional, mas isso?

E desde quando Calvino “desmentiu o primeiro profeta”? Aliás, desde quando Calvino se considerava “profeta”? Se Calvino tivesse “desmentido” Lutero, ele não teria aderido à Reforma, mas criado uma outra coisa, estilo anabatistas. No entanto, as igrejas luterana e presbiteriana são reformadas, ou seja, fazem parte do mesmo grupo protestante. Calvino não se “opôs” a Lutero, muito pelo contrário. Ele o lia tanto que se converteu à Reforma e o chamava de “pai muito respeitável”.

As poucas divergências doutrinárias entre ambos eram mais superficiais do que ocorre hoje entre uma igreja católica da Renovação Carismática comparada com uma igreja católica tradicionalista. As cinco solas e o fundamento da Reforma eram absolutamente compartilhados. Mas para o autor da panfletagem antiprotestante, vale tudo para enganar os incautos...

Continuando...

“...e depois um outro profeta desmentiu Calvino e fundou finalmente a verdadeira Igreja de Cristo, de nome Universal”

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Essa foi a pior de todas: o apologista católico lunático que escreveu o texto trata todos os protestantes como sendo da Igreja Universal do Edir Macedo!!! O que fazer com um cara desses? Internar em um sanatório? Em um hospício? Em um manicômio? Não sei por que decidir perder tempo respondendo a um troço patético desses...

Para terminar, gostaria de fazê-los sentir um pouquinho do gosto de como é satirizar a religião alheia em um parágrafo – mas desta vez apenas com verdades. Para isso, preparei um pequeno textinho:


Agora já podem dormir com este barulho.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] Policarpo aos Filipenses, 12:1.
[2] Hom. Josh. 7.1, as cited in Metzger, The New Testament Canon, 139.
[3] História Eclesiástica, Livro V, 16:3.

56 comentários:

  1. Lucas, seus artigos são ótimos. Cada dia eu aprendo mais. Cara, eu ainda não li a bíblia toda e nem li nenhum livro de teologia, mas eu consigo debater com os católicos só lendo alguns artigos de seu blog e as vezes eu perco até a paciência com eles.

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  2. CATOLICISMO

    É a doutrina que fala que nem tudo está na Bíblia, mas USA A BÍBLIA PRA QUERER PROVAR O QUE NÃO HÁ NELA. Mesmo sabendo que o NT foi concluído no ano 100 d.C, tem a CARA DE MADEIRA de dizer que foi O CATOLICISMO ROMANO quem o definiu TRÊS SÉCULOS DEPOIS, cuja igreja - ROMA - de fato traiu a fé, mas isso foi algo GRADATIVO, não imediato, sendo necessário um RETORNO, não a PREGAÇÃO DE FATO da doutrina cristã genuína, que ocorreu na Reforma Protestante, que prega que o cristianismo ortodoxo verdadeiro está NAS ESCRITURAS, e não numa Tradição oral fora delas, que NADA TEM A VER COM ELAS, e cujos líderes durante SÉCULOS na idade Média mancharam o nome da igreja cristã no ocidente, sendo eles assassinos, sodomitas, devassos, ladrões, praticantes de simonia, usurpadores da Bíblia, exclusivistas e prepotentes. É uma doutrina que ensina que a igreja foi edificada sobre um HOMEM, não sobre Cristo, é uma doutrina mentirosa que ensina que não existia Bíblia quando na verdade ela só não era chamada PELO NOME DE BÍBLIA, mas isso não altera o fato de que ela SEMPRE FOI A ESCRITURA SAGRADA, sendo chamada de Bíblia ou não.

    Faz sentido isso?

    By Thiago Dutra

    Ótimo artigo, Lucas. Muito bom ver esses planfetos feito por catoleigos de missa sendo desmascarado.

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  3. Lucas meu e-mail e lucasdantas1887@Gmail.com vc pode pfv me enviar seu livro A Igreja na Grande tribulação

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    1. Enviado. Se não chegou, me avise que eu reenvio.

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    2. Já enviou sim vlw

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  4. Ahahahah

    Excelente! Muito bom!

    Depois dessa vão ter que ir participar do curso especial de férias "por que não sou protestante", do Pe Paulo Ricardo, só pra depois racharem a cara de novo! Ahah

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  5. Nossa! O Edir Macedo está bastante conservado, hein?

    Acho que os católicos batem nos protestantes por esporte, não tem outra explicação. Eles nem esperam sair do Ensino Médio.

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  6. Lucas o que vc acha disso: https://www.youtube.com/watch?v=J2--_1M3FM4

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    1. Existem várias formas de se transmitir uma mensagem. Eles escolheram a pior.

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  7. Lucas , na sua opinião é possível existi salvação na igreja católica romana , isto é , é possível que alguns catolicos seja salvos ?

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    1. Sim, se o católico buscar a Deus em vez de ficar priorizando as imagens de gesso, é claro que pode ser salvo. A Igreja Católica dificulta, mas não impede a salvação das pessoas.

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    2. Lucas, o que você acha dos Mormóns ? N é por nada n, mas eu acho que é a única religião cristã que leva para o Inferno

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    3. Tenho pouco conhecimento sobre os mórmons, mas pelo que já li a respeito eles tem algumas loucuras mesmo...

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  8. Lucas, eu gostaria de recomendar um homem (Pastor) que é referência aqui em Brasília.

    https://youtu.be/WkJb6ibrkig

    Depois me diz o que achou. = )

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    1. Excelente pregação!

      Não conhecia ele, mas agora vou procurar assistir mais pregações dele. Obrigado por compartilhar aqui :)

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    2. Legal, Lucas!
      Deus abençoe muito a sua vida.= )

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  9. Muito bom artigo. Esses argumentos contidos no panfleto, são do nível de quem fez e pra quem foi feito. Ninguém pelo menos um pouco inteligente cairia nessa,só os próprios católicos que lerem vão achar que estão arrazando.

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  10. Lucas, já assistiu a Paixão de Cristo e Jesus de Nazaré ? O que achou ?

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    1. O segundo faz tanto tempo que eu assisti que eu nem me lembro direito. Mas o primeiro (do Mel Gibson) foi sensacional. O único filme sobre Jesus que retratou o sofrimento de Cristo de forma mais realista.

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  11. Lucas, qual a sua opinião sobre Ensino Religioso nas escolas ?

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    1. Se for em escola privada não tem nenhum problema, afinal cada instituição privada tem o direito de ensinar o que lhe convém. Mas em se tratando de escolas públicas, não acho correto ensinar religião em um Estado laico, da mesma forma que não seria correto ensinar ateísmo (e pelas mesmas razões relacionadas ao fato do Estado ser laico, ou seja, não ser nem ateu e nem religioso a princípio). O que devem fazer sim, em minha opinião, é ensinar a respeitar todas as religiões (o que é diferente de ensinar religião em si), já que a onda de neo-ateísmo está criando desde cedo nas crianças o ódio e a intolerância aos religiosos.

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  12. Lucas, enviei dois comentários no seu outro site no artigo do sudário de Turim, se vc poder responder ficarei mto grato.

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    1. Só recebi 1 comentário naquele artigo, e já respondi. Se você enviou algum outro, favor reenviar, porque não chegou aqui.

      Abs.

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    2. Ok, vou reenviar

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  13. "que parece ser mesmo o próximo passo da seita." Morri kkkkkkkkkkkk

    Lucas , você já percebeu que nesses últimos tempos tem crescido o número de "protestantes" "ecumênicos"? Aqueles que parecem não mais defender a sã doutrina , mas sim abraçar muitas religiões como verdadeiras, como se todo caminho,por mais herético, levasse a Deus ? Vejo muitos defendendo o catolicismo romano, de certa forma . Pessoas que supostamente conhecem a Palavra. E o que dizer daqueles( incluindo pastores) que fazem fila pra receber e de certa forma adorar ,a besta de Roma aka papa!?
    Eu estou espantada com isso. Era só o que me faltava ........ Religiao única vindo por aí?!!!!! ��������

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    1. Sempre na história existiu gente ignorante e gente que preferia a glória dos homens (dizendo coisas que agradam às outras pessoas) do que a glória de Deus (dizendo aquilo que agrada a Deus, ainda que desagrade as pessoas que estão no engano). A maioria desses "ecumênicos" sequer é cristão de verdade, apenas tem uma vaga noção do que vem a ser o Cristianismo e noção nenhuma dos ensinamentos bíblicos. Mas tudo isso já está previsto, para o advento do grande ecumenismo (ou seja, a "grande apostasia" da qual a Bíblia fala) do tempo final...

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    2. É. Não é fácil. E creio que os "instruídos" mesmo , como alguns pastores evangélicos , sejam os lobos em pele de cordeiro ......
      Triste .

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  14. Lucas, o que você acha do Patriarca Bartolomeu I e do Papa João Paulo II ?

    E Paulo foi batizado por aspersão ?

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    1. É preciso antes de tudo desvincular a pessoa daquilo que ela crê. Embora eu discorde quase 100% das crenças do papa João Paulo II, reconheço que ele como pessoa demonstrava ser bom caráter, inclusive pediu perdão pela inquisição (perdão este que os apologistas católicos modernos retiraram da boca do papa) e foi ativista na luta contra o comunismo, numa época em que o comunismo estava no seu auge. Quanto ao patriarca Bartolomeu, sinceramente não tenho conhecimento sobre ele como pessoa para comentar a respeito, provavelmente porque pouca coisa sobre a igreja do oriente chegue aqui no ocidente, e por isso prefiro não comentar para não dizer nenhuma bobagem.

      Não é certo se Paulo foi batizado por aspersão. É possível que o batismo que a Bíblia se refere no texto em questão fosse uma referência ao batismo no Espírito Santo, e não ao batismo nas águas. Também é possível que houvesse um batistério próximo dali, como havia nas comunidades cristãs antigas. E se não havia, não vejo problema em crer que Paulo pudesse ter sido batizado por aspersão, afinal de contas a aspersão na Igreja primitiva sempre foi utilizada para quando o batismo por imersão era impossível de ser praticado:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/11/o-batismo-por-imersao-na-igreja.html

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  15. Lucas, teria algum livro para disponibilizar que refuta o ateísmo? Segue meu email: rafumec@gmail.com

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    1. Já enviei, me confirme o recebimento do e-mail. Abs!

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  16. Pra vc beber coca cola e pecado

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    1. Lógico que não. Se não deixa ninguém bêbado, então não pode levar alguém ao pecado. É uma bebida como qualquer outra.

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    2. Mas enquanto ao nosso corpo se o templo do espírito santo, Vc tbm ja viu o quanto ela fas mal para nós veja:http://saude.terra.com.br/nutricao/o-que-uma-latinha-de-coca-cola-realmente-faz-ao-seu-corpo,57d5d83b3c3680c2f3c6aef43cafac0b1s69RCRD.html Tbm a muitos outros artigos na Internet e que falam o tão maul que ela fas

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    3. É só não tomar exageradamente. Se qualquer gota de Coca-Cola já fosse o suficiente para matar alguém de saúde, não sobraria mais ninguém vivo no planeta. Devemos tomar cuidado para não cair no legalismo, na onda de que nada pode e que tudo é pecado. Quase tudo na vida tem o potencial de fazer mal caso seja feito exageradamente (de forma viciada), isso não significa que sejam pecados em si mesmo, apenas significa que devemos ter moderação nessas coisas.

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  17. Lucas, desconfio seriamente que os "apologistas" católicos fumam uma erva bem brava pra escrever tanta besteira.
    Já cansei de ver "a Bíblia foi escrita por católico pra católico" e mesmo mostrando sua refutação, não aceitam.
    Só Deus pra ter misericórdia.
    Ricardo Soares

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    1. Eles são cegos espirituais, guiados por outros cegos, com um véu lhes cegando por dentro:

      "Deixem-nos; eles são guias cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco" (Mateus 15:14)

      "O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (2 Coríntios 4:4)

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  18. Lucas, você já conseguiu decorar a Genealogia de Abraão até Jesus ? rs

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    1. Nunca tentei. O que eu tinha conseguido no passado era decorar a lista de todos os reis de Judá e a história de cada um deles (era o tema que eu mais gostava de estudar na época), mas se você me perguntar hoje a lista completa é capaz de eu errar também :(

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    2. Lucas, é verdade que no livro de Mateus, a genealogia é referente há José e de Lucas há Maria ?

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    3. Vi isso na internet, e agora fiquei com duvida. Se possível poderia me explicar ?

      As principais diferenças genealógicas entre os dois livros são:

      Lucas enfileira 56 nomes, retrocedendo até Abraão, ao invés de 42 em Mateus.
      Heli aparece como pai de José, ao invés de Jacó (Como diz Mateus).
      Há 7 diferenças antepassados imediatos de Zorobabel (Lucas 3:26-27).
      Neri ao invés de Jeconias, aparece como pai de Salatiel (Lucas 3:27).
      A descendência de Jesus passa por Natã (Lucas 3:31), ao invés de faze-lo por Salomão, como diz Mateus.
      Lucas faz retroceder a genealogia até Adão, passando por Abraão, ao passo que Mateus retrocede apenas até Abraão.

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    4. Veja o que Norman Geisler e Thomas Howe respondem sobre isso no "Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia":

      LUCAS 3:23 - Por que Lucas apresenta uma genealogia de Jesus diferente da que é apresentada por Mateus?

      PROBLEMA: Jesus tem um avô diferente em Lucas 3:23 (Heli), em relação ao que é registrado em Mateus 1:16 (Jacó). Quem foi de fato o avô de Jesus?

      SOLUÇÃO: Isso é de se esperar, já que são duas linhas diferentes de ancestrais, uma através de seu pai legal, José, e outra através de sua mãe de fato, Maria. Mateus apresenta-nos a linha oficial, já que seu propósito é mostrar as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, que requeriam que o Messias viesse da semente de Abraão e da linhagem de Davi (cf. Mt 1:1). Lucas, tendo em vista um público grego bem mais amplo, dirige-se para o interesse grego de ver Jesus como o homem perfeito (que era o que buscava o pensamento grego). Assim, ele traça a linha genealógica de Jesus até o primeiro homem, Adão (Lc 3:38).

      Há várias razões para que Mateus apresente a genealogia paterna de Jesus, e Lucas, a materna. Primeiramente, mesmo que as duas linhas vão de Jesus a Davi, cada uma delas o faz através de um filho diferente de Davi. Mateus inicia com José (pai de Jesus segundo a lei) e vai até o rei Salomão, filho de Davi, de quem Cristo por direito herdou o trono de Davi (cf. 2Sm7:12ss). O propósito de Lucas, por outro lado, é mostrar Cristo como verdadeiramente humano.

      Então ele vai de Cristo a Nata, filho de Davi, seguindo a genealogia de Maria, sua mãe de fato, pela qual Jesus pode declarar ser perfeitamente humano e o redentor da humanidade. Lucas não diz que está traçando a genealogia de Jesus a partir de José. Antes, ele observa que Jesus, "como se cuidava" era "filho de José", quando de fato ele era filho de Maria. Também o fato de Lucas registrar a genealogia pela linha de Maria vinha bem ao encontro de seu interesse, como médico, por mulheres e nascimentos, o que se vê inclusive por sua ênfase em mulheres no seu Evangelho, que tem sido chamado de "o Evangelho para as mulheres".

      Finalmente, o fato de terem as duas genealogias alguns nomes em comum (tais como Salatiel e Zorobabel, Mt 1:12; cf. Lc 3:27) não prova que são a mesma genealogia por duas razões. Primeiro, esses não são nomes incomuns. Segundo, até na própria genealogia (na de Lucas) há uma repetição dos nomes de José e Judá (3:26,30).

      Abs.

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  19. http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/deuterocanonicos/630-hipona-e-cartago-nao-tinha-a-mesma-lista-de-trento-refutando-a-falacia-sobre-i-e-ii-esdras-da-lxx

    O que tu acha, Lucas?
    Eles citam um historiador protestante.

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    1. O artigo dá voltas e mais voltas para, no final, concluir que Agostinho e os demais dos concílios de Hipona e Cartago adotaram como padrão o CÂNON HEBREU! Isso é muita desonestidade intelectual, visto que os hebreus nunca aceitaram os apócrifos, como já esclareci nestes artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/02/o-canon-biblico-dos-judeus.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/06/os-judeus-e-o-canon-veterotestamentario.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/a-lenda-do-canon-alexandrino.html

      Para expor a questão de forma sucinta, havia três formas de se referir aos livros:

      1) Seguindo a Septuaginta, onde 1ª Esdras era um apócrifo e 2ª Esdras era o Esdras e Neemias da nossa Bíblia.

      2) Seguindo a Antiga Vulgata, onde, da mesma forma, 1ª Esdras era um apócrifo e 2ª Esdras era o Esdras e Neemias da nossa Bíblia.

      3) Seguindo o cânon dos judeus, onde 1ª Esdras era Esdras e 2ª Esdras era Neemias.

      Os concílios de Hipona e Cartago NÃO seguiram o cânon dos judeus, segundo o que ele ridiculamente propõe no artigo, porque se tivessem feito isso teriam DEIXADO DE FORA os livros apócrifos (“deuterocanônicos”) que, no entanto, foram aprovados nestes concílios (uma vez que eles não estavam presentes no cânon judaico). Se eles não usaram como padrão o cânon judaico, então eles só poderiam ter usado a LXX ou a Antiga Vulgata, já que a Vulgata de Jerônimo ainda não estava concluída, e mesmo depois de ser concluída ainda levou algum tempo para ser aceita na Igreja latina.

      Em síntese, a Igreja oriental e do norte da África seguia a LXX, enquanto a Igreja latina da mesma época seguia a Antiga Vulgata. O cânon hebreu já havia sido deixado de lado por esta época. Logicamente, foi com base na LXX que as igrejas africanas determinaram seu cânon, onde 1ª Esdras é um livro apócrifo que não foi aprovado em Trento, uma vez que Trento seguiu o padrão da nova Vulgata (de Jerônimo) que ainda não existia na época dos concílios africanos.

      O fato de historiadores protestantes terem dito que o índice é o mesmo não muda nada, já que é o mesmo realmente. O que não significa que os LIVROS sejam exatamente correspondentes. A “The International Standard Bible Encyclopedia” citada por ele NÃO faz referência nenhuma a Agostinho ou aos concílios de Hipona e Cartago, mas somente a Orígenes, Cirilo, Melito, Jerônimo e ao Concílio de Laodiceia, que, como eu já mostrei em outros artigos, seguiam o cânon judaico, sem a inclusão dos apócrifos:

      http://apologiacrista.com/desmascarando-os-livros-apocrifos-p12

      http://apologiacrista.com/desmascarando-os-livros-apocrifos-p2

      A única fonte que parece discordar disso é o Philip Schaff, mas ele não tem nenhuma obrigação de ser uma autoridade infalível com conhecimento universal sobre tudo. Se fosse, o autor do artigo em questão teria que abandonar o catolicismo romano, uma vez que Schaff também nega que houvesse jurisdição universal do bispo romano nos primeiros séculos da Igreja...

      Não há outro jeito. Ou os concílios de Hipona e Cartago: (a) seguiram o cânon hebreu, e neste caso os apócrifos não teriam entrado; (b) seguiram a LXX, e neste caso 1ª Esdras é um apócrifo não aprovado em Trento; (c) seguiram a Antiga Vulgata, e neste caso 1ª Esdras é um apócrifo não aprovado em Trento.

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  20. Eu vi que o novo testamento tem uma grande comprovação textual devido ao elevado número de cópias dos manuscritos.
    Gostaria de saber se o antigo testamento tem também uma grande comprovação textual, e quantos exatamente são as cópias do antigo testamento datados antes de Jesus Cristo e quantas cópias existiam nos manuscritos do mar morto e também gostaria de saber informações sobre a crítica textual dos livros do antigo testamento.
    grato desde já.

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    1. Sobre o Novo Testamento eu escrevi aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2014/12/a-autenticidade-do-novo-testamento.html

      Eu não tenho os dados do Antigo Testamento, mas até onde eu sei os manuscritos mais importantes são o Texto Massorético, a Septuaginta e os Manuscritos do Mar Morto. Mas eu não tenho uma tabela da quantidade de manuscritos, assim como tem do Novo. Isso terei que pesquisar mais a fundo. O que se vê é que o Antigo Testamento é geralmente considerado tão confiável quanto o Novo, dada a semelhança entre os três diferentes manuscritos, que, embora tenham sido escritos em línguas diferentes e em épocas distintas, ainda assim tem uma compatibilidade bastante alta, mais que o suficiente para estar bem conceituado na Crítica Textual.

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  21. Lucas você já participou de uma missa? Se sim, oque você achou?

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    1. Graças a Deus, nunca. Mas já perdi tempo assistindo pela televisão.

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  22. Interessante este artigo, contudo gostaria de dizer que quando o apologista Católico se refere a Igreja Criando o Canôm ou melhor definindo não é pelo fato de que os livros não existissem, eles existiam desde o século I, a questão é que junto com eles haviam N outros livros chamados de apócrifos, e a Igreja levou três séculos para definir o que era de fato o canôn por exemplo até o século II o livro de enoque era muito popular na Igreja, tão popular que a Igreja Copta ( Igreja do Egito) e a Igreja Etíope não aceitaram que ele não era canônico e os tem no canôm até hoje.

    Durante os primeiros séculos da Igreja denominada católica, tivemos muitos homens de Deus e muitas maravilhas foram operadas contudo com o passar do tempo alguns cristãos foram se deixando tomar por heresias. e muitos dogmas foram surgindo através dos papas quando estes falavam em ex-catedra, e isso foi, e ainda hoje é um grande problema, pois, a revelação de Deus para nós é a Bíblia, esta é a revelação cabal, contudo conforme expressa:2 Pedro 1:20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. 21, isso significa que ninguém pode interpretar oque bem deseja da Bíblia e nem mesmo o Papa o pode, a interpretação da Bíblia ou melhor o real sentido de tudo que nela está escrito foi transmitido aos apóstolos e discípulos de Jesus, e eles por sua vez transmitiram a Igreja, então para compreender a Bíblia devemos compreender aquilo que a Igreja primitiva acreditava, assim sendo a tradição Cristã da Igreja primitiva nos faz interpretar a Bíblia, quem melhor para saber a respeito de Jesus se não que o viu pessoalmente aqui na terra? Fora da Bíblia em si, nós temos vários escritos de fé dos pastores do primeiro e segundo século, como o Credo Apostólico, os escritos de hermas, enfim se os primeiros irmãos na fé criam em algo é nisso que devemos crer. Tem um Teólogo Adventista chamado Rodrigo Silva, ele disse certa vez em uma explicação sobre Adão, que se a história de uma coisa nesse caso Adão era verdade, quando buscamos a história da origem dos povos encontramos nelas referencia a Adão como sendo o seu primeiro ancestral, ele por ser o primeiro homem tem de estar na raiz genealógica dos povos, pois bem, este mesmo conceito é valido para Igreja, quando pegamos todas as Igrejas Milenares que veem desde a era primitiva com comprovação histórica EX: A igreja Copta do Egito surge com a pregação do Evangelista Marcos e ali ele funda uma igreja, os Cristãos Etíopes receberam suas primeiras pregações através do Eunuco do Reino que São Filipe Batiza, depois, os Egipícios Cristianizados desceram a Etiópia e concretizaram a pregação do Evangelho, os Ortodoxos tem sua origem em Santo André, a cátedra Ortodoxa de trono antioquino tem sua origem em são Paulo, além desses temos ainda os Armênios, os Maronitas( Cristãos do líbano) Igreja Melquita ( Cristãos na arábia) entre outras. Enfim quando pegamos todas essas Igrejas históricas e reparamos um conjunto de doutrinas que são igualmente praticadas por todas, logo podemos crer que isto é verdade, afinal de contas se as portas do inferno não podem prevalecer contra a Igreja, todas as Igrejas históricas não podem estar erradas, a Missa celebrada com velas, incenso etc... e tal tem total base no livro de apocalipse, Deus é um ser sobrenatural e o seu culto místico nunca será extinto, assim como na Antiga Lei Deus tinha um culto Místico, assim Ele o tem hoje, e assim será para toda Eternidade na nova Jerusalém, o livro de apocalipse é bem claro quanto a estas coisas. Bem como isto aqui é um espaço democrático querido senhor Lucas, sinta-se a vontade para questionar ou debater este texto. Paz e bem em Cristo Jesus, o único pelo qual vale apena Lutar e o único em quem vale apena acreditar, com Cristo está a nossa vitória, sem Cristo nada somos.

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  23. Arlem - arlemlene@gmail.com

    Olá sr. Lucas
    Sou cristão católico e digo com 100% de certeza: Se vc. não se converter à Jesus, na única Igreja Católica Dele, herdada dos apóstolos, vc. caminhará para a perdição das
    almas rebeles.

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    1. Nossa, agora eu acho que vou me converter.

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    2. Com base em que, sr. Arlem, você pode afirmar essa baboseira?

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