24 de novembro de 2015

A Igreja Católica criou as universidades!!!!


O principal argumento dos papistas que seguem a linha de Thomas Woods na visão bitolada, falsa e descarada de que “a Igreja Católica construiu a civilização ocidental” é o das universidades. “A Igreja Católica criou as universidades!!!”, grita o romanista exaltado, tentando provar que se não fosse pela Igreja Católica estaríamos até hoje sem universidades...

Em primeiro lugar, a própria afirmação de que “A Igreja Católica criou as universidades” já é falsa em si mesma. A primeira universidade do mundo foi a Universidade al Quaraouiyine, do Marrocos, criada em 859, reconhecida inclusive pelo famoso Guinness Book como sendo a primeira. Depois veio a Universidade de al-Azhar, do Cairo, criada também pelos muçulmanos, em 988. Só mais de duzentos anos depois da primeira, e de cem em relação à segunda, é que surge a primeira universidade católica, a de Bolonha, em 1088. E escolas já existiam desde a Grécia antiga, passando pela Roma antiga, Índia antiga, China antiga e pelo Império Bizantino – desde muito antes dos católicos romanos pensarem em criar alguma coisa.

Se por um lado a Igreja Católica tem seu mérito em ser uma das primeiras a criar universidades, por outro lado é preciso considerar a qualidade do ensino nelas difundido. Usarei neste estudo como fonte o que escreve um historiador católico do século passado, Ivan Lins, autor do livro “A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas” (já falei dele em meu artigo anterior), que por sua vez também cita como referência vários autores católicos também reconhecidos, em especial o abade francês Claude Fleury, um padre e historiador católico do século XVII. Não citarei nenhum historiador protestante para não me acusarem de ser tendencioso.

É desta forma que Lins descreve a qualidade do ensino presente nestas universidades católicas que são hoje usadas pelos apologistas católicos para a ridícula alegação de que “a Igreja Católica construiu a civilização”:


***

Representava o trivium o ensino primário e secundário da Idade Média, contentando-se com ele os que dispunham de aptidões mais literárias do que científicas. Compreendia a gramática, a retórica e a lógica ou dialética. Esta última, na apreciação de Latino Coelho, “ensinava a disputar sobre a verdade, sem patentear os caminhos de a saber – ginástica intelectual, que adestrava a inteligência, sem poder servir à higiene do pensamento – esgrima pueril, que podia conceder triunfos à vaidade, mas não podia aparelhar vitórias à ciência”.

Quanto à retórica, antes conduzia a estragar do que a ornar o estilo. Consistia, como salienta o padre Fleury, “em só falar por metáforas ou outras figuras estudadas, evitando, com cuidado, explicar simples e naturalmente o pensamento, o que torna os escritos dos escolásticos de mui difícil inteligência”[1]. O que de mais gostavam era empregar frases das Escrituras, não para autorizarem seus pensamentos, servindo-lhes de provas (que é o uso legítimo das citações), mas para exprimir coisas mais banais. Assim, numa história, em vez de dizerem simplesmente “fulano morreu”, diziam: “fulano juntou-se a seus pais”; ou: “entrou no caminho de toda carne”.

No que concerne à gramática, ainda hoje pululam os indivíduos que pretendem ensinar-nos, dogmaticamente, “uma arte resultante de um surto universal, enquanto a própria barbárie e impropriedade da maior parte dos termos de que se servem bastam para caracterizar a inanidade de suas pretensões sobre a palavra”[2]. Se isto é o que acontece com certos gramáticos de nossos dias, que se daria com os da Idade Média? A este respeito assim discorre o padre Fleury:

            “Só se estudava a gramática por causa do latim, ou, antes, aprendiam-se ambos concomitantemente. Mas, em vez de ser, como nos tempos modernos, o latim mais puro possível, contentavam-se todos, então, com esse latim grosseiro, cujos restos ainda se encontravam, no século XVII, nas escolas de filosofia e teologia. A linguagem do século XIII e dos dois seguintes era cheia de palavras desviadas de seu verdadeiro sentido, ou formadas com termos das línguas vulgares, tirados dos idiomas germânicos, como guerra e trégua, de sorte que os que só conhecem o bom latim, não compreendem o latim medieval, a não ser fazendo dele um estudo especial, porquanto ninguém pode esperar encontrar a palavra miles para designar um cavaleiro e bellum uma batalha.
            Pelo motivo contrário, não compreendiam os sábios desses tempos, senão pela metade, os autores da boa latinidade, e não só os profanos, dos quais talvez pudessem privar-se, mas os próprios Padres da Igreja, São Cipriano, Santo Hilário, São Jerônimo e Santo Agostinho, e é por isso que, ao lê-los, não lhes apreendiam o pensamento”[3]

(LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1944, pp. 209-211)


***

Ainda sobre o ensino da lógica nas universidades católicas medievais, diz o padre Fleury:

“Deixara a lógica de ser a arte de raciocinar com justeza e buscar a verdade pelas vias mais seguras: era, ao contrário, um exercício de disputar e sutilizar ao infinito. O objetivo dos que a ensinavam era menos instruir seus alunos do que fazerem-se admirar por eles, embaraçando os adversários com questões capciosas, tal qual os antigos sofistas”[4]

No artigo anterior, já havia exposto de que forma que os estudantes da Universidade de Paris (padres, em sua maioria) eram depravados. Jacques de Vitry, bispo de Tusculum e contemporâneo da época, escreveu sobre isso:

“Os estudantes, clérigos em sua maior parte, não consideravam pecado a simples fornicação. As cortesãs detinham, nas ruas, os clérigos que passavam, afim de levá-los para suas casas, como se o fizessem à força. Se eles se recusavam, eram acusados de desordens ainda mais criminosas, sendo honroso ter várias concubinas. Numa mesma casa ficavam, em cima, escolas, e, embaixo, bordeis. Os clérigos, que mais gastavam, eram os mais estimados, sendo tidos como avaros, hipócritas ou supersticiosos os que viviam sobriamente, praticando a piedade”[5]

Lins destaca que, na opinião de Fleury, foi justamente o ensino tosco e nada espiritual aprendido nessa universidade que fez com que os padres se tornassem mais imorais:

“Consagra o padre Fleury à escolástica um de seus admiráveis Discursos Sobre a História Eclesiástica, e, depois de analisá-la a fundo, chega a atribuir a corrupção de costumes dos estudantes da Universidade de Paris, a que já me referi, às vãs sutilezas e às questões frívolas e inúteis, que constituíam o campo predileto a que se consagrava a grande massa dos escolásticos, os quais chegavam a sustentar que os adultérios, incestos, etc, quando cometidos por caridade, não constituem pecados”[6]

Sobre o ensino de geografia dessas universidades, Lins escreve:

“Entre as inúmeras lendas geográficas, piamente aceitas, figurava a de ferver o Oceano ao sul da África, e de haver um povo, perto do Ganges, que se alimentava do perfume de certas flores”[7]

Sobre o ensino de história, ele diz:

“Quanto à história, era também cheia de ficções e fábulas, pois os historiadores medievais se impressionavam mais com o maravilhoso do que com o verdadeiro. Aceitavam tudo quanto achavam escrito – ensina o padre Fleury. Sem crítica, sem discernimento, sem examinar a época e a autoridade dos escritores, tudo lhes parecia igualmente bom. Assim, a fábula de Francus, filho de Heitor, e dos francos vindos de Troia, foi adotada, até fins do século XVI, por todos os historiadores franceses, que faziam também a história da Espanha remontar até Jafé e a da Grã-Bretanha até Bruto. Cada historiador empreendia uma história geral, desde a criação do mundo até a sua época, e aí amontoava, sem critério, tudo quanto encontrava nos livros que lhe caíam nas mãos”[8]

E também:

“A ignorância quase total da história antiga fazia com que os primeiros restaurados do direito romano incidissem em graves erros ao comentar as Pandectas. Muitos dentre eles derivavam de Tibério o nome do rio Tigre, supunham que Ulpiano e Justiniano tinham vivivo antes da era vulgar e aceitavam que houvesse Papiniano sido condenado à morte por Marco Antônio. A erros tão grosseiros não escapavam nem mesmo os maiores glosadores como Irnério, Placentino, Azo e Acurso”[9]

E sobre a medicina:

“Entre os remédios reputados estava a triaga, formada de inúmeras substâncias heterogêneas, inclusive o veneno de víbora, e que curava mordeduras de cobras e uma infinidade de mazelas. Para dar uma ideia do que fosse a triaga, costumava Laet compará-la com as Academias: ‘entram nelas ingredientes formidáveis, mas, finalmente, o resultado é benéfico...’[10]. Eis como, segundo Sidrac ou O Tesouro das Ciências, um dos livros de maior voga na Idade Média, havendo chegado até a Renascença, se devem tratar as hemorragias nasais: com dejetos de suínos ainda quente e esterco de camelo batido. Sustenta o mesmo livro ser bom ter vermes intestinais, porquanto se nutrem dos venenos que se encontram no organismo, eliminando-os e favorecendo, assim, a saúde”[11]

Foi todo este conjunto de ensino pueril e pitoresco que fez com que o cético David Hume dissesse que “esses milhares de jovens só aprendiam, nas universidades, péssimo latim e uma lógica ainda mais detestável”[12].

E isso era o conhecimento ensinado nas universidades, para os da mais alta elite. Se os “intelectuais” eram de um nível tão rude e grosseiro, imagine como era o povo comum da época. Lins discorreu sobre esses também:

            “Esses os conhecimentos dos letrados medievais, isto é, da generalidade dos clérigos que frequentavam as Universidades. Quanto aos homens do povo e aos próprios barões, eram, muitas vezes, analfabetos, não sabendo nem ao menos traçar o próprio nome, que substituíam por uma cruz, dando, assim, origem à palavra assinar, a qual primitivamente significava traçar uma cruz em lugar do nome. Entre o próprio clero, nos primeiros séculos da Idade Média, muitos eram os bispos que deixavam de apor o seu nome aos cânones dos concílios, em que tomavam parte, visto não saberem escrever[13].
            Ainda no século XIV, era comum encontrarem-se grandes senhores que não sabiam ler, entre os quais Duguesclin, que chegou a condestável da França[14]. É que, na Idade Média, se fazia perfeitamente a diferença entre a instrução e os dotes intrínsecos de retidão, sagacidade e mesmo coerência, qualidades independentes de qualquer instrução, resultando o seu cultivo muito mais da vida prática do que de qualquer aprendizado teórico. Deu, contudo, o analfabetismo medieval lugar a muitos abusos, inevitáveis onde quer que campeie o analfabetismo, como, infelizmente, o verificamos, todos os dias, entre nós”[15]

Em resumo, o ensino católico nas universidades medievais:

• Ensinava lógica deturpando a lógica.

• Ensinava história deturpando a história.

• Ensinava geografia deturpando a geografia.

• Ensinava ciências deturpando a ciência.

• Ensinava o latim deturpando o latim.

• Em vez de conduzir à santificação, conduzia ao máximo da imoralidade.

• Era elitizado, deixando a grande maioria do povo no analfabetismo.

Podemos resumir todo o ensino das universidades católicas com uma só palavra: lixo.

Mas se o ensino católico nas universidades era tão desprezível, como ele evoluiu até chegar aos dias de hoje? O principal fenômeno que deu origem a essa revolução chama-se: Reforma Protestante. No vídeo abaixo, o cientista político Alberto Carlos Almeida explica rapidamente como este processo se deu:


Foi a Reforma Protestante que colocou a Bíblia nas mãos do povo, enquanto nas terras católicas a Igreja proibia a leitura da Bíblia em língua vulgar (veja mais sobre isso aqui e aqui). Com o povão tendo acesso à Bíblia, o índice de analfabetismo rapidamente foi abaixando, e, junto com ele, o desenvolvimento da nação que era guiada pela tradição protestante. É essa a razão pela qual todos os sete países com maior IDH do mundo atual são países de tradição protestante (escrevi sobre isso neste artigo). Em contrapartida, os países católicos em geral sofreram com um desenvolvimento bem mais lento, que ainda se reflete hoje em dia na maioria das nações.

Lorraine Boettner ainda destacou neste artigo que os países protestantes se demonstraram através dos séculos muito mais fortes contra a ameaça comunista e fascista do que os países católicos, que foram engolidos por ambos. Mas para mostrar este contraste nem é preciso desenvolver um texto gigante: basta comparar o desenvolvimento dos Estados Unidos (fundado por protestantes da Inglaterra) com o restante da América (fundado por católicos da Espanha e de Portugal). Enquanto os EUA são hoje a nação mais poderosa do mundo, os países católicos sofrem na miséria ou no sub-desenvolvimento do terceiro mundo. Coincidência? Sim, pro católico, é tudo coincidência!

O contraste é tão gritante entre uma realidade e outra, que mesmo com a Espanha e com Portugal extraindo até o talo os recursos naturais da América, com exploração de indígenas e até extermínio dos mesmos, ainda assim ficam muito atrás dos países europeus desenvolvidos (=protestantes). Ou seja: séculos de riqueza fácil mediante exploração da terra alheia não foram o suficiente para compensar o progresso trazido pelo protestantismo mediante uma cultura mais elevada.

A Reforma também foi fundamental na área da ciência, pois, como é bastante notório, a ciência floresceu muito mais nos países protestantes do que nos católicos. De acordo com Augustus Nicodemus, 51 dos 53 cientistas que nos deram a ciência moderna eram protestantes[16]. Sem o braço forte e a supervisão de um ditador autoritarista megalomaníaco, os cientistas se sentiam muito mais à vontade realizando e divulgando seus trabalhos nos países protestantes. Enquanto um Roger Bacon surgindo das universidades católicas era a exceção, um Isaac Newton surgindo de uma universidade protestante era a regra.

Podemos comparar aos dias de hoje: nos vestibulares mais concorridos, em geral 90% dos que passam vieram de colégios mais respeitáveis, especialmente do ensino privado, enquanto em média 10% dos que passam vieram de escolas públicas em situações precárias e com péssima educação. Ou seja: a qualidade do ensino não é tudo o que conta, porque depende muito do aluno também. Um gênio consegue passar em ambas. Da mesma forma, embora surgissem cientistas católicos de grande renome, eram das universidades protestantes que saía a grande maioria deles, consequencia natural de um ensino com mais qualidade.

Em suma, foi o protestantismo que nos deu ensino de qualidade, que deu luz aos melhores cientistas, que derrotou as grandes superstições, que levou o aluno a exaltar a Deus por meio do estudo, que abriu as portas das universidades para as pessoas mais simples, que colocou a Bíblia nas mãos do povo, que superou o analfabetismo, que gerou prosperidade e desenvolvimento, que valorizou o ser humano. Sim, a Igreja Católica tem seus méritos; afinal, ensino ruim ainda é melhor do que nada. No entanto, os protestantes fizeram exatamente aquilo que se propõem: Reforma. O que está ruim é reparado, o que está bom melhorado, o que está inacabado é aperfeiçoado. Nada diferente do que Jesus disse:

“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] Abade CLAUDE FLEURY: “Histoire Ecclésiastique”, pg. 222.
[2] AUGUSTO COMTE: “Politique Positive”, t. II, pg. 255 da 1ª ed.
[3] Abade CLAUDE FLEURY: “Histoire Ecclésiastique”, t. V, pgs. 221 e 222.
[4] Abade CLAUDE FLEURY: “Histoire Ecclésiastique”, 1. 54, c. 42, pg. 574 do 3º vol. da ed. de Paris, 1844.
[5] Apud FLEURY: “Histoire Ecclésiastique”, vol. V, pg. 91 da ed. cit.
[6] LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1944, p. 207.
[7] ibid, p. 222.
[8] ibid, p. 222-223.
[9] ibid, p. 223.
[10] “Discursos Acadêmicos”, t. III, pg. 225.
[11] LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1944, p. 269-270.
[12] ibid, p. 217.
[13] Vide: ROBERTSON: “História de Carlos V”, pg. 89 do t. I das “Oeuvres Completes”, ed. Panthéon Littéraire.
[14] SAINTE PALAYE: “Mémoires Sur L’Ancienne Chevalerie”, t. I, pgs. 408 e 427 da ed. de 1826. Ver também a propósito do analfabetismo de JEAN DE NANTEUIL, camareiro de São Luiz, “La Chevalerie” de GAUTIER, pg. 144.
[15] ibid, p. 224.

89 comentários:

  1. Pior é quando os católicos fanáticos afirmam.''Se não fosse pela ICAR vcs não teriam a Ciência '' kkkkkkkkkkkk

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    1. Não achei o campo para perguntar ao autor.. Gostei da matéria. Mas só tem problema, gostaria que respondese... A religião Islâmica apareceu por volta do ano 1400. Como eles criariam uma universidade antes do aparecimento do Islamismo.. ou havia outra versão de islamismo? obrigado jltheodoro@hotmail.com

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    2. O Islamismo foi criado no século VII, não no século XV. Abs!

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  2. Lucas vc concorda com o termo "Idade das Trevas"?

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    1. Não. A Idade Média não foi nem "do ouro" (como querem os fanáticos católicos) e nem "das trevas" (como querem os fanáticos ateus). Todo historiador sério que eu conheço evita cair em um destes dois extremos, reconhecendo que houve um avanço natural em relação à antiguidade, avanço este que foi impulsionado a partir do renascimento. Ou seja, a Idade Média foi melhor do que o que tinha antes, e pior do que o que veio depois, o que é o normal em se tratando de história. É claro que qualquer lobo em pele de ovelha vai se aproveitar para só pegar as coisas ruins para passar a falsa noção de que foi uma era só de trevas, ou pegar só as coisas boas para passar a outra falsa noção de que foi uma era só de luz. Fanáticos e desonestos existem dos dois lados, e hoje em dia o que mais tem é gente com ignorância seletiva, que só sabe acentuar um dos dois lados e fingir que o outro lado não existe (Thomas Woods que o diga).

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    2. Exato.A época de '' ouro '' do Islã por exemplo,onde os islamicos desenvolveram a matemática e a arquitetura,foi o período onde se teve o maior tráfico de escravos proporcionalmente na história humana.Onde os muçulmanos escravizavam cristãos,negros subsaarianos,eslavos e etc.Além de varrer o cristianismo do Norte da África todinho.O problema dos católicos tridentinos metidos a cruzadinhos é de que eles sonham com uma Idade Média romantizada,onde tudo era de boas,onde por mais que houvesse a construção de belas catedrais e etc,a população,o povo vivia em condições promíscuas,onde a imoralidade comia solta,onde a ICAR colocava dogmas obrigatórios para os cidadãos se salvarem,onde havia inquisições e etc .Eles ao invés de fazerem uma mea-culpa estabelecendo um contraste entre o que se produziu de bom na época e o que se fez de maldade.Eles simplesmente apoiam tudo que a ICAR fez naquela época por meios tirânicos.Acho que esse revisionismo católico surgiu na metade do séc xx,posso estar enganado.

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  3. Artigo realmente incrível! Não sabia que o ensino nas universidades da era medieval era tão porco,mas já imaginava que passou bem longe do ideal.(E bem longe das maravilhas ditas pelos católico por ai),

    Bem que você poderia aparecer lá pela Dollynho 'puritano' pra refutar aqueles mongolões.Apesar da page ter foco no ateismo,vira e mexe eles estão fazendo críticas aos evangélicos e aproveitando para enaltecer de mais o católicismo.
    Abraços.

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    1. Esse povo é ignorante, nunca leu um livro de história na vida e sai por aí repetindo os impropérios da malfadada apologética católica, tal como os católicos modinhas. Ou seja, em vez de se basear no que os próprios historiadores católicos sérios afirmam (ex: Paul Johnson, Ivan Lins, Claude Fleury, etc), eles se apoiam em astrólogos embusteiros, blogueiros idiotas, palpiteiros de plantão e em toda a ralé tridentina que existe, os quais tem a única função de colocar toda a sujeira para debaixo do tapete para empregar um revisionismo histórico descarado.

      Nem adianta discutir com essa gente (muito menos em comentariozinhos de facebook), porque eles não estão ali para aprender, estão ali para propagar esse revisionismo burro a todo o custo. Eles fazem um tremendo mal à apologética, porque enquanto os verdadeiros apologistas reconhecem os erros de vertentes cristãs e balanceiam isso com os erros ainda maiores dos regimes ateus, esses pseudo-apologistas de facebook querem pintar a imagem de que os auto-intitulados cristãos nunca cometeram nenhuma maldade e sempre foram uns anjinhos, e assim acabam passando vergonha contra os ateus, e até dando munição pra eles (embora obviamente consigam convencer alguns leigos que igualmente não entendem nada do assunto). Eu já estou cansado desta apologética de araque, que precisa apelar para desonestidade intelectual e revisionismo histórico para sobreviver, ainda mais quando nós evangélicos NÃO PRECISAMOS DISSO para derrotar um ateu num debate.

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    2. Concordo plenamente.As vezes,eu tenho a impressão de que os católicos costumam usar uma discussão contra o ateismo,como uma escada para promover o revisionismo e válida-lo.Até mesmo evangélicos tendem a concordar com as mentiras proferidas pelo catoleigo,já que sempre vão estar contra o ateu na discussão.

      Como Julio Severo já observou.A união de evangélicos e católicos em prol de um mesmo objetivo,como por exemplo: o comunismo,aborto e neo-ateus,sempre acaba sendo malefico para nós.Não da pra se juntar com eles,porque eles não são cristãos.

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    3. Pois é, o Júlio Severo já vem alertando isso há tempos, e o povo continua na ignorância, insistindo no revisionismo histórico só pra somar forças contra os ateus. No dia em que eu precisar ser desonesto para defender o Cristianismo contra o ateísmo, eu fecho os meus sites e me desligo da internet, porque não vale a pena.

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    4. poxa, ONDE voces viram isso de julio severo??? paz.

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  4. O conde loppeux fez um vídeo "refutando" o cientista político alberto carlos almeida afirmando que a contribuição protestante para o desenvolvimento de países como os Estados Unidos é um mito.

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    1. Esse conde é insuportável, só de olhar para aquela cara de bolachão dele já me dá ânsia de vômito. O cara não fala coisa com coisa, ataca espantalhos o tempo todo, nitidamente não entende uma vírgula de teologia protestante. Que eu saiba, o cara nem estudar estuda, é um vagabundo desocupado, por isso ele tem tempo de fazer vídeo todo dia. Só de pensar que tem gente que assiste e dá crédito a um animal desses já é um sintoma de que o povo brasileiro é atrasado mesmo.

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    2. O conde ainda fala que o protestantismo é anti intelectual e que foi a igreja católica que tornou universal a educação. Ele também fala que o protestantismo abriu as portas para o secularismo e que Lutero era anti semita e inspirou o nazismo.

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    3. Lucas, você poderia me indicar um livro de glen bowman?

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    4. O Conde falar sobre "anti-intelectualismo" é coisa tão pitoresca quanto o Fernandinho Beira-Mar fazer um discurso contra as drogas ou o Zé Dirceu sobre a corrupção. Eu ainda estou a encontrar um ser tão caricaturado, medíocre e hilariante quanto este sujeitinho baixo e risível.

      Pra alguém ter a safadeza e a cara de pau de dizer que o protestantismo inspirou o nazismo tem que ser um CANALHA mesmo, um vagabundo que não vale nada. Muito antes de Lutero surgir, dezenas de concílios católicos já restringiam os direitos civis dos judeus e os perseguiam, os cruzados já atacavam vilarejos judeus forçando a conversão dos mesmos e assassinando os que se recusassem, ao invadirem Jerusalém colocaram os judeus na sinagoga e queimaram eles vivos, e em nenhum outro momento da história houve uma onda de anti-semitismo tão grande quanto no catolicismo romano medieval, que considerava os judeus culpados pelo assassinato de Cristo e usavam isso de pretexto para discriminar, perseguir e assassinar judeus a sangue frio. TUDO aquilo que Hitler pensava sobre os judeus, os católicos romanos já haviam afirmado explicitamente séculos antes.

      Na mesma época de Lutero, praticamente não havia nenhum teólogo católico que não fosse muito mais anti-semita do que ele. Aliás, foi dos próprios católicos que Lutero herdou seu anti-semitismo, um mal do qual ele nunca se libertou. Até Johannes Eck, tão idolatrado pelos papistas até hoje e que era considerado o maior teólogo romano dos tempos de Lutero, tinha um livro no qual atacava os judeus com ainda mais ferocidade do que Lutero, mas isso é óbvio que os papistas não contam. Em contrapartida, Lutero era o ÚNICO reformador que manteve o preconceito católico contra os judeus, enquanto os demais reformadores inclusive repudiaram esse anti-semitismo de Lutero. Foi o protestantismo que restaurou a dignidade do povo judeu.

      O Elisson Freire já massacrou o Fakenando Nascimento sobre este tema, no artigo que você pode conferir abaixo:

      http://www.resistenciaapologetica.com/2015/08/demolindo-as-mentiras-do-fernando-nasicmento-sobre-lutero-e-o-protestantismo.html

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    5. Sobre o protestantismo ter aberto as portas para o secularismo, meu Deus, só um asno sem cérebro pode ser tão retardado assim de dizer uma sandice dessas. Na esmagadora maioria dos países em que o secularismo prevaleceu, especialmente na forma do comunismo, foi nos PAÍSES CATÓLICOS, os quais não tiveram nenhuma resistência ao mesmo, enquanto os países protestantes em suma maioria se mantiveram intactos à ameaça:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/as-diferencas-entre-paises-protestantes.html

      O próprio Olavo, antes de se tornar um papista doente, escrevia:

      "Desprovidos de uma autoridade central como a do papado, os grupos religiosos independentes encontraram na convivência igualitária, no livre comércio e na fidelidade aos mandamentos evangélicos, interpretados segundo a consciência de cada qual, os princípios de uma nova ordem social e econômica que floresceu no capitalismo moderno. Nos países católicos, inversa e complementarmente, a causa da paralisia econômica não foi a moral da Igreja, mas a centralização burocrática. (...) Três elementos foram decisivos para o bom resultado econômico do capitalismo: (a) a liberdade de auto-organização; (b) a homogeneidade moral, resultado da fidelidade geral ao Evangelho (tanto mais estrita porque, não havendo autoridade formal superior, a Bíblia se tornava, diretamente, o critério comum para a arbitragem de todas as disputas); (c) o ambiente de confiança, honradez e seriedade criado pelos dois fatores anteriores. Em contrapartida, o autoritarismo papal e monárquico criou sociedades anêmicas, desfibradas, intimidadas e corrompidas pela subserviência à burocracia onipotente”

      E também:

      “A Reforma Luterana, sobrevindo no rastro dessa avalanche, foi no fim das contas o contra-movimento que deteu a revolução e permitiu que o cristianismo sobrevivesse em algumas áreas onde ele ameaçava reduzir-se, com quatro séculos de antecedência, em uma espécie de teologia da libertação, com padres enfurecidos pregando a revolução permanente e matança geral dos ricos”

      E também:

      “O papado, assustado com a rebelião protestante, atormentado de suspeitas contra tudo e contra todos, e ao mesmo tempo fortalecido pela súbita ascensão das monarquias católicas que as navegações haviam enriquecido, fechou-se numa hierarquia rígida e numa reivindicação de poder absoluto, eliminando o que restava do pluralismo medieval e sufocando a iniciativa de auto-organização da sociedade (…) Em contrapartida, o autoritarismo papal e monárquico criou sociedades anêmicas, desfibradas, intimidadas e corrompidas pela subserviência à burocracia onipotente”

      Fontes:

      http://www.olavodecarvalho.org/semana/leader_ago_2003.htm

      http://www.olavodecarvalho.org/semana/070129dc.html

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    6. Sobre o Glen Bowman, eu li uma crítica dele ao livro do Woods, disponível aqui:

      http://religiaoeveneno.org/discussion/1303/a-igreja-catolica-nao-construiu-a-civilizacao-ocidental-coisa-nenhuma-os-erros-de-thomas-woods-jr/p1

      Ele é doutor e professor de história pela Universidade de Minnesota. Ao que parece, ele só tem um livro publicado, o "World History Reader", mas eu não li este livro, e até onde eu sei não tem em português.

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    7. Sobre lutero não gostar dos judeus, segue um texto de um luterano sobre o assunto:

      https://thiagosurian.wordpress.com/2014/11/13/o-anti-semitismo-de-lutero/

      Veja o que achou Lucas?

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    8. De fato, Lutero no início apoiava os judeus, mas ele se deixou levar pelo antissemitismo católico da época depois que viu que os judeus ficaram contra ele. Era uma forma de dizer que os católicos tinham razão em tratar os judeus daquele jeito mesmo, como se eles merecessem. O Elisson Freire explicou melhor sobre isso neste artigo:

      http://www.resistenciaapologetica.com/2015/03/nazismo-inquisicao-protestante-e-o.html

      Ele também explicou sobre isso em alguns vídeos, mas não lembro exatamente qual era, foi um desses aqui:

      https://www.youtube.com/watch?v=RATRg74TLJE

      https://www.youtube.com/watch?v=adGzMhzf2Ww

      https://www.youtube.com/watch?v=raN2b0fDpPg

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    9. Louyse ignora os vídeos que aquele Conde postar. Ele é apenas um papista fanático que não provar se quer, as suas proposições. O cara em quase todos os vídeos dele fica falando mal do protestantismo e, colocar a culpa dos mais variados maus do mundo na conta do protestantismo. Sem falar que eu nunca vi ele apresentar alguma obra historiográfica séria que comprove as suas premissas. Até quando ele fala sobre Teologia só diz o seguinte: "Tradição! Tradição, Tradição, 2000 anos de ICAR e etc". Isso comprova que esse rapaz é OCO! Quando se refere a Teologia/História/Lógica. Ou seja, ele não tem intelectualidade. Só é apenas um papista lunático que apresenta o seu puro achismo sem provar nada. E ainda tem gente que acredita nele. Haja paciência!

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  5. Lucas vc não precisa se tornar Católico pra admitir que a Igreja fez boas coisas para o mundo. Seja mais humilde.
    Vc nem sabe nada de idade média rapaz, para de ficar aparecendo para seus cegos seguidores. Suas objeções são tão ridículas que vc considera um dos maiores historiadores modernos, Phd formado em HAVARD, como um bitolado só porque fala bem da igreja. E vc fez curso de historiador onde?

    Essa universidade em Marrocos era um centro de estudo que nem de longe se equipara com as universidades Europeias. Ah, inclusive a expressão UNIVERSIDADE foi criada pelo Papa Inocêncio III.
    Comparar um centro de estudo Marroquino do século IX com as Universidades Europeias e o sistema universitário criado pela igreja, isso sim é ser bitolado. As universidades medievais construídas pela igreja não tem precedentes históricos, nem no mundo grego nem do império romano.
    Essa “universidade” de Marrocos era isolada, assim como as escolas gregas e romanas antigamente, ou seja, cada escola era de um Mestre, o que implica totalmente o contrário de uma Universidade.

    Se vc estuda mesmo idade média como diz, vc deve saber que nenhuma instituição de ensino jamais reuniu mestres e discípulos de várias nações, com grandes centros de saber e erudição como as universidades Europeias.
    As Universidades Europeias foram um Marco na história da civilização Ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Não é só Thomas Woods que defende isso, basta vc ler os livros de Regina Pernoud ou Daniel Rops por exemplo.
    Vc acha que o sistema universitário que temos hoje veio de Marrocos Lucas?
    NÃO, O sistema universitário que temos hoje com cursos de graduação, pósgraduação, faculdades, exames e graus veio da idade média que a Igreja criou.

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    1. Seu comentário é uma caricatura perfeita do tipo de católico zumbi tridentino que espuma pelos dentes e vomita desinformação e retardatismo mental nas redes sociais. Não lê o artigo, distorce o que foi escrito, se baseia na falácia do apelo à autoridade, não refuta porcaria nenhuma dos argumentos do artigo e, pra fechar com chave de ouro, ainda tem uma pose arrogante como se soubesse alguma coisa; enfim, é um ridículo sem fim, uma piada engraçada e cômica.

      Você é tão patético e desprezível que tenta blindar Thomas Woods das críticas somente por ele ser um PhD. Se você não fosse tão burro, saberia que um outro PhD, chamado Glen Bowman, já refutou este livro inútil. Se você não fosse tão burro, saberia também que um monte de fanáticos ateus que atacam a Idade Média como sendo a “Idade das Trevas” (posição esta que eu já fiz questão de reiterar que eu não defendo) TAMBÉM tem PhD, assim como o fanático católico que você defende (até o Richard Dawkins tem PhD!). Se você não fosse tão burro, saberia que todo este artigo aqui é embasado em um livro do abade Claude Fleury, um milhão de vezes mais bem reputado do que o seu ídolo Thomas Woods, cuja única fama é de ser um fanático com PhD, enquanto Fleury foi o autor da História Eclesiástica que foi por séculos considerada a maior, melhor e mais autorizada história da Igreja que já existiu, tanto por católicos quanto por não-católicos (ele era padre).

      Se você não fosse tão burro, saberia que Regina Pernoud nunca chegou ao extremo de dizer que “a Igreja Católica construiu a civilização”, ela apenas refutava os ataques renascentistas contra a Idade Média. A crença na ICAR como a “construtora do mundo” é invenção moderna e recente do revisionismo católico, que, é claro, como toda e qualquer invenção sofista e mentirosa, tem os seus “PhD’s” defendendo, e os jumentos sem cérebro os seguindo pelo único fato de terem PhD. Se você não fosse tão burro, saberia ainda que a verdade não está do lado de quem tem mais PhD ou de quem não tem, mas sim de quem tem as melhores EVIDÊNCIAS. E mesmo se o PhD fosse o critério, existem MILHARES de PhD’s que discordam completamente de Thomas Woods, ou você é tão ingênuo e doente ao ponto de pensar que todo mundo em Harvard concorda com o fanatismo católico dele? kkkkkkkkkkkkk

      Se o fato de ter PhD significa que não possa estar errado, então pra começo de conversa você não poderia achar que Lutero estivesse errado, porque Lutero era Doutor em Teologia, era vigário de sua ordem, tinha sob sua autoridade onze monastérios e era erudito no grego e no hebraico, sabendo ambos fluentemente. Então eu vou usar este seu mesmo critério imbecil e dizer que você só está autorizado a criticar Lutero depois que você tiver um doutorado em teologia, souber grego e hebraico perfeitamente, e ter pelo menos onze monastérios sob seu controle. Percebe como seu argumento é típico de um jumento?

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    2. Sobre o resto do seu lixo de texto, pra não perder muito mais tempo com tanta idiotice, basta dizer que a universidade de Marrocos é reconhecida oficialmente como sendo a primeira, e se você não concorda É PROBLEMA TEU, vá discutir com todos os estudiosos que concordam que a de Marrocos foi a primeira, não comigo. Seu argumento no máximo prova que a universidade de Bolonha foi um avanço em relação à de Marrocos, e não que a de Marrocos não fosse universidade. Mas isso eu nunca neguei no artigo, você é cego ou desonesto? Da mesma forma, as primeiras universidades católicas não tinham um monte de matérias básicas que nós temos hoje em dia, e nem por isso eu só vou considerar “universidade” aquelas que tinham todas as matérias e que seguissem todo o padrão rigoroso dos dias atuais.

      E se o seu ridículo argumento da nomenclatura for levado a sério, então Pedro nunca foi papa, já que o termo “PAPA” só foi aplicado pela primeira vez no meio cristão a um bispo a partir do século III d.C, e pior, nem foi ao bispo romano, mas ao de Alexandria. Está vendo como o patético argumento da nomenclatura só piora as coisas? Pela sua mesma lógica de canalha, não existiam cristãos antes da década de 40, já que só anos depois é que os cristãos começaram a ser chamados assim (em Antioquia, Atos 11:26). Da mesma forma, o nosso planeta só começou a ser chamado de “Terra” pelos romanos, então pela sua lógica a Terra não existia antes dos romanos... quanta estupidez.

      Você ainda distorce o que eu escrevi, se é que leu o que eu escrevi. Onde foi que eu disse que o nosso ensino universitário provém do Marrocos??? Ou você estava drogado quando leu, ou não leu nada. Tudo o que eu disse sobre Marrocos é que a universidade dali foi a primeira, não disse que nós seguimos o modelo da universidade do Marrocos, nem mesmo das católicas nós seguimos, a não ser que ainda se ensine latim estragado, lógica deturpada, que se creia que existe um povo nos Ganges que se alimenta do perfume das flores, que existe um oceano fervente, que o rio Tigre vem de Tibério, que vermes intestinais fazem bem ao organismo, que veneno de víbora seja remédio, que hemorragia nasal seja curada com esterco de porco, que adultério e incesto não tem problema se for “por caridade”, que a “lógica” seja puro sofisma, e que a medicina seja desprezada. É isso o que ensinam nas universidades? Não? Então tenha vergonha na cara antes de dizer que nosso ensino se deve ao catolicismo.

      Caso você não tenha percebido, o propósito deste artigo não é negar que a Igreja Católica teve sua parcela de contribuição criando universidades a partir do século XI, mas sim que essas universidades eram UMA PORCARIA, e que foi a Reforma Protestante que transformou o ensino em algo decente e o expandiu ao povo comum e simples. E isso você não refutou em parte nenhuma, e vai refutar como se nunca leu um livro de história na vida? Tudo o que você pode fazer é chorar no colo do Fernando Nascimento, do Cris Macabeus, do Rafael Rodrigues e de todos os retardados que fizeram você ter a mentalidade atrasada, involuída, retrógrada e engessada que você tem hoje.

      E não, de fato eu não tenho PhD, porque na minha idade seria impossível já ter um PhD. Mas pelo menos, diferente de você, eu ESTUDO, ano que vem termino mestrado, no ano seguinte inicio doutorado, e enquanto isso leio, me preparo, me informo, me educo, tento não ser um idiota como você, cujo único diploma que tem é o de Jumentologia, e por essa mesma razão precisa se apoiar em um único sujeito já refutado (Thomas Woods) em vez de usar seu próprio raciocínio.

      Não vou mais aturar provocaçõezinhas infantis e chororô de jardim de infância no meu blog, o próximo comentário idiota da sua parte será ignorado e deletado IMEDIATAMENTE, eu não vou nem ler, pois raramente desperdiço meu tempo batendo em fracassados anônimos sem cultura.

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    3. Impressionante,e ele nem conseguiu ter a cara de pau de tentar voltar a bostejar aqui kk
      Muito bom Lucas!

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    4. Lucas, não me leva a mau, mas vc poderia ser um pouco menos agressivo com os catolicos. Eu sei que muitas vezes alguns "enchem o saco", entretanto essa n foi a atitude q Cristo nos ensinou. É só uma sugestão, Paz de Cristo.

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    5. Eu não sou agressivo com "os católicos", mas com INDIVÍDUOS EM ESPECÍFICO, que demonstram desonestidade e má-fé, como o cidadão acima. Se você ler a Bíblia vai ver como Jesus tratava gente assim, e não é do jeito que você diz. Jesus chamou os fariseus de “raça de víboras” (Mt.23:33), de “sepulcros caiados” (Mt.23:27), de “serpentes” (Mt.23:33) e de “filhos do diabo” (Jo.8:44). Paulo amaldiçoou os anti-cristãos (não os não-cristãos) em 1Co.16:22, chamou Elimas de “filho do diabo” (At.13:10), repreendeu Pedro na face por sua atitude condenável (Gl.2:11), instruiu Tito a repreender severamente os hereges (Tt.1:13) e disse que gostaria que estes que perturbam as pessoas de bem se castrassem (Gl.5:12). Pedro os chamou de “malditos” (2Pe.2:14) e ordenou que um malandro chamado Ananias perecesse (At.8:20), e ele morreu mesmo. E são estas mesmas pessoas que falam na Bíblia sobre mansidão, humildade e respeito, porque há uma diferença enorme entre ser manso e ser ingênuo. Jesus era “manso de coração” (Mt.11:29), mas ele expulsou à chibatadas os ladrões no templo quando foi necessário (Mt.21:12).

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  6. Muito bom artigo, Lucas. Parabéns pelo seu trabalho. Mas, o que você teria a dizer sobre o artigo de Olavo respondendo ao Alberto Carlos?

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/130715dc.html

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    1. O artigo do Olavo é cheio de buracos, falácias e meias-verdades. Algumas considerações pontuais:

      1) A França já era muito mais próspera do que a Alemanha na época em que as duas ainda eram católicas, ou seja, usar a prosperidade da França para comparar com a Alemanha do século XVIII é puro sofisma, porque as duas não estavam no mesmo patamar. Além disso, é necessário destacar que NÃO SE MUDA UMA CULTURA DO DIA PRA NOITE, este é um processo longo, que demora muito tempo para dar o resultado esperado, até porque não é simples reverter séculos de atraso econômico e social. Junte a isso o fato de que a Alemanha, algumas décadas após Lutero, passou pela Guerra dos Trinta anos, onde grandes áreas da Alemanha foram destruídas, com a perda de um terço da sua população, e houve um empobrecimento geral. Ou seja, a Alemanha ficou quebrada, e mesmo assim se levantou ao ponto em que poucos séculos mais tarde já estava mais desenvolvida que a própria França católica, tão aclamada.

      2) Se ao invés de pegarmos dois países com desnível social e econômico e compararmos com os que começaram do zero e mais ou menos na mesma época, o contraste fica ainda mais evidente, como já mostrei no artigo. Isto se deu com os EUA protestante em comparação com a América (central e do sul) católica, no qual os EUA vencem em todos os critérios.

      3) É falsa a afirmação de que as universidades católicas não eram elitizadas. O problema é que ele deturpa o sentido de “elite” para a Idade Média. A “elite” do mundo feudal consistia em Clero e Nobreza, enquanto os camponeses (esmagadora maioria da população da época) estavam abaixo na escala social, sem praticamente nenhuma expectativa de mudança de vida, uma vez que eram quase escravos. Estes que superlotavam as universidades NÃO eram camponeses simples, mas sim o clero, que era geralmente formado por filhos de nobres. Naquela época, apenas o primogênito é que herdava o feudo, restando aos demais filhos do nobre se ligar ao clero ou então trabalhar para o irmão primogênito. Ou seja, o clero da época não era, em suma maioria, formado por simples camponeses.

      4) Foi sim apenas o protestantismo que levou o conhecimento das universidades ao povo simples, porque ele derrubou o muro que separava “clero” e “leigo”, através da doutrina protestante do sacerdócio universal de todos os crentes, no qual todos (até o mais simples) tem direito a ter livre acesso a Deus. Isso fez com que cada vez fosse menor a diferença entre clero e leigos, e, consequentemente, menor o abismo intelectual e social que separava ambos.

      5) Olavo comete gafe pitoresca ao incluir Newton na lista de intelectuais católicos. Newton era protestante.

      6) Essa visão romantizada dos jesuítas como sendo sempre todos bonzinhos é um mito. Embora muitos fizessem o bem, outros tiveram parte na inquisição, inclusive:

      http://www.bbc.co.uk/religion/0/19467151

      http://bigsiteofhistory.com/the-jesuits-and-the-inquisition-1540-1556-the-protestant-reformation/

      Os próprios papas desconfiavam dos jesuítas, o que levou a Igreja a suprimir a ordem em várias partes do mundo, no século XVIII:

      http://www.theguardian.com/world/2013/mar/14/pope-francis-who-are-the-jesuits

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    2. Exato Lucas.Olavo se quer considera o lapso temporal de que um país se torna protestante.A França e a Espanha pra chegarem a um patamar de desenvolvimento tiveram que passar por séculos e séculos com suas bases romanistas.Mas a partir de que os países protestantes já tinham definido o protestantismo, eles chegavam em um patamar de desenvolvimento MAIOR que os católicos em MENOS tempo.Por isso que países católicos ficavam estagnados.E foi bom vc frisar que ao invés de só pegar dois países com desnível social e econômico e comparar com os que começaram do zero. Como exemplo dos EUA, Canadá,Austrália,Nova Zelândia e etc.

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  7. Lucas n sei se meu comentário foi publicado pos minha net ta com problema mas vou comentar de novo:Luca sMeu pai virou seu fan n perde um artigo seu kkkkkkkkkk,me tire umas dúvidas pfv 1:como se comportar diante de coisas com origens pagans (esportes,Aniversario,natal) pelo que sei essas pratica era abomináveis ao povo hebreu tbm ouvi dizer que ao adotar certas práticas pagans o povo hebreu foi recaindo,2:vi em um vídeo de Augusto Nicodemus ele disendo que no tempo de Cristo era normal Batizar Bebes e crianças.

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    1. Olá, a paz.

      1) Se não podemos praticar esporte ou comemorar aniversário porque tem "origem pagã", então não podemos usar a álgebra e boa parte da matemática, nem uma pancada de conhecimentos astronômicos, nem seguir o nosso calendário, nem desenvolver a lógica modal, nem admitir os nomes dos planetas ou os dias da semana, porque é tudo de "origem pagã". Nós não podemos desprezar qualquer coisa que veio de não-cristãos, mas apenas aquelas que levam a uma falsa doutrina ou ao pecado, e eu não vejo como esportes, aniversário ou natal possam fazer isso...

      2) Em qual fonte há essa informação de que o povo hebreu "abominava" a prática de esportes? Até hoje nunca li uma coisa dessas. Mas mesmo que eles não gostassem de esportes, isso seria apenas um costume deles, não uma doutrina ou algo que tenha que ser seguido à risca. Os hebreus também não aparavam a ponta da barba, será que nós estamos proibidos de fazer isso hoje? Claro que não.

      3) O batismo infantil não era praticado pela igreja primitiva. O primeiro cristão que escreveu em favor desta prática foi Orígenes, já no século III, o qual mais tarde foi excomungado da Igreja, e só mais tarde é que surgem mais citações sobre batismo de infantes, enquanto Tertuliano (no século II) e a Didaquê (no século I) já prescreviam apenas batismo de adultos, ou de quem já tem maturidade suficiente para ser batizado:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/o-batismo-infantil-foi-praticado-pela.html

      Abraços!

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  8. Oi Lucas , eu queria que vc comenta-se sobre dois assuntos:

    Os católicos ficam falando que a mídia, a esquerda e os protestantes manipulam os fatos , inclusive na parte de historia, contra os católicos. Mas eu me pergunto, que garantias eles tem que a igreja católica não manipula os fatos, considerando que ela é bem mais forte em questão de tamanho e e influencia politica, eles reclamam da doutrinação marxista, mas quem garante que eles não manipulam os fatos nas "universidades católicas" e escolas que eles se gabam de ter criado ? O que vc tem a dizer sobre isso?

    E outra , vc ja ouviu falar da tese do Robert Merton, ele voi um sociologo que assim como Max weber associa o protestantismo com o desenvolvimento do capitalismo, ele associa o protestantismo no desenvolvimento da ciência, considerando que a etica protestante junto com uma visão mais positiva da ciência fez os protestantes contribuirem muito mais para a ciência que os católicos , ja pesquisou sobre esse sociologo ?

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    1. A doutrinação marxista é um câncer mesmo, mas ela só existe porque vivemos em um país católico, e, portanto, sem nenhuma força ou moral para combater o marxismo. O Lorraine Boettner já escreveu sobre isso em um texto que o Vitor Barreto traduziu:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/as-diferencas-entre-paises-protestantes.html

      Compare e veja que os marxistas só têm êxito real nos países católicos, onde reina a teologia da libertação (católica), onde a CNBB é um quartel-general vermelho, onde o povo católico sequer se interessa em ir às missas (a maioria é não-praticante) e se torna presa fácil de um discurso esquerdista-marxista. A esmagadora maioria dos votos que a Dilma recebeu na eleição passada foram de católicos. No Nordeste, onde o número proporcional de evangélicos e a influência do protestantismo ali é insignificante, o PT reina soberanamente, sentado em um trono de ouro. Nas regiões onde o número de evangélicos é mais significativo, curiosamente os votos na Dilma despencam.

      Compare isso com os países protestantes, como os EUA. Todos os imigrantes são obrigados a jurarem não ser comunistas para poder viver nos EUA, e um candidato se colocar como “socialista” abertamente é um tiro no pé, um suicídio eleitoral. Recentemente um candidato socialista ingressou nas primárias do Partido Democrata, e causou o maior escândalo nacional, por ser o primeiro candidato à presidente abertamente socialista na história dos EUA. Ou seja, enquanto lá o escândalo é ser socialista, aqui o escândalo é NÃO ser socialista. O catolicismo não tem força nenhuma para combater o marxismo, e insistir nele para derrotar a doutrinação esquerdista é como querer usar o cadáver de um monstro morto para te ajudar a vencer um monstro vivo.

      Não vi a tese do Robert Merton, você pode me indicar o livro onde ele desenvolve essa tese?

      Abs.

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    2. Obrigado pela explicação , mas eu queria saber mais o fato de os católicos manipularem a história e outros fatos a favor deles , ja que eles ficam alegando que todo mundo esta conspirando contra eles

      E sobre o Robert Merton , o livro se chama "Ensaios sobre sociologia e ciencia " onde ele fala de varios motivos que faz a ciencia evoluir , e um dos motivos ele atribui ao protestantismo. É so da uma rapida pesquisada na Wikipedia que faz um pequeno resumo das ideias dele

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    3. Ah sim, isso é verdade. Eles deturpam a história em favor deles da mesma forma que os marxistas fazem. Alguns elementos que eu posso citar como fruto deste revisionismo:

      1) As cruzadas foram a "salvação da civilização ocidental".

      2) A inquisição ou não existiu, ou não matou quase ninguém.

      3) Tudo o que temos hoje é graças à Igreja Católica.

      4) Só é possível ser conservador sendo católico.

      5) Os crimes cometidos pela espada eram culpa do Estado, e a Igreja não tinha nada a ver com isso.

      6) A visão romanceada sobre os jesuítas.

      7) Milhares de calúnias inventadas contra Lutero, cada dia surgindo uma nova, incluindo muitas contraditórias entre si.

      8) O mito da "unidade" da Igreja.

      9) O anacronismo, para fazer os Pais da Igreja e a Igreja primitiva "católica romana".

      10) A Idade Média como uma "época de ouro", totalmente linda e maravilhosa.

      Sem falar do vitimismo típico, sobre o qual já escrevi nestes dois artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/o-vitimismo-catolico-e-sindrome-da.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/03/o-vitimismo-catolico-com-o-caso-do.html

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  9. Lucas Banzoli, aqui estão as feras. Chega dar arrepios só em pensar quem mais pode ser evangélico infiltrado ou catolico comunista anarquista.

    Esse povo ronda dua e noite ao redor ... Estão à espreita.

    Leia o artigo e os comentários, sem perder um.

    Vou esperar ansioso um artigo seu sobre isso. Tenta desnudar o que está vestido.

    http://libertoprometheo.blogspot.co.uk/2015/11/pe-paulo-ricardo-e-sua-matilha-raivosa.html?m=1

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    1. Eles se matam entre eles, e depois que chega um protestante se fingem de "irmãos" em perfeita comunhão para falsificar uma "unidade". Dá nojo.

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  10. lucas veja isso.
    http://www.ofielcatolico.com.br/2005/11/deus-vult-como-o-estudo-da-fe-catolica.html.
    vc poderia comentar sobre este assunto?

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    1. Já comentei sobre essas desconversões nestes três artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/01/analisando-os-casos-de-ao-catolicismo.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/02/noticia-bombastica-mais-um-evangelico.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/06/famoso-pastor-sueco-se-converte-ao.html

      Sobre a Sola Scriptura:

      http://apologiacrista.com/meu-novo-livro-em-defesa-da-sola-scriptura

      Sobre a eucaristia:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/search/label/Transubstanciação

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  11. Lucas, eu imagino que deve ser esse um dos motivos pelo qual aquele famoso astrologo embusteiro adora falar mal de Newton, o que você acha? Eu estou lendo uma das biografias que existem de Newton (Richard S. Westfall) e uma das coisas que me chamou a atenção é a afirmação de que Newton desprezava o ensino antigo das universidades exatamente o que você cita no inicio do texto: latim, retórica e dialética. E que foi justamente quando Newton estava entrando na Universidade que o ensino na Inglaterra esta sendo reformado e as ideias de métodos de Descartes estavam se difundindo.

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  12. vo posta esse artigo na pagina do olavo de carvalho só pra ver a treta

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  13. Não se trata de blindar Thomas woods, só acho que alguém tão renomado no mundo todo, e com alto grau de formação não pode ter tanto descrédito a ponto de ser taxado de bitolado. Porém não é apenas Woods que defende a construção ocidental pela Igreja. Agora é preciso ver todo contexto dessas palavras de Claude Fleury, se ele se refere à alguma universidade especifica ou alguma região, e de que época exatamente ele se refere. Pois até o surgimento da reforma protestante existiam 81 universidades na Europa, sendo 47 possuíam o selo papal, então não é possível que durante 500 anos, o ensino e o comportamento das pessoas tenham sido desta maneira tão repugnante como vc descreveu no artigo acima. Até mesmo porque basta olharmos para história e ver quantos cientistas, inventores, filósofos, artistas brilhantes existiram, todos fruto das universidades medievais.

    O Historiador AGNÓSTICO Moulin chegou a dizer o seguinte:
    O século XIII, vértice da sociedade medieval, é um dos pontos MAIS ALTOS E LUMINOSOS da história do ocidente ou ATÉ MESMO DA HUMANIDADE. Em poucos decênios, tivemos Giotto, Dante, Tomas de Aquino, MIL Catedrais. Dou risadas do mito dos “séculos obscuros” (Moulin, historiador AGNÓSTICO)

    Como as universidades eram "um lixo" se delas surgiram as mentes mais brilhantes que esse mundo já viu?

    Agora, vc tem que ser mais imparcial e enxergar que houve muito mais avanços e progressos do que retardos no ensino com a criação das Universidades. É claro que em todas as épocas existiram dificuldades para transmitir educação, imagina na idade média que não existia imprensa, e a igreja teve de educar sem livros na mão. Mas acho uma ignorância total dizer que a evolução das universidades e do mundo veio por causa da reforma protestante. A reforma surgiu no século XVI, quando a igreja já tinha finalmente civilizado e evangelizado os bárbaros, e quando a igreja já tinha proporcionado grandes feitos sociais e na ciência. Esse cientista político do vídeo com cara de pastor pentecostal, assim como vc, esquecem que se a reforma só conseguiu qualquer tipo de conquista, foi a partir do trabalho que a Igreja tinha realizado séculos antes. Após a queda de Roma, quando não restava mais nada, só ficou em pé a Igreja católica de um lado e um mosaico de bárbaros do outro lado. Quem vc acha que proporcionou todo tipo de avanço e progresso durante a idade média? Foi a igreja quem fez progredir a arte, a música, a arquitetura, o direito, a moral, a economia, a ciência em meio a tantas guerras bárbaras. A reforma protestante começou quando tudo isso já existia, e quando ela já tinha eliminado as guerras e os costumes repugnantes dos bárbaros. Se não fosse a Igreja ter sustentado e mantido a ordem no ocidente, não era só as universidades que não existiriam, mas todo avanço social ou na ciência, e hoje seríamos ainda bárbaros vivendo como nômades. Proporcionar ensino numa época em que ninguém tinha livros em casa e nas escolas tem que ser lembrado. Agora, é fácil para protestantismo que nasceu numa época que já existia imprensa, ensinar com um livro debaixo do braço.
    O protestantismo pode ter trago algum tipo de benefício, mas trouxe muito mais desgraças, pois ele é pai do socialismo e do capitalismo, que é pai do comunismo, que é pai do ateísmo (na idade média não existia ateísmo). Querendo ou não, todas essas desgraças são consequências da “deforma protestante”. A maior prova disso é que o protestantismo rejeitou completamente a Hierarquia da Igreja, a autoridade doutrinária da Hierarquia eclesiástica. Assim cada qual tem o direito de interpretar a Bíblia como quer. A partir desse momento deixa de haver hierarquia. Todas as seitas protestantes têm esse denominador comum igualitário: não há mestres para interpretar o Evangelho, cada um é mestre de si mesmo. Assim o protestantismo não queria uma organização hierárquica, não haveria mais governo, seria o fim da igreja, e restaria a anarquia.

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    1. Lendo o seu comentário bisonho, está claro que o seu conhecimento de protestantismo é diretamente proporcional ao meu conhecimento em física nuclear. Ou seja, é lastimável. Risível. Você apenas tagarela as falácias da apologética blogueira católica sem sequer pensar ou refletir sobre o assunto. Aposto que nunca leu sequer uma única confissão de fé protestante, credo ou catecismo histórico. É ignorância pura.

      Comparar o protestantismo ao anarquismo, chega a ser estúpido. No protestantismo também há hierarquia: pastor, presbítero, diácono, membro, etc. O que não há é um DITADOR, ou seja, um único ser auto-intitulado infalível que manda e desmanda em tudo o que quer, como é o papa na Igreja Romana. Ou seja: enquanto a hierarquia no protestantismo é semelhante a da maioria dos países do mundo, a da católica só se compara a regimes fascistas, comunistas ou ditatoriais, como a atual Coreia do Norte, onde o “líder supremo” possui poderes totalitários, semelhante ao papa que segundo o catecismo possui “poder pleno, supremo e universal” na Igreja.

      O protestantismo é o pai do ateísmo? Mais uma palhaçada. Eu não sei de que lixo que você anda tomando essas informações, mas sério, vá estudar algum livro de história decente, deixe de se deixar influenciar por astrólogos embusteiros, alunos que não terminaram o ensino médio e passam o dia todo fazendo vídeo com cara de bolachão, blogueiros de fundo de quintal que não possuem nenhuma formação acadêmica, enfim, por imbecis. Basta dar uma olhada no mundo para perceber que os países protestantes foram os que mais bravamente resistiram e continuam resistindo à influência comunista/ateísta, enquanto um monte de país católico está atolado até o pescoço (ou já esteve) em comunismo e fascismo. O grande estudioso Lorraine Boettner, muito diferente destes catoleigos revisionistas, já fez uma excelente abordagem sobre isso, que o Vitor Barreto traduziu:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/as-diferencas-entre-paises-protestantes.html

      Compare e veja que os marxistas só têm êxito real nos países católicos, onde reina a teologia da libertação (católica), onde a CNBB é um quartel-general vermelho, onde o povo católico sequer se interessa em ir às missas (a maioria é não-praticante) e se torna presa fácil de um discurso esquerdista-marxista. A esmagadora maioria dos votos que a Dilma recebeu na eleição passada foram de católicos. No Nordeste, onde o número proporcional de evangélicos e a influência do protestantismo ali é insignificante, o PT reina soberanamente, sentado em um trono de ouro. Nas regiões onde o número de evangélicos é mais significativo, curiosamente os votos na Dilma despencam.

      Compare isso com os países protestantes, como os EUA. Todos os imigrantes são obrigados a jurarem não ser comunistas para poder viver nos EUA, e um candidato se colocar como “socialista” abertamente é um tiro no pé, um suicídio eleitoral. Recentemente um candidato socialista ingressou nas primárias do Partido Democrata, e causou o maior escândalo nacional, por ser o primeiro candidato à presidente abertamente socialista na história dos EUA. Ou seja, enquanto lá o escândalo é ser socialista, aqui o escândalo é NÃO ser socialista. O catolicismo não tem força nenhuma para combater o marxismo, e insistir nele para derrotar a doutrinação esquerdista é como querer usar o cadáver de um monstro morto para te ajudar a vencer um monstro vivo.

      Ateísmo não existia na Idade Média? Se não existia, era porque ninguém seria insano ou retardado de se dizer “ateu” enquanto a Igreja matava qualquer um que não fosse católico. Ou seja, nenhum ateu ganharia nada se auto-proclamando “ateu” para o mundo inteiro ouvir, porque não iria querer ser morto. Bastaria não ir às missas e agir como um ateu, sem ninguém ficar sabendo disso. E entre ateísmo e catolicismo romano medieval, é difícil saber o que é pior. Mesmo assim, segundo o Dr. Ivan Lins, CATÓLICO por sinal, o ateísmo só começou a ganhar força por causa das cruzadas, que caso você não saiba, foi uma aberração praticada pela Igreja Romana.

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    2. Ele escreve:

      “Só começa a divulgar-se o ateísmo, na Europa medieval, no século XII, em consequencia das cruzadas” (LINS, Ivan. A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1944, p. 149)

      Ou seja, o responsável por começar o ateísmo não foi o protestantismo, mas a fracassada e monstruosa cruzada impregnada pela Igreja Romana medieval. E quem está dizendo isso é um doutor católico dos mais reconhecidos do século passado, e não um apologista protestante qualquer. Portanto, se alguém é o pai do ateísmo e do socialismo é o CATOLICISMO, e não o protestantismo, o qual era e é o principal combatente de ambos.

      A Igreja converteu os bárbaros? Sim, mas qual a Igreja? A Igreja Católica Romana, de depois do cisma, ou a Igreja universal, de antes do cisma? Obviamente, a de antes. A Igreja Romana JÁ NASCEU intolerante, preconceituosa, atrasada, selvagem e apóstata. Você diz que ela acabou com as guerras, isso só pode ser piada de mau gosto. Nunca na história da humanidade se fez tantas guerras quanto no período em que o papado esteve no auge do seu poder, ou seja, entre os séculos XI e XIV. Neste período tivemos as cruzadas, que assassinou em torno de 2 a 3 milhões de pessoas, sem falar na inquisição, na chacina covarde dos albigenses, no saque de Constantinopla, nos torneios (que não eram meros “torneios” como se pensa, mas matança mesmo) e nas guerras europeias. Dizer que a Igreja Romana fez algo para acabar com as guerras não é apenas uma mentira descarada, é uma piada de filme de comédia.

      A Igreja teve seu mérito em algumas áreas? Sim, é claro que teve. Eu não sei se você conseguiu ler direito, mas eu escrevi explicitamente que a Idade Média NÃO foi uma “Idade das Trevas”, como os ateus pintam. Houve desenvolvimento sim. No entanto, esse desenvolvimento foi MUITO inferior ao desenvolvimento que veio depois, e da mesma forma não se pode negar que JÁ HAVIA certo desenvolvimento no período anterior também, que é algo que vocês católicos fanáticos leitores de Thomas Woods desconsideram completamente. Usando como referência apenas os livros de história mais conceituados do mundo, podemos mostrar, por exemplo:

      -O progresso já existente na Mesopotâmia, nas palavras de Juan Brom em seu best-seller “Esbozo de la Historia Universal”:

      “Os mesopotâmios deram uma grande contribuição ao desenvolvimento da cultura mundial. Devemos a eles muitos conhecimentos astronômicos. Inventaram o calendário repartindo o ano em doze meses e estabelecendo a semana de sete dias. Também idealizaram a divisão do círculo em 360 graus. Ambos os conhecimentos tem uma relação direta com a agricultura; o calendário, baseado no saber astronômico, facilita as sementeiras ao indicar as datas propícias; a geometria é necessária para a medição das terras e para a construção de obras de irrigação. As ruínas dos palácios mesopotâmios demonstram um grande avanço na arte da construção; seus arquitetos já conheciam o princípio do arco, ainda que o usassem pouco” (BROM, Juan. Esbozo de historia universal. 21ª ed. México: Grijalbo, 2004, p. 53)

      -O progresso já existente na antiga Grécia, nas palavras de Geoffrey Blainey, em seu best-seller “Uma Breve História do Mundo”:

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    3. “Na arquitetura e nas artes, as cidades gregas, embora gratas ao Egito, abriram novos caminhos. Na medicina, um médico na pequena ilha de Cós foi o primeiro no mundo ocidental e seu nome continua vivo no juramento de Hipócrates, o juramento ético da medicina moderna. Na física, na ética, na lingüística, na biologia, na lógica e na matemática, os melhores dos pensadores e pesquisadores gregos eram como uma sucessão de luzes piscando na escuridão. A história, derivada de uma palavra grega, foi outra área na qual os gregos foram desbravadores de caminhos; sua vitalidade e gênio também se estenderam ao teatro, esportes e política democrática, bem como idéias abstratas de grande complexidade. A engenharia foi outra potência dos gregos. Na Ilha de Samos, no século 6º a.C, um túnel de um quilômetro foi escavado através de um morro de calcário para drenar uma fonte de abastecimento de água doce. Mais ou menos na mesma época, os pedreiros gregos foram os primeiros a usar o formão dentado, tão útil nos trabalhos com mármore; seus construtores provavelmente foram os primeiros a usar o guindaste para içar materiais até os muros elevados, ainda que os escravos fossem preferidos ao uso de guindastes” (BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. 1ª ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010, p. 69-70)

      -O progresso já existente no antigo Egito, nas palavras de Plínio Bastos, autor de “História do Mundo”:

      “Os egípcios estudavam astronomia, aritmética, geometria, medicina e geografia. Possuíam bibliotecas (...) As mais importantes artes egípcias foram a escultura e a arquitetura. Os egípcios conheciam vidro, papel, tinta, relógio, correio, educação primária e secundária (...) Os egípcios conheciam médicos” (BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983. p. 20-22)

      Poderia encher isso aqui de citações, mas chega. Se quiser se informar, leia um livro de história, pelo menos um só, não vai fazer mal a ninguém. O que os apologistas católicos desonestos fazem é fingir que não houve “construção” alguma das outras civilizações, ignorando completamente uma pancada de progressos “não-católicos”, para depois ressaltar APENAS o que foi feito por católicos, para passar a falsa noção de que só o catolicismo “construiu a civilização”. Qualquer historiador DECENTE no planeta tem NOJO de uma estratégia asquerosa como essa, que só funciona para enganar leigos desinformados sem nenhum conhecimento histórico, e a prova disso é que ela enganou você.

      O mais engraçado de tudo é você chamar o cientista político conceituado de “pastor pentecostal”. PQP, eu não sei se rio ou se choro com tanta apelação. Só pro seu conhecimento então, aqui vai o que o grande historiador Geoffrey Blainey escreveu no livro supracitado, confirmando cada palavra do cientista político “pastor pentecostal”:

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    4. “Os protestantes acreditavam que o maior número possível de pessoas, homens ou mulheres, deviam ler a Bíblia, e isso levou à abertura de mais escolas que ensinassem a ler e a escrever. O índice de alfabetização das mulheres começou a crescer progressivamente. A Prússia, uma base luterana, tornou a educação obrigatória para meninos e meninas em 1717. Na cidade holandesa de Amsterdã, em 1780, uma extraordinária proporção de 64% das noivas assinaram a certidão quando se casaram, enquanto as outras desajeitadamente marcaram uma cruz no lugar onde deveria estar a assinatura, em sinal de consentimento. Na Inglaterra, cerca de 1% das mulheres sabia ler no ano 1500, mas esse número havia aumentado para 40% em 1750. Somente mais tarde os países católicos acabaram seguindo essa tendência revolucionária.
      A Igreja russa, ao contrário, voltou as costas para a alfabetização. Não havia Igreja cristã em nenhuma outra nação com tantos devotos quanto a Igreja Ortodoxa na Rússia, mas seus sacerdotes tinham pouca instrução e muitos preferiam usar a memória para lembrar – ou esquecer – as Escrituras ao lê-las. A autoridade do sacerdote se mantinha intacta porque poucos na congregação conseguiam ler a Bíblia. O livro completo, com o Antigo e o Novo Testamento, só se tornou acessível livremente na Rússia após 1876” (BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. 1ª ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010, p. 189)

      E agora? Será que você vai dizer que Geoffrey Blainey, o maior historiador contemporâneo, é também um “pastor pentecostal” enganando o povo católico? HSUAHSUAHSUAHSUASH

      O engraçado é que isso é consenso em TODOS os historiadores sérios, não encontrei aqui UM ÚNICO sequer que não reconhecesse que a Reforma foi um enorme avanço em termos de progresso e desenvolvimento. Apenas os blogueiros católicos fanáticos, guiados por “mestres” que sequer terminaram o ginásio, é que dizem o contrário. Ou seja, a razão da apologética católica continuar existindo é porque o povo é burro demais para pegar um livro de história de verdade e começar a ler. Aí acabam engolindo qualquer asneira de blog de quinta.

      Sobre a sua citação do suposto agnóstico, me desculpa, mas sua citação NÃO SERVE de prova em NENHUM trabalho acadêmico. “Moulin, historiador AGNÓSTICO”, simplesmente NÃO É referência. Para ser referência tem que ter:

      1) Nome e sobrenome.
      2) Obra.
      3) Página.
      4) Editora.
      5) Ano.

      Isso é o MÍNIMO que se espera de uma citação em trabalhos acadêmicos, fora isso é apenas papagaiada sem nenhuma credibilidade. A sua citação não tem o nome completo do indivíduo, não tem o ano em que ele escreveu, não tem a obra que ele escreveu, não tem a página ou o capítulo em que ele escreveu, não tem a editora em que o livro está publicado, enfim, NÃO TEM NADA. Isso aí simplesmente NÃO É citação.

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    5. Surgiram grandes gênios na Idade Média? Sim, e quando foi que eu neguei isso? Caso você não saiba, já existiam grandes gênios também ANTES da Idade Média, e muito ANTES de surgir qualquer uma dessas universidades de araque das quais você se vangloria tanto. Agostinho, o gênio dos séculos IV e V, não tinha “universidade” alguma para estudar. O mesmo podemos dizer de Jerônimo, Atanásio, Justino, Eusébio, Cirilo, Crisóstomo, Basílio, enfim, TODOS os Pais da Igreja, muitos dos quais eram grandes gênios e muitíssimos inteligentes, e no entanto viveram séculos antes de qualquer universidade católica. Ou seja, a existência de mentes superiores a seu tempo NÃO se deve à qualidade do ensino das universidades, pois se assim fosse não haveriam gênios antes das universidades.

      Sobre o que o padre Fleury disse, você mesmo pode comprar o livro dele ou ir a uma biblioteca que certamente possui. Esta era a QUALIDADE GERAL do ensino, presente em todas as universidades católicas, uma vez que era basicamente o mesmo conteúdo ensinado em cada lugar. Isso também é citado pelo historiador católico Ivan Lins no livro “A Idade Média – A Cavalaria e as Cruzadas”, que você também encontra em qualquer biblioteca decente, seja a edição de 1938, ou a de 1944, ou a de 1970. O livro dele nunca foi refutado. Prometeram refutar em 1938, ele esperou por décadas a tal “refutação”. Morreu em 1975, e ainda não saiu refutação alguma.

      Já está na hora de você deixar de lado o seu ódio ao protestantismo, e começar a ler um livro de história.

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    6. “Só começa a divulgar-se o ateísmo, na Europa medieval, no século XII, em consequencia das cruzadas” Que coisa, depois de uma frase absurda dessas, a credibilidade desse indivíduo que não é *autoridade* em nada caiu bastante no meu conceito.

      Para ser referência tem que ter:

      1) Nome e sobrenome.
      2) Obra.
      3) Página.
      4) Editora.
      5) Ano.

      Aprendeu isso onde? Nas aulas de ABNT? Que brilhante! Você mesmo cita mil vezes artigos sem esses dados e chama de preguiçoso quem lhe questiona, procure no google e pare de encher o saco.

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    7. Em geral eu não publico comentários de retardados mentais, mas vou abrir uma exceção a você, só para que todos vejam até que nível que o fanatismo católico é capaz de afetar o cérebro de um ser humano.

      Você desdenha do que diz um dos maiores historiadores brasileiros do século passado, sem NENHUMA evidência, sem NENHUM contraponto, sem NENHUMA refutação, simplesmente porque esse historiador católico não é do tipo fanático-zumbi como você, cujo conhecimento provém apenas de fontes de Google e de blogs católicos engraçadíssimos e nada de livros de história. É por isso que qualquer coisa que eu diga aqui extraindo dos livros de história escritos por historiadores conceituados (e católicos, inclusive) e que não bate com aquilo que você aprendeu com seus “professores” imbecis de blogs de quinta, você rechaça de antemão. É de dar pena mesmo. Não me espanta que alguém que é doutrinado por astrólogos e jumentos sem sequer o ensino médio tenha tanto pavor às páginas dos livros de história. É a doença do fanatismo em seu estágio máximo de desenvolvimento.

      E o pior de tudo é o que vem em seguida, quando você quer que eu engula uma citação SEM REFERÊNCIA NENHUMA, sem nome completo do autor, sem nome da obra, sem paginação, sem nada, simplesmente tendo que acreditar na veracidade da citação pela fé. Tem coisa mais ridícula, bisonha, hilária e vexatória do que a apologética católica? Não, não tem. Não existe mais pra onde descer.

      Onde foi que eu falei da ABNT? O que eu disse é que precisa ter REFERENCIAÇÃO. Sendo pela norma da ABNT ou não, o texto precisa ser referenciado para ter alguma coisa de credibilidade, por mais mínima que seja. NENHUMA citação do meu blog vem sem referências, todas elas têm o nome do autor, da obra e pelo menos do capítulo ou da página em que se encontra. Eu nunca mando um texto sem referência nenhuma e digo pro leitor “ir pro Google” tentar achar a tal citação, como se a obrigação fosse do leitor de descobrir se o texto é autêntico e não minha de provar que é.

      Mas como eu vou explicar coisas tão básicas como essa a um jumento que certamente nem terminou o ensino primário ainda e não deve saber nem o que é referenciação? Não, não tem como. Este é o problema. Para um burrão como você, qualquer citação sem fonte já serve, basta dizer que “está no Google”. Eu não sei se é pra rir ou pra chorar de amargura. A cada dia que passa o nível da apologética católica desce ainda mais para a lama, se atola nesse lamaçal, e só os mais fanáticos é que não percebem, porque a lama já afetou os seus sentidos. Essa sua publicação ultrapassou todo o nível do ridículo de qualquer coisa que eu já tinha visto, e o pior é que você não está sozinho nesta ignorância invencível.

      Seus próximos comentários imbecis serão simplesmente ignorados daqui pra frente, a burrice é tão grande que tenho medo de ser contagiosa. Não me perturbe mais, porque não vou desperdiçar mais tempo explicando as coisas a quem não quer aprender e nem tampouco tem capacidade para tal.

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    8. E o anônimo acima que te mandou pesquisar no google já é outra pessoa.

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  14. “Quem vc acha que proporcionou todo tipo de avanço e progresso durante a idade média? Foi a igreja quem fez progredir a arte, a música, a arquitetura, o direito, a moral, a economia, a ciência em meio a tantas guerras bárbaras. A reforma protestante começou quando tudo isso já existia, e quando ela já tinha eliminado as guerras e os costumes repugnantes dos bárbaros. Se não fosse a Igreja ter sustentado e mantido a ordem no ocidente, não era só as universidades que não existiriam, mas todo avanço social ou na ciência, e hoje seríamos ainda bárbaros vivendo como nômades.”

    Este argumento é muito comum, porém falacioso. Se houve qualquer avanço na idade média, ele é atribuído automaticamente à Igreja. Você precisa mostrar evidências disso e não apenas supor algo. Muitos dos avanços em economia, ciência e outras áreas nasceram de esforços individuais ou de outros grupos APESAR da Igreja. Este tipo de argumento me parece aquela argumentação petista em que tudo o que melhorou no Brasil nos últimos anos é atribuído ao Governo, quando muitas coisas melhoraram APESAR do Governo. O simples fato de um cientista ser católico não implica que suas descobertas derivam do seu catolicismo, muitas vezes pelo contrário, sabemos que a ambição da Igreja Romana de controlar a vida dos indivíduos em todos os aspectos impediu que muitos avanços acontecessem – exemplo conhecido de Galileu.
    Além disso, você exerce bastante a futurologia. Você acha que sem a Igreja Romana, o mundo hoje estaria na idade da pedra lascada e não argumento nada em favor disso. O que posso dizer é que a Igreja Romana é uma deformação do verdadeiro evangelho, se uma Igreja verdadeiramente Cristã tivesse tal poder na idade média, muitas barbáries não teriam acontecido, e o mundo seria melhor com certeza.

    Quando a Reforma Protestante surgiu, o mundo não era este mar de rosas. É um fato que após a Reforma, principalmente nos países em que ela prosperou, houve um desenvolvimento científico e econômico bem maior do que na Idade Média. Isso se deveu ao fato de os países protestantes serem mais livres economicamente e terem mais liberdade acadêmica em geral do que os países católicos.

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  15. (Cont....)

    “O protestantismo pode ter trago algum tipo de benefício, mas trouxe muito mais desgraças, pois ele é pai do socialismo e do capitalismo, que é pai do comunismo, que é pai do ateísmo (na idade média não existia ateísmo). Querendo ou não, todas essas desgraças são consequências da “deforma protestante”. A maior prova disso é que o protestantismo rejeitou completamente a Hierarquia da Igreja, a autoridade doutrinária da Hierarquia eclesiástica. Assim cada qual tem o direito de interpretar a Bíblia como quer. A partir desse momento deixa de haver hierarquia. Todas as seitas protestantes têm esse denominador comum igualitário: não há mestres para interpretar o Evangelho, cada um é mestre de si mesmo. Assim o protestantismo não queria uma organização hierárquica, não haveria mais governo, seria o fim da igreja, e restaria a anarquia.”
    A sua capacidade de escrever falácias em tão poucas linhas é admirável. Ainda que todas as suas afirmações fossem verdadeiras, suas conclusões lógicas seriam falsas.

    (1) O Protestantismo trouxe muitas desgraças pois ele é pais do capitalismo e socialismo – Qual é a relação entre protestantismo e socialismo? E mais, como ele pode ser pai de dois sistemas opostos? Você colocou o capitalismo no mesmo saco que socialismo/comunismo. Estamos falando de dois pólos distintos, como ele pode ter gerado duas coisas tão antagônicas? Você teria razão se dissesse que o Protestantismo ajudou no desenvolvimento do capitalismo e graças a Deus por isso né. Graças a esse sistema baseado na liberdade comercial e propriedade privada, o mundo se tornou mais próspero e bilhões de pessoas tiveram melhorias na sua qualidade de vida. Pelo menos, você admite que o romanismo não é o pai do capitalismo como querem defender alguns católicos liberais, o que é uma inverdade, pois o romanismo foi um entrave para a liberdade em geral, seja ela civil ou econômica.

    (2) Por tabela, o protestantismo seria o pai do ateísmo, pois ele é pais do comunismo. Primeiro, sua afirmação da paternidade do comunismo é totalmente falsa, pois o Protestantismo é uma vertente cristã que defende a propriedade privada e a liberdade comercial. Calvino era a favor da liberdade de cobrar juros numa época em que a ICAR o proibia. O Protestantismo historicamente não vê a pobreza e a igualdade material como valores positivos em si, e considerava elogiável um homem ser próspero através do trabalho. Não há como encaixar comunismo ai amigo. Mas você comete outra falácia, você atribui o surgimento do ateísmo ao comunismo. Embora sistemas comunistas favoreçam o ateísmo, como aconteceu na Cuba Católica, o ateísmo é anterior ao comunismo, então como pode ser consequência dele? Sem contar que existiu e existem filósofos, cientistas, economistas que são ateus e abominam o comunismo/socialismo. É perfeitamente possível ser ateu e bom capitalista, então você escorregou na lógica mais uma vez.

    Você termina seu post demonstrando toda a sua ignorância sobre o protestantismo. O protestantismo não aboliu a hierarquia, muito menos o Governo. Acreditamos na autoridade da Igreja Cristã, o que não cremos é num ditador infalível e inquestionável. A Igreja tem uma autoridade derivada da Escritura, o que fazemos é submeter os ensinos da Igreja à Palavra de Deus e rejeitamos todo o ensino contrário às Escrituras. Também defendemos a existência do Governo Civil a quem caber proteger a vida, a propriedade e a liberdade dos indivíduos. O que tem a ver o Governo Civil com a Hierarquia Eclesiástica? Apenas defendemos que ambos atuam em esferas separadas. E sim, defendemos a liberdade de consciência, àquela que Jesus concedeu a todos os que o rejeitaram. Diferente dos romanistas, não defendemos que a Igreja deve usar da força para proclamar o evangelho, torturando, matando e constrangendo a consciência de outras pessoas.

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    1. Muito boas suas respostas Bruno.Você tem algum blog ou site também?

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    2. Boa Tarde Fernando,

      Ainda não tenho blog. Mas neste ano ainda, pretendo montar com bastante material sobre patrística.

      Abraço

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  16. Hierarquia no protestantismo? Não existe isso, na verdade no protestantismo o pastor e o leigo não difere em nada um do outro. O pastor é como alguém que presta um serviço à comunidade, e depois vai pra casa levar uma vida como um leigo qualquer. No protestantismo as pessoas se auto intitulam bispos e pastores da noite para o dia. E se eu não gostar daquela denominação, fundo a minha própria e me intitulo pastor na mesma hora. Esses cargos de bispos e pastores são apenas simbólicos no protestantismo, não tem significado algum, totalmente diferente do Bispo, dos Sacerdotes e Diáconos da igreja.

    Agora, falando sobre o ateísmo, em todas as épocas existiram pessoas que duvidaram da existência de Deus, mas isso era casos e lugares isolados. De modo geral a sociedade em toda a idade média foi crente em Deus, foi uma época marcada por uma Europa que cria piamente em Deus. O que estou querendo dizer é que o ateísmo entrou com força no século XIX, grande culpa do capitalismo protestante.

    Sobre isso Daniel Rops disse o seguinte:
    A religião impõe-se aos espíritos como absoluto que ninguém discute. Não se vê o menor traço de indiferentismo e menos ainda de ateísmo. Do mais humilde ao mais importante, é uma sociedade inteira que crê. (Daniel Rops, Vol III, pag. 43)

    Prosperidade sempre foi uma busca dos protestantes históricos. Mas ao mesmo tempo que se orgulham os protestantes em ver que a tradição protestante traz prosperidade material para um país, por outro lado poderíamos apontar que a ideologia do aborto e da agenda gay que está sendo encabeçada e imposta pelos países mais protestantes do mundo, especialmente os Estados Unidos, que é a nação mais protestante do mundo. Sem falar no satanismo que cresce assustadoramente também por lá.

    O espírito do capitalismo foi justamente plasmado pela ética protestante, que valoriza a poupança e a avareza. A ética ateísta está ligada ao espírito do capitalismo, e o protestante, como bem disse Emanuel Swedenborg, rejeitou a religião de si, sendo uma “religião” puramente secular, onde até o seu líder se veste como executivo de empresa, e onde não há os símbolos da religião, nem festas e costumes cristãos.

    Agora voltando às universidades, não estou negando que houve grandes pensadores antes da idade média, apesar de Agostinho, Jerônimo e todos que vc citou, ensinarem praticamente apenas sobre religião e doutrinas. Mas é incontestável que foi por meio das universidades medievais que a ciência, a arte, a genética o direito e tudo mais, deram um grande salto. Foi graças a igreja e suas universidades que a superstição foi eliminada, já que a ciência começou a explicar as coisas. Os fundamentos do método científico, as bases do direito internacional, a teoria do valor correto em economia, a contabilidade Moderna, a explicação da hereditariedade, os fundamentos da Genética, etc tudo isso são frutos da universidade medieval, que só um louco irracional pode chamar de Lixo.

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  17. Vc está sendo contraditório, ao mesmo tempo que reconhece que a idade média não foi período de trevas, vc diz agora que as pessoas não se declaravam ateias por medo de serem perseguidas e mortas. Essa historinha inventada pelos iluministas, de que a igreja mandava matar já caiu por terra a muito tempo, vc não vai nem encontrar nenhum escritor da época que dizia que a igreja mandava matar. Muito pelo contrário, em todos os concílios medievais a igreja sempre enviava cartas aos imperadores pedindo que parassem com a matança, pois eram eles que começaram a fazer mal uso da inquisição a seu favor.

    Daniel Rops disse:

    O Papa São Gregório VII, censurou o rei da Dinamarca (Hoakan) por ter mandado queimar mulheres acusadas de bruxaria. Em 1280, a pedido do bispo de Valência, na Espanha, Arnaldo Villeneuve redigiu um tratado contra essas aberrações. (Daniel Rops, vol III, pág. 52).

    Sobre isso Regine Pernoud também disse:

    A Inquisição adquiriu a sua deplorável reputação devido a uma ação semelhante DOS PODERES LAICOS, desviando esse instrumento em seu favor, para fazer das medidas da Igreja um instrumento de dominação – por vezes, entende-se, com a cumplicidade de certos eclesiásticos isolados. Contudo, ela só teve um caráter verdadeiramente sangrento e feroz na Espanha imperial do início do século XVI. Durante toda a Idade Média, é apenas um tribunal eclesiástico destinado a “exterminar” a heresia, quer dizer, expulsá-la para fora dos limites (ex terminis) do reino. As penitências que impõe não saem do âmbito das PENITÊNCIAS ECLESIÁSTICAS, ORDENADAS EM CONFISSÃO: ESMOLAS, PEREGRINAÇÕES, JEJUNS. Somente nos casos graves o culpado é entregue ao braço secular, o que significa que incorre em penas civis, como a prisão ou a morte, pois o tribunal eclesiástico não tem o direito de pronunciar ele próprio semelhantes penas. Ela (Inquisição) apenas fez “poucas vítimas”. Esta é a expressão de Lea, escritor protestante traduzido em francês por Salomon Reinach (Histoire de l’inquisition, t. 1, p. 489). (REGINE PERNOUD, Luz da idade média, página 58)

    E vc não respondeu minha pergunta Lucas. Vc precisa esclarecer neste artigo, quais universidades Claude Fleury estava se referindo, e de que época? Pois as universidades já existiam a 500 anos antes dele, muitas delas eram da igreja e muitas outras eram seculares.

    E só pra finalizar, achei muito hilário vc chamar de gênios os Bispos Católicos, como Agostinho, Jerônimo, Atanásio, Basílio e Crisóstomos, que ensinavam o que a igreja ensina hoje, como intercessão dos santos, oração pelos mortos, os 7 sacramentos e tudo mais que a tradição cristã transmite intacto desde o 1º século como palavra de Cristo.

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    1. Realmente, você não entende nada de protestantismo e é uma vã ilusão eu pensar que vá entender. Desisto. Depois de dizer que não existe hierarquia no protestantismo e que o cargo de pastor é meramente “simbólico”, vejo claramente que seu conhecimento da nossa fé é semelhante a um evangélico que pensa que todos os padres católicos são pedófilos, ou talvez até pior. Ou então você faz espantalhos deliberados, para mostrar que não entende mesmo do assunto. Quem disse que todos estes que se auto-intitulam pastor ou bispo são pastores e bispos mesmo? A esmagadora maioria dos pastores evangélicos (eu diria uns 99%) são ordenados. O seu problema, assim como de todos os outros católicos que conheço, é que você toma o modelo neopentecostal e o aplica a todo o protestantismo, demonstrando profunda ignorância. Seria o mesmo que eu pegasse os padres da teologia da libertação e dissesse que aquilo ali é tudo o que há no catolicismo. Sinceramente, chega a ser ridículo.

      É óbvio que o ateísmo existia apenas em “casos isolados”, você acha que alguém seria imbecil para correr risco de morte proclamando a todos os quatro cantos da terra que é um ateu numa época em que o mero fato de não ser bom católico já era motivo pra perseguição? Os ateus só “saíram do armário” quando tiveram LIBERDADE para isso, ou seja, quando se dizer “ateu” não era sinônimo de ser um “monstro” e nem motivo para ser morto. Isso não tem NADA a ver com capitalismo, e muito menos com protestantismo.

      Seu ataque ao capitalismo é uma lástima. Eu nunca pensei que teria que defender o capitalismo a um católico. Talvez a um comunista, mas não a um católico. Você admite que o capitalismo gera prosperidade, mas diz que ele leva à ideologia do aborto e casamento gay. DE ONDE FOI QUE VOCÊ TIROU ISSO??? Capitalismo é meramente uma teoria econômica, ele não diz nada a respeito de aborto ou casamento gay. Ou seja, você pode perfeitamente ser capitalista e ser contra o aborto e contra a agenda gay, como eu e tantos milhões somos. Não é por acaso que os principais baluartes em favor destas duas agendas são justamente os COMUNISTAS, ou seja, o oposto aos capitalistas. Vai ver esse pessoal dos “movimentos populares”, do MST, dos LGBT, do “movimento negro”, do PSOL, do Jean Wyllys, da Luciana Genro, enfim, de todos estes que defendem estas pautas entusiasticamente, pra ver se eles são capitalistas.

      Sim, existe uma VERTENTE do capitalismo que defende isso, os chamados “libertários”, mas eles NÃO representam o capitalismo, nem os capitalistas como um todo, eles falam apenas por eles. Em síntese, um capitalista pode ser a favor do casamento gay ou contra o casamento gay, e um não-capitalista pode ser a favor do casamento gay ou contra o casamento gay. Isso não tem nada a ver com ser capitalista ou não ser capitalista, tem a ver com a cosmovisão que possui. Como eu disse, a esmagadora maioria dos que defendem essa agenda são socialistas de carteirinha, e detestam o capitalismo.

      Seu ataque grosseiro aos EUA protestante como sendo a raiz de todos os males não se sustenta. Muito antes dos EUA aprovar o casamento gay, países católicos como a França já haviam feito isso há anos. Mas é claro que você prefere cegar os seus olhos para o que os países católicos fazem, e se atentar apenas os erros dos países protestantes, como TODO apologista católico faz. Isso não me surpreende. Adicionalmente, devo sublinhar que o casamento gay nos EUA não passou pelo congresso (onde certamente seria negado, visto que é um congresso fundamentalmente conservador), mas numa espécie de “STF”, pelos votos de 9 juízes, 5 deles judeus e 4 deles católicos. Ou seja, eu não sei se você percebeu, mas o Obama tirou todos os juízes evangélicos porque ele sabia que os evangélicos seriam obviamente os mais propensos a votar contra, e por isso deixou lá apenas católicos e judeus, que aprovaram o casamento gay.

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    2. Ligar a ética capitalista ao ateísmo, me desculpe, mas é ridículo. A esmagadora maioria dos ateus são comunistas (ou eram). Os países comunistas no passado (União Soviética, China, Camboja, etc), eram regimes OFICIALMENTE ATEUS, inclusive com forte perseguição a qualquer tipo de religioso. E agora você vem aqui tentar ligar o ateísmo ao oposto do comunismo, ou seja, ao capitalismo. Haja a paciência...

      A superstição foi eliminada porque a ciência começou a explicar as coisas na Idade Média? Isso é alguma piada? Eu não sei se você leu mesmo o artigo, mas caso você não tenha percebido, eles ensinavam que existe um povo nos Ganges que se alimenta do perfume das flores, que existe um oceano fervente, que o rio Tigre vem de Tibério, que vermes intestinais fazem bem ao organismo, que veneno de víbora é remédio, que hemorragia nasal é curada com esterco de porco... e você ainda vem me dizer que as universidades “venceram a superstição”? Só se for piada. Parafraseando você, só um “louco irracional” pode chamar este ensino de “bom”.

      A perseguição imposta pela Igreja Católica é “invenção dos iluministas”, é? Foram os iluministas que fizeram o Concílio de Tolosa, o qual diz explicitamente para perseguir e caçar nas florestas e nas cavernas qualquer um que possuísse as Escrituras? Foram os iluministas que fizeram uma cruzada contra os albigenses, exterminando cerca de 60 mil deles, inclusive católicos junto, sob o lema de “mate todos, que Deus reconhecerá os seus”? Foram os iluministas que assassinaram John Huss, e depois perseguiram e caçaram seus seguidores (os hussitas) até cansar? Foram os iluministas que fizeram uma cruzada contra os muçulmanos, onde assassinaram mulheres, crianças e bebês junto, e fizeram chacina depois de assinar um tratado de paz? Foram os iluministas que, ao entrarem em Jerusalém, colocaram os judeus para dentro da sinagoga e atearam fogo até matá-los completamente?

      Foram os iluministas que rotineiramente restringiam os direitos civis dos judeus, e os perseguiam de tal modo que quando a Inquisição chegou à Espanha eles tiveram que fugir para os países protestantes? Foram os iluministas que mataram praticamente todos os protestantes da França em uma única noite? Foram os iluministas que perseguiram implacavelmente os valdenses e os anabatistas, que saquearam Constantinopla, que queimaram os restos mortais de Wycliffe, que atearam fogo em Joana d'Arc, que assassinaram Giordano Bruno, que mataram Tyndale por ter traduzido a Bíblia? Não? Então deixe de ser cínico e reconheça os erros da sua Igreja que tem as mãos tão cheias de sangue que até o papa João Paulo II teve que pedir perdão por tantas mazelas.

      Jogar toda a culpa no poder civil, como se o Estado matasse pessoas por causa de religião e isso não tivesse nada a ver com a Igreja Católica, é PURA DESONESTIDADE. Isso é o mesmo que dizer que não foi o cachorro que matou, mas sim os dentes do cachorro. Ora, naquela época não havia a separação entre Igreja e Estado, e o Estado estava submetido à autoridade da Igreja. Houve épocas em que o poder do papa era inclusive superior ao poder dos reis, chegando ao ponto de depor reis, inclusive.

      O Estado não mataria absolutamente ninguém por não ser católico a não ser que a Igreja quisesse isso. A qualquer momento em que o papa pedisse para parar de matar pessoas por razões religiosas, o Estado pararia no mesmo instante. Algum papa fez isso? É claro que não. Eles deixaram que continuassem matando não-católicos debaixo do nariz deles. Por que o papa não excomungava todos esses reis malvados que matavam não-católicos supostamente “contra a vontade da Igreja”, igual ele excomungou o rei da Inglaterra por causa de divórcio? Porque é óbvio que esta matança lhe agradava. Ou ele era o mandante, ou, no mínimo, um complacente totalmente responsável pelos atos.

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    3. Fleury se referia a todo o ensino geral das universidades católicas, eu não vi ele fazendo qualquer tipo de exceção, para dizer que apenas uma parte que era ruim e que o resto era “maravilhoso”. Essa não é a opinião apenas dele, mas de todos os historiadores que consultei. Plínio Bastos, por exemplo, escreveu:

      “A ciência durante a Idade Média não teve grande desenvolvimento. Os livros eram cheios de absurdos, falando de animais e plantas inexistentes. Os árabes, durante a Idade Média, foram os povos mais progressistas, porque conheciam muita coisa a respeito de ótica. Os árabes conseguiram simplificar a aritmética, divulgaram a álgebra, possuíam bons conhecimentos de astronomia, e, para a época, eram já admiráveis os seus conhecimentos de alquimia, que foi a mãe da química” (BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983, p. 105-106)

      E se você realmente estudasse patrística (o que com certeza não é o caso) não iria dizer que Pais da Igreja como Jerônimo e Agostinho eram católicos romanos. Isso sim que é hilário. Jerônimo rejeitava os sete apócrifos da ICAR, Agostinho não cria na transubstanciação, e nenhum dos dois cria na imaculada conceição de Maria, só pra começar. Este blog tem 70 artigos sobre Pais da Igreja, é claro que você não leu nenhum e por isso vem falar bobagem. Eu nunca disse que Agostinho e Jerônimo eram “protestantes”, mas eles estavam mais próximos disso do que de uma ICAR atual. Só de você dizer que a ICAR transmite a tradição “intacta” desde o 1º século já é motivo para fazer um Stand Up Comedy bastante divertido.

      É incrível como o povo católico consegue comprar um discurso proferido por ignorantes em blogs meia boca, e sem ler escrito patrístico nenhum, e muito menos a objeção protestante, continua passando este discurso mentiroso adiante. Eu tenho um livro inteiro refutando essa falsa tradição fantasmagórica romana, mas não vou pedir pra você ler porque já vi que você não tem interesse em se informar sobre o protestantismo, mas apenas a deformá-lo com as suas caricaturas católicas.

      Como sempre faço em debates longos, dou três rounds para o oponente, para que o debate não se eternize e eu tenha tempo para fazer as outras atividades do dia, porque não tenho tempo para ficar duas horas por dia debatendo com católico. Você já teve dois rounds, agora pode fazer o seu 3º, que depois eu respondo e encerro o debate.

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    4. Esperando ansiosamente pelo Anônimo kkkkk

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    5. Sem falar que o Marxismo e discursos de extrema esquerda colam muito mais em países católicos.Os socialistas usam justamente das merdas que a ICAR fez no passado pra impor sua agenda ateísta e totalitária.E muitos católicos vão na onda deles.Agora veja se esse papinho cola num meio de maioria protestante.Não cola!Esse é UM DOS fatores que freia essa galera.É justamente por não falarmos em nome de uma Instituição que tem um histórico tirânico que estamos menos suscetíveis a compactuar com a galera da esquerda.O que vai de contra os princípios bíblicos, é rejeitado.A fé do católico é depositado na Instituição Romana e a fé do genuíno protestante,são os ensinamentos de Deus na Bíblia.Então quando um socialista vem com papo esquerdoso e aponta os erros da ICAR,o católico tende a ser ludibriado,mas se o esquerdoso fala algo contra a Bíblia para o evangélico não há negociação.

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    6. Esperando ansiosamente pelo anônimo kk 2
      Eu gosto desses debates nos comentários.São sempre muito didáticos.

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  18. Lucas, a frase : ''Ser católico na idade média era tão natural quanto respirar'' Procede ?

    Minha outra pergunta é sobre os bispos ortodoxos. Eles são realmente sucessores dos apóstolos ? O Patriarca Bartolomeu é sucessor do Apóstolo André ?

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    1. Depende do que você considera pelo termo "natural". Era "natural" ser católico na Idade Média no mesmo sentido em que é "natural" ser comunista em Cuba e na Coreia do Norte (onde o fato de não ser comunista implica em risco de prisão e de morte, e por isso "naturalmente" as pessoas vão "escolher" ser comunistas).

      Sim, os bispos ortodoxos tem sucessão até os apóstolos. Não todos, porque os apóstolos não fundaram todas as igrejas que existem hoje (a de Constantinopla, por exemplo, não poderia ter sido fundada por um apóstolo porque na época dos apóstolos essa cidade nem existia), mas algumas (como Alexandria, Antioquia e Jerusalém) sim.

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  19. Olha, acho que vc vive em outro mundo, pois por todo Brasil se alastraram em cada esquina essas “igrejas” fundadas por pessoas que se auto intitulam pastor. Só em algumas mais organizadas é que os pastores estudam até se formar e serem “ordenados”. E se vc reconhece que é preciso ser Ordenado, então quem ordenou o primeiro “bispos” protestante? Vc pode pegar qualquer Bispo Católico, que esse foi ordenado por esse, que foi ordenado por aquele, e assim chegaremos aos apóstolos, é a sucessão ininterrupta da Igreja de Cristo pelo sacramento da Ordem. Que inclusive é bíblico: Atos 6,6-7; Atos 5,22; 1Tim 4,14; 2Tim 1,6.

    Agora, vc deveria se aprofundar mais no assunto do capitalismo protestante, que descobrirá como o ateísmo ganhou força devido a isso. Max Weber, em sua obra "A ETICA PROTESTANTE DO CAPITALISMO" realizou um estudo sobre as principais religiões do ocidente e afirmou que o protestantismo foi o principal elemento para que o Ateísmo crescesse em todo ocidente. Isso aconteceu porque o materialismo protestante contribuiu para o surgimento do Capitalismo.
    Com o enriquecimento das sociedades capitalistas, cada vez mais os homens passaram a preocupar-se consigo mesmos, tornando-se mais individualistas, buscando riquezas econômicas, e não as espirituais. O capitalismo faz as pessoas valorizarem apenas o dinheiro e os bens materiais, o ser humano e a salvação das almas fica pra segundo plano.
    Dois exemplos de países protestantes que cresce o ateísmo em grande escala são a Suécia e a Inglaterra. Nos EUA é ainda mais grave, pois o satanismo avança mais que em qualquer outro lugar. E como as pessoas vivem atrás do enriquecimento, esquecem da espiritualidade e deixam de acreditar em Deus. E se Deus não existe, então não há problema em permitir essas leis abomináveis. Por isso não tenho dúvidas que o protestantismo e seu capitalismo são maiores culpados disso tudo. Em países Católicos como a França que vc citou também acontece esse tipo de coisa, mas a diferença é que não são incentivadas pela igreja. Já no protestantismo são seus próprios líderes, pastores e missionários que apoiam o aborto e a agenda gay. A igreja presbiteriana, uma das maiores dos EUA recentemente aceitou casamento gay. O próprio Obama que se declara protestante é a favor.
    Capitalismo e comunismo são distintos, mas os 2 estão ligados ao protestantismo. Começou com o apogeu protestante e chegou a plenitude do igualitarismo.

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  20. Vc parece uma metralhadora de falsas acusações. O que eu quis dizer sobre os iluministas, que foram principalmente eles que começaram a deturpar a inquisição. História que já foi desmentida pela grande maioria dos historiadores modernos, inclusive os que são agnósticos e ateus. Assim como Regine Pernoud, Daniel Rops (que vc continua ignorando) defende o mesmo, ou seja, a igreja apenas fazia punições eclesiásticas, com jejuns, peregrinações e outras coisas semelhantes.
    Foram numerosos os cânones dos concílios que, excomungando os hereges e proibindo os cristãos de lhes darem asilo, não admitiam que se utilizassem contra eles a pena de morte. Deviam bastar as penas espirituais ou, quando muito, as penas temporais moderadas”. (Daniel Rops, vol. III, p. 605-606).

    O historiador Agostino Borromeu, afirmou em seu livro “Atas do Simpósio Internacional, A Inquisição”, que pelo lado católico, não chegou a 100 os mortos, muitas vezes bonecos eram queimados para representar aqueles que foram condenados à revelia. Ainda segundo seu relatório, no auge da Inquisição a Alemanha protestante, matou mais bruxas e bruxos que em qualquer outro lugar, cerca de 25 mil. (BBC Londres 16/06/04), (Agência Zenit, 20/06/04 1:17 PM).

    Não adianta vc insistir nesta tolice sobre a inquisição, quem usava a inquisição para matar era os senhores feudais e os imperadores. Claro que existiram pessoas do clero, bispos e sacerdotes que eram condescendentes, assim como hoje também existe corruptos dentro da igreja. Alias, dentro do colégio apostólico também teve 1 traidor.

    Essa guerra contra os hereges albingenses, não foi por invenções de heresias, essa guerra foi lícita, vc que diz tanto estudar história da igreja, deve saber que os cátaros não apenas deterioravam a fé, mas tumultuavam a ordem pública. Os cátaros se opunham de maneira violenta. O Papa Inocêncio ordenou uma cruzada contra os algigenses em legítima defesa e para impor novamente a paz. E a matança de 60 mil, isso é fantasia vc sabe. E sobre os cruzados, vc deveria agradecer a igreja pelo nosso ocidente não ser muçulmano hoje.

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    1. De novo, você traz um modelo neo-pentecostal e o aplica para dentro da teologia protestante. Me impressiona que tudo o que você saiba de protestantismo provenha do que os blogs católicos falam sobre a gente – o que explica o número tão grande de espantalhos. Lutero era um monge ordenado quando passou a ordenar outros. Ele não se auto-ordenou. E eu não disse em parte nenhuma que TODA ordenação própria é errada, o que é errado é se ordenar SEM ter as prerrogativas necessárias para o cargo que ocupa, como algumas igrejas neo-pentecostais fazem. Essas prerrogativas são as que Paulo disse a Timóteo:

      “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
      Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo” (1ª Timóteo 3:1-7)

      Essas são as prerrogativas necessárias para exercer um episcopado. Se alguém as tem, é verdadeiro “bispo”, se não as tem, então não é, ainda que um outro o tenha “ordenado”. A ordenação é um RECONHECIMENTO HUMANO E PÚBLICO daquilo que a pessoa já é. O próprio Paulo nunca foi ordenado por ninguém, ele só conheceu os apóstolos 14 anos depois de conhecer a Cristo, e nessa época já se considerava um apóstolo, já ordenava outros ao episcopado e já batizava as pessoas.

      Você deturpa grosseiramente as palavras de Max Weber. Provavelmente você nunca deve ter lido o livro dele e apenas citou o que leu em alguma resenha tendenciosa por aí, porque Weber NUNCA fez a afirmação que você disse que ele fez. Ele nunca disse que “o protestantismo foi o principal elemento para que o ateísmo crescesse em todo ocidente”. Eu não sei a quem você pensa enganar com essas paráfrases falsas e essas citações espúrias, mas não engana a mim. Nem mesmo a palavra “ateu” ou “ateísmo” existe em toda a obra de Weber. E na única vez em que Weber faz menção ao “materialismo” protestante, é para CRITICAR aqueles que acusavam os protestantes de serem materialistas, o que ele diz que é uma “consideração superficial feita a partir de certas impressões modernas”:

      “Ora, numa consideração superficial feita a partir de certas impressões modernas, poderíamos cair na tentação de formular assim essa oposição; que o maior ‘estranhamento do mundo’ próprio do catolicismo, os traços ascéticos que os seus mais elevados ideais apresentam, deveriam educar os seus fiéis a uma indiferença maior pelos bens deste mundo. Esse modo de explicar as coisas corresponde de fato ao esquema de julgamento popularmente difundido nas duas confissões. Do lado protestante, utiliza-se essa concepção para criticar aqueles ideais ascéticos (reais ou supostos) da conduta de vida católica; do lado católico, replica-se com a acusação de ‘materialismo’, o qual seria a consequência da secularização de todos os conteúdos da vida pelo protestantismo” (p. 34)

      Ou seja, Weber DISCORDA que de fato o protestantismo leve ao materialismo. Ele considera isso uma argumentação superficial, um “julgamento popular” e uma “acusação” infundada. É você que distorce grosseiramente as palavras dele para fazer com que ele diga aquilo que VOCÊ gostaria que ele tivesse dito.

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    2. Você também não explicou de que forma que, se o ateísmo flui do capitalismo, então por que nenhum regime capitalista foi declaradamente “ateu”, mas, ao contrário, foram os regimes COMUNISTAS que foram oficialmente ateus, que perseguiram e mataram milhões de religiosos, que queimou e fechou igrejas, etc. É você quem vive em um mundo paralelo de fantasia. Foi nos países opostos ao capitalismo que o ateísmo mais floresceu, e isso é absolutamente indiscutível para qualquer um que tenha ao menos um pedaço de cérebro na cabeça.

      Agora, se tanto o comunismo quanto o capitalismo levam ao ateísmo, então devemos nos perguntar o porquê que este mundo não é super-povoado pelos ateus, já que a esmagadora maioria da população mundial é uma coisa ou outra. Ao contrário, o que vemos quase sempre é o comunista se declarando ateu, e o capitalista religioso. Os poucos capitalistas ateus que conheço são ateus não por serem capitalistas, mas por outras razões (diferentemente do comunista, que é ateu POR CAUSA do seu comunismo).

      Seus exemplos de ateísmo são completamente furados. Seus dados adulterados já foram inclusive refutados em meu artigo recente:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/12/o-protestantismo-e-o-pai-do-comunismo-e.html

      Na Suécia, 94% são luteranos. Na Inglaterra, 59% são anglicanos. O número de ateus nestes países não chega a 5%, enquanto em Portugal (católico) são 6,5%.

      Sua afirmação de que “o satanismo cresce nos EUA mais do que em qualquer outro lugar” também carece de evidências. Pelo jeito você entende muito de satanismo para fazer uma afirmação dessas, deve até ter um dado oficial da irmandade satânica mostrando os EUA como seu centro de operações. A bem da verdade, os EUA só aprovaram o casamento gay depois que vários outros países católicos (como a França) já o tinham aprovado. A diferença é que como os EUA é muito mais poderoso e influente do que a França, então tudo o que é feito lá acaba repercutindo mais do que o que é feito no resto do mundo, o que inclui as coisas ruins também.

      Isso obviamente não significa que os EUA esteja mais secularizado do que a França, Portugal, Espanha ou demais países predominantemente católicos. Aliás, é dos EUA que vem toda a apologética moderna, através de apologistas consagrados como William Lane Craig, Alvin Plantinga, Dinesh D ‘Souza, John Lennox, Frank Turek, Norman Geisler, etc. Mas é claro que pra você os EUA é sempre sinônimo de “satanismo”...

      Falsas acusações? Tudo o que eu citei é fundamentado em um caminhão de provas históricas, que aliás você não refutou nenhuma. Essa estorinha bonitinha de que a inquisição não matava e nem torturava ninguém é coisa tão risível que não tem como ser superada. Na sua cabeça, pessoas como Joana d’Arc, Pedro de Bruys, William Tyndale, Jan Hus e Giordano Bruno devem ter morrido por cair da escada ou se engasgado ao tomar um chá, e a inquisição não teve nada a ver com isso. Sinceramente, chega a ser vergonhoso defender uma instituição assassina da qual o próprio papa de vocês já pediu perdão publicamente (ainda que vocês retirem o perdão do papa).

      Diz Juan Brom, em seu “Esbozo de la Historia Universal”:

      “Nesta época se estabelece a Inquisição, para investigar e castigar todo desvio de dogmas religiosos (heresia); geralmente esteve confiada aos dominicanos. Não perseguia somente a pessoas pecadoras, mas também tinha em seu encargo o índex, a lista de livros proibidos. Sua ação freava muito o desenvolvimento do pensamento e dava lugar a frequentes abusos e delações. Seu método era a investigação por meio do tormento, igual o que faziam os tribunais civis” (BROM, Juan. Esbozo de historia universal. 21ª ed. México: Grijalbo, 2004, p. 113)

      E ainda:

      “A inquisição se encarga de castigar todo intento de passar por cima de tão rigorosos limites, e dificulta com ela extraordinariamente o progresso da ciência e das atividades intelectuais” (BROM, Juan. Esbozo de historia universal. 21ª ed. México: Grijalbo, 2004, p. 115)

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    3. Diz Geoffrey Blainey, em “Uma Breve História do Mundo”:

      “Na Europa central, a maioria dos governantes, tendo determinado que todas as pessoas deveriam pertencer a uma religião – a deles –, começou a perseguir os protestantes. Seguir uma fé diferente era praticar traição” (BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. 1ª ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010, p. 187)

      E também:

      “Enquanto a Espanha se recusava a deixar que judeus, muçulmanos e protestantes emigrassem para suas novas colônias, Inglaterra e Holanda permitiam que os dissidentes protestantes partissem para as novas colônias americanas” (BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. 1ª ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010, p. 188)

      Diz Plínio Bastos, em sua “História do Mundo”:

      “Pedro de Vaux era um comerciante bastante rico. Um dia resolveu vender tudo o que possuía, distribuir o dinheiro com os pobres e explicar a Bíblia ao povo. Deixou vários discípulos que ficaram conhecidos pelo nome de valdenses. Os valdenses achavam que os padres não tinham bons costumes. Elogiavam a pobreza e mostravam-se eles próprios como muito pobres. Os valdenses foram atacados com bastante violência. Acabaram massacrados e poucos conseguiram escapar” (BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983, p. 96)

      E ainda:

      “Os albigenses foram massacrados violentamente. De uma feita, em Bézier (Beterras), 60.000 foram mortos e no meio deles até mesmo católicos, que não tiveram tempo de se identificar” (BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983, p. 96)

      E também:

      “Coligny dirigiu uma luta que ficou incerta em S. Danis. Condé morreu na batalha de Jarnac. Os protestantes perderam a batalha de Moncontour. Foi, então, concluído um tratado de paz entre protestantes e católicos da França. Parecia que a França agora ia acalmar-se. Coligny voltou à côrte e, pelo menos aparentemente, não lhe faltaram aplausos e gentilezas. Mal sabia ele que se preparava cuidadosamente um massacre completo contra os protestantes. De fato: na noite de 24 de agosto de 1572 quase todos os protestantes da França foram mortos, inclusive o próprio almirante Coligny, assassinado em sua residência” (BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983, p. 131-132)

      Dizem Manual Ballesteros e Juan Luis Alborg, na “Historia Universal Hasta el Siglo XIII”:

      “Os fieis estavam obrigados a denunciar os hereges que conhecessem, e para conseguir declarações se recorria com frequencia aos procedimentos de tortura então em uso nos tribunais ordinários. As penas consistiam em abjuração pública, multas, penitências e prisão, e aos relapsos se lhes condenava à fogueira, depois de confiscar-lhes seus bens, que eram tomados para a autoridade civil” (BALLESTEROS, Manuel; ALBORG, Juan Luis. Historia Universal Hasta el Siglo XIII. 4ª ed. Madrid: Editorial Gredos, S. A., 1967, p. 514)

      Como se vê, a face tirânica da Igreja Romana não é “invenção dos iluministas”, mas atestado por qualquer historiador católico sério. Dizer que a Igreja “apenas fazia punições eclesiásticas, com jejuns, peregrinações e outras coisas semelhantes”, sem nunca torturar nem matar ninguém, é PIADA de filme de comédia japonesa.

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    4. Você fala dos concílios, esquecendo-se completamente do que diz o Concílio de Tolosa, em 1229:

      “Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento... Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido” (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2)

      Perseguir e caçar os que possuem a Bíblia até nas florestas, nas cavernas e nos esconderijos subterrâneos não me parece muito uma atitude de quem é amigo da liberdade e da tolerância religiosa. Só uma mente doentia é capaz de chegar a uma conclusão dessas.

      Dizer que quem usava a inquisição para matar não era a Igreja, mas sim os senhores feudais e o imperador, e apenas alguns bispos e sacerdotes eram condescendentes, me desculpa, mas é piada mais uma vez. Se a inquisição era tantas vezes usada para o mal, então por que a Igreja não acabava com ela de uma vez? Por que não deixar as pessoas escolherem a religião que quiser em paz? Por que lutar tanto contra a liberdade dos indivíduos? Você diz que no colégio apostólico havia um traidor, mas quando foi que Jesus deixou que Judas matasse alguém debaixo do nariz dele e não fez nada a respeito? Por que o papa nunca excomungou nenhum desses reis que supostamente matavam “contra a vontade da Igreja”? Por que ela incentivava a perseguição de caráter religioso? Não adianta tentar dar desculpinhas esfarrapadas: sua igreja é assassina e ponto.

      No mais, dizer que os albigenses não foram mortos por heresia, mas por “guerra lícita”, é pra matar de rir mesmo. O próprio papa Inocêncio III, que pregou a cruzada, disse:

      “Despojai os hereges das suas terras. A fé desapareceu, a paz morreu, a peste herética e a cólera guerreira cobraram novo alento. Prometo-vos a remissão dos vossos pecados se puserdes limite a tão grandes perigos. Ponde todo o vosso empenho em destruir a heresia por todos os meios que Deus vos inspirará. Com mais firmeza ainda que com os Sarracenos, pois são mais perigosos, combatei os hereges com mão dura” (Labal, Paul (1988), Los Cátaros. Herejía y crisis social, Barcelona: Editorial crítica, p. 150)

      Como está óbvio, os albigenses foram condenados por HERESIA, e não por alguma “guerra lícita”. E por volta desta mesma época os valdenses, que eram o povo mais tranquilo e pacífico do planeta, eram perseguidos pela espada romana com o mesmo rigor. Qual a desculpa que você vai dar agora? Que perseguir e matar um povo pacífico mas que não era católico é uma “guerra lícita”? Ridículo.

      Um cidadão que diz que a guerra contra os albigenses foi em “legítima defesa” precisa ser internado no hospício urgentemente. Para cada 1 albigense na Europa, havia pelo menos uns 100 católicos. Os albigenses não tinham NENHUMA chance de vencer qualquer tipo de batalha, e por essa mesma razão a Cruzada do papa Inocêncio III foi verdadeiramente UM MASSACRE, uma covardia. Os albigenses, que como o próprio nome sugere, viviam em Alba, ao sul da França, e conviviam pacificamente com os próprios católicos da região, tanto é que quando o exército do papa entrou na cidade matou a todos – católicos inclusos – com o pretexto de que “Deus reconhecerá os seus”. O que você disse é tão insano quanto se eu dissesse que o Brasil inteiro se reuniu para exterminar os habitantes de São José dos Pinhais por “legítima defesa”.

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    5. Agradecer aos cruzados? Você tá de brincadeira, né? Você quer que eu agradeça a um exército que matou mulheres, que decepou crianças, que exterminou bebês, que ateou fogo em 20 mil habitantes de uma cidade inteira depois de assinar um tratado de paz, que massacrou os judeus que não tinham nada a ver com isso, que ao invadir Jerusalém colocou os judeus para dentro da sinagoga e ateou fogo, que saqueou, matou e estuprou cristãos ortodoxos de Constantinopla na quarta cruzada, que proporcionou a morte e a escravidão de milhares de crianças católicas, que perdeu todas as cruzadas com os muçulmanos depois da primeira, que deixou um saldo negativo de aproximadamente 2 a 3 milhões de pessoas mortas (incluindo mulheres e crianças), que assassinava reis ortodoxos para tomar a terra deles também, que torrou a economia da Europa, que atraiu o ódio do mundo islâmico até hoje, e cujos soldados eram reconhecidamente os mais bárbaros, imorais e selvagens do mundo da época? São para esses porcos imundos que eu tenho que agradecer a salvação do mundo ocidental?

      Não, obrigado.

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  21. Valer-se do texto de um positivista para criticar o catolicismo é o mesmo que recorrer a Hitler para criticar os judeus. Aliás, falando em Hitler, Lutero veio de lá também, não?
    Eu queria que explicasse como a fé cristã pode ser resguardada modernamente pelos protestantes se a Igreja Presbiteriana americana já está admitindo gays entre seus pastores. Considera isso "cristão"?

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    1. Mais uma lenga-lenga que não refuta nada do texto e mesmo assim vem postar sandices no blog.

      "Valer-se do texto de um positivista para criticar o catolicismo é o mesmo que recorrer a Hitler para criticar os judeus"

      Falácia genética. Se você não sabe o que é falácia genética, confira:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Falácia_genética

      https://www.youtube.com/watch?v=HCjAWOKKpgI

      O fato de Ivan Lins ser positivista não refuta em NADA os seus ARGUMENTOS. Ele poderia ser ateu, bruxo ou satanista, que continuaria sem ser uma refutação. Se Hitler provasse que 2+2=4, 2+2 seria 4 independentemente de Hitler ser uma pessoa absolutamente abominável. Em contrapartida, usando a mesma lógica sua eu poderia rejeitar qualquer coisa que um católico diga contra o protestantismo, porque "valer-se do texto de um católico para criticar o protestantismo é o mesmo que recorrer a Hitler para criticar os judeus". Isso exterminaria 100% da apologética católica, não é mesmo? Incluindo os seus textos. E, francamente, comparar Ivan Lins com Adolf Hitler é coisa de gente desesperada. E caso você não tenha lido direito, metade do texto é do PADRE CLAUDE FLEURY, obviamente católico, que é apenas citado pelo Lins. Vai falar agora que citar o padre é como Hitler?

      Não entendi o que você quis dizer com "Lutero veio de lá também". Talvez esteja querendo traçar um paralelo entre Lutero e Hitler. Se for isso mesmo, só posso lastimar mais ainda. Falta a você um mínimo de leitura de história da Igreja. Quem perseguiu, exterminou, maltratou, expulsou de suas terras e castigou os judeus com a Inquisição por SÉCULOS foi a Igreja Romana, não Lutero. A Igreja Romana espalhou o antissemitismo no mundo, que mais tarde foi utilizado por Hitler para finalidades ainda mais delinquentes e em maior escala.

      No mais, usar o exemplo de UMA ÚNICA igreja protestante de um único país para acusar toda a comunidade evangélica com seus mais de 800 milhões de adeptos é leviano. A sua igreja também já passou por mudanças que foram um "escândalo" para os padrões da época. Deixar de fazer missa só no latim era um absurdo. Os leigos lerem a Escritura em língua vulgar era punível com a morte. Hoje, vocês não apenas fazem culto em português e leem a Bíblia à vontade, mas até copiam músicas empolgadas dos evangélicos, via padre Marcelo Rossi e companhia limitada. Coisas que na Idade Média seriam motivo para enviar à fogueira hoje são tratadas com naturalidade. Acho que você deveria se preocupar mais com o esquerdismo doentio do papa Francisco, pendendo toda a Igreja para o comunismo e para a TL, do que com o erro da Igreja Presbiteriana americana.

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  22. As universidades eram tão boas, que os maiores gênios da renascença eram autodidatas. Quando aparecia um cientista formado em universidade católica, este tinha ou a teoria tolerada por ser de um membro da Igreja, ou era considerada uma heresia quando o cientista não era do clero.

    Havia perseguição de cientistas quando eles, mesmo dizendo a verdade, não corroborava o que as autoridades diziam. Esta era a ciência católica!

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  23. Eu concordo com o título "Idade das Trevas".

    Quando alguém tem uma nova idéia, é comum que se acenda uma lâmpada acima da cabeça dessa pessoa.
    Quando uma pessoa entende algo que a maioria não entende, é natural que considere esta pessoa esclarecida.

    Se o símbolo da razão é a luz, então o símbolo da ignorância são as trevas.

    Nada mais justo que chamar de "Idade das Trevas" um período dominado por uma instituição que, mesmo depois da filosofia grega e antes do iluminismo pensava como os homens da idade do ferro.

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  24. Existem livros que defendem a Igreja Católica, afirmando que ele ateve papel fundamental na construção da civilização e outros que a difamam, falando o contrário(ou pelo menos algumas partes). Em qual confiar?

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    1. Primeiro: não existem "livros que defendem a Igreja Católica". O que existem são folhetos PROPAGANDISTAS de apologistas católicos sem nenhuma credibilidade fingindo que sabem alguma coisa. Nenhum livro sério já escrito pelo ser humano jamais defendeu as atrocidades cometidas pela Igreja Católica. Mesmo o mais requisitado na apologética católica, Thomas Woods, está COMPLETAMENTE SOZINHO na sua tese de que a Igreja Romana construiu a civilização ocidental. Tente achar algum historiador sério que concorde com ele. Tente usar Thomas Woods em uma obra acadêmica, dissertação ou monografia para ver o que fazem com o teu trabalho.

      Segundo: nenhum historiador "difama" a Igreja Católica. Difamar é um termo pejorativo usado na apologética católica para passar a ideia de que todos os 99% dos historiadores do planeta (ou seja, os que falam dos crimes e aberrações cometidos pela ICAR) são tendenciosos e estão numa super conspiração globalista illuminati da Nova Ordem Mundial para "destruir a Igreja Católica", ou seja, coisa da cabeça de católico fanático, conspiracionista e sem cultura. O que 99% dos historiadores da face da terra fazem é somente MOSTRAR as falcatruas e embustes perpetuados por Roma, e isso inclui até mesmo historiadores CATÓLICOS não-fanatizados, como é o caso do ilustre abade Fleury que foi citado bastante neste artigo.

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  25. Lendo o artigo em 2016, quase um ano depois da data de publicação, mas mesmo assim não pude deixar de comentar.

    Rapaz, quando li esse artigo vi um verdadeiro massacre contra os papistas. Tive a impressão que assisti uma luta de Anderson Silva no auge contra uma criança de 5 anos kkkkkk.

    Banzoli, além de instrutivos e edificantes seus artigos são um verdadeiro arsenal pra quem procura informação.

    Abraço,
    Abraão.

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  26. Boa matéria, caro Lucas.

    Também escrevi uma e pretendo escrever mais sobre o assunto:
    http://www.universoracionalista.org/igreja-catolica-construiu-cultura-ocidental/

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    1. Muito bom, quando escrever mais avise-me que lerei com prazer. Em breve pretendo escrever algo sobre o tema também. Abs!

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  27. Lucas Banzoli, parece que o conde leu esse seu artigo e publica esse vídeo [ https://www.youtube.com/watch?v=mZ74wuQ7hiE ] com uma suposta "refutação". Pensa que isso é tudo? Não. Ele ainda deixa como fonte o Wikipédia. kkkkkkkk... :D

    Ele cita como fonte o

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    1. Hahahahahahaha

      O pior é que nem o artigo da Wikipédia que ele cita diz que aquela foi a primeira universidade do mundo, mas sim a primeira DA EUROPA. O cara é literalmente o fundo do poço da degradação humana e da escrotidão moral. Sinceramente não consigo imaginar alguém mais baixo e chulo do que ele.

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    2. Pois é! Foi isso que eu percebi também. kkkkkkkk :D

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