13 de julho de 2015

Paulo contra o "papa" Pedro em Antioquia


Na epístola de Paulo aos gálatas, vemos o conflito que ele teve com Pedro em Antioquia, que também nos ajuda a compreender que Pedro não era uma espécie de autoridade infalível, mas um homem no mesmo patamar de autoridade de Paulo, sujeito às mais duras críticas e repreensões:

“Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível. Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão. Os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, disse a Pedro perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:11-14)

Note que Paulo não apenas critica a atitude de Pedro, mas diz que o resistiu na cara, porque era repreensível! Qual católico nos dias atuais seria corajoso o suficiente para dizer que viu o papa face a face e lhe resistiu na cara porque o papa é repreensível? A submissão dos católicos ao papa é tão subserviente que apenas são capazes de dizer que o papa é maravilhoso, amável, bondoso, caridoso, que é uma honra vê-lo face a face e que tem todos os frutos do Espírito descritos na Bíblia... e ninguém tem coragem de repreendê-lo ou resistir-lhe na cara, por uma simples razão: isso seria subalterno.

Se um católico, por mais importante que seja, repetisse com o papa exatamente o mesmo que Paulo fez com Pedro, seria considerado insolente, subalterno, insubmisso, talvez até mesmo “protestante”. Pois o papa é tratado como sendo autoridade máxima, o Sumo Pontífice, aquele que é dotado de infalibilidade em ex cathedra, o bispo dos bispos, quem está acima de tudo e de todos, talvez abaixo apenas de Deus. E, portanto, só poderia ser repreendido por Deus, e não por alguém de autoridade inferior. Paulo certamente não via em Pedro toda essa autoridade, razão pela qual não hesitou em repreendê-lo tão fortemente e ainda por cima registrar isso por escrito aos gálatas!

Paulo não iria querer passar aos gálatas um “exemplo de insubmissão”. Se os gálatas devessem obediência incondicional ao “papa” Pedro, é evidente que Paulo faria questão de ressaltar essa liderança absoluta de Pedro para que os gálatas não faltassem com a “liderança” petrina, e não faria comentários que pudessem colocar em dúvida a autoridade pessoal do “líder máximo e infalível da Igreja”, no conceito católico. Toda essa repreensão de Paulo frente a Pedro seria um completo disparate caso este assumisse algum cargo muito superior ao do próprio Paulo, pois seria Pedro que deveria repreender Paulo por insubmissão e desacato a autoridade, e não Paulo a Pedro por “não estar andando de acordo com a verdade do evangelho” (v.14).

Nenhum católico seria capaz de dizer que o papa não está andando de acordo com a verdade do evangelho. Protestantes dizem isso. Católicos são subservientes. Não são capazes de dizer que o papa não anda de acordo com a verdade do evangelho, pois têm em mente uma ideia totalmente deturpada e antibíblica, de que o papa seria uma espécie de representante de Deus na terra, e, como tal, estaria acima das críticas, ainda mais de repreensões tão duras como as que Paulo fez com Pedro. O “papa infalível” e “vigário de Cristo” não estar andando de acordo com a verdade do evangelho é algo totalmente sem sentido numa visão católica.

A palavra usada no original grego para aquilo que Paulo fez com Pedro foi anthistemi, que significa: “colocar-se contra, opor-se, resistir”[1]. Paulo pôs-se contra Pedro, ele se opôs a ele, resistiu-lhe na face, porque Pedro era “condenável” (kataginosko). E isso não é tudo, pois há um detalhe que muitos não percebem: o medo de Pedro. Isso fica claro no verso 12, que diz:

“Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão (v.12)

Como vemos, Pedro não se afastou dos gentios sem qualquer razão, mas porque temia os que eram da parte de Tiago. Antes que esses que eram da parte de Tiago chegassem, ele comia tranquilamente com os não-judeus, mas se afastou depois de vê-los chegando. Já observamos que foi Tiago quem liderou o primeiro concílio da história da Igreja, exercendo um papel muito mais influente e decisivo do que o de Pedro naquele concílio (veja aqui). Então, o que é que Pedro faz quando vê chegando alguns que eram “da parte de Tiago”? Afasta-se imediatamente!

Isso nos deixa claro que Pedro temia a liderança de Tiago, não sabendo o que este iria pensar a respeito, caso soubesse que os seus enviados o viram comendo com os gentios. Para não causar dúvidas quanto ao seu comportamento, preferiu se ausentar do grupo dos gentios e se unir ao dos judeus. O detalhe é que não era nem o próprio Tiago, mas os enviados da parte dele, e mesmo assim Pedro ficou com tanto medo que censurou aqueles incircuncisos com quem antes comia tão amigavelmente, temendo a opinião que Tiago teria sobre aquilo!

Se Pedro fosse a autoridade máxima e suprema da Igreja cristã na terra, obviamente não teria qualquer razão para temer ninguém, nem Tiago e muito menos os “da parte” dele! Afinal, ele seria o papa infalível, o bispo dos bispos, o chefe dos apóstolos, o Sumo Pontífice... quem era Tiago para que ele lhe devesse submissão? Seria Tiago e os demais que deveriam temer Pedro, e não o contrário. Pedro deveria ditar as regras do jogo, e não Tiago. Seria completamente inadmissível de se pensar que Pedro de fato exercesse uma primazia na Igreja primitiva, mas temesse a opinião de Tiago, que estaria “abaixo” dele! Pedro estaria temendo os seus próprios liderados!

Seria o mesmo que um chefe de uma grande empresa mudasse radicalmente sua atitude por medo da opinião que um simples empregado seu teria sobre algum assunto! Onde foi parar a infalibilidade papal? A autoridade suprema de Pedro sobre o próprio Tiago? O primado universal? Temer aqueles que você manda e discriminar os outros por medo dos seus próprios liderados é algo que só existe dentro da lógica católica, pois nós sabemos que o primado de Pedro só existe mesmo na imaginação fértil dos clérigos romanos, desesperados em darem algum suporte à usurpação de seu bispado universal.

Nessa mesma epístola aos gálatas, Paulo também deixa clara a igualdade entre o ministério dele e o de Pedro, ao dizer:

“Quanto aos que pareciam influentes o que eram então não faz diferença para mim; Deus não julga pela aparência tais homens influentes não me acrescentaram nada. Pelo contrário, reconheceram que a mim havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Pedro, aos circuncisos. Pois Deus, que operou por meio de Pedro como apóstolo aos circuncisos, também operou por meu intermédio para com os gentios” (Gálatas 2:6-8)

Além de dizer que os “homens influentes” de Jerusalém (dentre os quais obviamente estava Pedro) não acrescentaram nada a Paulo, ele ainda afirma que Deus operou com ele da mesma forma que fez com Pedro. Nota-se claramente o tom de igualdade entre Paulo e Pedro. Ele não coloca Pedro acima dele, como sendo um bispo universal e bispo dos bispos ao passo que ele mesmo era apenas mais um bispo comum; ao contrário, induz a uma posição de igualdade, o que está de acordo com aquilo que ele mesmo afirmou em outra oportunidade, dizendo que “em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos” (2Co.11:5).

A Pedro havia sido confiada a pregação do evangelho aos circuncisos (judeus), assim como Paulo aos incircuncisos (gentios). Novamente, não vemos nenhum indício de um “primado universal”, visto que Pedro não é bispo de gentios e judeus, mas é indicado por Paulo como tendo um ministério voltado para os judeus, enquanto que ele (Paulo) para os gentios. Além do fato de que se Pedro fosse bispo em Roma ele seria dos incircuncisos (gentios), também temos a indiscutível constatação de que ele não exercia uma jurisdição universal, mas apenas um ministério local no mesmo nível de Paulo (Gl.2:6-8).

E ele completa esse pensamento no verso seguinte, dizendo:

Reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Pedro e João, tidos como colunas, estenderam a mão direita a mim e a Barnabé em sinal de comunhão. Eles concordaram em que devíamos nos dirigir aos gentios, e eles, aos circuncisos” (Gálatas 2:9)

Paulo não diz que existia uma só coluna na Igreja, que seria Pedro, um bispo de bispos e chefe de todo o corpo apostólico, mas coloca três nomes em posição de igualdade, e ainda situa Tiago em primeiro lugar! Tiago é a primeira coluna da Igreja em Gálatas 2:9, e é citado antes de Pedro que só aparece em segundo. Aqui vemos que Pedro não era a coluna principal da Igreja ou a única coluna, mas que dividia a posição com outros, e Paulo nem mesmo fez questão de citá-lo por primeiro, mas coloca Tiago como tal.

Essa evidência é ainda mais importante porque ela não está relacionada apenas a uma ordem cronológica ou sucessão de nomes como vemos várias vezes ocorrendo ao longo da Escritura onde o nome de Pedro é colocado por primeiro, mas se refere a uma posição hierárquica na Igreja, uma vez sendo que essas “colunas” representam autoridade. Paulo está simplesmente dizendo que Pedro não era a única autoridade, mas que havia pelo menos outras duas autoridades além dele, no mesmo patamar, e se pensasse mesmo que dentre elas se destacava Pedro teria obviamente colocado seu nome por primeiro, o que ele não fez.

Enquanto os católicos colocam Pedro como o fundamento da Igreja (baseado em sua incompreensão do texto de Mateus 16:18), Paulo não o coloca como o fundamento, mas como coluna (que não é o fundamento, mas algo que está sobre o fundamento!), e pior, não como a única coluna, mas dividindo lugar com mais dois; e pior ainda, não como a primeira coluna, mas a segunda!

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

-Extraído de meu livro: "A História não contada de Pedro"



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[1] De acordo com a Concordância de Strong, 436.

20 comentários:

  1. Lucas, teria como refutar esse post? http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/03/sbb-publica-septuaginta-e-acaba-mentira.html

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    1. Que o Fakenando Nascimento tem sérios problemas cognitivos e mentais isso todo mundo já sabe, mas dessa vez ele ultrapassou TODOS os limites. São tantas asneiras e aberrações que fica difícil destacar uma a uma. Mas vamos lá.

      Todo o argumento do pimpolho está baseado no suposto fato de que a Septuaginta atribui "canonicidade" aos livros apócrifos. PURA MENTIRA!

      Existem três manuscritos famosos da Septuaginta, sendo eles: (a) Códice Alexandrino; (b) Códice Vaticano; (c) Códice Sinaítico. Sabe quantos deles colocam na Septuaginta TODOS os livros apócrifos católicos sem exceção, sem adicionar nenhum outro livro não-canônico para os católicos?

      A resposta é: ZERO!

      Isso o Fakenando não diz, seja por desonestidade ou por pura ignorância mesmo.

      O Códice Alexandrino possui os livros de 1 Esdras, 3 e 4 Macabeus, 1 e 2 Clemente e Salmos de Salomão, que a Igreja Romana não considera parte da Sagrada Escritura. O Códice Vaticano possui o livro de 1 Esdras, também apócrifo, que não faz parte do cânon icariano. E o Códice Sinaítico possui os livros de 4 Macabeus, Epístola de Barnabé e O Pastor de Hermas, que também não são considerados inspirados pela ICAR.

      Além disso, o Códice Vaticano EXCLUI os dois livros dos Macabeus, deixando-os de fora, e o Códice Sinaítico não tem os apócrifos de Baruque e 2ª Macabeus.

      Ou seja: para o lixo este argumento fajuto. Septuaginta nunca foi um "cânon" próprio, mas apenas a tradução de livros que aqueles judeus alexandrinos consideravam históricos ou religiosos, que serviam para a edificação, ainda que não necessariamente canônicos. Se fossem canônicos, então a própria Igreja Católica teria que MUDAR TOTALMENTE o cânon dela, o que ela não vai fazer, obviamente.

      E pra acabar de uma vez, o fake pimpolho ainda solta essa pérola aqui:

      "Os mesmos protestantes que retiraram os sete livros da bíblia acima, agora malandramente, na Casa da bíblia, estão vendendo a Septuaginta, que contém os sete livros que tiraram, por: R$ 122,40 no endereço: http://www.casadabibliaonline.com/p/biblia-septuaginta.html Ora, informamos aos protestantes ludibriados pela SBB, que no endereço católico: http://www.livrariaaparecida.com.br/biblias/biblia-media-ave-maria/3200/ qualquer cristão adquire uma bíblia completa como sempre foi, por apenas R$ 18,90."

      Essa é pra morrer de rir. Será que o cidadão ainda não percebeu que a Septuaginta "protestante" é mais cara PORQUE ESTÁ EM GREGO, igual os originais, e não em português???

      Meu Deus, é muito amadorismo. Esse cara é uma piada.

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    2. Lucas, isso pode surpreender muitos e pode ser de grande ajuda:





      Em seu magistral livro "Errors" in the King James Version(seu título antigo foi Problem Texts) (publicado por Pensacola Bible Institute Press, P.O. Box 7135, Pensecola, Florida 32504. USA.) Peter S. Ruckman, Ph.D., escreve a respeito da Septuaginta no apêndice 2, páginas 407 a 409:

      "A mitológica LXX ou Septuaginta é o mais persistente fantasma [falsidade] a assombrar [seduzir e enganar] o cristianismo ortodoxo, desde o mito que Cristo nasceu em uma caverna. A [falsa] teoria [da Septuaginta] está baseada em uma [mera] especulação abstrata do mais desvairado e selvagem tipo, sem nem sequer um pedacinho de evidência documentada confiável, de QUALQUER tipo, de que em tempo algum jamais houve sobre este planeta uma única simples cópia de um VELHO Testamento em GREGO, antes de se erguer a escola em Alexandria por Origenes, 100 anos depois de o Noto Testamento estar integralmente completado, contudo, até este dia [na década de 1980] existe em cada campus de cada escola [seminário, universidade, instituto bíblico]fundamentalista nos EUA a nebulosa assombração deste fantasma inexistente [ a Septuaginta]."

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    3. Vocês podem achar a matéria completa aqui:

      http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-PreservacaoTT/Septuaginta-DBLoughran.htm

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    4. Sim, eu conheço essa teoria de que a Septuaginta é uma invenção posterior, mas o meu ponto foi que mesmo se ela for de origem antiga mesmo, ainda assim não prova absolutamente nada das pretensões católicas, pelas razões já declaradas.

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    5. Aqui tem mais

      http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/NVI-MentirParaPromove-la-RespostaACriticaOswaldo-Julio.htm

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    6. Deixa ai pro povo consultar

      Aqui em espanhol

      http://laopinionprohibida.blogspot.co.uk/2015/04/judios-corruptos.html?m=1

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    7. Mais aqui... No fim das contas vai ser fraude mesmo. Eu já sabia dessa mas nunca toquei no assunto

      https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090101163529AAE87nF

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    8. Vai, e muito. Aqui está em inglês, mas é pra quem tem paciência - o texto é longo

      http://www.moresureword.com/LXXHOAX.htm

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  2. Esta foi extraordinária, Lucas: O Papa Pedro, mais de 10 anos (?) depois de ter recebido o pontificado de Jesus, foi repreendido pelo Apóstolo Paulo por “não estar andando de acordo com a verdade do evangelho” (Gal 2:14).

    Inconcebível!

    Traumatizante!

    Inexplicável!

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  3. Só esta carta aos Gálatas já é suficiente para refutar a doutrina do papado. É interessante notar, que muitos Pais da Igreja ao comentar esta epístola, não enfatizaram alguma tipo de primazia petrina, mas a tomavam como exemplo de igualdade entre os Apóstolos.

    Mais um argumento pode ser adicionado, Paulo diz:

    Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.
    Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.
    Gálatas 1:11,12

    O Evangelho de Paulo foi transmitido a ele por revelação divina. Isso vai contra aquele batido argumento romanista de que a Igreja (que não era romana) deu a Bíblia aos Cristãos. A mensagem das Escrituras foi dada diretamente por Deus aos Apóstolos, sua origem é divina, e não humana, a Igreja não gerou a mensagem, apenas a recebeu, conservou e compartilhou.

    Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça,
    Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue,
    Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.
    Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias.
    E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.
    Gálatas 1:15-19

    Os romanistas costumam usar o verso 18 como evidência do primado petrino. Basta olhar o contexto imediato e o de toda a carta (já aludido no artigo) para perceber que é justamente o contrário. Assim que Paulo recebeu a revelação de Deus, o que ele fez? foi correndo para Jerusalém pedir autorização ao Papa Pedro para que confirmasse sua pregação? Absolutamente não, ele foi pregar o Evangelho. Somente depois de três anos ele foi a Jerusalém. Se Paulo acreditasse em algo como o papado, assim que tivesse se convertido, teria ido a Jerusalém obter confirmação de Pedro que seria o bispo universal.

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    1. Muito bem colocado, Bruno!

      E vale destacar que quando Paulo veio a Jerusalém e se encontrou com Pedro, João e Tiago, fez questão de dizer que eles não lhe acrescentaram NADA:

      "Quanto aos que pareciam influentes — o que eram então não faz diferença para mim; Deus não julga pela aparência — tais homens influentes não me acrescentaram nada. Pelo contrário, reconheceram que a mim havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Pedro, aos circuncisos" (Gálatas 2:6,7)

      Preste atenção na parte que diz:

      "...o que eram então NÃO FAZ DIFERENÇA PARA MIM"

      Imagina um católico nos dias de hoje dizendo que "o que o papa é não faz diferença pra mim"?

      Excomunhão na certa.

      Abraços!

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    2. É vero,

      Não há como qualquer pessoa fazer uma leitura honesta das cartas paulinas e não concluir que o papado era inexistente na Igreja Primitiva.

      Por isso que os romanistas dizem que a Bíblia é difícil de ser interpretada, por que é muito difícil mesmo fundamentar suas doutrinas nela.

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    3. Bruno, esses dias eu estava vendo um vídeo de um espírita tentando desesperadamente empurrar a doutrina da reencarnação para dentro da Bíblia, usando aquele versículo que Jesus diz que ainda teria muitas coisas a dizer aos discípulos, mas que eles ainda não podiam suportar no momento. Entre essas coisas, na cabeça do espírita que argumentava, é claro que estava a reencarnação. É impossível não fazer o paralelo e lembrar que os católicos fazem exatamente a mesma coisa, com outros versículos como aquele que diz que "Jesus fez muitas outras obras que não foram escritas", e que na cabeça do católico, é claro, entre estas "muitas outras coisas" estava a imaculada conceição de Maria, o purgatório, a infalibilidade papal, etc. Os grupos heréticos simplesmente não querem aceitar a Bíblia pura e simples, com toda a clareza e simplicidade que ela tem, e por isso tem que correr para aquilo que não foi dito, ou para as suposições fantasiosas daquilo que teria sido dito, mas que não foi escrito. No fundo, tudo não passa de uma guerra velada contra a Bíblia, armada por pessoas que não suportam o conteúdo que é naturalmente extraído das Escrituras.

      Abraços.

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  4. Boa tarde amigo Lucas, como sempre seus textos são sensacionais aprendo muito com eles. Mais gostaria de falar sobre um site que vi que se chama " O Deus vazio ensinado por lucas Banzoli", o amigo já viu, não sei de quem é. Abraços do amigo Marcos Monteiro.

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    1. Esse cara distorceu tudo o que eu disse e não publicou a minha resposta que veio em seguida, ou seja, é tão irrisório que eu nem perco o meu tempo com ele.

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  5. Você tem certeza mesmo, Lucas, que não conhece o cidadão que abriu esse site?

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