5 de junho de 2015

Protestantismo = Desenvolvimento


O Dr. Augustus Nicodemus corretamente definiu a Reforma Protestante como o maior movimento revolucionário da história depois da vinda de Jesus Cristo:

“A Reforma Protestante libertou a verdade científica do dogma religioso da época. Vários dos grandes cientistas, como Boyle, Lineu e Newton, eram protestantes. Eu li recentemente um livro que mostrava os 53 cientistas que nos deram a ciência moderna, e 51 eram protestantes. Apenas dois eram agnósticos, e mesmo assim um deles havia dúvida. As maiores universidades do mundo, como Harvard, Oxford, Yale e Princeton, foram fundadas por protestantes. Calvino, em Genebra, abriu a primeira escola primária da Europa. O Convento de Santa Clara, que era católico, eles transformaram no primeiro hospital público da Europa, em Genebra. A Reforma Protestante foi o maior movimento revolucionário da história depois da vinda de Jesus Cristo”[1]

As razões para isso são muitas. Os protestantes fundaram a maior universidade do mundo, a famosa Universidade de Harvard, fundada em 1636 pelos reformados. O próprio John Harvard era um pastor congregacional. Harvard tirou dinheiro do próprio bolso para fundar a universidade “para a glória de Deus”, que leva seu nome até hoje. A declaração de missão da universidade era:

“Cada estudante deve ser simplesmente instruído e intensamente impelido a considerar corretamente que o propósito principal de sua vida e de seus estudos é conhecer a Deus e a Jesus Cristo, que é a vida eterna (João 17:3). Consequentemente, colocar a Cristo na base é o único alicerce do conhecimento sadio e do aprendizado”.

A Universidade de Princeton, igualmente considerada uma das melhores do mundo, também foi fundada por evangélicos, em 1746. O governador Jonathan Belcher fundou a universidade originalmente como uma instituição presbiteriana. O historiador Marco Antonio Villa compara o Cristianismo ao islamismo e acentua o papel importante da Reforma Protestante no avanço do Cristianismo, dizendo:

“O Cristianismo teve um papel muito importante da Reforma Protestante. O século XVI muda a história do Cristianismo, e aquilo tem um reflexo direto na vida política. Nós não teríamos os Estados Unidos, da forma que se formaram, se não tivesse a Reforma Protestante do século XVI. Mas o Islamismo nunca teve uma espécie de Reforma Protestante”[3]

Olavo de Carvalho, embora seja abertamente católico, admitiu que o modelo de governo das igrejas protestantes criou a sociedade que gerou os avanços na liberdade e lançou as bases para o desenvolvimento econômico das nações:

"Desprovidos de uma autoridade central como a do papado, os grupos religiosos independentes encontraram na convivência igualitária, no livre comércio e na fidelidade aos mandamentos evangélicos, interpretados segundo a consciência de cada qual, os princípios de uma nova ordem social e econômica que floresceu no capitalismo moderno. Nos países católicos, inversa e complementarmente, a causa da paralisia econômica não foi a moral da Igreja, mas a centralização burocrática (...) Três elementos foram decisivos para o bom resultado econômico do capitalismo: (a) a liberdade de auto-organização; (b) a homogeneidade moral, resultado da fidelidade geral ao Evangelho (tanto mais estrita porque, não havendo autoridade formal superior, a Bíblia se tornava, diretamente, o critério comum para a arbitragem de todas as disputas); (c) o ambiente de confiança, honradez e seriedade criado pelos dois fatores anteriores. Em contrapartida, o autoritarismo papal e monárquico criou sociedades anêmicas, desfibradas, intimidadas e corrompidas pela subserviência à burocracia onipotente”[4]

Há uma inegável correlação entre o protestantismo e o capitalismo, pois aquele serviu de impulso para este, e foi essencial no desenvolvimento do comércio e da indústria. Ninguém escreveu melhor sobre isso do que o alemão Max Weber (1864-1920), em sua clássica obra A ética protestante e o "espírito" do capitalismo. O trabalho de Weber foi tão extraordinário que até um historiador ateu e esquerdista admitiu que “as análises de Weber sobre o tema continuam não apenas atuais e insuperadas, como também não houve críticas capazes de mostrar qualquer falsidade nelas”[5]. Weber demonstrou que o protestantismo contribuiu fortemente para formar o moderno “homem de negócios”, tendo suas raízes na moral religiosa puritana.

Você pode pesquisar em qualquer lugar que seja, e descobrirá que um misto de boa religião com boa política é o que levou todo país desenvolvido a este nível de desenvolvimento. Qual é a nação de tradição mais evangélica do mundo? Estados Unidos. A maioria dos pais fundadores eram crentes, mais da metade da população norte-americana é evangélica, os Estados Unidos é o país mais protestante do mundo e um enorme celeiro de missionários a toda a terra. E, apenas por curiosidade, qual é o país mais poderoso do mundo? Você já sabe a resposta.

Podemos fazer uma pesquisa sobre os países que aderiram à Reforma Protestante e comparar com o IDH dos mesmos. Os principais países que aderiram à Reforma foram:

• Alemanha
• Suíça
• Noruega
• Dinamarca
• Suécia
• Reino Unido
• Finlândia

Quase todos estes países citados permanecem com o protestantismo sendo maioria em comparação com as demais religiões e com o ateísmo. Na Alemanha são 34%[6] (ainda assim maioria), na Suíça são 40%[7], na Noruega são 87%[8], na Dinamarca são 87%[9], na Suécia são 86%[10], no Reino Unido são 59%[11], na Finlândia são 85%[12]. Estes são os países que aderiram à Reforma Protestante e que foram moldados há séculos pelo protestantismo histórico, de tal forma que já podemos observar os resultados. E os resultados são esses:

• Alemanha: 6º Lugar no IDH.
• Suíça: 3º Lugar no IDH.
• Noruega: 1º Lugar no IDH.
• Dinamarca: 10º Lugar no IDH.
• Suécia: 12º Lugar no IDH.
• Reino Unido: 14º Lugar no IDH.
• Finlândia: 24º Lugar no IDH.

Todos os países de tradição protestante estão posicionados naquilo que é considerado “IDH Muito Alto”. O protestantismo está muito longe de ser a maior vertente religiosa do mundo. Dentre os 2,6 bilhões de cristãos no mundo, apenas 970 milhões são protestantes. Menos de 1 bilhão em um mundo com mais de 7 bilhões de pessoas. Mesmo assim, é impressionante notar que dos sete países com melhor IDH do planeta, cinco são de maioria protestante:

Noruega (87% protestante)[13].
Austrália (51% protestante)[14].
Suíça (46% católico)[15].
Holanda (33% católico)[16].
Estados Unidos (51% protestante)[17].
Alemanha (34% protestante)[18].
Nova Zelândia (41% protestante)[19].

Observe também que mesmo nas duas únicas exceções dentre os sete países mais desenvolvidos do mundo, a porcentagem de protestantes, embora não seja a maioria, é bem grande. Na Suíça é de 40%[20] (dados de 2002, é provável que tenha crescido desde então) e na Holanda é de 21%[21]. E nestes dois países houve forte influência da Reforma Protestante, que os moldou por séculos e que os levou à condição que estão hoje, mesmo que o protestantismo não seja mais a maioria nestes países.

O caso mais marcante é, provavelmente, o da Alemanha, pois foi o berço da Reforma Protestante. Martinho Lutero é até hoje considerado pelos alemães um dos fundadores do Estado Alemão Moderno. A Alemanha foi o primeiro país do mundo a assimilar bem a cultura cristã-protestante. Ela sofreu terrivelmente nas mãos de ditadores facínoras como Hitler, no passado, manchando o nome de todo o povo alemão, sendo que a maioria sequer sabia que judeus estavam morrendo em campos de concentração. Ela foi arrasada na Primeira Guerra Mundial, e depois mais arrasada ainda na Segunda Guerra Mundial.

Pense no que é perder uma guerra. Além das pessoas que morrem (o que por si só já é horrível), ainda há o enorme gasto com armas e recursos de guerra (que é descontado do pão da população), a destruição de boa parte das cidades que são bombardeadas pelo inimigo, a enorme dívida que fica como parte do tratado de paz que vem depois, a possível perda de territórios para o adversário, o desgaste da imagem da nação como um todo diante dos outros países, a desconfiança contínua das outras potências, a moral do próprio povo que vai lá para baixo pela vergonha de perder uma guerra, isso sem falar das consequencias emocionais decorrentes da perda de um familiar ou amigo querido.

Tudo isso, no fim, resulta sempre em fome, em dívida externa, em atraso econômico, em um enorme tempo perdido e na necessidade de recuperar tudo o que se perdeu, para tentar voltar ao patamar que estava antes e só depois pensar em dar passos maiores. Pois bem. A Alemanha não perdeu uma guerra qualquer, ela perdeu uma Guerra Mundial, com implicações muito maiores do que uma guerra comum. Todas estas consequencias negativas foram levadas a extremos. E ela não perdeu somente uma Guerra Mundial, mas duas. A Alemanha foi o único país do mundo a perder duas Guerras Mundiais e a sofrer tudo isso intensamente por duas vezes. Depois de perder a Segunda, ela estava arrasada. Todos os fatores socioeconômicos indicavam que ela se resumiria a ser um ponto negro em meio a uma Europa desenvolvida.

Mas o que aconteceu dali em diante foi surpreendente, de estremecer até os mais otimistas analistas. A Alemanha não apenas conseguiu se recuperar rapidamente de todos os efeitos colaterais causados pela perda da Segunda Guerra, mas também conseguiu voltar a ser uma grande potência europeia e mundial, estando hoje à frente dos países europeus que ganharam a Segunda Guerra! A Alemanha é hoje nada a menos que o 6º país com maior IDH do mundo[22] e é o 5º colocado no PIB mundial[23]. O que pode explicar tão espantosa reviravolta no quadro?

A resposta obviamente não é que a raça alemã seja uma “raça superior”, como se houvesse algo inato no gene do alemão (se houvesse, provavelmente teriam ganhado as guerras!). A resposta não está na questão de raça, mas na questão de cultura. A Alemanha tem uma cultura que propicia e favorece um desenvolvimento alto. Muitos outros países não têm. Simples assim. Na lógica alemã, “se alguém pode fazer isso, eu também posso”. Na lógica (ou “jeitinho”) brasileira, “se alguém pode fazer isso, por que tem que ser eu?”. Na lógica alemã, “se ninguém consegue fazer isso, eu posso ser o primeiro!”. Na lógica brasileira, “se ninguém consegue fazer isso, eu muito menos!”. Isso pode parecer irrelevante, mas é totalmente determinante quando colocado em prática por uma nação inteira. Os resultados são evidentes.

Se isso fosse uma corrida, não importa o quanto você desse de vantagem ao piloto brasileiro (que aqui chamaremos apenas alegoricamente de Rubinho), no final sempre o piloto alemão (que aqui chamaremos apenas alegoricamente de Schumacher) sempre terminaria na frente. Sempre. A não ser que eles mudem a cultura deles para pior, o que é muito difícil, pois não se muda uma cultura do dia pra noite. A cultura alemã foi moldada por séculos e mais séculos de protestantismo histórico. Foi o berço da Reforma Protestante. Foi onde Martinho Lutero nasceu, viveu e pregou. Essa cultura, transmitida adiante geração após geração (mesmo para os não-protestantes), foi lhes rendendo uma mentalidade de crescimento e desenvolvimento, bem acima dos outros países em geral.

Alguns neo-ateus tentam contestar estes fatos, que por si mesmo são incontestáveis, com refutações meia-boca, sendo a mais famosa delas uma que cita certos países da África (pobres, por sinal) que tem maioria evangélica. Seria essa a “prova” de que nem sempre o protestantismo é sinônimo de desenvolvimento? Não. Pelo contrário. Os países que citamos se tornaram protestantes há pelo menos cem anos (vários deles há muito mais tempo), enquanto os países africanos citados por eles tornaram-se protestantes há menos de um século, ou há algumas décadas. É óbvio que nenhum país se torna desenvolvido do dia pra noite, e também é óbvio que nenhuma cultura é totalmente transformada do dia pra noite. Este é um processo que leva tempo. Todas que tiveram tempo mostraram resultados extremamente positivos.

Curiosamente, a acusação dos neo-ateus volta-se contra eles mesmos quando observamos que estes países africanos que se tornaram protestantes nas últimas décadas também vêm tendo um crescimento econômico muito maior que a média dos outros países africanos. Os países mais protestantes da África são a África do Sul (66%) e a Nigéria (47%). Caso você queira saber, as duas maiores economias da África são... África do Sul e Nigéria[24]. Claro, tudo é “só por acaso”. O acaso é o deus dos ateus.

Outro país com muitos evangélicos é o Quênia, que desde 1961 até a década de 80 teve crescimento anual com média de 6,8%, muito acima da média do continente africano[25]. Na década de 90 sofreu inúmeros problemas, como as secas, o que reduziu este crescimento consideravelmente. A principal fonte de recursos do Quênia é a agricultura, mas só 4% da terra é arável[26], o que impede um crescimento maior. Mesmo assim, considerando todo o período que vai desde a década de 60 até hoje (2014), o Quênia mantém uma média de crescimento de 4,6%[27], maior que a média continental. Por comparação, o Brasil da Dona Dilma ano passado teve 0,2%... negativos[28].

Se a moral protestante não influencia positivamente (ou se influencia negativamente), por que então houve grande avanço nas áreas que aderiram ao protestantismo? Por que este avanço não ocorreu simultaneamente em todas as partes do mundo, incluindo as não-cristãs? Por que, ainda hoje, todos os sete países mais desenvolvidos do mundo são países que aderiram à Reforma Protestante? Essas são perguntas que devem ser respondidas antes de acusarem Lutero de ser um “bêbado rebelado e satânico que só trouxe divisão à Igreja de Cristo”[29].

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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[2] David Robertson, Cartas para Dawkins, Sétima Carta.
[24] A Nigéria inclusive ultrapassou a África do Sul neste ano como a maior economia do continente africano, embora em termos de infraestrutura a África do Sul continue na frente. Veja em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/04/1436757-nigeria-ultrapassa-africa-do-sul-como-maior-economia-africana.shtml

38 comentários:

  1. O desenvolvimento econômico de uma nação não é sinônimos de que "Deus está se agradando dela" ou que ela tem elevada espiritualidade. Pelo contrário, apesar dos EUA ser um país protestante e ter até o nome de Deus em suas moedas, é o país que possui maior índice de viciados em pornografia e um dos países que mais participaram de guerras para atender a seus interesses.

    Nenhum pai da Igreja considerava a riqueza e o desenvolvimento como uma bênção de Deus. Pelo contrário, quando a maioria dos pais da Igreja se converteu, deram todas as suas riquezas aos pobres. Abaixo algumas citações deles:

    Hermes escreveu: “Estes são os que têm fé verdadeira, mas também têm as riquezas deste mundo. Vinda a tribulação, negam ao Senhor por causa de suas riquezas e seus negócios. Por isso, os que são ricos neste mundo não podem ser úteis ao Senhor a não ser que primeiro suas riquezas sejam diminuídas. Aprende isto primeiro de teu próprio caso. Quando tu eras rico, eras inútil. Mas agora és útil e preparado para a vida.” (Hermes, Shepherd, tomo 1, vis. 3, capítulo 6.) Por isso admoestou: “Guarda-te de meter-te muito em negócios e evitarás o pecado. Aqueles que se ocupam com muitos negócios também cometem muitos pecados; distraem-se por seus negócios em vez de servir ao Senhor.” (Ibid., tomo 3, sim. 4.)

    Clemente advertiu que “a riqueza pode, sem a ajuda de nada, corromper ao alma daqueles que a possuem e extraviá-los do caminho da salvação”. Ele descreveu a riqueza como “um peso de que devemos despojar-nos, o qual devemos jogar de nós como uma doença perigosa e fatal.” (Clemente, Rich Man, seção 1. 5.)

    Cipriano, homem rico antes de converter-se, deu todos seus bens aos pobres quando se fez cristão. Depois advertiu aos membros de sua congregação: “Um amor cego às posses enganou a muitos. Como poderão os ricos estar preparados, ou dispostos, a partir desta terra [na perseguição] quando suas riquezas os encadeiam aqui? Por isso, o Senhor, o Mestre do bem, adverte-lhes de antemão, dizendo: ‘Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me’. [Mateus 19.21]. Se ele não tivesse nada neste mundo não seria vencido pelo mundo. Seguiria ao Senhor, sem correntes, livre, como fizeram os apóstolos. Mas como poderão seguir a Cristo quando a corrente da riqueza os estorva? Eles crêem que possuem, mas em realidade são eles uma posse. Não são os senhores de sua riqueza, senão os escravos dela.” (5. Cipriano, On the Lapsed, seções 11, 12.)

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  2. Utilizando o exemplo de Jesus sobre o caminho largo e o caminho estreito, Lactâncio
    advertiu contra aqueles que faziam promessas de riqueza e prosperidade:
    “Satanás, tendo inventado as religiões falsas, faz voltar os homens do caminho ao céu
    e os guia no da destruição. Este caminho parece plano e espaçoso, cheio dos deleites
    das flores e os frutos. Satanás coloca todas estas coisas no caminho, as coisas
    estimadas como boas neste mundo: a riqueza, a honra, a diversão, o prazer, e todas as
    demais seduções. Mas escondidos entre estas coisas vemos também a injustiça, a
    crueldade, o orgulho, a lascívia, as contenções, a ignorância, as mentiras, a necedade e
    outros vícios. O fim deste caminho é o seguinte: Quando tenham avançado tanto que
    não podem voltar, o caminho se desaparece junto com todos seus deleites. Isto sucede
    sem advertência de maneira que ninguém pode prever o engano do caminho antes de
    cair no abismo... Por contraste, o caminho ao céu parece muito dificultoso e montanhoso, cheio de
    espinhos e talher de pedras dentadas. Por isso todos os que andam nele têm que usar
    muito cuidado para guardar-se de não cair. Neste caminho Deus colocou a justiça, a
    abnegação, a paciência, a fé, a pureza, o domínio próprio, a paz, o conhecimento, a
    verdade, a sabedoria, e outras virtudes mais. Mas estas virtudes vêm acompanhadas da
    pobreza, a humildade, os trabalhos, os sofrimentos e muitas penas e provas. Porque o
    que tem uma esperança para o porvir, o que escolheu as coisas melhores, será privado
    dos bens terrestres. Por levar ele pouca coisa e estar livre das distrações, ele pode
    vencer as dificuldades no caminho. Porque é impossível que o rico encontre este
    caminho, ou que persevere nele, já que se rodeou das ostentações reais, ou se carregou
    das riquezas.” (Mateus 7.13-14; 19.23-24). (Lactâncio, Institutes, tomo 6, capítulo 4.)

    Mas os primeiros cristãos não só falaram da pobreza, mas eram pobres de verdade. E
    os romanos se burlaram deles por isso mesmo. Por exemplo, um romano reprochou os
    primeiros cristãos, dizendo: “Veja, muitos de vocês — na verdade, segundo vocês
    mesmos dizem, a maioria de vocês — estão em necessidade, suportando frio e fome, e
    trabalhando em trabalhos esgotantes. Mas seu deus o permite.” (M. Félix, Octavius, capítulo 12.) Admitindo o verdadeiro desta acusação, o bacharel Félix respondeu, dizendo: “Que dizem que
    muitos de nós somos pobres, não é desgraça, senão glória. Da maneira que nossa
    mente se afrouxa pela riqueza, também se fortalece pela pobreza. Mas, quem é pobre
    se nada deseja? se não cobiça o que têm os outros? Se é rico para com Deus? Ao invés,
    o pobre é aquele que deseja mais, ainda que tenha muito.” (Ibid., capítulo 36.)

    Os romanos se estranhavam tanto desta mensagem dos cristãos contra o materialismo
    que ridicularizavam o cristianismo. Um crítico romano chamado Celso censurou os
    primeiros cristãos, dizendo: “Como pôde Deus ordenar [aos judeus] por meio de
    Moisés que aumentassem a riqueza, que governassem, que enchessem a terra, que
    pusessem à espada a seus inimigos de todos os séculos, quando ao mesmo tempo, seu
    Filho, o homem de Nazaré, deu ordens muito contrárias a estas? Este afirmou que o
    que ama o poder, as riquezas e a honra não pode vir ao Pai. [Ensinou] que não devem
    preocupar-se por sua comida mais do que as aves; que não devem molestar-se pelo
    vestir mais do que os lírios.” (Orígenes s, Against Celsus, tomo 7, capítulo 18.)

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  3. Além disso, os Estados Unidos são uma das nações mais guerreiras do mundo. Você até menciona um comentário em seu livro "Deus é um Delírio?", na página 360: "É por isso que às vezes a guerra, ainda que má, é necessária: para se evitar um mal maior."

    Em contrapartida, todos os pais da Igreja eram contra a guerra ATÉ a época da fusão da Igreja com o Império Romano.

    Justino escreveu em sua apologia aos romanos: “Nós que em outro tempo nos
    matávamos agora recusamos fazer guerra contra nossos inimigos." (Justino, First Apology, capítulo 39)
    Tertuliano faz a seguinte pergunta a respeito da guerra: “Será lícito seguir uma
    profissão que emprega a espada, quando o Senhor proclama que ‘todos os que tomem
    a espada, a espada perecerão’? Participará o filho da paz na batalha, quando nem
    sequer convém que leve seus pleitos ante a lei? Poderá usar a corrente ,o cárcere, a
    tortura e o castigo, quando nem sequer se vinga da injustiça” (Tertuliano, The
    Crown, capítulo 11.) (Mateus 26.52; 1Coríntios 6.1-8).
    Quando os pagãos circularam o rumor que o cristianismo tinha rompido com o
    judaísmo por meio da revolução armada, Orígenes respondeu a tais acusações falsas
    com as seguintes palavras: “Em nenhum lugar ensinou [Cristo] que seus discípulos
    têm o direito de fazer violência a ninguém, por ímpio que fosse. Ele diz que o matar a
    qualquer pessoa é contrário a suas leis, as quais são de origem divina. Se os cristãos tivessem surgido por meio da revolução armada, não teriam adotado leis tão
    clementes. [Estas leis] nem sequer permitem que resistam a seus perseguidores, nem
    quando se os leva ao matadouro como se fossem ovelhas.” (Orígenes s, Against Celsus, tomo 3, capítulo 7.)
    Cipriano observou o seguinte quanto à guerra: “O mundo inteiro está molhado com
    sangue. O homicídio se considera um delito, quando o comete um indivíduo; mas se
    considera uma virtude quando muitos o cometem. Os Atos ímpios [da guerra] não se
    castigam, não porque não incriminam, senão porque a crueldade é cometido por
    muitos.”(Cipriano, To Donatus, seção 6.)
    Arnóbio, um apologista do terceiro século, explicou a posição dos cristãos aos
    romanos da seguinte maneira: “Aprendemos de seus ensinos e de suas leis que o mal
    não se paga pelo mau [Romanos 12.17]; que é melhor sofrer o mau do que fazer o
    mau; que é melhor dar-nos para do que se derrame nosso sangue que nos manchar as
    mãos e a consciência ao derramar o sangue de outros. Como resultado disto, um
    mundo ingrato desde faz tempo desfrutou de um benefício previsto por Cristo. Porque
    por meio de seu ensino a ferocidade violenta foi amaciada, e o mundo começou a
    retrair suas mãos hostis do sangue de seus colegas humanos.” (Arnobio, Against the Heathen, tomo 1, seção 6.)
    Numa época quando a valentia militar se estimava muito, os primeiros cristãos, sem o
    apoio de ninguém, diziam que a guerra não era senão homicídio em grande escala.
    Que ironia que os cristãos evangélicos de hoje em dia não só dão lugar à guerra, senão
    muitas vezes são mais militaristas que os demais. Na verdade não conheço nenhuma
    guerra à qual os cristãos se tenham oposto.

    O Artigo XXXVII da Igreja Anglicana, por exemplo, diz o seguinte: "Cristãos podem ser punidos pela lei da Republica com morte por crimes abomináveis e graves. É lícito aos cristãos, por ordem do magistrado, tomar armas, e servir nas guerras." Que constraste com os primeiros cristãos!

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    Respostas
    1. Felipe, em primeiro lugar eu lhe recomendo que quando for postar textos longos da internet não os copie inteiro, mas apenas envie o link de onde você copiou isso, que neste caso é este aqui:

      http://www.aigrejaprimitiva.com/NovoTestamentoeoAntigoTestamento.html

      Assim é melhor, porque escrevendo toneladas de comentários aqui pouca gente vai ler tudo. Basta enviar o link e quem estiver realmente interessado vai lá e vê.

      Quanto às suas considerações, em primeiro lugar lamento dizer que você não entendeu o propósito deste artigo. Eu não trato de teologia da prosperidade nele. O título não é “Protestantismo = Bênçãos financeiras de Deus”, mas sim “Protestantismo = Desenvolvimento”. E desenvolvimento não tem nada a ver com teologia da prosperidade, mas com trabalho. O ponto em questão é que existem filosofias que não dão ênfase ao trabalho, à ciência, ao conhecimento, etc, e essas más filosofias emperram o desenvolvimento da nação. Tome como exemplo o islã. Os judeus ganharam 22% dos prêmios Nobel. Os muçulmanos, por outro lado, ganharam apenas 1,2% do total. Dessa vez tenho que concordar com Dawkins, quando ele diz que “a comparação fica mais gritante quando se considera que os muçulmanos representam 23% da população mundial, e os judeus apenas 0,2%”. É inegável que a cultura judaica, extraída de uma moral proveniente das Escrituras, é uma cultura superior e elevada. Não se trata de raça, trata-se de cultura.

      A razão pela qual há um avanço científico nas áreas judaicas e cristãs, mas não nas muçulmanas, é explicado por Dinesh D’Souza:

      “O filósofo islâmico Al-Ghazali diz que a ideia de que o Universo funciona sob certas leis é maluquice. De acordo com ele, o Universo opera sob a vontade de Deus. Tudo funciona de acordo com Alá, o soberano, pois ele decidiu que assim deveria ser naquele exato momento, e não existe outra maneira das coisas acontecerem. No Islã há a negação do cosmos racional, mas o Cristianismo acredita, e é este o motivo pelo qual a ciência se desenvolveu somente nas civilizações ocidentais. Ela não se desenvolveu simultaneamente em todos os lugares”

      Isso tem a ver com teologia da prosperidade? Não. Tem a ver com Cultura Boa versus Cultura Ruim. A cultura boa irá gerar avanço científico, e a cultura ruim irá emperrá-lo. Simples assim.

      A mesma coisa envolve a questão das riquezas. Sim, os países historicamente protestantes são os mais ricos. Mas por quê? A resposta é porque há uma estreita ligação entre protestantismo e capitalismo e liberalismo econômico, já explanada por Max Weber. Em outras palavras: a moral protestante gerou um sistema econômico que é muito melhor do que o sistema das demais nações (não-protestantes). Mais uma vez, isso não tem a ver com Deus fazer mágica da prosperidade lá em cima no céu, mas sim com o protestantismo dar luz a um modelo econômico que é muito mais desenvolvido do que os modelos não-protestantes.

      Excluir
    2. Se você olhar a História, por exemplo, verá os países historicamente protestantes são os mais imunes ao mal do comunismo, que é a pior desgraça em termos de desenvolvimento econômico. Isso inclui os Estados Unidos (historicamente o maior vilão do comunismo) e os países europeus aliados à Reforma (com exceção unicamente da metade oriental da Alemanha, mas por breve período). Compare isso com a resistência dos países com outras visões teológicas. A Rússia (católica ortodoxa) foi o maior pilar dos comunistas na época de Lenin e Stalin, a Cuba católica-romana caiu pela revolução de 59; os países latino-americanos (majoritariamente católicos) sofrem até hoje com o bolivarianismo; até o quintal do papa (Itália) sofreu nas mãos do fascismo de Mussolini, apoiado pela cúria Romana, que pretendia um Estado grande. As nações protestantes foram as mais resistentes e isso não por acaso contribuiu para o desenvolvimento delas.

      Não confunda isso com teologia da prosperidade, que é uma coisa totalmente diferente. Isso é cultura boa vs cultura ruim, e até hoje não se criou cultura melhor do que a protestante. Isso é historicamente incontestável. Teologia da prosperidade é a crença de que Deus tem o dever de abençoar financeiramente cada crente individual que semeia financeiramente na igreja com dízimos e ofertas. A Bíblia não defende isso, ao contrário, ela diz que os pobres são os bem-aventurados. Isso não está em jogo aqui. O que está em jogo é o que toda uma nação influenciada por uma cultura ideológica positiva tem a mostrar em comparação a uma nação influenciada por uma cultura ruim.

      Quanto ao assunto das guerras, é estranho você tocar neste ponto já que todo este artigo não fala sobre guerras em absolutamente lugar nenhum. Mas tudo bem, como você quis tocar neste ponto, vamos a ele. Você transcreveu uma parte do meu livro sem postar também a explicação que eu passei na sequencia sobre a declaração. Vamos a ela:

      “Imagine como o mundo seria se os Aliados se recusassem a batalhar contra os nazistas e estes dominassem o mundo com sua ideologia de terror. Ou como seria caso nem os EUA nem ninguém mais fizesse frente ao Estado Islâmico e sua ideologia de dominação mundial e morte aos ‘infiéis’ (dentro os quais estão inclusos as centenas de jornalistas decapitados em frente às câmeras), ou como seria a vida dos iraquianos sob o regime brutal de Saddam Hussein, que já havia assassinado centenas de milhares de civis inocentes antes da intervenção norte-americana”

      Excluir
    3. Mas se para você é guerra deve ser proibida em TODA E QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, então eu devo pensar que você acharia que fosse melhor que Hitler e os nazistas continuassem a matar judeus em campos de concentração, que espalhassem sua ideologia nazista por toda a terra e que causassem um genocídio em escala global. Quem poderá defender os mais fracos, se os mais fortes que tem poder para isso ficarem de braços cruzados, deixando que o mal impere e oprima os que fazem o bem? Você no conforto da sua casa pode até pensar que os EUA são malvados por mandar tropas ao Oriente Médio combater os terroristas, mas se você fosse um iraquiano vivendo sob o regime genocida de Saddam Hussein, ou se fosse um cristão vendo sua família sendo degolada pelo Estado Islâmico, ou sua esposa sendo transformada em escrava sexual para ser estuprada pelos terroristas (como eles fazem sempre), com certeza você iria implorar para que alguma potência internacional agisse a este respeito e fizesse alguma coisa útil ao invés de ficar de braços cruzados vendo todo o terrorismo de longe sem fazer absolutamente nada.

      Se a sua concepção extremista anti-guerra fosse levada a sério até as últimas consequencias, você deveria ser contra a polícia, pois a polícia tem que coibir o crime através da violência e muitas vezes é obrigada a trocar tiros e matar bandidos. Mas neste país sem polícia, toda a nação seria inteiramente controlada pelos bandidos e traficantes, e seria tudo um caos total. Eu não gostaria de viver em um país desses, e eu creio que você também não. Eu quero um país em paz para os meus filhos, e para se chegar a paz muitas vezes é necessário fazer a guerra.

      O engraçado é que você usa escritos dos Pais da Igreja fora de contexto, mas não cita nada da Bíblia. Por que será? Porque a Bíblia está cheia de guerras para todos os lados, e pior: guerras ordenadas pelo próprio Deus. Se a guerra tivesse que ser sempre proibida, então Deus nunca agiria por meio dela, e muito menos a ordenaria aos israelitas. Deus iria simplesmente evaporar os cananeus ao invés de mandar os israelitas fazer guerra contra eles.

      Para terminar, quando João Batista foi inquirido pelos soldados sobre o que eles deveriam fazer, ele respondeu:

      “Então alguns soldados lhe perguntaram: ‘E nós, o que devemos fazer?’ Ele respondeu: ‘Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário’” (Lucas 3:14)

      Contrariando a crença popular de que prestar serviços ao exército do país é em si mesmo mau ou pecaminoso, João Batista em momento nenhum responde aos soldados dizendo que não convém que eles fossem soldados, ou que eles devessem deixar a profissão deles de lado. Se o fato de ser soldado fosse mau em si mesmo, esta seria a primeira e mais importante reivindicação que João faria – mas ele apenas admoesta a seguir a profissão de soldado com honestidade e honra.

      Vale lembrar que o próprio Deus a quem você serve é chamado na Bíblia de “SENHOR DOS EXÉRCITOS”, caso você ainda não saiba.

      Deus lhe abençoe.

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    4. Lucas, paz e graça.
      Leia este artigo aí que ele também esclarece muito, principalmente o capítulo 9:

      http://www.aigrejaprimitiva.com/reino.pdf

      Deus lhe abençoe.

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    5. Eu concordo com boa parte do que está escrito ali, mas discordo totalmente da interpretação dele de que uma reação pelo uso da força tenha que ser totalmente proibida em todo e qualquer caso. Ele inclusive deu um exemplo de um bandido que invadisse a casa e tentasse matar ou estuprar sua família, e pavorosamente concluiu que deveríamos ficar sem fazer nada para impedir isso, deixando que a família sofresse o abuso ou a morte! Me desculpe dizer, mas isso é não é Cristianismo, é demência. Há menos de um mês atrás minha mãe estava andando de bicicleta, quando um bandido entrou em seu caminho, a arrastou para o meio do mato, os dois trocaram golpes (minha mãe lutando pela sobrevivência), e no fim das contas ele a deixou e acabou saindo só com a bicicleta (que mais tarde foi recuperada).

      Na mentalidade do autor do livro, a minha mãe deveria ter deixado que o bandido a matasse, a estuprasse ou fizesse sabe-se lá o que com ela, e neste momento ela já estaria morta. Eu te digo que se eu estivesse lá eu não ficaria olhando minha própria mãe sendo atacada por um vagabundo marginal qualquer, sem fazer nada a respeito. Eu a defenderia e partiria pra cima do bandido custe o que custar. Se você acha que isso não é um espírito cristão, então me desculpe, mas este Cristianismo da sua ótica não é o mesmo Cristianismo da minha ótica. O Cristianismo verdadeiro não é aquele que vê os próprios parentes sendo atacados e covardemente fica sem fazer absolutamente nada. O Cristianismo verdadeiro não é um Cristianismo banana, não é um Cristianismo que proíbe soldados lutarem por uma causa justa, não é um Cristianismo que dispensa a polícia e deixa que os marginais tomem conta do pedaço sem fazer qualquer tipo de coação, isso definitivamente NÃO É o Cristianismo.

      Eu sou totalmente contra guerras em nome de Deus, inquisição, cruzadas, guerras irracionais que visam apenas conquistas territoriais e etc, mas há casos onde há SIM a necessidade de uma atitude firme mesmo que ela implique em violência contra o mal. Jesus não agiu com mansidão e frouxidão quando pegou um chicote e partiu pra cima dos cambistas derrubando as mesas deles que estavam dentro do templo. Sansão não afinava pra cima dos filisteus. João Batista não disse para os soldados deixarem sua profissão de soldado (Lc.3:14). Paulo não disse para o Estado deixar de usar armas, mas sim que a espada poderia ser usada para o bem, para reprimir aqueles que fazem o mal (Rm.13:4). Deus não mandou os israelitas recepcionarem os cananeus com flores.

      E eu não creio de nenhum modo que Deus deseje que não façamos nada hoje em dia para combater o terrorismo, ou que tenhamos que abolir a polícia, ou que tenhamos que permitir que pessoas sejam atacadas e não façamos nada para protegê-las. Isso é um radicalismo que foge completamente da Bíblia, da moral e do bom senso.

      Abraços.

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    6. Lucas, os Eua fazem guerra contra o Iraque por causa do petróleo. POR FAVOR É NECESSÁRIO FAZER GUERRA POR ISSO? ....

      E a Suécia, por exemplo, é o país mais feminista do mundo todo. Ou seja, ela é praticamente um país comunista, e cheio de feministas. Segundo a ONU em 2040 pode virar nação de 3 mundo.

      A Alemanha, é a que mais está sofrendo nas mãos de comunistas.

      Enfim, sou católico romano, tava levando a sério suas postagens, mas você tem muitas opiniões equívocadas, ou mente mesmo.

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    7. Nunca li tanta maluquice na minha vida, parece que esse texto foi escrito direto do hospício. Nem sei por onde começar... Alemanha comunista? kkkkkk

      Desculpe dizer, talvez você não saiba ainda, mas o muro de Berlim caiu em 1989. A Alemanha oriental não existe mais, já pode sair da toca onde você está escondido há 27 anos. A Alemanha atual é capitalista e governada por um governo cristão, conservador e de direita da Angela Merkel.

      Suécia nação de terceiro mundo? hsuahsuahsuash ri alto aqui. A Suécia está entre os doze países com maior IDH do planeta, e você diz que em menos de 25 anos vai virar de terceiro mundo? Esse remédio é forte mesmo, hein?

      EUA entrou em guerra com o Iraque por causa do petróleo? Então por que não levou o petróleo e acabou deixando para o ISIS, que hoje domina a região e monopoliza o petróleo? O próprio Donald Trump disse que seria melhor se os EUA tivessem mesmo pegado o petróleo, para assim os terroristas não ficarem com ele. E que raios isso tem a ver com o protestantismo?

      Enfim, não sou católico romano, não estava levando a sério as suas postagens, e você não tem opiniões equivocadas, mente mesmo.

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    8. Mas Lucas, Saddam Husseim protegia os Cristãos do Iraque.

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    9. Mas isso não legitima suas ações contra centenas de milhares de outras vidas inocentes.

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  4. Lucas, os "pensadores" católicos e alguns esquerdistas são uns vitimistas em relação a História e a Sócio-política internacional, os problemas do mundo não são atribuídos à sua má ideologia de construção social e sim pela opressão dos ricos países protestantes que seriam os causadores das dores do mundo. Tal pensamento doentio também é compartilhado por muitos países de ideologia mulsumana que odeiam e querem destruir a ordem cristã, diga-se com mais propriedade, protestante, sobretudo seu principal representante os EUA. Um abismo chama outro abismo, o atraso deles em relação ao desenvolvimento, seja em qualquer coisa relevante ao bem estar social é por culpa pura e exclusivamente do seu pensamento. O fundamento de sua construção social é areia, o nosso é a Rocha, na qual estamos firmes!

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    1. Exatamente, Jacob, concordo com você.

      Grande abraço!

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  5. Os países que tiveram maior prosperidade na civilização ocidental foram os que tiveram suas bases culturais moldadas ao protestantismo REFORMADO.No mais, com o rumo da igreja evangélica, especialmente, a brasileira, Lutero deve estar se revirando no túmulo. Infelizmente temos aqui no Brasil em boa parte, os evangélicos de alma católica,ou seja,não questionam e seguem os seus pastores(Edir Macedo,Waldomiro) cegamente sem analisar a Bíblia.

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  6. Eu aconselho não pegar muita fonte do Bertone.O cara é um esquerdista maluco

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    1. Eu sei, eu só citei o Bertone para mostrar que Weber é tão reconhecido que até os esquerdistas mais fanáticos não contestam este fato.

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  7. Lucas, note que mesmo que nós cristãos sejamos miseráveis materialmente, mas o cristão é rico espiritualmente, pois por graça e mediante a fé temos livre acesso ao trono divino e nossa terra prometida aonde mana leite e mel é o Céu e não este mundo como querem os judeus ou os teólogos da prosperidade e eu acho que você não adere à esse tipo de teologia. Nossa essência é espiritual e não material.

    Outra coisa, a Reforma na Inglaterra foi muito traumática com a decisão de Roma dispensar uma nação inteira como a inglesa para manter o compromisso com o sacramento do matrimônio que fora pisado e cuspido por Henrique VIII que queria casar com Ana Bolena. Esse tirano matou Santo Tomás Morus, isso foi terrível demais, amigo Lucas.

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    1. João, leia a minha resposta acima ao Felipe, ali eu respondo sobre esta questão.

      Sobre o cisma com o rei Henrique VIII, eu escrevi sobre isso aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/03/o-vitimismo-catolico-com-o-caso-do.html

      E eu acho sinceramente que um católico-romano falar sobre assassinatos e traumas é um contrasenso histórico imperdoável.

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    2. blá blá blá inquisição, blá blá blá inquisição...

      Por favor Lucas, não queira fazer discórdia, Será que é isso que Cristo espera de você? Já parou pra pensar?

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    3. Lamentável o seu comentário, um verdadeiro desrespeito e afronta contra aqueles que tiveram suas vidas ceifadas pela inquisição. Este mesmo desprezo é manifestado pelos neonazistas, que escarnecem de quem fala mal do nazismo desta forma:

      "blá blá blá holocausto, blá blá blá holocausto"

      É uma pena que em pleno século XXI ainda exista pessoas com uma mentalidade tão pobre e desprezível.

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    4. Caro Lucas, você vai a alguma igreja? Se sim, qual a denominação dela?

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    5. Eu congrego na Comunidade Alcance, do Pr. Luciano Subirá:

      https://www.youtube.com/channel/UCczPEsycoDKpG9ImCAnZSmg/videos

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  8. Lucas
    Até 2000 a Suíça era Luterana como religião oficial e TODOS os suíços eram considerados Luteranos, mais tarde que a igreja se desligou do Estado que a contagem foi feita e ela foi feita sob o número de batizados pela igreja, ou seja, quem não acreditava e era batizado era considerado luterano, ela se baseia por quem não acreditava em Deus e não por quem era batizado.

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    1. Onde foi que eu disse que na Suíça 100% são protestantes? Se você sabe ler, eu disse 40%, e não 100%. E a constituição suíça de 1848 já definia a Suíça como um estado que permite a coexistência pacífica de católicos e protestantes. De fato, a Suíça sempre teve uma proporção equilibrada de católicos e protestantes, não sei de onde você tirou que era um estado "oficialmente luterano" até 2000, não encontrei esta informação em lugar nenhum.

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  9. Ué, pq n publicou meu comentário falando sobre os feitos dos católicos e inclusive de PAPAS ?

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    1. Que comentário? Quais feitos? Quais papas?

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    2. Não recebi nenhum comentário seu. Mas se o seu comentário não tem a ver com o artigo, ou seja, se não refuta o fato de que os países protestantes se desenvolveram mais do que os países católicos, então não terei mesmo razões para publicá-lo. Ficar apenas na lenga-lenga de "tal católico fez isso, tal católico fez aquilo", não é nenhuma refutação AO QUE FOI TRATADO NO ARTIGO. Qualquer membro de qualquer religião do mundo poderia mostrar os feitos de pessoas da religião dele e mesmo assim não seria refutação nenhuma ao fato indiscutível, indubitável e insofismável de que os países protestantes foram, em disparado, os que mais se desenvolveram no planeta.

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    3. Só um recado pro retardado mental que não sabe ler o recado automático que consta no final da página a qualquer um que queira "refutar" um artigo:

      "Seu comentário será publicado após passar pela moderação. Comentários que tentem desmerecer o artigo SEM refutá-lo não serão publicados, assim como comentários que contenham ofensas, sarcasmos ou deboches, e "refutações" na base do control c + control v"

      Comentários que visam refutar o artigo SEM refutar os argumentos e fatos tratados no artigo, pra mim é LIXO. Este aqui não é um artigo pra disputa de egos, pra ver qual religião tem mais pessoas que fez isso ou aquilo, onde obviamente as religiões com maior número de adeptos ao longo da história irá ganhar. Este é um debate sobre que religião traz mais PROGRESSO à nação, e qualquer zumbi retardado que não entende o objetivo deste artigo e fica com lenga-lenga de "o padre tal fez isso, o papa fulano fez aquilo outro", sem contudo refutar o que eu escrevo no artigo ou provar que a sua religião católica traz mais progresso do que a protestante, será sumariamente ignorado. Eu não tenho tempo pra desperdiçar com quem não tem cérebro pra entender o básico. Vá perder tempo doutrinando idiotas.

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  10. Le isso http://ceticismo.net/religiao/grandes-mentiras-religiosas/a-riqueza-das-nacoes-protestantes/

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    1. Já tinha lido esse texto ridículo do neo-ateu antes de escrever este artigo. O texto dele é repleto de falácias, distorções, adulterações, mentiras descaradas. Chega a ser pior que o texto do Fakenando Nascimento sobre o mesmo tema.

      Pra começar, o sujeito pega dados ultrapassados, como já mostrei neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/12/o-protestantismo-e-o-pai-do-comunismo-e.html

      Como se não bastasse, ele ainda MENTE sobre o que dizem esses dados que ele usa. Por exemplo, ele diz no artigo dele que na Nova Zelândia "apenas 1,7% da população é protestante". Mas o link que ele mostra para provar esse dado não diz isso. Ao contrário, diz isso aqui:

      "Anglican 10.8%, Presbyterian and Congregational 7.8%, Methodist, 2.4%, Pentecostal 1.8%, other 9.9%"

      Ou o cara não faz a mínima ideia do que seja protestantismo, ou é um pilantra mesmo. Em vez dos 1,7% que ele afirma, os dados que ele trouxe mostram 32,7% de protestantes, ou seja, VINTE VEZES A MAIS DO QUE ELE AFIRMA! E isso que eu estou usando o mesmo dado que ele usou.

      Para piorar de vez, o cidadão não entende nada do argumento, ou finge não entender. O que é argumentado é que a moral protestante TROUXE os avanços econômicos e sociais nos lugares onde a Reforma predominou, e não que estes países necessariamente continuem protestantes até hoje! O que um país tem de desenvolvido hoje não foi construído há dois anos atrás, foi construído ao longo dos séculos, e é isso que tem que ser levado em consideração. Em outras palavras, mesmo que a Nova Zelândia se torne 100% atéia amanhã, ou 100% budista, não foi nem o ateísmo e nem o budismo que a levou ao patamar em que ela chegou, e sim o protestantismo.

      Nem vou comentar as outras pérolas do artigo dele, por hoje chega.

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    2. kkk, obg pela resposta

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  11. Eu acrescentaria tbm a Coréia do Sul, q no sec. passado era miserável, mas com o crescimento do capitalismo e protestantismo, se tornou desenvolvida.

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  12. Oq acha desse vídeo? https://www.youtube.com/watch?v=kY0XiSMdJO4

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    1. Ridículo, é de cair na gargalhada vendo tanta asneira em um lugar só. Espanha e Portugal não eram ricos até o século XVIII por serem católicos, eles eram ricos porque exploraram suas colônias ao máximo, tirando todo o ouro do Brasil e da América Latina que podiam tirar, e levando para eles. Depois que perderam as colônias o efeito do catolicismo romano falou mais alto e hoje eles são dois dos países mais atrasados da Europa. As colônias fundadas por eles são uma miséria em comparação com as colônias fundadas por protestantes (EUA, Austrália, etc). E só um animal de teta pode negar o fato óbvio de que os países protestantes se tornaram MUITO mais fortes contra o fascismo e o comunismo, como você pode ler nestes artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/12/o-protestantismo-e-o-pai-do-comunismo-e.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/as-diferencas-entre-paises-protestantes.html

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  13. Lucas, saudações, você acredita que um dia o Brasil mudara de mentalidade? (Na lógica alemã, “se alguém pode fazer isso, eu também posso”. Na lógica (ou “jeitinho”) brasileira, “se alguém pode fazer isso, por que tem que ser eu?”. Na lógica alemã, “se ninguém consegue fazer isso, eu posso ser o primeiro!”. Na lógica brasileira, “se ninguém consegue fazer isso, eu muito menos!)

    Ricardo Soares

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    1. Olha, sinceramente, por mais otimista que eu queira ser, eu acho que isso não vai mudar, a não ser que leve muito tempo, porque essa já é uma mentalidade enraizada na nossa nação, e é difícil destruir uma mentalidade já enraizada. Abs.

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