19 de junho de 2015

Paulo Leitão pagando mico ao tentar provar a intercessão dos santos pela Bíblia

(Paulo Leitão tentando fazer mágica com a Bíblia para provar a intercessão dos santos)


Vou fazer uma confissão. Às vezes eu penso que Paulo Leitão não é um “ex-pastor protestante”. Ele continua sendo pastor protestante, só que em missão secreta, infiltrado no lado de lá. E a missão dele é tornar o catolicismo tão ridículo, brega, caricato e vergonhoso que faça com que os católicos tenham vergonha da fé que professam. Isso pode ser notado facilmente assistindo a qualquer um de seus vídeos. A coisa é tão tosca, tão horrorosa, tão vexatória, tão patética e tão risível que é impossível pensar que ele é católico mesmo, tentando defender seriamente a fé dele. Tem coisas que passam dos limites. Paulo Leitão já passou há muito tempo.

Ao assistir seus vídeos “em defesa da fé”, é difícil parar de rir por um segundo que seja, tamanho o seu malabarismo hermenêutico e as cambalhotas que dá para tentar distorcer um texto de modo que o mesmo diga aquilo que ele quer que o texto diga. O sujeito, obviamente, nunca estudou exegese na vida, mas engoliu um dicionário inteiro de falácias e abobrinhas. Pelo pouco que eu pude estudar a respeito do indivíduo, ele não é formado em absolutamente nada – nem em teologia, nem em coisa alguma. O cara é “um ex-guitarrista da extinta banda de thrash metal Auschwitz” (veja aqui), que fracassou como pastor e agora tenta a sorte como doutrinador de catoleigos. Vamos resumir: é um embusteiro.

Há pouco tempo ele postou um vídeo de Stand Up Comedy que tem como tema a “intercessão dos santos”. Para quem não sabe, esta é a crença de que um fantasminha dentro do corpo mais conhecido como “alma” sai voando para o céu após a morte, e ali consegue receber simultaneamente os milhões de pedidos dos milhões de fieis católicos sobre milhões de coisas (facilita um pouco o fato de que 99% dessas rezas são repetições vazias e sem sentido, tornando menos trabalhosa a vida do santo no céu).

Segue abaixo o conteúdo do vídeo hilário, com meus comentários:


Logo no minuto 1, Leitão afirma:

“Fé só existe uma. Lá em Efésios 4:4-5 diz que só existe ‘uma só fé’. Em Romanos 1:9, Paulo diz aos romanos que é a fé de Roma, que iria ser proclamada mundialmente. Ou seja: a fé de Roma se tornara uma só fé em todo o planeta”

Veja a salada de frutas que o cidadão faz: ele pega o texto de Efésios, que não está falando de Roma em lugar nenhum, e junta descaradamente com o texto de Romanos 1:9, que fala de Roma (por razões óbvias, porque Paulo escrevia aos romanos!). O que fazer com um camarada desses? Sanatório? Hospício? Não. Refutação:

“Se alguns ramos foram cortados, e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outros e agora participa da seiva que vem da raiz da oliveira, não se glorie contra esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz a você. Então você dirá: ‘Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado’. Está certo. Eles, porém, foram cortados devido à incredulidade, e você permanece pela fé não se orgulhe, mas tema. Pois se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará você. Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que permaneça na bondade dele. De outra forma, você também será cortado(Romanos 11:17-22)

Ao invés de Paulo assegurar aos romanos que eles não podiam jamais apostatar da fé e se desviar da Verdade, pois estariam supostamente resguardados pela infalibilidade de seu bispo supremo de tal modo que não seria possível ser “cortado” do Reino, ele lhes diz justamente o contrário: que eles deveriam temer ser cortados, porque Deus não lhes pouparia! A igreja de Roma continuaria como parte do Reino desde que (e esse “desde que” faz toda a diferença, pois mostra que a perseverança da igreja de Roma era condicional, ao invés de incondicional) permanecesse na bondade de Deus. Em outras palavras: a igreja de Roma poderia cair, assim como todas as outras. E foi o que de fato ocorreu.

Cabe ressaltar que a palavra “Roma” ou “romanos” não apenas não aparece em lugar nenhum da epístola aos Efésios (o texto que ele usou inutilmente na tentativa de insuflar “Roma” ali), como também não aparece em lugar nenhum das epístolas escritas às outras igrejas! Na verdade, o único lugar onde Roma é citada por Paulo é em 2ª Timóteo 1:17, e em um contexto que não tem absolutamente nada a ver com liderança, autoridade ou primazia. É quando Paulo diz que Timóteo, “quando chegou a Roma, procurou-me diligentemente até me encontrar” (2Tm.1:17). Fora este texto, Roma não é citada em lugar nenhum, nem em contexto de autoridade, nem em qualquer outro contexto!

Mesmo assim, na imaginação fértil dos papistas desesperados e desocupados, era a igreja de Roma que mandava em todas as demais e que exercia uma “jurisdição universal” (ainda que nem Paulo, nem Tiago, nem Pedro, nem Judas, nem João e nem o desconhecido autor de Hebreus fizesse qualquer menção a essa suposta supremacia romana fantasmagórica). E como o infeliz do Leitão não tem absolutamente nenhum texto que prove isso, o camarada se vê na obrigação de inserir Roma descaradamente para dentro de Efésios 4:4-5 e de outros textos, pensando que os catoleigos que o seguem são burros o suficiente para cair em uma artimanha tão medíocre.

Conclusão: (1) o texto de Efésios 4:4-5 não tem nada a ver com Roma, mas é fruto do malabarismo espúrio que o comediante quer inserir para dentro do texto praticando eisegese com outras passagens; (2) o texto de Romanos 1:9 diz que a fé dos romanos estava sendo proclamada em toda a terra, mas a dos tessalonicenses também estava (veja 1ª Tessalonicenses 1:8) e mesmo assim os romanistas creem que eles caíram em apostasia, o que deve implicar que o fato de alguém estar firmado na fé naquela época não significa que estaria firme para sempre; (3) Paulo arremata a questão quando diz que os romanos também poderiam ser cortados do Reino, pois havia a possibilidade de eles serem desobedientes e de terem o seu candelabro retirado, assim como Jesus prometeu que ocorreria às igrejas locais desobedientes e apóstatas no Apocalipse (ex: Ap.2:5).

Calma, que isso é só o começo. No minuto 3, Leitão de forma bizarra e cômica tenta usar Filemon 1:5 na defesa da intercessão dos santos, porque o texto fala sobre a “fé em todos os santos”! As pérolas de Leitão já começam antes, no minuto 2, quando o cidadão que nunca leu a Bíblia afirma que Filemon é “a menor carta de toda a Bíblia”, quando na verdade a menor carta da Bíblia é 2ª João, seguida por 3ª João, e então por Judas e Filemon. Mas vamos deixar isso barato, pois sabemos que Leitão nunca soube quais livros fazem parte da Bíblia, uma vez que ele nunca abriu uma para ler. Concentremos no texto usado por ele, o de Filemon 1:5, que diz:

“Ouvindo do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo, e para com todos os santos” (Filemom 1:5)

Note que o texto fala de amor e fé, não só de fé. Mas Leitão, covardemente, exclui a palavra “amor” do versículo e lê para os catoleigos somente:

A fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo, e para com todos os santos”

Claro que ele excluiu a palavra “amor” do texto bíblico, porque esta não lhe serve. Para enganar os catoleigos, ele finge que Paulo estava falando apenas da “fé”. Se o texto no entanto for analisado em seu devido contexto, e respeitando as regras básicas da interpretação, não há nada sobre ter “fé nos santos”. Falar sobre o “amor e a fé que tens para com o Senhor Jesus e para com os santos” é semelhante a dizer que “dei uma boneca e um carrinho para a Bianca e para o Pedrinho”. Isso obviamente não significa que tanto a Bianca como o Pedrinho receberam ambos uma boneca e um carrinho, mas sim que Bianca recebeu a boneca e Pedrinho o carrinho. Da mesma forma, ao falar sobre o “amor e a fé para Jesus e para os santos”, não significa que ambos recebiam o amor e a fé, mas sim que eles tinham fé em Jesus e amavam os santos. Não tem nada de fé em morto aí!

O que o Paulo Leitão tragicamente não sabe é que o apóstolo Paulo fez uso de um recurso linguístico conhecido como quiasma, onde a forma literária segue a estrutura da letra grega chi (x):


Isso fica ainda mais claro ao compararmos este texto com o verso análogo de Colossenses 1:4, que mostra essa mesma ligação:

“Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos (Colossenses 1:4)

Portanto:

Para Jesus
AmorPara todos os santos

A NVI já traduz o sentido direto do texto, da seguinte maneira:

“Porque ouço falar da sua fé no Senhor Jesus e do seu amor por todos os santos” (Filemom 1:5)

Corrobora ainda mais com isso o fato de que não há absolutamente passagem nenhuma na Bíblia que diga para termos “fé nos santos”! Portanto, a interpretação de Leitão, de que devemos ter “fé nos santos” e que por isso esses “santos” são “santos do céu” é mais uma pilhéria que vai direto para a lata do lixo.

No minuto seguinte, Leitão faz uso do texto de Efésios 3:15, que fala sobre “toda a família nos céus e na terra”, e diz que este texto é a “prova” da comunhão dos santos no céu. Mas a criatura não mostrou o mais importante: que esta família do céu refere-se às almas incorpóreas de santos que já morreram! De fato, se analisarmos o conteúdo bíblico por inteiro (e não o achismo de Leitão em cima de um único versículo), vemos claramente que esta “família do céu” se refere a Deus e aos anjos, somente. Vamos citar então os textos que o Paulo Porcão desconhece, onde o apóstolo lista expressamente os seres que estão no céu, começando por 1ª Timóteo 5:21, que diz:

“Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade” (1ª Timóteo 5:21)

Paulo não faz nenhuma questão de mencionar a multidão de espíritos humanos que supostamente estariam no céu! Ao contrário, ele lista somente:

“Conjuro-te diante de Deus[1], e do Senhor Jesus Cristo[2], e dos anjos eleitos[3], que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade” (1ª Timóteo 5:21)

Se esse Paulo não fosse o apóstolo, mas o Leitão, ele teria escrito isso aqui:

“Conjuro-te diante de Deus[1], e do Senhor Jesus Cristo[2], e dos anjos eleitos[3], e dos santos[4], que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade” (1ª Timóteo 5:21)

Infelizmente, Paulo (o apóstolo) se esqueceu de dizer que os santos estão no céu junto com Deus e com os anjos. Que pena.

Mas espere, ainda há uma chance! Paulo cita em 1ª Coríntios 4:9 aqueles diante de quem os apóstolos eram um “espetáculo”, e diz:

“Temo-nos tornado um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens” (1ª Coríntios 4:9)

Veja que interessante: ao falar sobre ser um espetáculo ao mundo todo, Paulo cita apenas os homens (na terra) e os anjos (no céu), mais uma vez sem citar morto nenhum.

Mas espere mais um momento! Em 2ª Coríntios 1:10-11, Paulo fala sobre em quem nós podemos colocar nossa esperança de livramento, e também sobre quem nos ajuda com orações:

“Ele [Jesus] nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos, enquanto vocês nos ajudam com as suas orações” (2ª Coríntios 1:10-11)

Portanto, em quem nós colocamos nossa confiança? Em Jesus. E quem nos ajuda com orações? “Vocês”, isto é, os santos da terra (Paulo não escrevia a mortos, presumo). Mais uma vez, Paulo faz de conta que não existem poderosos santos no céu nos ajudando incansavelmente com suas orações intensas em nosso favor.

Mas espere de novo! Em 2ª Coríntios 1:21-22, Paulo fala também sobre quem faz com que nós permaneçamos firmes, e através de quem ele faz isso. É claro que agora ele vai mencionar a intercessão poderosa da mãe de Jesus, em quem os católicos depositam sua confiança para ficarem firmes na fé. Vejamos:

“Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir” (2ª Coríntios 1:21-22)

#SQN.

Mas espere mais uma vez! Em 2ª Coríntios 2:10-11, Paulo perdoa alguém na presença de um ser celestial que estava como testemunha. É agora que ele vai citar os santos do céu! Vejamos:

“Se vocês perdoam a alguém, eu também perdôo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês, a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções” (2ª Coríntios 2:10-11)


É... ao que parece, somente Deus e os anjos fazem parte desta “família nos céus”, porque os “santos” são esquecidos em absolutamente todas as ocasiões. Então presumo que o texto de Efésios 3:15 não lhe sirva.

No minuto 6, vem a adulteração mais descarada de todas, em cima deste verso de Romanos 9:38-39, que diz:

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39)

Note que o texto diz que a morte não pode nos separar do amor de Deus. Mas o Leitão criminosamente vai lá e mutila o texto, fingindo que a palavra “do amor” não está lá (é claro que ele não menciona, pois não lhe convém), e dizendo que o texto diz que a morte não nos separa “de Deus”! Por que o Leitão adultera tão flagrantemente o texto bíblico? Porque ele sabe que o texto, da forma que está, não serve para provar porcaria nenhuma das coisas que ele diz. Então ele precisa adulterá-lo, para trazer à tona um “argumento”.

O que o texto está dizendo é que Deus não deixa de nos amar, mesmo se nós estivermos mortos. Se o leitor tem algum parente falecido, me responda se você deixou de amar esse parente simplesmente porque ele já morreu. É claro que não. Da mesma forma, Deus não vai deixar de nos amar simplesmente porque morremos. Ele continua nos amando. E este amor é tão grande que ele nos propiciou uma ressurreição dos mortos para que estejamos novamente na presença dele (1Co.15:22-23; 1Ts.4:13-18). Portanto, não há absolutamente nada neste texto que sirva de prova alguma de sobrevivência da alma antes da ressurreição.

Então Leitão dispara a pérola de que Jó acreditava na intercessão dos santos! Coitado do Jó, ele deve estar se contorcendo no túmulo ao ouvir uma patifaria dessas. Bem o mesmo Jó que disse tão claramente que só esperava ver Deus novamente no final, quando estivesse com a própria carne (=ressurreto), e não em forma de espírito incorpóreo:

“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior” (Jó 19:25-27)

Portanto, Jó cria que:

• Ele morreria (sua pele seria “consumida”).

 Contudo, no fim dos tempos, o Redentor se levantaria sobre a terra.

 Quando isso ocorresse, ele veria a Deus “em carne” (o que significa que o Redentor o ressuscitaria corporalmente).

Tudo isso corrobora com todos os dados bíblicos sobre o fato de que nós só veremos a Deus na ressurreição dos mortos, e não em um suposto estado intermediário fora do corpo. Jó cria desta forma. Ele dizia que “morto o homem, e, consumido; sim rendendo o homem o espírito, então onde está? Como as águas se evaporam de um lago, e o rio se esgota e seca; até que não haja mais céus, não acordará nem despertará de seu sono(Jó 14:10-12). Jó faz a pergunta crucial: uma vez que o homem entrega o espírito na morte, onde ele está? Leitão responde que ele está no céu. Jó, ao contrário, responde que ele não acordará nem despertará do seu sono, exceto somente quando “não houvesse mais céus”, que é quando ele seria “despertado” (ressuscitado), no último dia.

A crença de Jó em um estado de inexistência entre a morte e a ressurreição era tão forte que ele disse que nem Deus o encontraria depois da morte(!):

“Por que não perdoas as minhas ofensas e não apagas os meus pecados? Pois logo me deitarei no pó; tu me procurarás, mas eu já não existirei (Jó.7:21)

Como que um Deus onisciente e onipresente já não “acharia” Jó? Simples: porque ele não existiria, e é impossível achar algo que não existe. Mesmo com tudo isso, Leitão insiste bisonhamente que este mesmíssimo Jó defendia a intercessão dos santos no céu(!), e ainda debatia sobre isso com seus amigos! Sim, acredite, o Porcão solta a pérola de que:

“Jó acreditava na intercessão dos santos, e seu amigo Eliafaz não acreditava na intercessão dos santos, e ele triplicava Jó porque Jó acreditava na intercessão dos santos. No final do livro, Deus elogia Jó e repreende Eliafaz (...) Eliafaz critica Jó porque Jó criticava a intercessão dos santos, igual as outras religiões fazem com os católicos” (minuto 7-8)

É impressionante a capacidade que este cidadão tem em distorcer os textos bíblicos. Neste caso, o sujeito aposta no fato de que nenhum catoleigo jamais leu o livro de Jó na vida (e nunca leram mesmo), pois qualquer um que quisesse ler perceberia o fato óbvio de que a razão pela qual os amigos de Jó debatiam com ele é porque eles criam que a miséria de Jó era em função de seus pecados, e Jó discordava pois sabia que ele era um homem íntegro e temente a Deus (Jó 1:1). A intenção era refutar a crendice popular da época, segundo a qual as coisas ruins da vida são sempre castigos divinos por causa de pecados. Não tem absolutamente nada a ver com intercessão dos santos!

Mas na tentativa desesperada de deturpar o texto de Jó, ele cita Jó 5:1 como a base para a crença na intercessão de mortos-vivos no céu. O texto em questão declara:

“Chama agora; há alguém que te responda? E para qual dos santos te virarás?” (Jó 5:1)

Claro que Leitão pratica eisegese em cima deste texto. Ele traz para dentro do texto o sentido atual que a Igreja Romana dá para a palavra “santos”, que é em referência a seres humanos mortos com a alma no céu. Mas este nem de longe era o conceito de “santos” que Jó tinha, de modo que Leitão incorre em grave erro de anacronismo. Para a Bíblia, os santos não são aqueles que já morreram, mas os vivos que buscam a Deus:

“Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?” (1ª Coríntios 6:2)

Paulo diz que “os santos” vão julgar o mundo, e após fazer esta afirmação tão categórica ele não aponta para pessoas que já morreram, mas sim para pessoas que estavam vivas, dizendo – “vocês” hão de julgar o mundo! Portanto, para Paulo, o conceito de “santos” não era de “pessoas mortas”, mas de “pessoas vivas”. Ele não diz que estes santos que julgarão o mundo são Maria, Abraão, Moisés ou qualquer canonizado pela Igreja de Roma, mas os crentes que estavam vivos e que recebiam aquela carta naquele momento.

Este era o mesmo conceito que Jó tinha. Eliafaz não estava zombando da crença em intercessão dos santos no céu, mas simplesmente dizendo que nenhum santo (pessoa viva na terra que busca a Deus) estava do lado dele para ajudá-lo, pois todos o haviam desamparado. Seus filhos haviam morrido (Jó 1:18-19) e até sua esposa havia dito para ele amaldiçoar a Deus (Jó 2:9)! Jó estava sozinho! O texto não tem nada a ver com santos no céu!!!

Leitão também adultera criminosamente o seguinte texto como “prova” da intercessão dos santos falecidos:

“Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado” (Jó 16:19)

Ele fala “a minha testemunha” (no singular) e “o meu advogado” (no singular). Ele não está falando coisa nenhuma sobre “santos” aqui, mas sobre Aquele que a Bíblia chama de “advogado”. Quem é ele? João nos dá uma pista quando diz:

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo(1ª João 2:1)

Xeque-Mate!

Jó tinha uma crença messiânica, é por isso que ele fala da figura do “Redentor” que o ressuscitaria (Jó 19:25-26) e do “advogado” que ele tem no céu (Jó 16:19). Biblicamente, quem nos ressuscita é Jesus (Jo.6:44), e quem é nosso advogado é Jesus (1Jo.2:1). Paulo Leitão quer tirar os méritos e a honra de Cristo e passá-los aos santos. O que não surpreende, visto que isso é desde sempre o que o diabo sempre fez.

Não satisfeito com isso, Leitão ainda cita mais um texto de Jó(!) para deturpá-lo, desta vez o de Jó 33:23, que fala:

“Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão” (Jó 33:23)

A safadeza aqui é tão grande que o sujeito corta de uma vez do texto o verso anterior e o seguinte, que falam expressamente que o destino da alma era a cova. Vejamos o contexto que o cidadão omite:

“Desaparece a sua carne a olhos vistos, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem. E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a morte. Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão, então terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate. Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude” (Jó 33:21-25)

Note que Jó não diz que “o corpo” iria chegar à cova, mas a alma! A crença de Jó, portanto, não tinha nada a ver com somente o corpo descer à cova e a alma em vez disso subir com os anjinhos para o céu, onde intercederia pelos vivos. Ao contrário: se não ocorrer um livramento divino para estender os dias de vida de um homem, o seu destino natural é sua alma ir para a cova, em conformidade com os demais textos bíblicos que apontam para a mesma realidade:

“Para apartar o homem do seu designo e livrá-lo da soberba; para livrar a sua alma da cova, e a sua vida da espada (Jó 33:18)

Sua alma aproxima-se da cova, e sua vida, dos mensageiros da morte” (Jó 33:22)

“Ele resgatou a minha alma, impedindo-a de descer para a cova, e viverei para desfrutar a luz” (Jó 33:28)

“Foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados” (Isaías 38:17)

Os textos são claros: o destino da alma na morte é a cova. Deus, contudo, pode estender os dias de vida de uma pessoa (como fez com Jó e com o rei Ezequias), o que significa dizer que Deus livrou a alma da pessoa de descer à cova naquele momento, pois lhe deu mais tempo de vida para desfrutar na terra. O salmista afirma também:

“Se o Senhor não fora em meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio” (Salmos 94:17)

Este “lugar do silêncio”, que o salmista afirma que a sua alma iria após a morte (e não apenas o corpo), não era o lugar de altos louvores no céu, e muito menos o lugar de gritos apavorantes no inferno, mas simplesmente a sepultura, o destino de todos os seres humanos entre a morte e a ressurreição. Se, portanto, a crença de Jó e dos demais escritores bíblicos era essa, como é que ele poderia crer em uma alma humana no céu intercedendo por um ser humano na terra? É óbvio que não pode. O “mensageiro” deste texto é o próprio Senhor Jesus, aquele mesmo “advogado” que Jó disse crer em Jó 16:19; aquele mesmo Redentor que Jó teve fé em Jó 19:25. Curiosamente, a mesma palavra para “mensageiro” é usada em Hebreus 3:1, em relação explícita a Jesus. Mais uma vez, Leitão pira na maionese para tentar colocar a intercessão dos santos dentro da Bíblia.

Então Leitão cita o texto de Jeremias 15:1, muito citado pelos católicos, no minuto 13 do seu vídeo. O texto em questão diz:

“Então o Senhor me disse: ‘Ainda que Moisés e Samuel estivessem diante de mim, intercedendo por este povo, eu não lhes mostraria favor. Expulse-os da minha presença! Que saiam!’” (Jeremias 15:1)

O texto não diz em lugar nenhum que Moisés e Samuel estavam intercedendo, ao contrário, diz claramente que eles não intercediam, e o cidadão ainda tem a audácia de citar este texto na defesa da intercessão dos santos! Dizer que o “ainda que” prova que Moisés e Samuel eram intercessores é jogar para a lata do lixo toda e qualquer regra de interpretação bíblica. Em Lucas 16:31, é dito que “se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos”. Será que isso significa que os mortos já estavam ressuscitados pregando o evangelho? É claro que não.

Em Gálatas 1:8, Paulo diz que ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado”. Será que isso significa que Paulo ou um anjo do céu estavam pregando um evangelho deturpado? É claro que não. Em 1ª Coríntios 13:2, Paulo diz que ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei”. Será que isso significa que Paulo sabia mesmo “todos os mistérios” e tinha “todo o conhecimento”? É claro que não. No verso seguinte, ele diz que ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá”. Será que isso significa que Paulo efetivamente entregou seu corpo para ser queimado? Também não.

Em Obadias 1:4, Deus diz que ainda que você suba tão alto como a águia e faça o seu ninho entre as estrelas, dali eu o derrubarei, declara o Senhor”. Será que isso significa que de fato alguém subia tão alto como a águia e chegava até as estrelas? Lógico que não. O salmista diz que “não temeremos, ainda que a terra trema e os montes afundem no coração do mar” (Sl.46:2). Isso significa que os montes caíram no coração do mar? Não. Paulo Leitão precisa urgentemente entender que o “ainda que” não significa que tal fato aconteceu, nem que acontecia, nem que acontecerá. Esta é uma cláusula condicional; significa apenas que mesmo se Samuel e Moisés estivessem intercedendo entre o povo por eles, Deus mesmo assim não atenderia, pois o povo havia pecado excessivamente. É semelhante a quando Deus diz:

“Filho do homem, se uma nação pecar contra mim por infidelidade, estenderei contra ela o meu braço para cortar o seu sustento, enviar fome sobre ela e exterminar seus homens e seus animais. Ainda que estes três homens – Noé, Daniel e Jó – estivessem nela, por sua retidão eles só poderiam livrar a si mesmos, palavra do Soberano Senhor” (Ezequiel 14:13-14)

O texto não tem absolutamente nada a ver com intercessores no céu, mas é um aviso divino de que a situação na terra estava tão ruim que mesmo se Noé, Moisés, Samuel, Daniel, Jó ou qualquer santo estivesse na terra intercedendo pelo povo, mesmo assim sua intercessão seria insuficiente. Interpretar a partir disso que efetivamente Samuel e Moisés estavam intercedendo no céu é ganhar um diploma de ignorante (pelo menos desta forma o Leitão teria algum).

Prosseguindo com as pérolas de Leitão, ele afirma no minuto 14 que “lá em Tiago 5 diz que a oração do justo tem eficácia”. Só falta alguém avisar o energúmeno que Tiago não estava falando nada sobre oração de defuntos, mas de pessoas vivas:

“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos” (Tiago 5:16-18)

Tiago cita dois exemplos de “oração de um justo” para nos dar luz. A primeira é sobre nós orarmos “uns pelos outros” para sermos curados. Isso ele escreveu obviamente a pessoas vivas, não sobre mortos. A segunda é sobre Elias, que quando estava vivo orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu. Os dois exemplos passados por ele foram de pessoas orando enquanto vivas. Não há nenhum texto de um morto orando por alguém. Mesmo assim, o cidadão usa Tiago 5 como uma “prova” da intercessão de santos falecidos. É dose?

No minuto 16, Leitão faz uma descoberta fantástica:

“A carta de Hebreus foi escrita aos hebreus” (minuto 16)

Depois de nos esclarecer este ponto dificílimo, ele cita o texto de Hebreus 12:22-23, que fala dos “espíritos dos justos aperfeiçoados”. É lógico que ele mais uma vez deixou o contexto de fora, que diz:

“Mas vocês [hebreus] chegaram ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo. Chegaram aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus. Vocês chegaram a Deus, juiz de todos os homens, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, a Jesus, mediador de uma nova aliança, e ao sangue aspergido, que fala melhor do que o sangue de Abel” (Hebreus 12:22-24)

O autor começa falando de uma santificação sem a qual ninguém verá a Deus (v.14), alerta para seus leitores não serem como Esaú que vendeu a benção de Deus, e de como o povo pecou no pé do Sinai. Então a partir do v.22 começa a elogiar os hebreus a quem ele escrevia, e nessa seção de elogio consta que eles já haviam chegado à Jerusalém celestial (espiritualmente), chegaram também ao acesso dos anjos, faziam parte da mesma igreja dos primogênitos, que assim como eles estão com seus nomes inscritos no céu (livro da vida), alcançaram a Deus, alcançaram a Jesus, e estão no mesmo patamar daqueles que tiveram seus espíritos aperfeiçoados (estatura de varão perfeito), dos quais ele menciona em todo o capítulo 11; aqueles ao qual o autor se referia estavam no mesmo nível dos justos patriarcas.

O autor não poderia estar falando que os justos que morreram já estão aperfeiçoados no Céu, pelo simples fato de que ele declara taxativamente o contrário alguns versos antes:

"Por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles [os patriarcas mortos do cap.11], sem nós [os vivos], não fossem aperfeiçoados" (Hebreus 11:40)

Ou seja, os heróis da fé ainda aguardam o aperfeiçoamento total de suas vidas. O texto deixa claro que esse aperfeiçoamento será em conjunto com os outros santos (nós), e ocorrerá somente como Jesus predisse (Jo.6:44), num abrir e fechar de olhos (1Co.15:52), no último dia, o da Sua volta e não antes disso. O que o autor de Hebreus estava colocando era uma verdade espiritual e não um fato concreto. Os hebreus não haviam chegado literalmente aos milhares de anjos, por exemplo. É como quando Paulo escreve que Deus nos “resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado” (Cl.1:13).

Essa é uma grande verdade espiritual; embora nós materialmente continuamos nesta terra no mesmo lugar antes e depois de recebermos a Cristo em nossos corações, nós espiritualmente estávamos no reino das trevas antes de conhecer a Cristo. Concretamente falando, a nossa união com eles se dará por ocasião da ressurreição (1Ts.4:15), como o próprio autor de Hebreus deixa claro ao dizer que eles ainda não foram aperfeiçoados (Hb.11:39-40). É só neste momento que eles entram no Céu sendo aperfeiçoados, pois “eles sem nós não alcançam a promessa”. A conclusão de Leitão, de que “nós estamos em comunhão com estes espíritos dos justos, que intercedem por nós”, é uma completa eisegese de fundo de quintal, que não pode ser de modo algum extraída do texto bíblico.

Mas ele não desiste. No minuto 20, ele cita o relato de Caim matando Abel, e o texto bíblico diz que da terra o sangue do seu irmão está clamando” (Gn.4:10). Por meio de algum malabarismo desconhecido, Leitão chega à conclusão de que a alma de Abel estava com Deus e intercedendo! Uau! Esse cara é fera demais! Se um texto que afirma que da terra (e não do céu) o sangue (e não a alma) está “clamando” é entendido como sendo uma referência à alma no céu, imagine só o que ele faria se o texto estivesse falando da alma no céu!

Este contorcionismo mental empregado por Leitão é obviamente um péssimo entendimento das figuras de linguagem presentes na Bíblia. O texto não está falando da alma, não está falando do céu e não está falando de intercessão. Era obviamente uma figura de linguagem. Como Abel não tinha uma “alma imortal” e nem estava na presença de Deus naquele momento, Deus teve que figurar com o “sangue” dele, que estava “no solo”. Mas por que Deus usaria uma figura de linguagem como essa, claramente simbólica, se a alma de Abel de fato já estava no céu, e Deus poderia falar claramente e não através de figurações? Se a alma de Abel já estava no céu, por que Deus precisou falar do “sangue”, se podia ter sido literal? A razão é óbvia: a alma de Abel não estava com Deus. Por isso, é o “sangue” (figura de linguagem), e não a “alma”, que “clama”. Ao invés de provar a intercessão dos santos, este texto fulmina com a tese!

Então Leitão começa a fazer cambalhota com o livro do Apocalipse. É engraçado notar que Leitão, como um típico preterista, interpreta 99% do Apocalipse como figurado. Ele só não interpreta 100% como figurado porque faz questão de usar os 1% de textos que falam de pessoas no céu, e toma estes textos literalmente enquanto toma todo o resto simbolicamente. É realmente uma hermenêutica de araque. O sujeito realmente acredita que em sentido literal há “almas” gritando por vingança espremidas debaixo de um altar(!), sim, gritando por vingança bem naquele mesmo lugar que a Bíblia define como sendo um lugar de paz, de alívio, de conforto, de sossego, onde “não há mais choro, nem luto, nem pranto, nem dor, pois as primeiras coisas já passaram” (Ap.21:4)!

Leitão, ao tomar em sentido literal o verso 6:9 do Apocalipse em detrimento dos demais, transforma o lugar de paz em um terrível local de gritos em “alta voz” (Ap.6:10), como se Deus fosse surdo para não ouvi-los, ou como se eles – no Céu – não tivessem fé suficiente para achar que eles seriam vingados. Imagine um camarada no céu, com Deus, com os anjos, com todos os santos, vivendo na maior plenitude de paz e alegria que é possível ao coração humano desfrutar, já galardoado e recompensado, e mesmo assim ainda se preocupa com vingança contra seus inimigos, e pior, ainda grita por isso no céu, debaixo de um altar literal! O cara tá no céu e ainda se preocupa com vingança! É demência que não acaba mais!

Agora parem o vídeo no minuto 24:07. Você vai rir à beça. O cara não sabe nem o que está citando. Ele está lendo o texto de Apocalipse 19:6 em diante. Ele vai lendo o versículo 6, depois chega ao versículo 7, e então percebe um error 404: o texto não está falando dos santos em lugar nenhum! Então ele fica trêmulo, sem saber o que dizer, e vai gaguejando e falando:

“Ele fez justiça... aos... zZzZzZz... aos.... aos santos, né?”

Depois desse mico, eu acabava o vídeo ali, pedia demissão e ia embora pra não voltar nunca mais. O sujeito é tão malandro que mesmo percebendo que o texto que ele estava lendo não citava nem a palavra “santos” em lugar nenhum, ele mesmo assim inseriu a palavra “santos” no final, pensando que pode enganar os catoleigos (e pode mesmo). É tão cara-de-pau que fico sem palavras para descrever. O texto em questão, que ele estava lendo, na verdade dizia:

“Nisto ouvi como que um imenso coro, sonoro como o ruído de grandes águas e como o ribombar de possantes trovões, que cantava: Aleluia! Eis que reina o Senhor, nosso Deus, o Dominador! Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada” (Apocalipse 19:6-7)

Mas ele não leu a parte final, pois quando chegou ao final percebeu que o texto não falava nada de intercessão dos santos. Então ele interrompeu a leitura, gaguejou, gaguejou, gaguejou mais ainda e soltou a pérola, colocando os “santos, né?”, de qualquer jeito no texto, mesmo não estando lá. A caradura ultrapassa os limites!

Deixemos este momento cômico de lado e vamos para os outros textos que o sujeito deturpou. Ele cita Apocalipse 8:3, que diz:

“Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou de pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono” (Apocalipse 8:3)

Ele só se esqueceu mais uma vez de citar o verso seguinte (por que será?), que diz:

“E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos” (Apocalipse 8:4)

Se a oração “subiu”, então ela veio da terra, e não do céu. As orações são de santos vivos.

Mas o momento mais cômico ainda estava por vir. Leitão distorce grosseiramente o texto de Mateus 22:30, dizendo que “Jesus diz que os santos são como os anjos no céu, depois da morte (minuto 26). O caradura não citou o texto bíblico expressamente porque o texto não diz que seremos como os anjos “depois da morte”, mas sim “depois da ressurreição”!

Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos no céu” (Mateus 22:30)

É adulteração e descaramento que não acabam mais!

Para piorar ainda mais, ele distorce também Lucas 20:34-36, dizendo a aberração de que os santos já estão ressurretos! Santo Cristo! O que fazer com um homem desses?

Essa aberração não apenas distorce criminosamente o texto de Lucas 20:34-36, que coloca explicitamente a ressurreição no futuro, como também distorce o próprio catecismo católico, que afirma que a ressurreição ainda não aconteceu (§989 do CIC). O texto bíblico em pauta afirma:

“Mas os que forem considerados dignos de tomar parte na era que há de vir e na ressurreição dos mortos não se casarão nem serão dados em casamento” (Lucas 20:35)

Onde foi que o Paulo Leitão percebeu que a ressurreição “já aconteceu” neste texto? Ao contrário: o texto está no tempo verbal futuro o tempo todo. Os que forem (no futuro) considerados dignos, tomarão parte na era que há de vir (futuro), na ressurreição dos mortos (futuro), não se casarão (futuro de novo), nem serão (futuro outra vez) dados em casamento. E a criatura ainda diz que “já aconteceu”!

Eu juro que ia comentar mais coisas, mas sério, chega. Não tenho estômago pra isso. É tanta distorção, adulteração, deturpação, falsificação, manipulação, falcatrua e canalhice deste guitarrista fraudulento e embusteiro que não dá mais. Chega.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


-Meus livros:

- Veja uma lista completa de livros meus clicando aqui.

- Acesse o meu canal no YouTube clicando aqui.


-Não deixe de acessar meus outros sites:
Apologia Cristã (Artigos de apologética cristã sobre doutrina e moral)
O Cristianismo em Foco (Reflexões cristãs e estudos bíblicos)
Desvendando a Lenda (Refutando a Imortalidade da Alma)
Ateísmo Refutado (Evidências da existência de Deus e veracidade da Bíblia)
Estudando Escatologia (Estudos sobre o Apocalipse)

51 comentários:

  1. Esse cara é hilário e creio que ele precise de algum tratamento psicológico sim, nota-se que ele tem uma obsessão por Roma, esses dias eu estava assistindo um vídeo no you tube relacionado a Israel e quando fui ler os comentários, essa figuraça ai estava lá comentando e dizendo que Israel foi rejeitado e agora Roma é a eleita de Deus, eu até pensei que fosse zueira, mas vejo que não! Ele tem cara de maluco mesmo, é cada uma! Certa vez um amigo quis explicar o motivo dele acreditar na intercessão de Maria e por incrível possa ser, ele disse: É que nem o filme do Auto da Compadecida, naquela hora que todos vão para o julgamento e quando o personagem vai ser condenado, nossa senhora vem e intercede. Difícil de levar uma coisa dessas a sério não? Kkkkkkkkkk!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hahahahahaha

      E o pior é pensar que esse cara é a cabeça por detrás dos argumentos dos apologistas católicos brasileiros e debatedores na internet... pfff

      Excluir
    2. Lucas, pior que é verdade. Nos grupos do face sobre esse tema, a maioria dos argumentos é do Leitão

      Excluir
  2. Lucas, voce deu um banho de hermeneutica biblica. Arrasou!

    Uma pessoa que interpreta textos biblicos da forma que o Leitão interpretou tem que ser muito desonesto com a Palavra de Deus. Dificil acreditar que esse homem já foi um pastor evangélico.

    Outra coisa, Lucas, voce muito bem sucedido com os versículos e comentários sobre a morte da alma.

    Estou 99% convencido!

    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se o Paulo Leitão realmente já foi pastor um dia, GLÓRIA A DEUS por ele ter apostatado. Imagina só o estrago que um cidadão desses traria ao Corpo de Cristo caso continuasse no meio de nós com estas interpretações patéticas que ele tem? É melhor que o joio se junte com o joio de uma vez, do que que continue se misturando em meio ao trigo e o corrompendo.

      Abraços!

      Excluir
  3. Lucas, como você responderia a esse argumento tosco:

    3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes

    São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tanto nós que estamos na terra, quanto os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:

    São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: "Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Col 1,24)

    São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: "assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro" (Rom 12,5)

    São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: "Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja" (Col 1,18)

    Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.

    Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.

    Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Todo esse argumento aí é tão ridículo que é desmoronado de uma vez só, de uma forma bem simples:

      -Se nós ATUALMENTE [na terra] já somos considerados parte integrante do corpo de Cristo e mesmo assim não temos de forma alguma a onisciência ou onipresença, o que nos levaria a crer que partindo desta vida e ainda unido ao mesmo corpo (segundo a crendice popular imortalista) nós conseguiremos ter a onipresença e onisciência através de Cristo?

      A refutação pode vir de outro prisma:

      -Se os mortos são oniscientes e onipresentes através de Cristo por estarem ligados ao Corpo, então nós também deveríamos ser oniscientes e onipresentes através de Cristo, pois TAMBÉM estamos ligados ao Corpo. Como não somos, segue-se que ou: (a) nós não somos realmente parte do corpo de Cristo, mas apenas os mortos; ou então: (b) os mortos também não tem onipresença nem onisciência, assim como nós não temos. No fim das contas, o argumentador papista seria recuado ao ponto onde se veria forçado a sustentar que os mortos podem usufruir da onisciência e onipresença simplesmente por serem mortos e "estarem mais próximos de Deus", mas isso por si só não resolve nada e nos levaria de volta ao ponto inicial.

      Algo parecido com isso eu refutei nas objeções tolas lançadas pelo rei do picadeiro mais conhecido como "padre Paulo Ricardo":

      http://apologiacrista.com/refutando-o-padre-paulo-ricardo

      Abraços!

      Excluir
    2. Esse argumento tem vários problemas por que ele parte de falsas analogias:

      1 - Quando Paulo refere-se a Igreja como corpo de Cristo, nunca menciona pessoas falecidas, sempre se dirige e se refere a pessoas vivas;

      2 - Se o fato de pertencermos ao corpo de Cristo nos permite ouvir orações de milhares de pessoas de várias partes do mundo, por que os crentes aqui na terra não possuem esta capacidade? (argumento do Lucas)

      3 - Nenhum cristão ora a outro cristão na terra - o que a Bíblia diz é que oremos uns PELOS outros (sempre se referindo a pessoas vivas) - mas em nenhum momento ela diz que um crente deve orar a outro crente (destinar sua oração a outro que não seja Deus);

      4 - Este argumento torna a morte uma barreira não real - se no fim das contas, a morte não impõe nenhum obstáculo à intercessão, eu poderia orar a um cristão na China vivo, ele deveria então ser capaz de me ouvir e apresentar minhas orações a Deus, já sabemos que isso não acontece;

      5 - A Bíblia registra mais de mil anos de história do povo de Deus e fala sobre a oração em diferentes contextos e formas, mas em nenhum momento diz que os mortos oram pelos vivos, muito menos diz que devemos orar pedindo que falecidos orem por nós;

      6 - A evidência patrística é relevante também - não há uma Pai da Igreja pré-niceno que tenha ensinado a orar pedindo a intercessão dos falecidos. Até mesmo Pais da Igreja do segundo século como Orígenes e Cipriano que acreditavam que os crentes no céu oram pela Igreja na terra, ensinavam que nossas orações devem ser destinadas a nenhum outro que não seja Deus (Orígenes chegou ao ponto de alegar que nem a Jesus Cristo deveríamos orar);

      7 - Tanto a Escritura como a Evidência Patrística mais primitiva são claras em não endossar doutrina romanista de oração aos santos.

      Excluir
    3. Amigo anônimo, desculpe por meter o nariz aqui, o Lucas ja refutou esse besteirou todo e só para reforçar, eu o convido a prestar atenção no verso de 1 Timóteo 2:5:
      Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
      1 Timóteo 2:5.

      Pois é, o tal Padre Paulo Ricardo lê o verso só até Jesus Cristo e exclui o final que diz: HOMEM! Dai ele faz um malabarismo com os versos que trazem uma analogia de cabeça e corpo de Cristo, que obviamente não são literais e que apenas quer dizer vivemos por e para ele, que Ele é a autoridade máxima e etc, então assim o falso profeta já citado consegue enganar um monte de incautos com a teoria do Cristo Totus que ele tanto vomita por ai e de forma muito intencional não diz que quem é o único intermediador entre nós e Deus é o Jesus HOMEM, o indíviduo, a pessoa única que é a expiação pelos nossos pecados, o Único que foi pendurado no madeiro e verteu seu sangue por nós e não um tal de cristo totus criado na cabeça de vento de uma pessoa que se utiliza de tamanha aberração de argumento. Sabe qual é o melô do padre Paulo Ricardo?

      Uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo!!!

      Dionatan

      Excluir
  4. Lucas, bom dia!

    Fiquei na dúvida de uma coisa:
    Quem afinal eram as almas abaixo do trono?

    E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
    E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?
    E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.
    Apocalipse 6:9-11

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As almas que clamavam em alta voz por vingança era uma representação daqueles mártires que deram a sua vida pelo evangelho, daqueles que, enquanto vivos, clamavam em alta voz contra os terrores daqueles que pronunciavam morte e perseguição a eles. O que é ensinado simbolicamente em Apocalipse é que estas almas que clamavam em alta voz enquanto eram martirizadas pelo Império Romano (pela “Babilônia” espiritual) seriam vingadas, e para isso restaria mais algum tempo, até que se completassem o número dos seus conservos e irmãos que deveriam ser mortos como eles.

      Excluir
    2. É bom destacar que mesmo tomando literalmente, as almas não estão intercedendo, mas sim clamando em causa própria. Mesmo assim, o clamor não é atendido.

      Então não há como ver intercessão ai.

      Excluir
    3. Eu havia me esquecido de citar que tenho um estudo especificamente sobre este texto, aí vai:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/as-almas-debaixo-do-altar.html

      Excluir
    4. O máximo que podemos chegar na interpretação das almas debaixo do altar, que simboliza o martírio de cada cristão no mundo, seria dizer, tambem, que a situação deles, para Deus, não será esquecida: Deus os vê clamando - Eles são simbolicamente vistos por Deus. O martírio deles está diante de Deus, ou seja, o sangue deles clama por vingança de dia e de noite.

      Excluir
    5. Essa coisa de visão simbólica também pode ajudar no episódio da transfiguração. Moisés e Elias foram vistos com Jesus e até conversavam com ele. Mesmo Jesus dizendo que foi apenas uma visão (verso 9) ainda tem pessoas que acreditam piamente que Moisés ressuscitou e que Elias não morreu e por isso apareceram ali. O que o texto quer dizer é que o ministério da Lei e dos profetas, representados por Moisés e Elias, estava acabando. Por isso os discípulos viram
      No final apenas Jesus, sendo que a voz de Deus disse no fundo: "Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; ESCUTAI-O", Mat 17:5. Eles deveriam ouvir a Jesus. No fim da visão só ficou o Senhor Jesus. Moisés e Elias desapareceram, "E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus", verso 8.

      Excluir
    6. Se Moisés ressuscitou, e está no céu, então Jesus não pode ser as primicias (o primeiro a ser ressuscitado) dos que dormem, 1 Cor 15:20

      Excluir
    7. E mais uma: o texto bíblico diz que Deus sepultou Moisés, e escondeu tão bem sua sepultura, que nem Josué sabia dizer onde era: "Assim morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, conforme a palavra do SENHOR.
      E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura", Deut 34:5,6. Em seguida os judeus prantearam Moisés por um mês (verso 8), o que fica totalmente estranho se tivesse acontecido alguma ressurreição. Como se não bastasse, mais adiante, quase dois meses após a morte de Moisés, Deus diz a Josué que Moisés continuava na tumba: "E sucedeu depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo:
      Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel", Jos 1:1,2.

      Excluir
    8. A Franco,
      Eu acho que o Lucas crê que Moises ressuscitou... Eu gosto de crer nisso porque é muito bom pra refutar argumentos espíritas, mas realmente como conciliar com 1 Cor 15:20? Seria essa passagem em sentido figurado?
      Gostei da sua explicação sobre episódio da transfiguração, é como se Pedro tentasse igualar o Senhor Jesus aos outros 2 profetas [construir 3 tendas] e Deus os leva e diz o que diz.
      Mas como você explicaria na carta de Judas, a parte que fala que o Mikhael contendia com o diabo pelo corpo de Moisés?
      E o que Paulo queria dizer quando diz:

      "No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir." Romanos 5:14

      Excluir
  5. ELE É TÃO HILÁRIO QUE DÁ DÓ DOS SEUS FRACOS ARGUMENTOS.

    ResponderExcluir
  6. -Se nós ATUALMENTE [na terra] já somos considerados parte integrante do corpo de Cristo e mesmo assim não temos de forma alguma a onisciência ou onipresença, o que nos levaria a crer que partindo desta vida e ainda unido ao mesmo corpo (segundo a crendice popular imortalista) nós conseguiremos ter a onipresença e onisciência através de Cristo?

    Lucas, com certeza, eles reponderiam a essa sua objeção dizendo que nós não temos onisciência e nem onipresença porque não estamos ao lado de Deus ainda. Eles sempre vão continuar inventando teorias mirabolantes, sem sentido.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Neste caso a onipresença e onisciência não decorre do fato de ser "corpo de Cristo", mas sim somente por estar "na presença de Deus". Isso ainda não resolve a questão já que mesmo se os mortos estivessem hoje no céu (o que não estão), ainda assim isso não faria deles onipresentes ou oniscientes (os anjos estão na presença de Deus e mesmo assim não são oniscientes e onipresentes como Deus é). No fim das contas eles seriam obrigados a sustentar que os santos tem onipresença pelo simples fato de estarem no céu, o que é absurdamente ridículo.

      Excluir
  7. Ok, a coisa é mais séria do que aquilo que minha mente poderia imaginar.
    Isso me deixou preocupada quanto à sanidade mental dos católicos. O_O’
    Depois os protestantes que são ignorantes? Fico feliz por saber ler.
    Se alguém me vem com esses argumentos toscos meu cérebro ia pifar na hora e eu não ia conseguir refutar! Mas ainda bem que existe esse site lindo!

    ResponderExcluir
  8. Ouvir o leitão é a mesma coisa que lê as "argumentações" dos catoleigos de internet, sem tirar nem pôr. De cara dá pra perceber onde está a fonte deles kkkkk

    ResponderExcluir
  9. Todos vocês são tolos, ambos vão queimar no mármore do inverno...pois sem unidade não a salvação.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Inverno? Puxa vida, não pode ser no verão ou na primavera, Paulete?

      Excluir
    2. Concordo, mas unidade com quem? Se for unidade em Cristo, com certeza. Se for unidade no Papa, nós passamos.

      Excluir
  10. Pq n publicou meu comentário? N pesquisei e copiei em nenhum site católico

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como que não? Você copiou descaradamente deste artigo, e ainda usando as mesmas palavras:

      http://www.universocatolico.com.br/index.php?/pdf/a-intercessao-dos-santos-na-sagrada-escritura.pdf

      E pior ainda é que no artigo que você copiou estão as mesmas groselhas que já foram refutadas neste mesmo artigo em que eu refuto o Leitão. O que significa que você nem leu o artigo, e já foi direto na caixa de comentários para copiar e colar a primeira bobagem que leu de algum blog católico de esquina.

      Que feio, muito feio...

      Excluir
    2. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Não vai aparecer mais aqui até Jesus voltar

      Excluir
  11. Lucas, quando fala que somos corpo de Cristo é no sentido figurado?
    e quando fala que o homem se unirá a mulher e serão uma só carne, também é no sentido figurado?
    se não for no sentido figurado, quando eu me machuco no meu serviço é pra minha mulher sentir a dor junto comigo.
    acredito quando fala corpo de Cristo é no sentido figurado, assim como uma só carne é no sentido figurado
    se eu estiver errado peço que me corrija .



    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, é no sentido figurado. É uma ligação espiritual, não literal/carnal.

      Excluir
  12. Então, essa teoria católica pra dizer que os santos tem a unipresencia de Deus cai por terra.

    ResponderExcluir
  13. para eles quando aparece na Bíblia que somos corpo de Cristo,não é no sentido figurado?
    pois, se acharem isto, como eles explicam a passagem que diz o homem se unirá a mulher e serão uma só carne. esta passagem diz uma só carne. volto a repetir se não for no sentido figurado, quando eu me machuco no meu serviço é pra minha mulher sentir a dor junto comigo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eles creem que os santos podem ter onipresença porque fazem parte do "corpo de Cristo", mas se esquecem de que todas as referências ao "corpo de Cristo" na Bíblia se referem aos crentes vivos na terra, que mesmo sendo parte do corpo de Cristo ainda assim não tem onipresença e nem onisciência. Ou seja, o argumento do "corpo de Cristo" é uma barca furada (assim como todos os outros argumentos já inventados pela apologética católica).

      Excluir
  14. Primeiramente os santos nãõ sao onipresente nem onisciente ou onipontente. unico e Deus. ser fosse assim como que um anjos descia no tangue de betsada e curava as pessoas. isso e uma mediaçao. os primitivo eram protestante? eu acho que nao. a igreja primitiva era chamadaa de catolica. estudem mas sobre a igreja catolica.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Primeiro, a Bíblia diz que Jesus é o ÚNICO mediador (1 Timóteo 2:5), o que já anula o argumento da mediação dos santos.

      Segundo, mesmo se a sua analogia com o anjo fosse válida, o anjo ali NÃO ESTAVA em todos os lugares ao mesmo tempo e NEM PODIA saber o que as pessoas de outras regiões do mundo estavam falando, fazendo ou rogando. Ou seja, isso só provaria que os santos (se estivessem vivos no céu e fossem usados como canais mediadores) só poderiam atender algumas poucas pessoas de cada vez, assim como o anjo fazia, e não todas as orações de todas as pessoas do mundo em todos os lugares do mundo e ao mesmo tempo.

      Terceiro, não há NENHUMA passagem bíblica de intercessão de santos falecidos. Eu já faço esse desafio desde meus 16 anos, e até hoje NENHUM católico foi capaz de oferecer um texto bíblico coerente, que estivesse falando de um santo já falecido orando no Céu por alguém que ainda está vivo. Isso simplesmente NÃO EXISTE na Bíblia, e vai continuar nunca existindo. É por isso que católicos como Paulo Leitão que tentam fazer malabarismos para provar o contrário passam tanta vergonha.

      Excluir
  15. Lucas, Os protestantes não poder usar o livre exame pra provar A VERDADEIRA doutrinar,
    poque eles não aceitar a intepretacão particular , mas o PAULO usar livre exame e ainda usar mal feito , tirando texto daqui colocado texto dali, colocando texto pela metade, falado de texto que não tem nada ver
    e pior intepretado texto, uma coisar que que são contra!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente... eles proíbem o livre exame protestante, mas aceitam o livre exame do Leitão e seus malabarismos risíveis e delirantes. Vai entender....

      Excluir
  16. Ele e o Pe Paulo Ricardo são uns comédias. O Paulo Ricardo entende de teologia, porém o ódio dele e do Paulo Leitão contra nós protestantes é tão grande que chega a ser engraçado.

    Sinceramente, esse Paulo Leitão é o mais comédia, to vendo o vídeo dele provando a assunção de Maria com Apocalipse 12. KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    ResponderExcluir
  17. Lucas, desculpe eu tá desabafando aqui. Mas sinceramente , é nítido que ele não SABE NADA sobre teologia. Ele só tem esse programa pq é um ex Pastor Protestante. O vídeo que eu to vendo(n sei se você já viu), ele tá tentando provar a existência da assunção de Maria pegando um livro católico. Chega a ser triste.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo totalmente. O Leitão parece malabarista de circo misturado com comediante de Stand Up Comedy quando tenta fazer suas "exejegues" bíblicas.

      Excluir
  18. Essas suas argumentações são agressivas e desnecessárias.
    Seguimos a Bíblia, o Magistério e a Tradição, esses três que estão representados na Igreja.
    Esse ex-pastor se enganou, não precisamos defender nossas doutrinas apenas pela Bíblia, ela é uma das referências. A fé católica, tanto Romana quanto Ortodoxa sempre foi e sempre será assim.
    Infelizmente você não está disposto a compreender, não digo aceitar, mas conhecer. Montar um blog pra refutar a fé cristã de 2.000 anos é perda de tempo, isso não fará católico algum mudar de idéia, serve apenas para deleite protestante do suposto conhecimento da "verdade".
    Em suma, você argumenta em vários artigos, montou um blog e escreve livros para fazer "refutações", estás comparando laranja com banana. Não partilhamos a fé cristã do mesmo modo.
    Mas te compreendo e te perdôo.

    Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Primeiro: ninguém aqui está refutando uma fé de dois mil anos. Estamos refutando uma fé de menos de 1000 anos, de uma seita que surgiu do racha de 1054 d.C e de lá para cá já matou milhões.

      Segundo: eu já sei que vocês "não precisam da Bíblia". Mas o Paulo Leitão quis usar a Bíblia, então foi refutado pela mesma. Se você não gostou, reclame com ele, e não comigo.

      Terceiro: se este site simplesmente servir para edificar e fortalecer o conhecimento de pessoas que já estão na fé (o que já faz há muito tempo), ele já terá cumprido a sua missão. Eu não tenho a obrigação nem a ambição de converter católico algum. Quem converte são os evangelistas, e eu não sou evangelista, sou apologista. O apologista não converte, o apologista fortalece a fé do que já foi convertido pelos evangelistas. E essa missão continuará sendo cumprida com êxito independentemente de você gostar ou não (e é óbvio que não vai gostar, pois não é da mesma fé).

      Quarto: eu te perdôo também.

      Excluir
    2. Só uma correção quanto a este assunto.
      A intercessão dos santos é ensinada desde os primórdios da Igreja:
      "Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos". (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).

      "Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

      "Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração" (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

      Quanto a citação acima, até hoje a missa segue exatamente esta sequencia, ou seja, não foi a partir de 1054 não.

      Ah, e os ortodoxos, também rezam pela intercessão dos santos, não há uma vírgula de diferença nesta prática entra Igreja Romana e os Ortodoxos.

      Na paz de N. Sr. Jesus Cristo.

      Excluir
    3. Só uma correção quanto a este assunto:

      Nenhum dos Pais que você citou são dos "primórdios" da Igreja. Todos são de pelo menos 300 anos depois de Cristo.

      O que você não diz é que os PRIMEIROS Pais nem na imortalidade da alma criam, iriam crer em intercessão dos santos como então?

      Eu tenho um livro inteiro sobre isso, caso você ainda não saiba:

      http://www.apologiacrista.com/os-pais-da-igreja-contra-a-imortalidade-da-alma

      Na paz de N. Sr. Jesus Cristo.

      Excluir
  19. Paz e graça na nova vulgata o texto de Filimom : (Fm 1,4-6) "Dou continuamente graças a meu Deus, fazendo menção de ti em minhas orações, 5.pois ouço falar do teu amor e da tua fé, fé no Senhor Jesus e amor para com todos os santos.

    ResponderExcluir
  20. Vocês protestantes se julgam os sabichões! Falta porém a sabedora da caridade em vocês. Quando apóstolo Paulo pregou em Atenas ele não ficou humilhando os atenienses por suas idolatrias não. Ele procurou achar algo de bom na religiosidade deles. Se vocês desfazem e humilham a nós católicos o máximo que conseguirão é aguçar a nossa compaixão. Oh Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que falam!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado por confirmar que vocês são idólatras assim como os atenienses.

      Excluir
    2. Filemon 1:5 "Je suis informé de la foi que tu as au Seigneur Jésus, et de ta charité pour tous les saints". - Philémon 1:5, Bible - Louis Segond

      "Tenho ouvido falar do teu amor por todo o povo de Deus, e da tua fé no Senhor Jesus". - Filémon 1:5 - Tradução Interconfessional

      "Un solo, infatti, è Dio, e uno solo il mediatore fra Dio e gli uomini, l'uomo Cristo Gesù". I Timoteo 2:5 - Sacra Bibbia, Edit. Paoline

      "Ele é a Pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos". - Atos 4:12 Bíblia - Ferreira de Almeida

      Excluir

Seu comentário será publicado após passar pela moderação. Ofensas, deboches, divulgação de páginas católicas (links) e manifestações de fanatismo não serão aceitos. Todos os tipos de perguntas educadas são bem-vindas e serão respondidas cordialmente. Caso o seu comentário ainda não tenha sido liberado dentro de 24h, é possível que ele não tenha chegado à moderação, e neste caso reenvie o comment.