2 de janeiro de 2015

Mais evidências do terceiro Tiago


Sim, é o terceiro Tiago de novo. Já escrevi sobre ele nestee nesteartigo, e mais recentemente em minha refutação ao inquisidor medieval que vive em nossos dias, também conhecido como Cristiano Macabeus (ou “Cris”, para os mais íntimos), no artigo: "As aberrações de Cristiano Macabeus e a volta do terceiro Tiago". Naquele artigo eu abordei somente os argumentos bíblicos para a existência do terceiro Tiago, refutando a pseudo-exegese pobre e infantil do macabeu, mas neste eu abordarei também provas históricas (extra-bíblicas) da existência deste Tiago, que não era nenhum dos dois discípulos de Jesus, muito menos um anepsios (primo), e sim um adelphos (irmão).

Começaremos com Flávio Josefo, um historiador judeu do século I que é idolatrado por Macabeus, que o cita em seu site mais do que a Bíblia. Se Macabeus fosse papa, Josefo seria santo. Pois bem. No mesmo livro em que Josefo cita Jesus, e que é usado pelos historiadores como a prova mais cabal da existência histórica de Cristo, ele também fala de Tiago, como seu irmão:

“Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judeus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infração à lei, entregou-os para serem apedrejados”[1]

Observe que Josefo chama Tiago de irmão de Jesus, e não de primo de Jesus. Antes que os apologistas católicos disparem a pérola do hebraico, dizendo que “no hebraico não tinha distinção entre irmão e primo, era tudo a mesma coisa, e blá blá blá”, cabe notar que Josefo escrevia em grego[2], idioma que tinha perfeita distinção entre irmão e primo, tanto quanto o português. É digno de nota que Josefo, neste mesmo livro, nunca hesitou em escrever a palavra “primo” quando de fato alguém era primo – e não irmão – de outra pessoa.

Vejamos alguns exemplos tirados da mesma obra em que Josefo chama Tiago de irmão de Jesus:

“Orfa consentiu naquele desejo, mas a extrema afeição que Rute devotava à sogra não lhe permitiu abandoná-la e desejou ser sua companheira também na adversidade. Assim, chegaram ambas a Belém, onde veremos em seguida que Boaz, primo de Abimeleque, as recebeu com grande bondade”[3]

Note que Josefo não diz que Boaz era “irmão” de Abimeleque, mas que era primo (anepsios). Ele sempre fazia toda a questão de ressaltar quando alguém era primo, e nunca chamou um primo de “irmão”. A mesma coisa ele faz quando chama Jonadabe de primo de Amnom, ao invés de chamar simplesmente de “irmão”:

“Amnom, seu filho mais velho, apaixonou-se tão perdidamente por ela que, não podendo satisfazer a sua paixão, porque ela era cuidadosamente vigiada, ficou em tal estado que se tornou irreconhecível. Jonadabe, seu primo e amigo particular, julgou que aquela enfermidade só podia vir de uma causa semelhante e rogou-lhe que dissesse qual era. Amnom revelou o amor que sentia pela irmã, e Jonadabe, que era um homem inteligente, deu-lhe um conselho, o qual ele pôs em prática”[4]

Ele também faz questão de chamar Grapta de primo de Izate, ao invés de dizer que era “irmão” dele:

“Travou-se um combate, mataram a muitos dos dele, impeliram-no até quase o palácio, construído por Grapta, primo de Izate, rei dos adiabenianos, que João havia escolhido para sua residência e onde ele guardava todo seu dinheiro, como produto dos roubos e saques, que eram efeito de sua tirania; entraram lá com ele e o obrigaram a se retirar ao Templo”[5]

E também Caio em relação a Macrom e a Tibério:

“Tudo, porém, Macrom fez para dissipar essas dúvidas e suspeitas e particular-mente o temor que ele tinha pelo neto; ele afirmava-lhe que Caio tinha por ele grande respeito, muito afeto como primo, e que lhe cederia de boa vontade o império; que só se devia atribuir ao pudor e ao seu retraimento o que todos julgavam espírito fraco”[6]

“Ações tão criminosas, na mente de Caio, eram como outras tantas vitórias que ele obtivera sobre o que havia de mais ilustre no império. Seu furor tinha sufocado o brilho da família imperial no sangue do jovem Tibério, seu primo, que ele devia, ao invés, ter associado ao soberano poder”[7]

O mais interessante, contudo, fica por conta de quando Josefo cita anepsios (primo) e adelphos (irmão) numa mesma passagem, fazendo clara distinção entre ambos. Ele diz:

“Eis como Caio procedeu para executar uma resolução tão detestável contra aquele, com o qual a justiça obrigava a dividir a suprema autoridade. Mandou vir o jovem Tibério, reuniu seus amigos e disse-lhes falando dele: ‘Eu não o amo somente como meu primo, mas como se ele fosse meu próprio irmão, e desejaria, de todo meu coração, poder agora associá-lo ao governo, para satisfazer à última vontade de Tibério, mas vedes que, sendo tão jovem, ele tem mais necessidade de governante do que de ser governador’”[8]

Em uma das passagens mais interessantes, Josefo nomeia todos os familiares, fazendo nítida distinção de cada um deles:

“Mas eu quisera bem saber de quem ele teria podido aprender o que diz; eu fui instruído desde o berço por meu pai, meus irmãos, meus primos, meus avós, meus bisavós e tantos outros grandes príncipes, de quem sou descendente dos lados paterno e materno, sem falar das sementes de virtude que a mesma natureza introduz no sangue daqueles que ela destina a governa”[9]

Josefo distinguia claramente irmão de primo, assim como distinguia com clareza as outras relações de parentesco. Mesmo sendo assim tão claro, ele faz questão de chamar Tiago de irmãode Jesus, e não de primo! Será que Josefo não tinha a mínima ideia de quem era Tiago e somente “chutou” que era um irmão? É claro que não. A verdade é que este Tiago era bem conhecido na época, pois se tornou um dos principais líderes do Cristianismo primitivo, como Lucas confirma ao mencioná-lo como o líder do Concílio de Jerusalém em Atos 15.

Josefo não apenas sabia muito bem quem era Tiago, como até chegou a descrever a sua morte por apedrejamento. Josefo era um historiador por excelência. Ele descreveu milhares de fatos e personagens da época com precisão. Os católicos querem nos convencer, realmente, que Josefo, o mesmo que acertou na descrição de todos os outros graus de parentesco em todo o seu livro, errou pateticamente na descrição de Tiago, em particular. E pior: que seu “erro” é, “coincidentemente”, exatamente o mesmo que os protestantes afirmam há séculos usando a Bíblia! Isso é muita coincidência, muitos erros ou muita ignorância e ingenuidade da parte dos pseudos-apologistas católicos.

Em resumo, podemos elencar que:

• Josefo, exímio historiador, conhecia Tiago muito bem. Não apenas porque ele era um excelente historiador, mas porque Tiago era muito conhecido, contemporâneo de Josefo, inclusive, e judeu como ele.

• Josefo escrevia em grego, e tinha pronto, a mão, e perfeitamente disponível as palavras adelphos (irmão) e anepesios (primo), assim como o português, que também tem clara distinção entre ambos.

• Josefo não apenas tinha disponível essas palavras, mas de fato as usava apropriadamente, citando adelphos (irmão) quando era irmão, e anepsios (primo) quando era primo. Ele nunca citou um primo como “irmão” e nunca citou um irmão como “primo”. Ele cuidadosamente distinguia claramente um do outro.

• Este mesmo Flávio Josefo escreveu dizendo que Tiago era irmão (adelphos) de Jesus, e não “primo” (anepsios) dele. Os católicos são forçados a sustentar inutilmente, e contra todas as evidências, que Josefo errou aqui, embora tenha acertado em todos os outros textos. Na verdade, o que eles fazem é negar o óbvio, pois não podem simplesmente aceitar a verdade como tal como ela é, já que já estão presos a um sistema papal repleto de pressupostos, sendo proibidos de pensar por si mesmos, tendo apenas que repetir e concordar com o papa. Então, enquanto os evangélicos estão livres para pensar por si mesmos e chegar à conclusão natural de que Josefo escreveu este texto consciente, os católicos estão presos a um sistema papal em que se veem obrigados a negar qualquer evidência, para sustentar uma mentira.

E esta não é a única evidência externa de que Tiago era mesmo irmão de Jesus. Temos, além da prova histórica, uma evidência arqueológica, que se trata do ossuário de Tiago, datado do século I, que traz a inscrição em aramaico: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” (Ya'akov bar Yosef achui d'Yeshua). O ossuário foi comprado há muito tempo por um colecionador judeu que nem suspeitava da importância daquele artefato. Mas quando, em abril de 2002, o renomado estudioso francês André Lemaire o viu em uma urna, escrito na língua falada por Jesus, logo descobriu a sua importância.


Esse valioso achado arqueológico foi logo desacreditado pelos ateus, que alegaram falsificação. Por isso, ele foi submetido a testes pelo Geological Survey of State of Israel e, depois de muita investigação, foi declarado autêntico. De acordo com o The New York Times, “essa descoberta pode muito bem ser o mais antigo artefato relacionado à existência de Jesus”. Submetido a análises de datação histórica, foi constatado que ele remetia a aproximadamente 63 d.C, que, curiosamente, é exatamente a época em que o irmão de Jesus foi martirizado, de acordo com a tradição cristã!

O julgamento definitivo, que foi feito em 2012, provou a autenticidade do ossuário do irmão de Jesus. A matéria da revista norte-americana Biblical Archeological Review abordou o caso nas seguintes palavras[10]:

«Depois de um julgamento de mais de cinco anos com 138 testemunhas, mais de 400 exposições e uma transcrição do julgamento de 12.000 páginas, o Juiz Aharon Farkash do Tribunal Distrital de Jerusalém inocentou os réus de todas as acusações de falsificação. Sua opinião no caso, proferido em 14 de Março, tem 474 páginas. Os acusados Oded Golan e Robert Deutsch foram inocentados de todas as acusações de falsificação.

Dos cinco réus indiciados originalmente em 2004, apenas dois permaneceram no caso: Oded Golan, um colecionador de antiguidades com uma das coleções mais importantes em Israel (ele foi considerado culpado da acusação menor de negociação de antiguidades sem licença); e Robert Deutsch, o mais proeminente negociante de antiguidades, em Israel, que também ensinou na Universidade de Haifa, serviu como supervisor em escavação arqueológica de Megiddo e é autor de livros acadêmicos, sozinho e com outros estudiosos de renome internacional.

O mais famoso dos objetos acusados de serem falsificações é uma inscrição em um Ossuário ou caixa de ossos em que se lê: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Ele recebeu sua primeira publicação na revista Biblical Archeological Review (Revista de Arqueologia Bíblica) em 21 de outubro de 2002. No dia seguinte, ele estava na primeira página de quase todos os jornais do mundo, incluindo o New York Times e Washington Post.

Análises Paleográficas e a existência de antiga pátina sugeriram que a inscrição é autêntica. A primeira parada em qualquer investigação sobre esta questão seria na porta dos paleógrafos – estudiosos que podem datar e autenticar as inscrições de certos períodos históricos específicos com base no estilo e na posição das letras. Neste caso, a inscrição foi autenticada por duas das maiores autoridades mundiais em Paleografia da atualidade, Andre Lemaire da Sorbonne e Ada Yardeni da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O que é ainda mais significativo é que nenhum paleógrafo de qualquer reputação mesmo sugeriu que esta inscrição pode ser uma falsificação. Não há nenhum “outro lado da questão”, falando em termos de Paleografia.

Há outras razões, mais simples, para se crer que a inscrição não é uma falsificação. Oded Golan possuía o Ossuário de Tiago desde a década de 1970. Ele provou isso com fotografias antigas autenticadas por um ex-agente do FBI nas quais é usado um tipo de papel que não é mais usado em uma data posterior. E Golan nunca tentou vender o ossuário ou divulgar a inscrição. Ele afirma veementemente que nem sabia que o Novo Testamento menciona Tiago como o irmão de Jesus, ou como ele disse, “eu nunca soube que Deus poderia ter um irmão”. Ainda mais compreensivelmente, ele não tinha ideia que o nome Ya’acov (como está escrito no ossuário) e Jacob (para qualquer israelita) foi traduzido como “James” no Novo Testamento em Inglês.

A imprensa mundial não deu atenção ao veredicto deste caso. Desde o dia 14 de março último, quase nada foi noticiado pelos canais de televisão internacionais ou nacionais, ou nos jornais ou revistas (com exceção da BAR)»

A razão pela qual quase não houve notícias da mídia a este respeito é porque a mídia é predominantemente humanista secular, que dá espaço a qualquer boato ridículo de terem encontrado o “túmulo de Jesus” (algo que nunca foi provado em julgamento nenhum, e não passa de boatos criados por secularistas), mas omite vergonhosamente algo que favorece a historicidade de Cristo e que foi provado verdadeiro em julgamento. Mais do que uma evidência da existência histórica de Jesus (da qual o leitor pode conferir outras evidências clicando aqui), esta também é uma clara evidência de que Jesus tinha um irmão chamado Tiago.

Esta evidência também anula as possibilidades de Tiago ter sido apenas “primo” de Jesus, porque nos ossuários judaicos constava, no máximo, apenas o nome do pai e de quem era irmão, nunca constava o primo. Ao dizer, portanto, que Tiago era “filho de José e irmão de Jesus”, estava relatando que de fato Jesus tinha um irmão chamado Tiago.

A historinha de que Tiago era um “primo” de Jesus é uma invenção criada pelos papistas para sustentar o dogma falido da virgindade perpétua de Maria, que é crido por pura fé no papa, e não por argumentos. Embora esse tipo de fé cega seja rechaçado pelas mentes inteligentes, é perpetuado por mentes pobres do tempo dos macabeus, que pensam que a palavra do papa tem mais peso que as evidências racionais. Uma lástima.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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[1] Antiguidades Judaicas, Parte 1, Livro XX, Cap. 8.
[3]Antiguidades Judaicas, Parte 1, Livro I, Cap. 11.
[4]Antiguidades Judaicas, Parte 1, Livro VII, Cap. 7.
[5]Antiguidades Judaicas, Parte 2, Livro IV, Cap. 34.
[6] Antiguidades Judaicas, Livro Único, Cap. 4.
[7] Antiguidades Judaicas, Livro Único, Cap. 6.
[8] Antiguidades Judaicas, Livro Único, Cap. 3.
[9] Antiguidades Judaicas, Livro Único, Cap. 4.

26 comentários:

  1. Essa de Josefo foi simplesmente uma bela bordoada na cara do Catolicismo, sem contar a inscrição na urna mortuária: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”.

    Essa foi para detonar de vez com os católicos apóstolicos românticos!

    Parabens pelo artigo, bom demais!

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    1. Você aposta quanto que nos próximos dias o pobre do Macabeus vai escrever dizendo que "o testemunho de Josefo não vale", depois dele citar Josefo duzentas vezes no site dele quando é para corroborar com suas pseudo-teorias apocalípticas?

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  2. (1) Tiago, o filho de Zebedeu, é um dos doze APÓSTOLOS escolhidos e nomeados por Cristo (Mt 10:2), é irmão do apóstolo João (Mt 10:2) (à parte do qual nunca é mencionado). Juntamente com este e com Pedro, foi especialmente íntimo do Senhor Jesus (Mt 17:1; Mr 5:37; 9:2; 14:33), e foi martirizado por Herodes (At 12:2). Sua mãe é Salomé que é irmã de Maria mãe de Jesus. Portanto esse Tiago, também chamado de Tiago o maior, é primo de Jesus.

    (2) Tiago, o filho de Alfeu (ou Cléopas, ou Clopas) e de Maria de Clopas, é um dos doze APÓSTOLOS escolhidos e nomeados por Cristo (Mt 10:3), é irmão de José (Mr 15:40), e é chamado de "Tiago, o Menor" (em estatura) (Mr 15:40).

    (3) Tiago, o IRMÃO DO SENHOR (Mt 13:55; Mr 6:3; Gl 1:19 . Tal como todos os irmãos de Jesus, não creu nEste durante Sua vida na terra (Mr 3:21; Jo 7:5), andou enciumado e antagonizando-O (Jo 7:3-8) e longe dEle, mas, após a ressurreição, Cristo lhe apareceu (1Co 15:7) e, somente então, ele e todos seus irmãos se arrependeram, creram, e ajuntaram-se aos discípulos (Acts 1:14). Veio a ser o líder da assembléia em Jerusalém (At 12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9,12).

    (4) Tiago, pai do apóstolo Judas Tadeu (Lc 6:16; At 1:13). Este Tiago não é apóstolo, nem é irmão de Jesus (porque este Judas não é irmão de Jesus, nota Mt 10:4).
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    T++++
    Matheus

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  3. Ah, não me diga que vocês arrumaram um quarto Tiago pai do segundo Tiago? E SE O NOME DELE, AO INVES DE SER JUDAS DE TIAGO, FOR TADEU, OU JUDAS TADEU ELE PASSA A SER FILHO DE QUEM?
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    João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada
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    Mateus 10:3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e TADEU;
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    Nova Tradução na Linguagem de Hoje
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    Mateus 10:3 Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; TADEU
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    João Ferreira de Almeida Atualizada
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    Mateus 10:3 Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e TADEU;
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    João Ferreira de Almeida Corrigida e Revisada, Fiel
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    Mateus 10:3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e LEBEU, apelidado TADEU
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    Nova Versão Internacional
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    Mateus 10:3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e TADEU
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    ACHA AQUI EM MARCOS 3:18 O FILHO DE TIAGO
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    João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada
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    Marcos 3:18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, TADEU, Simão, o Zelote,
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    Nova Tradução na Linguagem de Hoje
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    Marcos 3:18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; TADEU, Simão, o nacionalista;
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    João Ferreira de Almeida Atualizada
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    Marcos 3:18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, TADEU, Simão, o cananeu
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    João Ferreira de Almeida Corrigida e Revisada, Fiel
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    Marcos 3:18 E a André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a TADEU, e a Simão o Zelote,
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    Nova Versão Internacional
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    Marcos 3:18 André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; TADEU; Simão, o zelote

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  4. Sim existem 4 Tiagos no NT..... qualquer comentário bíblico da editora Vida ou da NVI... mostra isso....

    T++
    Matheus

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  5. Oi lucas...mudando de assunto...vc já viu esse debate aqui entre calvinismo e arminianos ? Veja que pergunta que o calvinista fez aos 46 minutos para o arminiano e ele disse que não sabia responder. Você sabe a resposta ?
    https://www.youtube.com/watch?v=kMSXM0x1ASI
    .

    Viu, no ato da conversão quem que dá a palavra final se a pessoa vai se converter ? eu ou Deus ?
    .
    Obrigado.
    T++
    Matheus.

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    Respostas
    1. A pergunta do calvinista não tem sentido. Primeiro ele fala sobre alguém que "não tem como" aceitar a graça proveniente, mas como é que alguém "não vai ter como" aceitar a graça? Todos podem aceitar a graça, só rejeita quem quiser. Talvez ele esteja se referindo aos povos não-alcançados que nunca ouviram falar de Jesus (pelo menos foi assim que eu entendi no início, antes dele mudar totalmente o foco no final da pergunta), se for isso mesmo a intenção dele a resposta está no apêndice 1 do meu livro sobre o calvinismo.

      Em relação à "pergunta final" dele, onde ele trabalha com a analogia de alguém que quer se suicidar, quem sou eu pra impedir que alguém que tenha livre-arbítrio decida livremente que deseja se suicidar? Se a pessoa está realmente decidida a isso nem vai adiantar "salvá-la" uma vez, pois ela vai insistir em querer se lançar da janela de novo e de novo e de novo até não ter jeito. O que se PODE fazer é conscientizá-la, mostrar a ela que é melhor preservar sua vida, cuidar da área psicológica se houver algum problema neste sentido, fazer uma oração com ela, acompanhá-la para tratamento, etc, mas impedir para sempre ninguém pode, ninguém consegue, pois cada ser humano tem direito à vida, como também tem direito à morte. Isso dentro da analogia humana que ele passou. Se eu tiver um filho e este filho estiver decidido a apostatar da fé e tornar-se um não-cristão, por mais que eu queira que ele seja cristão e ainda que eu venha a fazer de tudo para conscientizá-lo da verdade da fé, eu não posso agarrá-lo pela orelha e forçá-lo a ir pra igreja, ou forçá-lo a orar, ou coagi-lo a não pecar, eu não posso violar a liberdade de escolha dele.

      Voltando ao cenário espiritual, Deus faz o mesmo. Ele deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (1Tm.2:4), mas ele respeita a liberdade de escolha de quem deseja não ser salvo, daqueles que optam pelo caminho oposto. Deus não trabalha na base da coação, ele não obriga ninguém a nada. Ele é um Deus de amor e de liberdade. Ele não vai trazê-lo ao Céu pela força ou pela violência. Ele não vai obstruir o livre-arbítrio que ele mesmo concedeu, para que alguém seja salvo "na marra". Se o mundo fosse assim, nós seríamos meras marionetes sem capacidade de livre pensamento e ação. Embora este seja o tipo de mundo que os calvinistas pensam que estamos, não é o tipo de mundo em que realmente estamos.

      T+

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  6. Ele disse que não seria injusto Deus deixar as pessoas escolherem o caminho errado como a perdição sendo que a pessoa é incapaz de fazer a escolha certa... ou seja, para ele, Deus faz a pessoa ser capaz de fazer a escolha e escolhe a coisa certa.

    Então quem dá a palavra final se aceita ou não o evangelho sou eu né ?
    .
    T++
    Matheus...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como assim a pessoa é "incapaz" de fazer a escolha certa? Ninguém é "incapaz" de fazer a escolha certa.Todos são capazes pela graça preveniente. Este senhor deturpa o arminianismo clássico.

      Se Deus escolhe pela pessoa então a pessoa não tem escolha. Ela é uma marionete. Este é o calvinismo. Que lindo.

      Cada pessoa tem o poder de decisão de escolher aceitar ou rejeitar a graça preveniente. Deus não vai escolher por você. Deus não vai crer por você. Deus não vai aceitar Jesus por você. Isso é você quem tem que fazer. E quem te capacita para que essa escolha seja possível é Deus.

      T+++

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  7. Amigo Lucas, Macabeus, postou um video, refutando o seu texto sobre o ossuário de Tiago já viu, ele e esse tal de rafael são ridiculos. abraços do amigo Marcos

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    Respostas
    1. O Macabeus não gosta que eu fique zuando com ele, mas ele pede. Não é possível. Essa psicose e doença mental dele já ultrapassou todos os limites conhecidos pelo homem. Veja só até que ponto que a criatura chega: o sujeito prefere crer num videozinho de 7 minutos no YouTube (que diz que o ossuário é falso) do que no JULGAMENTO OFICIAL que durou meses, com inúmeras provas, advogados, com júri e tudo o mais, e que provou que o ossuário é verdadeiro. Ele nem quer ser levado a sério, está pedindo para ser ridicularizado. Isso já passou dos limites.

      O camarada me traz um vídeo do DISCOVERY CHANNEL (sim, acredite), abertamente secular e anticristão que obviamente faz de tudo para combater a veracidade do Cristianismo, como se o vídeo deles tivesse VALOR JUDICIAL. Cara, eu não sei expressar em palavras o quanto isso é ridículo. Eu estou abismado aqui. O cidadão prefere comprar a ideia da TEORIA DA CONSPIRAÇÃO criada pelo Discovery Channel do que aceitar os FATOS COMPROVADOS em um TRIBUNAL. Isso só tem um nome: demência. É pedir para ser tachado de idiota.

      Imagine se você é acusado de alguma coisa, aí vai pro tribunal, pra justiça, durante meses apresentam um monte de provas, evidências, com um monte de advogados, com todo um júri, coisa séria, decente, e este tribunal oficialmente declara que você está CERTO e os outros estavam ERRADOS, e de repente aparece um maluco lunático que CONTINUA DIZENDO que você está errado porque ele tem um videozinho conspiratório do Discovery Channel (e feito ANTES do julgamento) dizendo que você está errado, e esse maluco lunático acha que o vídeo do YouTube tem mais peso que o julgamento oficial.

      O que você faz com um anencéfalo desses? Você com certeza vai morrer de rir, ou então vai ignorá-lo, ou então vai recomendá-lo uma clínica psiquiátrica, ou um hospício, mas a única coisa que você certamente NÃO vai fazer é debater com uma criatura dessas, pois é inútil discutir com doentes mentais.

      O único que consegue ser mais ridículo que o Macabeus é esse Rafael, que é uma versão piorada do Macabeus, que consegue o feito extraordinário de ser ainda mais burro que ele, mas que se acha "inteligente" porque tem um livrinho que fala sobre o cânon bíblico (mesmo correndo com o rabo entre as pernas quando é confrontado em debate sobre o que ele mesmo escreveu). A apologética católica está cada vez mais beirando a insanidade, já não se fazem mais apologistas como antigamente. Eles não servem mais nem para serem refutados. Apesar servem para nos dar gargalhadas, e muitas.

      Abraços.

      Excluir
  8. O mais interessante em todas as refutações dos católicos foi a ocasião em que - num debate - eles argumentaram que os citados como irmãos de Jesus eram, na verdade, filhos de uma irmã da mãe dele, também chamada Maria (de Cleofas). Eu argumentei perguntando qual pai poderia colocar em duas filhas o mesmo nome. Nisso o católico refutou argumentando ser muito comum que na mesma família tivessem, não apenas duas, mas muitas Marias, e acabou dando exemplos das tantas famílias no Brasil que tem mais de uma filha chamada Maria.

    O problema maior é que o nome dado a mãe de Jesus não é de origem latina, mas de origem hebraica. Na verdade, a mãe de Jesus nunca se chamou Maria, mas sim Miriã. E Miriã não se traduz por Maria.

    Por esse motivo eu repito a pergunta: Por que um pai judeu colocaria em duas filhas o nome de Miriã?

    Mas, temos um problema maior ainda. Tiago, José, Simão e Judas jamais poderiam ter sido primos de Jesus, filhos de sua suposta tia, Maria de Cleofas. Ela não era irmã da mãe de Jesus nem na Judeia e nem na China.

    Observe que aos pés da cruz podemos ver, não três, mas quatro mulheres. Maria de Cleofas é vista separada da irmã da mãe de Jesus. A passagem é João 19:25,

    João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada

    E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.

    Nova Tradução na Linguagem de Hoje

    Perto da cruz de Jesus estavam a sua mãe, e a irmã dela, e Maria, a esposa de Clopas, e também Maria Madalena.

    João Ferreira de Almeida Atualizada

    Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.

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    Respostas
    1. Lucas, em cima da colocação do A Franco, pode-se então concluir que o nome da irmã de Maria, mãe de Jesus, seria Joana conforme Lucas 24:10 "E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos." ? (Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
      Att. Carlos

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    2. Lucas, eu vou responder seu email por aqui, onde voce me pergunta para confirmar se Joana era irmã da mãe de Jesus. Não é ela a irmã de Maria, mas sim Salomé.
      .
      Coincidência ou não, eu estou trabalhando num artigo que vai ser uma verdadeira surpresa para muitos. Chama-se: Maria, mãe de Tiago e José, que não é a outra a não ser mãe de Jesus.
      .
      Vai para voces aqui alguns trechos do artigo. Vou ter que resumir bastante, pois o original já está com umas 12 páginas, mas isso deve dar uma ideia do que vem por aí, que por sinal vai ser uma verdadeira bomba para a dogmática católica.
      .
      Primeiro vou tratar aqui neste tópico sobre a irmã da mãe de Jesus. Depois vou falar de Tiago, e em seguida da mãe de Tiago e José, que por sinal é oriunda da Galiléia. Esse é o detalhe interessante: Ela é da Galiléia e não de Emaus.
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      Isso é só o trailer do filme.
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      Salomé aparece perto da cruz e longe da cruz. A Bíblia do Peregrino, uma versão católica, localiza quatro mulheres na cena da crucificação: “Estavam em pé, junto ã cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena”.
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      Quando João menciona as mulheres perto da cruz em 19:25, ele realmente lista quatro delas, e não três. Porém, onde está Salomé, mencionada nos evangelhos sinópticos? João diz que ela estava ali: “Também estavam ali, olhando de longe... Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu”, Mateus 27:55,56.
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      A mãe dos filhos de Zebedeu é, sem dúvida, Salomé, nomeada por Marcos: “Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé...”.
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      Agora vejam a construção exata do texto de João: “Estavam em pé, junto ã cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe [ Salomé ], e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena”.
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      A irmã da mãe do Senhor não poderia mesmo ser Maria de Cleófas. O texto apresenta quatro mulheres no momento da crucificação, fazendo separação entre a irmã da mãe do Senhor e Maria de Cleófas. O texto original não identifica «Maria, mulher de Clopas» com a irmã de Maria, mãe de Jesus, pelo contrário, distingue as duas mulheres, inserindo a conjunção «e» antes da palavra «Maria». E assim temos: «...a irmã dela (não diz quem) e Maria...»

      Continua ...

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    3. A bem da verdade, é necessário que se diga que a primitiva versão siríaca, a «peshita», também inseriu a conjunção «e» após as palavras «irmã de sua mãe», o que serve para mostrar-nos que desde bem cedo na história da interpretação do texto sagrado, essa passagem era aceita para indicar a presença de quatro mulheres, e não de três somente, ao pé da cruz.
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      Se reconhecermos a presença de quatro mulheres na cena da crucificação de Cristo, então podemos fazer as seguintes observações: A irmã de Maria, cujo nome não é dado por João, é Salomé. E isso pode ser confirmado na narrativa dos evangelhos sinópticos, que igualmente fornecem uma lista das mulheres que se fizeram presentes à crucificação. A diferença é que nos evangelhos sinópticos todos os nomes são mencionados, ao passo que, neste quarto evangelho, não é fornecido o nome da irmã de Maria. A mulher que é identificada como «mãe dos filhos de Zebedeu» (Mat. 27:56) é, evidentemente, Salomé, na narrativa paralela de Marc. 15:40. Salomé, assim sendo, seria a mãe de João e Tiago. E isso, por sua vez, significa que tanto o apóstolo João como sua mãe estiveram ao pé da cruz de Cristo, em companhia de Maria Madalena e de Maria, mãe de Jesus. Isso, finalmente, significa que os apóstolos João e Tiago eram os verdadeiros primos de Jesus.
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      O segundo motivo aponta para um fato curioso: Por que um pai judeu daria o nome de Miriã para duas filhas? Não existe o nome Maria na lingua grega ou hebraica. A mãe de Jesus chamava-se Miriã, o que torna difícil concordar que numa família judia pudesse haver duas irmãs com nomes semelhantes. Judeus não tem esse costume e, para se confirmar, basta atentarmos para duas famílias no Velho Testamento, a família de Jessé e a de Jacó. O pai de Davi teve oito filhos e Jacó doze, mas curiosamente a nenhum deles - vinte homens - foram dados nomes semelhantes. Os judeus tem até hoje a tradição de colocar nomes de parentes anteriores em seus filhos e filhas (Lucas 1:59-61), mas dificilmente colocariam um mesmo nome para duas filhas. Assim, fica evidente que a irmã da mãe do Senhor Jesus, Maria, não é outra Maria, é Salomé, nomeada em Marcos 15:40 e Mateus 27:56, mas não em João.

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    4. Agora vou falar sobre a mãe de Tiago e José
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      Apenas João lista entre elas a mulher de Cleofas, pois fez uma citação livre quando elas estavam perto da cruz. Maria de Cleofas não foi citada por Mateus e Marcos pelo fato destes lembrarem em primeiro lugar dos nomes das senhoras da GALILÉIA. A única Maria da Galiléia, mãe de Tiago e José - conhecida nas Escrituras - é Maria, mãe de Jesus. Por esse motivo, quando foi feito referência às mulheres da Galiléia entrou a mãe de Tiago e José, mas saiu a mulher de Cleofas, pois ela é natural de Emaus.
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      “Também estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o ouvir; entre as quais se achavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu”, Mateus 27:55,56.
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      Essa Maria aparece no momento do enterro de Jesus junto com Maria Madalena. Após a crucificação Lucas nos diz em 23:55: “E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo”. Olha o detalhe aí inisitindo outra vez: Elas eram da Galiléia, região onde vivia a família de Jesus.
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      Veja que Marcos nomeia duas dessas mulheres: “E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham”, Marcos 15:47.
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      Mateus identifica a companhia de Maria Madalena como sendo a outra Maria: “E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro”, Mateus 28:1.
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      Marcos igualmente apresenta essa Maria em seu registro do mesmo episódio: “Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; as quais, quando Jesus estava na Galiléia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém”, Marcos 15:40,41. Veja que Marcos foi mais explícito enfatizando a origem dessas mulheres “que serviam e acompanhavam o Senhor Jesus quando ele estava na Galiléia”.
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      Lucas omite os nomes das mulheres na mesma cena, mas faz questão de lembrar também que elas eram da GALILÉIA: “E todos os seus conhecidos, e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galiléia, estavam de longe vendo estas coisas”, Lucas 23:41

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    5. Continuando...
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      Certamente, Marcos, Mateus e Lucas não deixaram de mencionar a mãe de Jesus no local da crucificação. João nos informa que ela se fazia presente: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena”, João 19:25 (ARA).
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      Podemos concluir, portanto, que a mãe de Tiago e de José é a mãe de Jesus. A confirmação vem com as relações paralelas de Marcos 6: 3 e Mateus 13: 55, onde os judeus perguntam retoricamente de Jesus: "Não é este o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago e de José, de Judas e Simão? Vale ressaltar que Tiago é colocado antes de José como nos relatos da cena da crucificação em Mateus 27: 56 Marcos 15: 40. Os dois filhos mais velhos são selecionados primeiro. A princípio pode parecer estranho dar a Maria, mãe de Jesus, o título de mãe de Tiago e José, porém, devemos recordar que Cristo estava morto no decorrer do relato, e agora, o próximo filho dela, o mais velho, que se chama Tiago entra na narrativa acompanhando de seu irmão José.
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      Essa circunstância não deveria ser vista com estranheza, pois sabemos que Maria não ocupa, no Novo Testamento a posição que lhe é atribuída na tradição eclesiástica da Igreja Católica Romana, desenvolvida com a passagem dos séculos. Não se deveria mesmo esperar que ela fosse tratada de outra forma além de Maria, mãe de Tiago e José, a outra Maria ou mesmo Maria, mãe de José, como apresentada pelos evangelistas. Esta maneira de distinguir a outra Maria sugere que seus filhos ainda eram conhecidos dos cristãos, entre os quais eram apreciados.
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      Além disso tudo, existe também um detalhe extremamente curioso que envolve Tiago, filho dessa Maria, que sem dúvida é mãe também de Jesus, Judas e Simão. Quando se diz de Tiago que ele é o menor, está, na verdade, o chamando de alguém com baixa estatura, como demonstra o original grego - Tiago, [ho mikros].
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      O ordinário significado deste termo é, "o pequeno", e deve significar, “de pequena estatura”, e não o menor, ou mais novo por inferir que esse Tiago é um dos discípulos, sendo o menor, porque o Tiago, irmão de joão é o maior ou mais velho. Consulte meu artigo A Idade de João no exílio no meu site agrandecidade.com e voce descobrirá que João e seu irmão provavelmente eram os mais jovens do grupo dos discípulos, não havendo assim base alguma para denominar esse Tiago, ho mikros, de menor porque era mais novo do que o Tiago discípulo, irmão de João.

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    6. Continuando...
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      A existência de dois discípulos nomeados Tiago exigiu a utilização de epítetos de distinção. Assim, “o menor” ou “mais novo” não seria apropriado para o terceiro Tiago como chefe da igreja de Jerusalém. Em sendo ele irmão de Jesus, e Jesus alcançando a Idade de 33 anos quando morreu, podemos inferir com certeza que esse Tiago era bem mais velho do que os filhos de Zebedeu. Não é de admirar que como coluna da Igreja em Jerusalém ele seja nomeado primeiro (Gal 2:9). Ele ter decidido o que deveria ser feito diante do Concílio com relação aos gentios que receberam a Palavra de Deus sugere que, além de maduro o suficiente, estava mais apto do que os outros para exercer a liderança (Atos 15:13-15).
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      Também vemos em Atos 21:18 que na chegada de Paulo a Jerusalém para um relatório do que Deus estava realizando através do seu ministério, a casa de Tiago foi escolhida como local de reunião, contando com a presença de alguns anciãos da Igreja. Isso tudo é um indício de que o terceiro Tiago não era nenhum jovem imaturo. Ele era a cabeça, o chefe da Igreja em Jerusalém. O chefe pode ser de baixa estaura [ho mikros], mas não pode ser menor - ou mais novo.
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      Outro detalhe curioso é sobre Cleofas e Alfeu. Alguns estudiosos do texto sagrado duvidam que eles sejam a mesma pessoa. Para isso apontam alguns detalhes. Eles afirmam que há sérias dificuldades na identificação de Alfeu e Cleofas. Em primeiro lugar, Lucas, que fala da Cleofas (24:18), também fala de Alfeu (6:15, Atos 1:13). Podemos questionar se ele teria sido culpado de ter confundido a utilização de nomes. Se ambos apontam para a mesma pessoa porque ele diferenciou-os em duas referencias?
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      Mais complicado ainda é que, enquanto Alfeu é o equivalente do aramaico, não é fácil ver como a Grego desta forma se tornou Cleofas, ou, mais correctamente Clopas.
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      Em 90% das consultas que fiz os analistas do grego deixam duvida se eles eram a mesma pessoa e alguns foram taxativos, garantindo que Cleofas não é Alfeu. Se isso for realmente verdade eu vou ter que mexer novamente no Terceiro Tiago.

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    7. Outro detalhe que percebi é que Alfeu é pai de Mateus e Tiago (Marcos 2:14; 10:3). Se o pai dos dois for o mesmo Alfeu, então, o Tiago, seu filho, não pode ser o mesmo Tiago citado em Marcos 6:3 e Mateus 13:55 na lista dos irmãos de Jesus. Se fosse, Mateus deveria também ser lembrado nesta lista como o quinto irmão.
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      E mais um detalhe fala de Judas, o discípulo. Algumas traduções o reconhecem como irmão de Tiago e outras como filho de Tiago. Filho não pode ser, pois nenhum dos Tiagos conhecidos no NT poderiam ter filhos na idade de ser discípulo. O mais velho era o irmão de Jesus que talvez estivesse na casa dos 30 anos. Também dizer que Judas era irmão de Tiago é duvidoso, pois o original apenas diz Judas Tiago em todas as listas dos discípulos (ιουδας ιακωβου). Não se sabe porque traduziram por Judas filho de Tiago ou Judas Irmão de Tiago.
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      Bem, quando o filme ficar pronto eu vou passar no meu site e te aviso e voce transfere para o seu site também.
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      Abraços

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    8. Quero fazer apenas uma correção em dois relatos da cena da crucificação de Lucas e Marcos que foram postados no terceiro paragrafo sobre a cena do túmulo. Na verdade é apenas um segmento para identificar a mesma Maria no episódio da crucificação e no momento do sepultamento de Jesus. De qualquer forma vou dar uma ajeitada aqui neste novo detalhe.
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      Há algo muitísimo interessante numa narrativa de quando eles colocam Jesus no túmulo. O registro diz que só havia duas Marias ali: “E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro”.
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      A presença da mãe do Senhor no enterro de Jesus é muito mais significativa e necessária do que a presença de Maria de Cléofas. Evidente que ela não poderia estar ausente justamente no instante em que José de Arimatéia sepultava seu filho. Lucas, quando faz o registro da mesma cena, não cita os nomes das mulheres, mas garante que elas são da Galiléia quando lembra que “... as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo”.
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      Maria, mãe de Tiago o menor , e de José não saiu de cena, mas permaneceu em Jerusalém, pois o versículo imediato diz que “ ... voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento”.
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      Se estavam em Jerusalém, e não podiam caminhar uma milha porque era sábado, significa que não voltaram a Galiléia a não ser depois da ressurreição.
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      Tem outro detalhe interessante; Quando Marcos e Lucas dizem num texto que essa Maria é mãe de Tiago, sem citar José (Marcos 16:1; Lucas 24:10) e em outro texto Marcos registra que ela é mãe de José, sem citar Tiago (Marcos 15:47) estão revelando que é a mesma mulher - mãe dos dois: Maria, mãe de Tiago e José!

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    9. Alon, fantástico. Simplesmente fantástico. Não tenho mais o que dizer. Espero ansiosamente pelo seu artigo completo!

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  9. Pode acreditar que vai valer a pena esperar, seja você e muitos outros. Esse artigo vai explodir até com a Patristica, revelando que muitos pais da Igreja estavam tremendamente equivocados.

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  10. O artigo pelo qual o Alon diz foi escrito?

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    1. Ele ainda está pesquisando sobre o tema, já adiantou algumas coisas pra mim, vai ter muitas revelações pela frente, mas vou esperar ele concluir o trabalho dele para então publicar.

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