20 de agosto de 2012

Calúnias dos Papas



Como todos sabem, o papa é uma espécie de Todo-Poderoso que reina absoluto no trono de Roma. Embora os católicos não queiram admitir isso, na prática eles são meros servos do papa, subservientes à sua vontade. É praxe da desonesta apologia católica se valer de textos isolados (e muitas vezes adulterados ou inventados) supostamente atribuídos a Lutero para caluniá-lo. 

Porém, o interessante é que eles parecem não ter olhos para verem as calúnias vindas dos próprios Chefes da Igreja deles. Vale ressaltar que nós, evangélicos, não concedemos infalibilidade ex cathedra a Lutero, não cremos que ele é o «vigário de Cristo» ou «único representante de Cristo na terra», nem tampouco que «possui poder pleno, supremo e universal» (§883 do Catecismo Católico).

Nós não somos escravos de Lutero como os católicos são do papa. Pelo menos na teoria, os papas teriam uma enorme responsabilidade de serem aqueles que mais brilhariam a luz de Cristo para o mundo através da vida deles, dando-nos o exemplo a ser seguido. Porém, a realidade está bem longe de ser esta. O que iremos constatar a seguir é de fontes documentais que desmascaram fatos assombrosos de declarações papais, dentre elas que:

I – O papa era considerado outro Deus sobre a terra.

"Cuidemos não perder aquela salvação, aquela vida e fôlego os quais tu nos tem dado, pois tu és nosso pastor, tu és nosso médico, tu és nosso governador, tu és nosso esposo, finalmente tu és outro Deus, sobre a terra(Quinto Concílio, Sessão IV, ano 1512; Do Latim em Mansi SC, Vol. 32, col. 761 - também citado em A História dos Concílios, vol. XIV, col 109, por Labbe e Cossart)

"Crer que nosso Senhor Deus o Papa não tem poder para decretar assim como ele tem decretado, deve ser considerado heresia” (Ad Callem Sexti Decretalium", Coluna 140, Paris, 1685)

”O pontí­fice romano é o representante sobre a Terra, não de um mero homem, mas do próprio Deus (Papa Inocência III, em “Decretals of the Lord Pope Gregory IX”, liv. 1, tit. 7, cap. 3, “Copus Juris Canon” [ed. 2, Leipzig, 1881], col. 99)

II – O papa toma o lugar de Deus, é tudo e sobre todos, é um em essência com Deus, e é capaz de fazer quase tudo o que Deus faz.

"Aqueles quem o Papa de Roma separou, não foi um homem que os separou, mas Deus. Pois o Papa detém um lugar na terra, não simplesmente de um homem mas do verdadeiro Deus... ele dissolve, não por autoridade humana, mas também por autoridade divina... Eu sou em todos e sobre todos, logo o próprio Deus e eu, o sacerdote de Deus, temos ambos uma essência, e eu sou capaz de fazer quase tudo o que Deus pode fazer... portanto, se estas coisas que eu digo não são realizadas por um homem, mas por Deus, o que vocês fazem de mim senão Deus? Novamente, se aos cardeais da Igreja, Constantino os chama de deuses, eu então estou acima de todos os cardeais, visto por esta razão que estou acima de todos os deuses" (Decretales Domini Gregori ix Translatione Episcoporum, na Transferência dos Bispos, título 7, capítulo 3; Corpus Juris Canonice [2º Leipzig ed., 1881], col. 99; [Paris, 1612], tomo 2, Decretales, col. 205 [quando Inocêncio III era Papa])


III – O papa toma o lugar de Jesus Cristo e é o próprio Deus sobre a terra.

"O Papa toma o lugar de Jesus Cristo na terra... por direito divino o Papa tem poder supremo e completo em fé, em moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro sacerdote, o cabeça de toda a igreja, o pai e mestre de todos os Cristãos. Ele é o doutrinador infalível, o fundador dos dogmas, o autor e o juíz dos concílios; o comandante universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juíz dos céus e terra, o juíz de todos, sendo julgado por ninguém, o próprio Deus sobre a terra” (Citado no New York Catechism - Catecismo de Nova York)

IV – O papa é como se fosse Deus, ou melhor, o “substituto” dele.

"O papa é tão grande em dignidade e tão exaltado que ele não é um mero homem, mas é como se fosse Deus, e o substituto de Deus..." (Papa Pio XI, Mortalium Animos [A Promoção da Verdadeira Unidade Religiosa], Encíclica promulgada em 6 de Janeiro de 1928)


V – O papa e Deus é a mesma coisa e o papa é Onipotente sobre os Céus e a terra.

"O Papa e Deus são o mesmo, logo ele tem todo o poder nos Céus e na terra (Papa Pio V, citado em Barclay, Capítulo XXVII, p. 218, “Cities Petrus Bertanous”)


VI – O papa é o Deus Todo-Poderoso.

"...Nós detemos nesta terra o lugar de Deus Todo-Poderoso..." (Papa Leão XIII, em Praeclara Gratulationis Publicae [A Reunião da Cristandade], Encíclica promulgada em 20 de Junho de 1894)


VII – Os atributos do papa são os mesmos de Cristo.

”O Papa é o Vigário do Filho de Deus, ou a cabeça visí­vel da Igreja sobre a Terra. Os atributos do Papa são os mesmos que os de Cristo. Este pode perdoar pecados, também pode o Papa. O Papa é o único homem que se arroga o vicariato do filho de Deus. Sua pretensão não encontra oposição séria. E isso lhe estabelece autoridade” (Rev. Jeremias Prendegast, S. J. Sycracusa, N. Y., em “Post-Standard”, de 14 de março de 1912)

VIII – O papa é coroado como rei dos Céus, da terra e das regiões inferiores.

”O Papa é coroado com uma coroa trí­plice, como rei dos Céus e da Terra e das regiões inferiores (Extraí­do de “Prompta bibliotheca, Ferraris”, vol. 6, pág. 26)

IX – Todos os nomes que se aplicam a Cristo se aplicam ao papa.

Todos os nomes que nas Escrituras se aplicam a Cristo são aplicáveis ao Papa (Berlamino, “On the Authority of Councils”, liv. 2, cap. 17)

X – O papa é outro deus na terra.

”Tu és o pastor, tu és o médico, tu és o diretor, tu és o lavrador; finalmente, tu és outro deus na Terra (Philippe Labbe e Gabriel Cossart, “History of the Councils” (1972), vol. 14, col. 109)

XI – O papa tem poder para mudar os preceitos de Cristo.

"O Papa tem poder para mudar os tempos, ab-rogar leis e dispensar todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo (Extraído de “Decretal de Translat, Episcop.”, cap. 6)

XII – O papa pode modificar as leis divinas.

”O Papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas... O Papa pode modificar as leis divinas visto seu poder não provir dos homens, mas de Deus, e age como vigário do Filho de Deus na Terra, com o mais amplo poder de ligar e desligar o rebanho” (Extraí­do de “Prompta Bilbiotheca”, publicado em Roma, em 1900)

Portanto, da próxima vez que algum católico quiser passar uma lista de invenções sobre Lutero, estarei disposto a abrir a lata do lixo e mostrar várias outras declarações factuais de papas e concílios católicos ao longo da História, que mais servem para blasfemar o nome de Deus do que para glorificá-lo.

8 comentários:

  1. Só espero que os irmãos católicos reconheçam que na verdade não estão reverenciando o papa,mas sim idolatrando.Muito forte as colocações vinda de homens pecadores e se fazendo até maiores do que Deus,anulando leis divinas.Absurdo.

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    1. De fato, reconhecer o papa como alguém que «possui poder pleno, supremo e universal» (§883 do Catecismo Católico) é na prática fazê-lo como um deus, pois só Deus possui poder pleno, supremo e universal.

      Com isso, os católicos se fazem servos do papa, subservientes à sua vontade. Se ele pregar qualquer heresia ou blasfêmia em "ex cathedra", qual católico que vai se levantar contra ele, já que o papa tem poderes supremos e universais e o simples cidadão católico é um mero mortal?

      É desta forma que a Igreja Romana consegue cada vez mais alienar os seus fieis em sujeitá-los à servidão passiva a seus dogmas, sem qualquer contestação, ainda que seja contra os «preceitos de Cristo».

      Abraços!

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  2. Lucas, muito bom o blog. Estou coletando material para meu tcc de teologia que será baseado nas heresias e "invenções" catolicas. Se puder me ajudar indicando livros e materiais, agradeço. Gostaria também de mais informações a seu respeito para poder referencia-lo corretamente.
    Obrigada,
    Fernanda Laryssa Perciak

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    1. Olá, Fernanda. Eu lhe respondi por e-mail com os anexos dos livros e materiais mais importantes para os seus estudos sobre o tema. Deus te abençoe.

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  3. Paz irmão Lucas,

    O irmão sabe dizer se algum Papa posterior se retratou destas blasfêmias, ou continuam assinando em baixo?

    De qualquer maneira, isto já basta para identificá-los como anticristos, falam coisas arrogantes sobre si mesmos, usurpam o lugar de Deus, bem diferente da humildade e honestidade de Gregório Magno, não? E rejeitam a advertência de São Paulo que ensinava a todos os cristão a ter em si próprios o mesmo sentimento de Cristo, que sendo em forma de Deus não teve por usurpação o ser igual a Deus, coisa que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo... (Filip. 2:5...)

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    1. Desconheço qualquer retratação. O que existem são papas mais "pés no chão", com um estilo pelo menos aparentemente mais "humilde", como é o caso do João Paulo II e do atual papa Francisco. De qualquer forma, até eles mantém as duas maiores arrogâncias que é possível um ser humano ostentar para si: a superioridade jurisdicional sob todas as outras igrejas e a pretensa "infalibilidade". Isso, por si só, já seria o suficiente para identificá-los como anticristos.

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  4. Só não entendo porque alguns católicos tridentinos, embora aleguem a infalibilidade dos papas e da igreja romana, e citem nossa desobediência ao papa como erro pernicioso e mortal, sentem-se à vontade para julgar o bispo romano e rebelarem-se contra ele quando este e apresenta menos tradicionalista.

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