11 de agosto de 2017

Padre reconhece as atrocidades da Inquisição e pede perdão


Em um mundo repleto de intolerantes, monstros morais, neonazistas negadores do Holocausto e defensores da Inquisição, ainda há vozes sensatas e honestas mesmo na Igreja Romana, que repugnam o revisionismo embusteiro e virulento pró-Inquisição e reconhecem abertamente suas perversidades, mazelas e aberrações cometidas especialmente contra o povo judeu. O vídeo abaixo é do padre Peter Hocken, que ao invés de pedir um “perdão” rápido e vago ou de dizer apenas que houve “erros” ou “excessos” genéricos cometidos pela Inquisição, faz questão de descrever a profundidade do que a Inquisição significou, com todos os seus horrores e atrocidades morais que qualquer pessoa com um pouco de estudo e honestidade é capaz de reconhecer, mesmo em se tratando de um padre. O vídeo é imperdível:

5 de agosto de 2017

27 de julho de 2017

Resumo cronológico do Apocalipse


Embora eu já tenha escrito muitos artigos de escatologia, muitas pessoas já me escreveram pedindo uma ordem cronológica dos eventos, porque em meio a tantos textos e argumentações é normal que se fique confuso a respeito da ordem das coisas. Por isso decidi fazer um Power Point sem nenhuma intenção de “provar” algo, mas apenas de expor resumidamente aquelas coisas que já foram provadas nos outros artigos. Para baixar o arquivo, clique aqui.

6 de julho de 2017

"O Catequista" enaltece comunista, glorifica assassina e dissemina fantasia


“O Catequista” é um blog de apologética católica que eu não costumo mencionar aqui, porque literalmente está mais para um blog de “humor católico” com considerações rasas e superficiais que não chegam nem a ser argumentos do que propriamente para um “site de apologética”, e eu não duvido que até eles mesmos se considerem assim. Mesmo assim, é bom mostrarmos o nível que esses apologistas conseguiram chegar no grau máximo e supremo da distorção histórica, arte na qual eles são profissionais (além do humor, é claro).

30 de junho de 2017

Por que a apologética católica no Brasil é a expressão da mediocridade


Essa semana fui surpreendido com um expert católico comentando aqui. Nem sempre aparece teólogos romanos tão qualificados, mas quando surge um desses é uma grande honra e eu não poderia deixar de responder a este profissional de alto calibre. Trata-se do “Nivaldos Lulas”, isso mesmo, NIVALDOS, no plural mesmo. O sujeito é tão mito que leva um nome coletivo (ou talvez seja só um fã do Lula mesmo, ou melhor, do “Lulas”...). Eu confesso que fiquei sem refutação diante de palavras tão sábias e até cheguei a cogitar me converter à Babilônia Igreja Católica, por isso gostaria da ajuda de vocês para entender o que ele quis dizer conseguir refutar esse profissional:

28 de junho de 2017

O dia em que o papa se aliou aos muçulmanos para combater um rei católico fanático

(Fonte: BLEYE, Pedro Aguado. Manual de Historia de España, Tomo II: Reyes católicos – Casa de Austria (1474 – 1700). 7ª ed. Madrid: ESPASA-CALPE, S. A., 1954)

Se você for um romanista moderno, talvez pense que o papado sempre foi aquela instituição espiritual, santa e piedosa, que não se envolvia em assuntos terrenos senão no que dizia respeito ao Reino dos céus; afinal de contas, o papa diz ser o representante máximo daquele que disse que seu Reino não era deste mundo (Jo 18:36). Por outro lado, se você for um romanista tradicionalista (ou tridentino), já terá descartado essa balela de “Reino dos céus” e aceitado que o papa também tinha amplos poderes temporais e que podia mobilizar exércitos para seus próprios fins; todavia, estará propenso a aceitar que estes fins são apenas os mais nobres para o bem da religião (a sua, é claro), como por exemplo nas Cruzadas.

23 de junho de 2017

O terceiro João é a chave para se entender o quarto evangelho


Muito se fala no terceiro Tiago, já comprovado biblicamente aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e em mais uns duzentos artigos até hoje irrefutáveis. Mas pouco se fala em um outro personagem quase tão importante quanto: o terceiro João. Todos conhecem os dois Joãos mais famosos, o filho de Zebedeu (a quem é falsamente atribuída a autoria do quarto evangelho) e o João Batista. Mas poucos sabem que existiu ainda um terceiro João, o presbítero. E não, essa não é uma tese nova ou recente: remete desde ao primeiro século, quando Papias (70-163) claramente fala em dois Joãos diferentes entre os cristãos (sem se referir a João Batista como sendo um deles, porque o mesmo já havia morrido muito antes). Os fragmentos de Papias foram preservados por Eusébio de Cesareia (263-339) em sua História Eclesiástica e podem ser conferidos integralmente aqui.

15 de junho de 2017

10 de junho de 2017

Refutando objeções ao terceiro Tiago (Parte Final)


Este artigo é uma continuação e conclusão dos outros dois artigos abordando o fato de João não ser o autor do quarto evangelho e de Tiago ser o discípulo amado. Caso você tenha caído de paraquedas e não tenha acompanhado nada dessa discussão, é indispensável a leitura dos dois artigos para compreender este.

8 de junho de 2017

Mais uma da fábrica de mentiras da apologética católica: Henrique VIII era protestante?


Decidi tirar essas semanas apenas para desmascarar as fraudes da apologética católica no campo histórico, já que no campo bíblico chega a ser covardia e até já perdeu a graça. Mas são tantas mentiras grosseiras pra desmascarar, que sinto que meu objetivo só irá se consumar em anos ou décadas – se tiver sorte. Estive relendo o que os principais sites de apologética católica escreveram sobre a Reforma e, com o conhecimento histórico mais profundo que tenho hoje em relação ao que tinha antes, me assustei de verdade com a quantidade gigantesca e assombrosa de mitos, mentiras e distorções grotescas dos mais variados tipos. O nível da coisa é simplesmente surreal. E olha que para alguém que lida com catolicismo há tantos anos como eu, e ainda me assustar com alguma coisa neste meio, é porque a coisa é feia mesmo.

1 de junho de 2017

O discípulo amado, finalmente desvendado! (Parte 2)


Antes de mais nada, cabe destacar que este artigo é uma continuação ao artigo anterior, que prova que João não pode ter sido o autor do quarto evangelho. Portanto, neste presente artigo eu não irei refutar a autoria joanina (que já foi refutada no artigo passado), mas sim mostrar evidências do provável discípulo amado, uma vez que não é João. Por isso, caso você não tenha lido o artigo anterior, é fundamentalmente importante lê-lo integralmente para poder entender este aqui.

28 de maio de 2017

"Todos de sua casa foram batizados" prova o batismo infantil?


Respeito os pedobatistas, afinal, essa era a posição padrão dos reformadores numa época de influência romanista muito forte e continua sendo a crença de uma minoria de protestantes na atualidade. Mas isso não implica em deixar passar um argumento falacioso que tem sido o mais recorrido por aqueles que tentam provar o batismo infantil na Bíblia. Trata-se da inversão do ônus da prova, o que eu já expliquei quando escrevi um artigo sobre a Sola Scriptura e a tradição oral (veja aqui), mostrando como os romanistas invertem o ônus da prova ao exigir que o protestante prove a Sola Scriptura ao invés de ser ele a provar a autenticidade de cada suposta tradição oral que defende em adição ou subtração ao conteúdo escrito (Bíblia).

20 de maio de 2017

O "Saque de Roma" é o exemplo da desonestidade da apologética católica


Quando eu digo que apologética católica e picaretagem são sinônimos, que apologista católico é por definição alguém com fobia a livros e praticamente sempre um desonesto, e que eles não se importam com a verdade mas apenas com o que pode ser usado por conveniência contra os protestantes, alguns podem pensar que eu estou exagerando. Neste artigo mostrarei com um simples exemplo prático como que tudo aquilo que eu sempre digo ainda é pouco em comparado ao que esses embusteiros são capazes de fazer.

14 de maio de 2017

O anticristo ao longo da história e a invenção preterista


Ao longo da história, por pelo menos mais de um milênio e meio o anticristo foi sempre, sem exceção, identificado como o “homem do pecado” (2Ts 2:3) que virá no fim dos tempos da parte de Satanás para trazer o mal ao mundo e perseguir o povo de Deus. Essa interpretação unânime e consensual em todos os Pais da Igreja e teólogos até pelo menos o século XVI foi desafiada em tempos recentes por preteristas, os quais em grande parte negam a existência de um futuro anticristo específico e o identificam como sendo Nero, o imperador romano que governou de 54 a 68 d.C, antes mesmo da destruição do templo (70 d.C).