19 de setembro de 2016

Nova resposta ao Sr. Rogério Espantalho sobre as universidades

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(Como o Sr. Rogério não quer que eu poste fotos do Emerson e do Conde, decidi postar uma dele)

Mais uma vez o Sr. Rogério decidiu “refutar” (risos) o meu texto sobre as universidades (se quiserem ler a mais nova pérola, cliquem aqui). A coisa desta vez foi tão pitoresca que superou os limites do surreal. Eu disse no meu último artigo, sobre o texto anterior dele onde ele tenta rebater o meu artigo original, que ele havia dado resposta a apenas 5% do que foi abordado no meu texto (e respostas ruins, para piorar). Mas agora a coisa foi mais feia: em seu artigo mais recente, ele deu resposta a literalmente 0% do que eu argumentei, seja em meu artigo original, seja em minha primeira refutação. Nenhuma, absolutamente nenhuma das questões que eu expus a qualquer apologista católico que quisesse “refutar” o meu texto, foi sequer mencionada no texto dele, muito menos refutada.

Confiram a minha resposta anterior, onde eu expus os dez pontos aos apologistas católicos que quisessem realmente refutar o meu artigo (inclusive ao Sr. Rogério), que eu transcrevo aqui em vermelho, seguidos de breves comentários sobre o que ele abordou em cada uma das questões:

1º Prove que a UNESCO é mentirosa e está em uma conspiração mundial anticatólica para esconder a “verdade” do povo.

Na resposta anterior dele ele havia atacado a UNESCO com teorias de conspiração malucas nas quais a mesma estaria envolvida em uma conspiração política anticatólica e que por isso mentiu sobre a primeira universidade. Eu o obriguei a provar sua tese conspiracionista e ele nem tocou no assunto, mas continuou insistindo que a UNESCO está errada e ele está certo, sem nenhuma evidência.

2º Prove que um padre católico reconhecido e renomado (Claude Fleury) estava metido em uma conspiração anticatólica para esconder a verdade sobre as maravilhosas universidades católicas, e ele, como confessor de um rei católico, por ele escolhido justamente por sua lealdade ao catolicismo, fez questão de propagar mentiras demoníacas sobre a má qualidade de ensino presente nestes lugares, apenas para difamar a Igreja dele mesmo.

Não provou nada, apenas continuou atacando o padre Fleury com argumentos ad hominem, dizendo que ele não pode ser usado, e ainda fazendo analogias pífias, patéticas e que beiram o cúmulo do ridículo. Vejamos algumas delas:


Eu não sei da onde que o cidadão tirou que “Voltaire era católico”, essa é a pérola do ano. Qualquer indivíduo que se preze, que faça um mínimo de pesquisa e que tenha um mínimo de estudo, sabe que Voltaire era deísta, uma visão condenada e repudiada pela Igreja Católica, que, assim como o protestantismo e as demais religiões cristãs, são teístas. Voltaire, como todo e qualquer deísta, não acreditava em milagres, em intervenções divinas na natureza, em inspiração da Bíblia ou em dogmas católicos, portanto apenas um maluco incluiria ele no rol de “católicos”, eu nunca tinha visto alguém fazer isso antes do Sr. Rogério. Um sujeito que chama Voltaire de “católico”, além de insultar a memória do mesmo, merece ter o diploma de história rasgado ao meio.

O que existe é uma lenda correndo a solta na internet dizendo que Voltaire se converteu momentos antes da morte, mas essa lenda é tão ridícula, sem fundamento e sem crédito que nenhum historiador do planeta levou a sério tal invencionice, e tampouco consta em qualquer biografia oficial de Voltaire, apenas em sites apologéticos católicos tendenciosos e mentirosos (mas que são o bastante para convencer o ilustre Sr. Rogério, é claro, um exímio pesquisador de sites católicos via Google). E mesmo se a lenda fosse verdadeira e que Voltaire tivesse se convertido no leito de morte, isso não tornaria a analogia válida, uma vez que Voltaire não teria escrito obra nenhuma como católico, apenas como deísta, já que teria morrido logo depois de se “converter”. Portanto, para o lixo esse argumento fracassado.

A outra analogia que ele passou foi a do Frei Betto. Outra analogia fracassada, visto que os apologistas católicos afirmam que o mesmo está excomungado (vejam, por exemplo, aqui, aqui e aqui). O mesmo chegou a dizer que “Deus é gay” (veja aqui). Duvido provarem o mesmo em relação ao padre Fleury, que nunca foi excomungado, que jamais aderiu a ideologias esquerdistas e nem a nenhuma das ditas “heresias” de seu tempo. Pelo contrário, sua fidelidade e lealdade à Igreja Católica, sua ortodoxia e sua seriedade eram tamanhas que ele foi nomeado confessor do rei católico Luís XV, em 1716.

Ou seja, ele não apenas era um padre católico devoto, mas era tão católico e leal à Igreja que foi, dentre tantos, o escolhido para este cargo em especial, de muito prestígio na época. E, além disso, Fleury era um historiador eclesiástico bastante reconhecido, à diferença de Voltaire e Frei Betto. Portanto, as duas analogias do Sr. Rogério para tentar atacar Fleury com ad hominem fracassam miseravelmente. Mas a coisa ainda piora, quando ele traz uma analogia ainda mais estapafúrdia e grotesca para tentar rechaçar o testemunho histórico de Fleury. Acompanhem:


São tantos erros que fica difícil escolher o que desmascarar primeiro. Comecemos com o fato de ele dizer que “um historiador moderno procura ter uma crítica às fontes”, mas eu não vi ele criticar nenhuma fonte das que ele usa em seu favor. Por que será? Ele só critica as minhas, e não com contra-argumentos, mas apenas com ad hominem e desonestidades intelectuais já desmascaradas no meu artigo anterior. Na primeira resposta dele, ele havia confessado que não sabia nem mesmo a religião dos que ele citava.

Depois ele cita o movimento chamado “Historiadores pela Democracia”, omitindo logicamente o fato de que estes historiadores são de esquerda, e por isso é óbvio que eles vão abraçar este discurso fajuto de “golpe”. A analogia aqui é novamente totalmente inválida, porque Fleury não era um anticatólico predisposto a atacar a Igreja Romana, mas sim um padre católico ortodoxo e leal à Igreja. Para que a analogia fosse válida, ele teria que destacar algum historiador de direita e bastante reconhecido que dissesse que o impeachment de Dilma foi um “golpe”. Será que ele consegue?

Mas o pior de tudo é quando ele escreve com todo o cinismo do mundo:


Note a desfaçatez do cidadão. Em sua resposta anterior, ele havia atacado Fleury com ad hominem, insinuando que ele não deveria ser usado porque era um jansenista, que ele sequer soube escrever direito, escrevendo “janseanista”. Depois que eu destruí a manobra dele e provei que Fleury foi nomeado confessor do rei católico justamente por NÃO ser um jansenista, ele vem com o papo furado de isso não faz diferença, porque jansenistas são católicos e não budistas! Ora, se é assim, por que raios implicou no seu artigo anterior sobre o suposto jansenismo de Fleury? E por que não prova essa afirmação de uma vez? Por que disse anteriormente que Fleury era um jansenista, e depois de ser refutado não faz a menor questão de defender sua tese mentirosa?

Quero que o leitor note que eu, no meu texto destacado por ele, fiz menção ao termo “católico verdadeiro”, no sentido de “ortodoxo”, porque sabemos que os católicos não consideram como “católicos verdadeiros” aqueles que não seguem toda a doutrina oficial e formal da Igreja de Roma. Eles não consideram católicos aqueles que apenas dizem ser católicos. Por exemplo, os apologistas católicos não consideram os sedevacantistas, os católicos ortodoxos orientais e os veterocatólicos como “católicos verdadeiros”, porque eles negam uma ou mais doutrinas papais. Alguns desses apologistas negam até mesmo que a RCC seja um catolicismo legítimo. E foi neste sentido que eu usei o termo “verdadeiro” em contraste com o tipo de catolicismo que o jansenismo ensinava.

O jansenismo, de acordo com o dicionário, se refere ao conjunto de princípios estabelecidos por Cornélio Jansênio (1585-1638), bispo de Ipres condenado como herege pela Igreja Católica, que enfatizam a predestinação, negam o livre-arbítrio e sustentam ser a natureza humana por si só incapaz do bem. Ou seja, o jansenismo era um ensinamento condenado pela Igreja Romana, e por isso eu usei o termo “católico verdadeiro” em relação a Fleury, porque ele NÃO era um jansenista, ou seja, ele não adotava nenhuma doutrina condenada como herética pela Igreja Católica.

O show de desinformação e desconhecimento do Sr. Rogério se torna ainda mais patente quando avançamos para as demais questões, que ele sequer respondeu.

3º Prove que historiadores antigos (como Ivan Lins) não podem ser usados como fonte em uma obra acadêmica, e que o que eles dizem é sempre mentira por estarem engajados em uma conspiração mundial anticatólica (um tipo de prévia da Nova Ordem Mundial).

Não falou nada sobre isso, se silenciou totalmente.

4º Prove que Ivan Lins nunca indica as fontes de nada que cita, e refute as centenas senão milhares de referências que ele mostra no final do livro. Prove que essas referências não existem e que Ivan Lins, um membro da Academia Brasileira de Letras, não tinha nenhuma credibilidade e citava dados históricos tirados da sua mente maligna.

Mais uma vez, ficou totalmente calado sobre este ponto. Nesta resposta mais recente, Ivan Lins e sua obra sequer são mencionados. Desaparecem completamente depois da minha última refutação.

5º Prove que as universidades muçulmanas e a bizantina, que surgiram antes da primeira universidade católica sonhar em existir, não eram universidades de verdade, eram apenas de mentirinha, e que a primeira universidade de fato foi uma fundada pela Igreja Católica. Mas para isso eu não quero o seu achismo ou a sua opinião de apologista católico, que vale menos que nada. Prove isso com documentos históricos, com organizações sérias ou com historiadores mundialmente aceitos e reconhecidos na área.

Novamente não provou nada, apenas repetiu as pouquíssimas citações que tinha de dois historiadores católicos que, segundo ele, defendem a tese de que a Igreja criou as universidades. Vejamos uma delas:


Onde aí diz que a Igreja Católica criou as universidades? Em lugar nenhum. O texto explica o que eram as madrassas na visão do autor, e o Sr. Rogério conclui que ele está dizendo que a Igreja criou as universidades! Há autores que defendem que as madrassas eram universidades públicas, que ensinavam não apenas disciplinas religiosas mas também a língua árabe, a literatura, a poesia, a aritmética, etc. Só podiam ser admitidos estudantes que já tivessem terminado os cursos das escolas ou círculos das mesquitas (veja aqui um exemplo). O Sr. Rogério não interage com estes autores, apenas toma como verdade absoluta a priori que nenhuma madrassa podia ser considerada universidade e assim deturpa afirmações de historiadores que sequer citaram a Igreja Católica como criadora das universidades.

Mas de pouco adianta citar um ou outro historiador que defenda essa ou aquela tese. Isso reduziria o debate a um compilado de citações de tantos historiadores que defendem uma coisa versus um compilado de citações de outros tantos historiadores que defendem outra coisa. Se estudarmos a história das universidades a fundo, encontraremos historiadores que defendem todas as teses abaixo:

• Que a escola de escribas sumérios Eduba, criada por volta 3500 a.C., foi a primeira universidade. Ela ensinava a escrita cuneiforme suméria e a matemática.

• Que a primeira universidade foi a Academia, fundada em 387 a.C por Platão, em Atenas. Nela os estudantes aprendiam filosofia, matemática e ginástica.

• Que a primeira universidade foi a universidade de Nalanda, em Bihar, na Índia, durante o século V. Ela contava com mais de 10 mil estudantes e 1.500 professores. O currículo dessa universidade era extenso e envolvia áreas como teologia, filosofia, matemática, astronomia, alquimia e anatomia.

• Que a primeira universidade foi fundada em 670 d.C, na Turquia, na mesquita de Cairuão, onde se ensinava o idioma árabe, teologia, história islâmica, jurisprudência maliquita, matemática, astronomia, medicina e botânica.

• Que a primeira universidade foi a Universidade de Constantinopla, fundada em 425 d.C e reconhecida como universidade em 848 d.C.

• Que a primeira universidade foi a Universidade de Al Quarawiyyia, fundada em Fez, no Marrocos, no ano de 859 d.C.

• Que a primeira universidade foi a Universidade de Bolonha, em 1088.

Você irá encontrar historiadores que corroboram com todas as opções acima (e com outras mais que eu sequer fiz questão de citar aqui) como sendo a “primeira universidade do mundo”, e, portanto, simplesmente usar o historiador x ou y para definir qual foi a primeira seria arbitrário, seletivo e tendencioso. Seria apelar para a mesma tática do Sr. Rogério, que cita apenas dois historiadores católicos, os deturpa e os toma como palavra final e cabal sobre o tema. Coisa típica de debatedores infantilóides e imaturos.

Se quisermos chegar o mais próximo da verdade de modo mais consensual e menos tendencioso possível, será só mesmo através de fontes oficiais, entidades reconhecidas e imparciais. É por isso que o reconhecimento da UNESCO (e também do Guinness Book) a Universidade de Al Quarawiyyia como a mais antiga faz dela a opção mais provável e razoável dentre as que possuímos. Exceto para quem já está comprometido a uma apologética tendenciosa e manipuladora, que não aceita senão a opinião de historiadores que concorda consigo. Tal é o caso do Sr. Rogério e de outros tantos apologistas católicos desesperados em exaltarem a Igreja Romana acima da devida medida.

6º Refute tudo o que Fleury disse e que eu transcrevi no artigo anterior, com provas históricas cabais que desmontem com cada frase e cada parágrafo ali transcrito. E não simplesmente com “Fleury não vale”.

Não refutou nada. Apenas continuou sustentando que “Fleury não vale”.

7º Faça o mesmo em relação a todos os outros historiadores por mim citados neste e no outro artigo.

Ibidem.

8º Explique o porquê que os países influenciados pela Reforma se desenvolveram muito mais rápido do que os países que permaneceram católicos, sem apelar a teorias da conspiração, aos maçons, aos illuminatis, à máfia ou a eventos que deveriam influenciar todas as nações europeias por igual (ex: Revolução Industrial).

Essa é a parte mais engraçada, porque no artigo anterior dele ele dedicou vários parágrafos no final para tentar rebater minhas afirmações, mas depois que eu destruí as artimanhas dele ele nem sequer tocou no ponto do desenvolvimento protestante em comparação com o desenvolvimento católico! Simplesmente fingiu que essa parte do debate nem existia. E olha que eu não usei nem 1% dos argumentos que tinha para usar...

9º Prove que o historiador conservador e mundialmente reconhecido, Geoffrey Blainey, mentia descaradamente quando disse que o protestantismo foi decisivo na melhora dos índices de alfabetização (em detrimento dos países católicos).

Nem mencionou Geoffrey Blainey, e nem defendeu a sua tese fracassada de que o protestantismo não contribuiu para a alfabetização em contraste com os países católicos mais atrasados. Simplesmente foi refutado neste ponto também e ficou quieto.

10º Explique o porquê que as colônias protestantes (ex: EUA, Austrália) se desenvolveram muito mais, e hoje são muito superiores, em relação às colônias católicas (ex: países da América Latina).

Nem sonhou em falar sobre isso.

***

A esta altura do campeonato, você deve estar se perguntando: o que um ser humano que não respondeu a NADA do meu texto anterior fez escrevendo 18 parágrafos de pura encheção de linguiça que ele chamou de “refutação” ao meu texto? A resposta é isso:


Você deve estar se perguntando: Lucas, o que é isso? Isso se chama: ataque a espantalho. É uma artimanha falaciosa muito usada por debatedores fracos que percebem que não tem capacidade de vencer um debate: em vez de refutar os argumentos que foram abordados (o que ele não é capaz de fazer), o debatedor escreve e “refuta” um monte de coisas que não foram sequer mencionadas. Em vez de atacar aquilo que realmente foi argumentado, ele monta um espantalho e começa a dar murros nele. Mas ele não está atacando o argumento do oponente; está apenas atacando algo que ele inventou e usou para atacar, já que não tem como rebater o argumento real.

Qual foi o espantalho usado pelo falacioso Sr. Rogério? A resposta também é simples, e se resume nesta palavra: CIÊNCIA.


Note que o cidadão citou em seu texto quase 30 vezes a palavra ciência(!), isso sem contar todas as referências indiretas e implícitas. Em comparação, qualquer um que ler o meu artigo anterior (clicando aqui) poderá notar um ERROR 404: eu não faço sequer menção à ciência em lugar nenhum! Se o leitor digitar “ciência” no campo de busca, irá encontrar apenas uma referência a um livro de história publicado por uma editora chamada “Academia das Ciências”. As outras referências são da caixa de comentários e se referem à palavra “consciência”. Em resumo, eu nem falei em ciência no meu texto. Mas o atacante profissional de espantalhos só fala em ciência em todo o seu texto. Alguma coisa está errada!

Um leitor do Logos que não conheça o meu blog e nem tenha lido o meu artigo, mas somente o dele, deve pensar que eu fiquei o tempo todo falando sobre ciência, do início ao fim. Se este leitor decidir dar uma olhada no meu artigo anterior, irá ter uma surpresa. Eu devo até imaginar o que passava na cabeça do Sr. Rogério Espantalho antes de escrever sua mais nova “refutação” a pedido do covarde do Emerson de Oliveira: “Eu não tenho como refutar as informações dele, então o que eu faço? Já sei: vou falar de ciência!”. Então enche o texto dele com um monte de linguiça, ataca espantalhos e acha que “refutou” algo. Não é à toa que o artigo dele recebeu zero comentários já passados duas semanas: ninguém entendeu nada do que ele tentou fazer desta vez. Acho que nem ele.

É até um caso sério para se pensar se o Sr. Rogério Espantalho realmente chegou a ler o meu texto. É altamente provável que não. Fica parecendo que mandaram ele escrever qualquer coisa, então ele foi lá e escreveu qualquer coisa. Ou então tem outro “Lucas Banzoli” escrevendo por aí, e eu ainda não me toquei que a resposta dele é para o texto desse outro e não para mim. Isso explicaria o porquê que a resposta dele não teve nada a ver com o meu texto e nem com o assunto tratado: esse outro Lucas Banzoli deve ter escrito umas quinhentas páginas sobre ciência. Deve ter sido isso. São várias as possibilidades, façam as suas apostas.

O atacante profissional de espantalhos escreve como se eu fosse um historiador marxista neo-ateu com o viés de que a religião emperrou a ciência na Idade Média, quando nada está mais longe da verdade do que isso. Em meu livro “Deus é um Delírio?”, na página 627, eu escrevo:


E na página 628, eu escrevo também:


Isso já derruba por completo todos os espantalhos criados pela mente falaciosa do Sr Rogério Espantalho a meu respeito. Embora eu nunca tenha dito que a Igreja Católica criou as universidades ou que a qualidade do ensino nelas presente fosse boa (o que seriam mentiras grosseiras), eu também jamais afirmei que o catolicismo medieval emperrou a ciência. O fato de que o protestantismo foi melhor não significa que o catolicismo proibia a prática científica, significa apenas que dava menos liberdade do que no protestantismo. Isso é consenso em toda a comunidade acadêmica.

Eu poderia passar muito mais tempo aqui mostrando as provas incontestáveis de que o protestantismo fez muito mais pela ciência do que o catolicismo a partir da revolução científica, a começar pelo próprio fato de que a Reforma do século XVI foi uma das causas da revolução científica do mesmo século, sem falar no fato de que a esmagadora maioria dos cientistas mais famosos que contribuíram para a construção da ciência moderna foram protestantes (mesmo com a população total de católicos sendo bem maior que a de protestantes), ou que os protestantes não exigiam que seus cientistas prestassem contas de suas descobertas à Igreja, como Roma fez com Galileu, por exemplo.

Mas tudo isso desviaria do tema do debate, que é justamente o que o Sr. Rogério Espantalho quer, já que ele já está derrotado no tema central desde seu primeiro artigo. Por isso, irei simplesmente ignorar os desvios de temas do Sr. Rogério Espantalho, que, se não foi capaz de sequer esbanjar uma resposta aos dez tópicos por mim tratados no artigo anterior, é óbvio que não seria capaz de responder àqueles dez e outros dez que eu elaborasse agora. Eu não vou exigir algo a mais de alguém que claramente não tem capacidade para isso. Seria covardia de minha parte. Não sou tão malvado assim.

Que o Sr. Rogério Espantalho irá tentar escrever mais qualquer abobrinha que chamará de uma nova “refutação” ao meu texto, disso não resta dúvidas. Afinal, ele tem o Emerson de Oliveira o obrigando a escrever qualquer coisa no site dele, só para não parecer que ele foi refutado e que suas asneiras foram reduzidas a nada. Um sujeito que apela à falácia do espantalho em 100% do seu texto não irá abrir mão da outra falácia, a do ad nauseam (quando se tenta vencer pelo cansaço, pensando que quem fala por último “ganhou” o debate).

Ele irá escrever qualquer nova bobagem desviando do assunto e novamente sem responder a nenhuma das minhas dez questões, apenas para poder dizer que “refutou” o Lucas Banzoli. Eu não caio mais nessa. Tenho mais o que fazer. Se quiser minha atenção novamente, que se foque no tema, que não desvie do assunto, que esqueça os espantalhos, que responda às minhas questões e, principalmente, que prove que a Igreja Católica criou as universidades. Enquanto isso não for feito, farei com ele o mesmo que faço com outros apologistas católicos desesperados e carentes de atenção: deixarei falando sozinho. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo. 

Por Cristo e por Seu Reino,

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4 de setembro de 2016

Resposta ao Logos Apologética: A Igreja Católica criou as universidades?


Hoje sairia a parte final da refutação ao Macabeus (cuja Parte 1 já foi escrita neste artigo), mas então fui informado de que um tal de “Rogério Fernandes da Silva”, que ninguém conhece e nem sabe quem é, elaborou uma “refutação” ao meu artigo sobre a Igreja Católica e a criação das universidades (disponível aqui). Uma vez que este indivíduo, diferentemente do outro, possui formação acadêmica e sabe escrever, preferi dar preferência a ele e deixar o outro esperando na fila por mais alguns dias. Essa é realmente a única razão pela qual eu dou resposta ao artigo dele, já que, de tão fraco, ninguém que leu o meu seria insano o suficiente de pensar que o dele é algum tipo de “refutação”, já que não oferece resposta nem a 5% do meu texto e ainda desvia para outros assuntos que sequer foram abordados no meu.

Qualquer debatedor que se preze sabe que “refutação” consiste em pegar os argumentos de um lado e rebater no outro, o que geralmente implica que o texto “refutador” será maior que o texto “refutado”, e pelo menos tentará abordar a maior parte do conteúdo do mesmo. Não apenas a resposta dele não correspondeu sequer a 5% do meu texto ignorando todo o resto, como também não tratou das questões principais, que eram justamente duas: (1) o fato de que a Igreja Romana NÃO criou as universidades; (2) o fato de que o ensino nestas universidades era em grande parte atrasado e, em muitos casos, até mesmo errado.

Nenhuma dessas colocações minhas foram abordadas no texto. O artigo dele está disponível aqui, leiam e vejam se ele citou qualquer historiador que tenha afirmado explicitamente que a Igreja Católica criou as universidades e que não existiam universidades criadas por outros antes dela. NENHUM dos autores que ele citou ao longo do texto afirma isso. Ou seja, ele enche dez parágrafos de linguiça citando historiadores que afirmam outras coisas que em nada refutam o meu artigo, e que não servem em nada para rebater a afirmação principal do mesmo. Só isso já seria o suficiente para eu sequer perder tempo oferecendo resposta a isso.

O autor perde tempo reclamando das minhas fontes, mas qualquer cidadão com um cérebro na cabeça que compare as minhas fontes com as dele irá rir só de pensar que o que ele fez foi algum tipo de “refutação”. Vejam de que forma patética que o sujeito, sem conseguir refutar os argumentos, tenta se lançar contra as minhas fontes:


Como ele sabe que não tem como refutar os vários parágrafos do padre Fleury, onde o mesmo detona o ensino das universidades católicas medievais e expõe toda a verdade que ele não foi capaz de rebater, prefere atacar o próprio argumentador, chamando-o de “pré-iluminista e janseanista” (ele quis dizer “jansenista”, mas não soube escrever direito). Essa é uma tática muito comum na apologética católica desonesta: qualquer autor que você cite dizendo algo contra a Igreja Católica, mesmo se for um HISTORIADOR e PADRE renomado e respeitado (como Fleury), eles dizem que é um “iluminista” ou um “liberal”, mesmo que não conheçam nada da vida do cara, e assim pensam que não precisam refutar os argumentos. Desta forma, quando um católico não tem argumentos, basta jogar qualquer autor que diz algo anticatólico para o saco dos “iluministas e liberais” e pronto, caso resolvido. Chega a ser ridículo, pitoresco, assombroso.

Imagine se um ateu, por exemplo, fizesse o mesmo, e descartasse de antemão qualquer afirmação de qualquer autor ou historiador que não fosse ateu, agnóstico, iluminista ou liberal. Que jogasse na lata do lixo qualquer afirmação vinda de um autor católico, por mais respeitado que seja. Obviamente, os papistas estariam em apuros e reclamariam com todo vigor deste critério absurdo, que, no entanto, é o mesmo usado por eles: de descartar qualquer fonte que não lhes convenha, que não diga o que eles querem ouvir.

Foi assim que Hitler conseguiu apoio na Alemanha nazista: se um autor não era nazista ou se emitia opiniões anti-nazistas, tinha que ser descartado e não podia sequer ser lido. A Igreja Romana fez algo parecido com o Index, do qual já tratei neste artigo. Para qualquer sistema totalitário e tirânico, o único tipo de fonte que vale é o que concorda com ele. Se um autor diz algo diferente, deve ser rechaçado pelo único fato de dizer algo diferente, e assim deve ser colocado no rol dos “anti”, cuja refutação não é necessária.

O que o Sr. Rogério faz é ainda mais desprezível e vergonhoso, porque eu fiz questão de usar um PADRE CATÓLICO no meu artigo, e não um autor iluminista. O iluminismo só passou a existir por volta de meados do século XVIII, e Fleury é de 1640. O que ele fez, então? Dizer que Fleury era um “pré-iluminista”! Genial! Infelizmente, não há enciclopédia nenhuma que inclua Fleury no rol dos “pré-iluministas”, quando o iluminismo sequer existia. Infelizmente também, sua afirmação de que Fleury era um jansenista também é completamente descabida, visto que ele foi nomeado confessor do rei Luís XV, em 1716, justamente por NÃO ser um jansenista, mas um católico verdadeiro:


Ou seja, temos aqui um padre católico e renomado historiador eclesiástico, que não era nem um iluminista e muito menos um jansenista, e que foi escolhido como confessor do rei católico justamente por ser um católico sincero e ortodoxo. E o que o cidadão faz para impugnar as várias provas presentes no meu artigo com base na descrição ipsis litteris de Fleury? Claro: diz que é um “pré-iluminista e janseanista [sic]” e por isso acha que não precisa refutar nada! Gênio!!!

Fleury não apenas é uma fonte que pode e deve ser utilizada, como também é uma fonte muito mais segura e confiável do que as utilizadas por ele, visto que ele estava bem mais próximo dos acontecimentos do que os historiadores modernos, e que sua formação católica, tanto acadêmica como sacerdotal, elimina por completo as chances de ser um autor tendencioso ou “anticatólico”, como o Sr. Rogério propõe. Para ver o testemunho histórico do padre Fleury, que não foi nem mencionado e muito menos rebatido por ele, basta conferir no meu artigo original:


O mais engraçado é ele exaltar a “historiografia atual e moderna” (em detrimento de Fleury), sendo que o que os apologistas católicos mais contestam é essa “historiografia moderna” que, segundo eles, está eivada de conteúdo “anticatólico”, “iluminista”, “liberal”, “protestante”, “neo-ateu”, “marxista”, etc. Mas é claro: quando o Sr. Rogério fala em “historiografia moderna”, ele, como todo bom católico, está se referindo à “historiografia católica moderna”. Ou seja: só ao que concorda com ele.

Mas a coisa piora quando ele passa a atacar a UNESCO, que é justamente uma das fontes principais utilizadas por mim para provar que as universidades árabes surgiram antes das católicas. O que ele faz? Refuta a UNESCO com provas históricas e documentais? Não: ataca a UNESCO!

Veja que pitoresco:


Eu nem preciso perder tempo mostrando o quão tendencioso é novamente este posicionamento porque um leitor dele, o único a comentar o artigo até o momento, já desmascarou a fraude:


Mas é sempre assim: qualquer fonte que você use para contrariar os apologistas católicos tendenciosos e desonestos, mesmo que seja de um padre católico ou da UNESCO, é logo rechaçada sem nenhum tipo de refutação, simplesmente por dizer algo contra a vontade deles. A desonestidade da apologética católica alcança níveis surreais.

Mas o pior é que o show de aberrações não termina por aí. Depois de descartar Fleury e a UNESCO simplesmente por não compactuarem com a mentira dele, ele também rechaça o historiador Ivan Lins (igualmente citado por mim), dizendo:


Uau! Ele repudia o livro de Lins porque ele supostamente “não indica as fontes”, e para provar isso ele cita a opinião de um “professor medievalista” sem citar o nome, que escreveu sobre um livro sem citar o nome, e depois da citação não cita a fonte, nem página, nada. Ou seja, o show de aberrações alcança o nível de rechaçar um livro por supostamente não indicar as fontes, e isso por meio de uma citação aleatória... sem fontes. Sem nome do autor, nem da obra, nem da página, nada. Não sei se isso é pra rir ou pra chorar. Por via das dúvidas, vou rir.

Eu teria todo o prazer do mundo em esmagar mais essa mentira descarada sobre o livro de Lins, já que eu o li não faz mais de um ano e me lembro perfeitamente bem que ele colocava todas as referências no final do livro, eram centenas senão milhares de referências para cada capítulo da obra. Nenhum livro já escrito pelo Sr. Rogério ou pelo tal historiador sem nome que ele citou jamais chegará perto de ter a quantidade de fontes que Lins usou em sua obra. Infelizmente, o livro era emprestado da biblioteca, mas se for preciso eu volto lá, tiro foto de cada página e posto aqui, uma por uma, só pra calar mais essa calúnia sem fundamento.

E se o problema é a “falta de bibliografia”, segue abaixo a pequena bibliografia por mim utilizada em meu livro sobre o tema:

BAÇAN, L. P. As Cruzadas. Edição Eletrônica, 2010.

BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard. A Inquisição. Rio de Janeiro: Imago Ed., 2001.

BALLESTEROS, Manuel; ALBORG, Juan Luis. Historia Universal Hasta el Siglo XIII. 4ª ed. Madrid: Editorial Gredos, S. A., 1967.

BASTOS, Plínio. História do Mundo - Da pré-história aos nossos dias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Império, 1983.

BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do Cristianismo. São Paulo: Editora Fundamento, 2012.

BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010.

BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. 2ª ed. Lisboa: Edições 70, 1987.

BRENTANO, F. Funk. Les Croisades.

BROM, Juan. Esbozo de historia universal. 21ª ed. México: Grijalbo, 2004.

BROOKE, Christopher. Europa en el centro de la Edad Media (962-1154). Madrid: Aguilar, 1973.

CHACRA, Guga. Por que o Império Otomano era melhor do que os países que o substituíram? Disponível em: <http://internacional.estadao.com.br/blogs/gustavo-chacra/por-que-o-imperio-otomano-era-melhor-do-que-os-paises-que-o-substituiram/>.

CIPRIANO, To Donatus.

CLIFF, Nigel. Guerra Santa. São Paulo: Editora Globo, 2012.

COLLINS, Michael; PRICE, Matthew A. História do Cristianismo – Dois mil anos de fé. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

DEVASTATIO CONSTANTINOPOLITANA. Contemporary Sources for the Fourth Crusade, tradução inglesa de A. J. Andrea, Leiden, 2000.

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Mais alguma objeção?

Como se isso não fosse o bastante, ele ainda tenta depreciar o livro de Lins, só porque o autor é antigo (escreveu seu livro ainda na década de 30), de “muito antes das reformas do ensino de história brasileiro”. Que lástima de historiador é esse que rejeita a priori as fontes antigas? De que raios ele tirou a ideia de que uma fonte não merece crédito pelo simples fato de ter sido escrita há 80 anos atrás? Por acaso daqui 80 anos todos os livros atuais serão inúteis, sem valor e descredibilizados? E para piorar, das únicas quatro fontes usadas por ele em sua “resposta”, metade são de autores anteriores a Lins, ou seja, autores que supostamente não poderiam ser usados por ele caso ele levasse seu próprio critério a sério.

Ele cita Charles Homer Haskins, de 1870, e também Alfred North Whitehead, de 1861. Ivan Lins é de 1904. Ou seja, se o autor da pérola que ele chama de “refutação” levasse a sério o seu próprio critério inventado ex nihilo para impugnar Lins, deveria jogar na lata do lixo metade das fontes que ele utilizou contra mim. E para piorar, ele diz que não perdeu tempo investigando se os autores por ele utilizados eram dessa ou daquela profissão de fé, e, todavia, obriga seu oponente a usar autores que tenham a mesma profissão de fé dele, senão já sabe: é um “liberal iluminista anticatólico”! Ele não precisa pesquisar a ideologia de alguém, basta citar e pronto; mas eu não, eu preciso investigar profundamente a vida do cara, e mesmo se o autor for um padre católico ou a UNESCO, mesmo assim não pode!

A certo ponto do artigo parece que o próprio autor reconhece que sua “refutação” não está adiantando nada e que não convence nem a si próprio, pelo que então escreve: “Se a igreja Católica não criou (no pior dos casos), pelo menos apoiou, supervisionou, padronizou, deu aval e subsidiou”. Ora, mas em que parte do meu artigo eu falei sobre “supervisionar, padronizar e dar aval”? Em lugar nenhum. O título do meu texto já explicava tudo o que eu estava abordando: CRIAR. Se você não é capaz de refutar isso, nem perca tempo argumentando outras coisas, porque será inútil. Será bater em espantalho. Se você sabe que não provou que a Igreja Romana CRIOU as universidades, então admita que não tem refutação ao meu artigo e pronto. Fim de papo.

Nem vou desperdiçar tempo comentando o resto porque o autor enche linguiça escrevendo um monte de coisa que não foi dita em meu artigo, ou seja, é pura cortina de fumaça, ataque a espantalhos. Fica até parecendo que ele sequer leu o meu artigo, simplesmente mandaram ele escrever alguma coisa e então ele foi lá e escreveu. Eu não falei sobre catedrais e parlamentos, não falei sobre Galileu Galilei, não falei sobre supervisão, padronização, aval e subsidiação, não falei sobre “entidades ficcionais” e “direitos legais”, não falei sobre a “nova matemática” e nem neguei que eles estudavam Aristóteles.

O autor enche linguiça com um monte de coisa que eu não tratei, nem abordei, nem fiz menção e nem imaginei, e pensa que assim está “refutando” algo. E aquilo que eu de fato afirmei, ou seja, que a Igreja Católica não criou as universidades e sobre a má qualidade do ensino, justamente isso não foi refutado, ele apenas tentou difamar as fontes sem rebater os argumentos e os fatos históricos. Aliás, eu dei uma colher de chá em meu último artigo, pois havia esquecido de mencionar a Universidade de Constantinopla, fundada em 425 e reconhecida como universidade em 848, isso mais de duzentos anos antes da primeira universidade católica. Ou seja, tanto bizantinos como muçulmanos já tinham universidades antes que os católicos. Caso encerrado. O resto é conversa fiada pra boi dormir.

Os últimos parágrafos são repletos de ódio ao protestantismo e triunfalismo católico romano, onde o autor chega ao cúmulo de afirmar que o protestantismo não foi importante no processo de desenvolvimento das nações por ele influenciadas, atribuindo todo o mérito somente à Revolução Industrial. Isso já foi completamente refutado por mim neste artigo, onde eu provo que o protestantismo foi sim determinante para o desenvolvimento dos países, e que o próprio fato dos países que aderiram à Reforma terem progredido muito mais do que aqueles que permaneceram nas trevas do catolicismo romano prova isso.

Mas aqui eu não vou repetir todos os argumentos já tratados no meu artigo específico sobre o tema, basta refutá-lo com um dos historiadores modernos mais famosos e conceituados, Geoffrey Blainey, que escreveu:

“A Reforma trouxe o grande benefício de aumentar o número de mulheres alfabetizadas no século XVIII”[1]

E também:

“O surgimento dos Estados Unidos, com sua cultura característica, sua promoção de debates intensos e sua democracia ampla, provavelmente deve muito aos reformadores protestantes”[2]

E também:

“Os protestantes acreditavam que o maior número possível de pessoas, homens ou mulheres, deviam ler a Bíblia, e isso levou à abertura de mais escolas que ensinassem a ler e a escrever. O índice de alfabetização das mulheres começou a crescer progressivamente. A Prússia, uma base luterana, tornou a educação obrigatória para meninos e meninas em 1717. Na cidade holandesa de Amsterdã, em 1780, uma extraordinária proporção de 64% das noivas assinaram a certidão quando se casaram, enquanto as outras desajeitadamente marcaram uma cruz no lugar onde deveria estar a assinatura, em sinal de consentimento. Na Inglaterra, cerca de 1% das mulheres sabia ler no ano 1500, mas esse número havia aumentado para 40% em 1750. Somente mais tarde os países católicos acabaram seguindo essa tendência revolucionária. A Igreja russa, ao contrário, voltou as costas para a alfabetização. Não havia Igreja cristã em nenhuma outra nação com tantos devotos quanto a Igreja Ortodoxa na Rússia, mas seus sacerdotes tinham pouca instrução e muitos preferiam usar a memória para lembrar – ou esquecer – as Escrituras ao lê-las. A autoridade do sacerdote se mantinha intacta porque poucos na congregação conseguiam ler a Bíblia. O livro completo, com o Antigo e o Novo Testamento, só se tornou acessível livremente na Rússia após 1876”[3]

E também o que diz outro historiador muito usado pelos apologistas católicos quando lhes interessa:

“Se o supremo ideal católico era o ascetismo, a fuga do mundo, o protestantismo adquire no novo conceito de profissão uma consagração do trabalho cotidiano, dignifica-o, elevando-o como algo altamente moralizador, como algo que deve ser feito espontaneamente. Lutero na sua tradução da Bíblia dera à palavra ‘profissão’ esta nova e eloquente significação. Não é o moderno capitalismo como tal que tem um pronunciado caráter protestante e sim esse sentido ético do ofício, da profissão, que, alheio aos gozos da vida, é a afirmação do trabalho metódico racional como tal”[4]

E também o que escreve Bernard Voyenne sobre a Reforma:

“No terreno econômico, com efeito, a teologia da autonomia permitirá o desenvolvimento do capital: liberando as consciências da proibição que vedava as transições de ouro e economizando aos tesouros nacionais os encargos da fiscalização pontifica”[5]

Vou parar por aqui, para não encher isso daqui com caminhões de citações de historiadores das mais diversas épocas e das mais variadas vertentes religiosas, para não cansar o leitor. Agora só resta ao Sr. Rogério, um fanático católico que chega ao cúmulo de negar o desenvolvimento trazido pelo protestantismo até mesmo na questão do alfabetismo, alegar que Geoffrey Blainey e todos os outros historiadores do mundo são “iluministas”, “pré-iluministas”, “pós-iluministas” ou o caramba a quatro que ele quiser inventar – afinal, quando um apologista católico não sabe o que dizer e nem tem como refutar, basta jogar a culpa no colo dos iluministas e pronto, assunto resolvido!

Ou então dizer que Blainey é um autor “antigo demais”, embora ainda esteja vivo, embora seus livros sejam os maiores best-sellers do gênero, embora seja proeminente nos círculos acadêmicos, embora seja professor em Harvard e embora seja um conservador. Mesmo assim, só restará aos pobres apologistas católicos desinformados e tendenciosos acusarem Blainey de mil formas diferentes, sem refutar nenhuma de suas alegações, apenas porque Blainey não corrobora com seus delírios de fanatismo católico antiprotestante. Aceitem que dói menos: catolicismo, em comparado com protestantismo, é retrocesso. É decadência.

Se o leitor quiser acompanhar mais calúnias católicas propagadas por revisionistas católicos sem escrúpulos como o Sr. Rogério e companhia limitada, leiam este meu artigo:


Eu sequer vou usar aqui Max Weber e seu clássico livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, até hoje reconhecido como a obra-padrão sobre o tema, cujas análises continuam não apenas atuais e insuperadas, como também não houve críticas capazes de mostrar qualquer falsidade nelas. Aí, já seria covardia. E também não adiantaria nada, já que qualquer fonte que eu usar será acusada de ser um iluminista liberal marxista anticatólico illuminati maçônico satanista, tal como no delírio conspiracionista que só existe na cabeça dos fanáticos da apologética católica. Bom mesmo é usar Thomas Woods, é claro. Esse sim é o cara!

Em resumo, da próxima vez que um apologista católico quiser se meter a “refutar” o meu artigo sobre as universidades sem passar a mesma vergonha que o Sr. Rogério passou, faça o seguinte:

Prove que a UNESCO é mentirosa e está em uma conspiração mundial anticatólica para esconder a “verdade” do povo.

Prove que um padre católico reconhecido e renomado (Claude Fleury) estava metido em uma conspiração anticatólica para esconder a verdade sobre as maravilhosas universidades católicas, e ele, como confessor de um rei católico, por ele escolhido justamente por sua lealdade ao catolicismo, fez questão de propagar mentiras demoníacas sobre a má qualidade de ensino presente nestes lugares, apenas para difamar a Igreja dele mesmo.

Prove que historiadores antigos (como Ivan Lins) não podem ser usados como fonte em uma obra acadêmica, e que o que eles dizem é sempre mentira por estarem engajados em uma conspiração mundial anticatólica (um tipo de prévia da Nova Ordem Mundial).

Prove que Ivan Lins nunca indica as fontes de nada que cita, e refute as centenas senão milhares de referências que ele mostra no final do livro. Prove que essas referências não existem e que Ivan Lins, um membro da Academia Brasileira de Letras, não tinha nenhuma credibilidade e citava dados históricos tirados da sua mente maligna.

Prove que as universidades muçulmanas e a bizantina, que surgiram antes da primeira universidade católica sonhar em existir, não eram universidades de verdade, eram apenas de mentirinha, e que a primeira universidade de fato foi uma fundada pela Igreja Católica. Mas para isso eu não quero o seu achismo ou a sua opinião de apologista católico, que vale menos que nada. Prove isso com documentos históricos, com organizações sérias ou com historiadores mundialmente aceitos e reconhecidos na área.

Refute tudo o que Fleury disse e que eu transcrevi no artigo anterior, com provas históricas cabais que desmontem com cada frase e cada parágrafo ali transcrito. E não simplesmente com “Fleury não vale”.

Faça o mesmo em relação a todos os outros historiadores por mim citados neste e no outro artigo.

Explique o porquê que os países influenciados pela Reforma se desenvolveram muito mais rápido do que os países que permaneceram católicos, sem apelar a teorias da conspiração, aos maçons, aos illuminatis, à máfia ou a eventos que deveriam influenciar todas as nações europeias por igual (ex: Revolução Industrial).

Prove que o historiador conservador e mundialmente reconhecido, Geoffrey Blainey, mentia descaradamente quando disse que o protestantismo foi decisivo na melhora dos índices de alfabetização (em detrimento dos países católicos).

10º Explique o porquê que as colônias protestantes (ex: EUA, Austrália) se desenvolveram muito mais, e hoje são muito superiores, em relação às colônias católicas (ex: países da América Latina).

Enquanto alguém não fizer tudo isso, não importa o que escreva, será apenas ataque a espantalho, falácias, embustes e sofismas em cima de sofismas – sem falar no conspiracionismo padrão de todo e qualquer apologista católico. A tentativa do Sr. Rogério foi um fracasso total. Quem se habilita?


Considerações Finais

Qualquer leitor do blog que esteja acompanhando o andar da carruagem e que não seja muito ingênuo está percebendo o joguinho. Antes de eu ter tempo de terminar a refutação a um, já vem outros atacando pelo outro lado. O que eu tive de gente querendo “me refutar” nas últimas semanas quase supera tudo o que eu já vi até aqui. Os apologistas católicos estão desesperados e em pânico, porque sabem que milhares de pessoas estão abrindo os olhos por meio do meu trabalho desenvolvido neste blog. Eles sabem que as mentiras que eles contam desde sempre, e que até pouco tempo não tinha ninguém pra desmascarar, agora estão caindo por terra. Eles estão vendo o seu castelo de areia sendo destruído pelas ondas do mar. Estão vendo seu império desmoronar.

Por isso, estão chamando literalmente qualquer um pra “dar um jeito no Lucas”. Certos apologistas católicos covardes, que eu não citarei aqui mas cuja hora está chegando, estão tão desesperados que estão intimando a todos os apologistas católicos que conhece para tentar me refutar. Este tal de Rogério é só mais um. Eles não aguentam serem detonados sistematicamente toda semana, e agora estão se reunindo e organizando ataques planejados em bando, um de cada vez. O chefão da turma, um covarde sem igual, está usando sua influência para espalhar e divulgar essas “refutações” em páginas de apologética católica disfarçadas de “combate ao neo-ateísmo”.

Aqui eu dou o meu primeiro e último recado: podem chamar quantos quiserem, podem gritar pra quem quiser, podem divulgar onde for, podem xingar à vontade, podem intimidar até não ter mais como, podem tentar me derrubar, me destruir, me depreciar, me desacreditar, que nada, nada, nada irá calar a verdade. O tempo de vocês acabou. A sua hora já chegou. Chorem o quanto quiser, apelem da forma que quiser, nada mudará este fato. Este ministério continuará de pé, destruindo até as cinzas cada resquício de mentiras divulgadas a exaustão por vocês. Passe o tempo que passar, ataquem o quanto atacarem, a resistência permanecerá inabalável até o fim, até que todos os parasitas sejam reduzidos a nada.

Esgotem todas as suas forças tentando me destruir, que só estarão me ajudando a permanecer mais forte. Quanto mais vocês pensam estar me destruindo, mais estão me alimentando. Pois quanto mais vocês passam falando de mim na intenção de me derrubar, mais conhecido este ministério se torna, e mais almas estão sendo libertas das trevas onde vocês as encerraram. Continuem atirando no pé. Enquanto isso, eu me divirto e agradeço.

Não, não passarão.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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[1] BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do mundo. 1ª ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010, p. 188.
[2] ibid.
[3] ibid, p. 189.
[4] VALENTIN, Veit. História Universal – Tomo II. 6ª ed. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, p. 273.
[5] VOYENNE, Bernard. Historia de la Idea Europea. 1ª ed. Barcelona: Editorial Labor, S.A., 1979, p. 70.