19 de setembro de 2017

O que há de errado com Olavo de Carvalho?


O nome de Olavo é recorrente neste blog, não tanto por mim, que o menciono em menos de meia dúzia de artigos dentre os mais de quinhentos aqui presentes, mas por alguns de meus leitores, que vez por outra trazem as birutices que o senhor da Virgínia profere contra o protestantismo. A primeira vez que escrevi sobre ele foi no artigo "A Igreja Católica contra o capitalismo", quando ainda tinha certo respeito pelo sujeito que ainda não havia surtado por completo, ocasião na qual o próprio foi avisado rapidamente e foi o primeiro a comentar (chegou antes mesmo do “First”!).

16 de setembro de 2017

Os protestantes são “subjetivistas” e “relativistas” por rejeitarem o "magistério infalível"?


Essa é uma das acusações mais frequentes da apologética católica, e se você já participou de debates já deve estar acostumado com ela. Basicamente, o argumento funciona da seguinte maneira: (1) só podemos chegar à verdade de forma objetiva se houver uma autoridade infalível dizendo isso; (2) os protestantes não têm uma autoridade infalível (um papa), portanto, são subjetivistas; (3) os católicos têm o papa e seu magistério infalível, então podem chegar à verdade de maneira objetiva. Baseando-se nesses pressupostos que analisarei melhor adiante, eles elaboram questões perniciosas, tais como: (a) Como você pode saber que a sua interpretação é a certa? (b) Isso é “apenas a sua opinião”, por acaso você é um papa infalível? (c) A Bíblia é um livro “obscuro” demais, portanto só o papa e seu magistério podem interpretar!

10 de setembro de 2017

A Igreja Católica está acima da Bíblia? Cinco sofismas papistas refutados!


Nas últimas semanas voltou à tona uma velha discussão sobre quem detém a autoridade suprema – se é a Bíblia, ou se é a Igreja. Lógico que quem propõe o argumento de que é a Igreja são os papistas, querendo dizer, é claro, a Igreja deles, ou seja, a Igreja Católica Romana. Tudo começou quando um padre relativamente desconhecido começou a espalhar asneiras de que a Igreja Romana tem autoridade acima da Bíblia, e ganhou mais popularidade depois que o Malafaia lhe deu uma resposta em seu canal no YouTube (veja aqui). Depois disso, as redes sociais foram inflamadas por um verdadeiro festival de ataques romanistas contra a autoridade da Bíblia “refutando” Malafaia, com até o padre Paulo Ricardo (aquele mesmo do "evangélicos são otários" por irem direto a Deus) gravando vídeos em que repete todos aqueles mesmos argumentos bobinhos, velhos, ultrapassados e já refutados de sempre.

3 de setembro de 2017

A fábula da unidade católica e a verdadeira unidade cristã


Uma das coisas mais fascinantes em estudar a história da Reforma é a Guerra dos Trinta Anos. Fascinante não pela guerra em si, que foi um horror que resultou no maior número de mortos em guerras até a época – foram entre três e onze milhões de vítimas –, quando os príncipes e reis católicos quiseram impor o catolicismo à força através da espada e os protestantes se reuniram para defender seu território, sua fé e suas vidas. Antes, a história torna-se fascinante pelo seu desfecho absolutamente inesperado: quando tudo parecia completamente perdido para o campo reformado, com a poderosa Espanha saindo em auxílio dos católicos e os exércitos papistas prevalecendo contra a liga protestante, um país católico entra na guerra e embaralha tudo: a França.

30 de agosto de 2017

Breve refutação a cinco táticas dos revisionistas católicos sobre a Inquisição


No artigo anterior refutei resumidamente dez calúnias contra a Reforma, e aqui irei escrever no mesmo estilo de comentários rápidos sobre as principais táticas e enganos praticados pelos revisionistas católicos e negacionistas da Inquisição, que suavizam o que ela de fato representou ou que, em outros casos, simplesmente negam descaradamente que a Igreja Romana tivesse alguma responsabilidade ao institucionalizar e legalizar o assassinato por razões religiosas. Mais uma vez, as fontes bibliográficas estarão no final do artigo, e também uma lista de artigos já publicados por mim sobre o tema, onde disserto sobre cada questão de forma aprofundada e com ampla documentação, enquanto o foco aqui é apresentar o mesmo conteúdo de forma resumida para quem quer uma resposta mais rápida e simples.

19 de agosto de 2017

Breve refutação a dez calúnias católicas sobre a Reforma


Estou redigindo um livro sobre a Reforma Protestante, que pretendo que fique pronto até o aniversário de 500 anos da Reforma, em 31 de outubro. Para esse fim, há meses venho lendo o máximo de livros possíveis sobre o tema, pois pretendo que o mesmo tenha pelo menos cem referências bibliográficas, que é o mínimo exigido em qualquer trabalho acadêmico sério em história (essa é a principal razão pela qual tenho atualizado tão pouco o blog ultimamente). Aqui eu não vou argumentar extensivamente em cima de cada ponto que os papistas sem estudo e nem formação distorcem e mentem descaradamente, o que deixarei para fazer em profundidade no livro, com capítulos específicos referentes a cada questão abaixo e a muitas outras.

11 de agosto de 2017

Padre reconhece as atrocidades da Inquisição e pede perdão


Em um mundo repleto de intolerantes, monstros morais, neonazistas negadores do Holocausto e defensores da Inquisição, ainda há vozes sensatas e honestas mesmo na Igreja Romana, que repugnam o revisionismo embusteiro e virulento pró-Inquisição e reconhecem abertamente suas perversidades, mazelas e aberrações cometidas especialmente contra o povo judeu. O vídeo abaixo é do padre Peter Hocken, que ao invés de pedir um “perdão” rápido e vago ou de dizer apenas que houve “erros” ou “excessos” genéricos cometidos pela Inquisição, faz questão de descrever a profundidade do que a Inquisição significou, com todos os seus horrores e atrocidades morais que qualquer pessoa com um pouco de estudo e honestidade é capaz de reconhecer, mesmo em se tratando de um padre. O vídeo é imperdível:

5 de agosto de 2017

27 de julho de 2017

Resumo cronológico do Apocalipse


Embora eu já tenha escrito muitos artigos de escatologia, muitas pessoas já me escreveram pedindo uma ordem cronológica dos eventos, porque em meio a tantos textos e argumentações é normal que se fique confuso a respeito da ordem das coisas. Por isso decidi fazer um Power Point sem nenhuma intenção de “provar” algo, mas apenas de expor resumidamente aquelas coisas que já foram provadas nos outros artigos. Para baixar o arquivo, clique aqui.

6 de julho de 2017

"O Catequista" enaltece comunista, glorifica assassina e dissemina fantasia


“O Catequista” é um blog de apologética católica que eu não costumo mencionar aqui, porque literalmente está mais para um blog de “humor católico” com considerações rasas e superficiais que não chegam nem a ser argumentos do que propriamente para um “site de apologética”, e eu não duvido que até eles mesmos se considerem assim. Mesmo assim, é bom mostrarmos o nível que esses apologistas conseguiram chegar no grau máximo e supremo da distorção histórica, arte na qual eles são profissionais (além do humor, é claro).

30 de junho de 2017

Por que a apologética católica no Brasil é a expressão da mediocridade


Essa semana fui surpreendido com um expert católico comentando aqui. Nem sempre aparece teólogos romanos tão qualificados, mas quando surge um desses é uma grande honra e eu não poderia deixar de responder a este profissional de alto calibre. Trata-se do “Nivaldos Lulas”, isso mesmo, NIVALDOS, no plural mesmo. O sujeito é tão mito que leva um nome coletivo (ou talvez seja só um fã do Lula mesmo, ou melhor, do “Lulas”...). Eu confesso que fiquei sem refutação diante de palavras tão sábias e até cheguei a cogitar me converter à Babilônia Igreja Católica, por isso gostaria da ajuda de vocês para entender o que ele quis dizer conseguir refutar esse profissional:

28 de junho de 2017

O dia em que o papa se aliou aos muçulmanos para combater um rei católico fanático

(Fonte: BLEYE, Pedro Aguado. Manual de Historia de España, Tomo II: Reyes católicos – Casa de Austria (1474 – 1700). 7ª ed. Madrid: ESPASA-CALPE, S. A., 1954)

Se você for um romanista moderno, talvez pense que o papado sempre foi aquela instituição espiritual, santa e piedosa, que não se envolvia em assuntos terrenos senão no que dizia respeito ao Reino dos céus; afinal de contas, o papa diz ser o representante máximo daquele que disse que seu Reino não era deste mundo (Jo 18:36). Por outro lado, se você for um romanista tradicionalista (ou tridentino), já terá descartado essa balela de “Reino dos céus” e aceitado que o papa também tinha amplos poderes temporais e que podia mobilizar exércitos para seus próprios fins; todavia, estará propenso a aceitar que estes fins são apenas os mais nobres para o bem da religião (a sua, é claro), como por exemplo nas Cruzadas.

23 de junho de 2017

O terceiro João é a chave para se entender o quarto evangelho


Muito se fala no terceiro Tiago, já comprovado biblicamente aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e em mais uns duzentos artigos até hoje irrefutáveis. Mas pouco se fala em um outro personagem quase tão importante quanto: o terceiro João. Todos conhecem os dois Joãos mais famosos, o filho de Zebedeu (a quem é falsamente atribuída a autoria do quarto evangelho) e o João Batista. Mas poucos sabem que existiu ainda um terceiro João, o presbítero. E não, essa não é uma tese nova ou recente: remete desde ao primeiro século, quando Papias (70-163) claramente fala em dois Joãos diferentes entre os cristãos (sem se referir a João Batista como sendo um deles, porque o mesmo já havia morrido muito antes). Os fragmentos de Papias foram preservados por Eusébio de Cesareia (263-339) em sua História Eclesiástica e podem ser conferidos integralmente aqui.

15 de junho de 2017

10 de junho de 2017

Refutando objeções ao terceiro Tiago (Parte Final)


Este artigo é uma continuação e conclusão dos outros dois artigos abordando o fato de João não ser o autor do quarto evangelho e de Tiago ser o discípulo amado. Caso você tenha caído de paraquedas e não tenha acompanhado nada dessa discussão, é indispensável a leitura dos dois artigos para compreender este.