6 de dezembro de 2016

I'm Back

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Para a alegria de alguns e a tristeza de muitos, depois de pouco mais de dois meses parado, este blog volta às suas atividades normais. Quero pedir desculpas a todos aqueles que postaram comentários neste período sem obter resposta, desta vez eu achei melhor permitir os comentários esperando respondê-los quando eu estivesse de volta, em vez de bloquear a opção de comentar nos artigos. Portanto, todos os que enviaram comentários decentes em qualquer artigo deste blog nos últimos dois meses teve seu comentário liberado e, em muitos casos, respondido, quando necessário. A partir de agora, pretendo voltar com os artigos no ritmo normal de antes, em torno de um artigo por semana, às vezes mais, às vezes menos, dependendo da necessidade, do tempo e da disposição em escrever.

Ao longo destes dois meses e algumas semanas sem escrever, se acumularam 337 comentários aguardando moderação, comentários estes que eu ainda não havia lido e só fui dar uma olhada no painel há poucos dias (o mesmo em relação aos comentários privados enviados em minha página no facebook). Eu juro que havia me esquecido completamente de como esse povo tridentino é fanático e cego até ler alguns destes 337 comentários. Então eu me lembrei. Como o esperado, os apologistas católicos vieram com os mesmos repetecos furados e fracassados de sempre que já foram refutados um milhão de vezes até a exaustão elevaram a qualidade da argumentação com retóricas brilhantes e extremamente convincentes que eu nunca havia visto na minha vida e que me deram vontade de voltar a estudar teologia tudo de novo apenas para conseguir ter uma chance de refutá-los.

Claro que eu tive que excluir alguns comentários de trolls, spammers, bocas sujas, mestres da arte do control c + control v e outras personalidades de alto calibre, verdadeiros pesos-pesados da argumentação. Dentre eles se destaca um sujeito chamado GLEYSOM ou algo do tipo, que enviou uns cinquenta comentários ou mais, aparentemente querendo dizer alguma coisa a alguém, não entendi bem o propósito, mas o que vale é a intenção. Li o primeiro comentário do sujeito e notei que era 100% control c + control v descarado de um site católico, algo expressamente proibido nas regras do blog, então poupei tempo de ler os comentários seguintes e fui excluindo, até chegar a um ponto tão cômico que eu decidi começar a gravar para vocês verem o que eu tenho que aturar todos os dias:


O pior é que esse visitante ilustre já havia postado vários outros comentários antes e também depois de eu terminar de gravar. Se o Gleysom ainda não desistiu de visitar este blog e estiver porventura lendo isso, NÃO DESISTA, CARA! Um dia você consegue ter um comentário liberado aqui! A esperança é a última que morre! É na persistência que se consegue! Tenha fé!!!

Por um tempo eu havia me esquecido de como a apologética podia ser divertida, mas o Gleysom me fez lembrar, e a partir de hoje voltarei a postar novos artigos, vídeos, continuações do livro sobre a Inquisição, refutações e deletando os comentários do mito Gleysom. I’m back.

*OBS: O último artigo deste blog ultrapassou os 200 comentários (na verdade, deu 310) e, assim, os comentários mais recentes só podem ser vistos clicando no “carregar mais”, no final da página. Infelizmente, algumas das minhas respostas simplesmente desaparecem mesmo depois de atualizar a página e misteriosamente voltam a aparecer mais tarde. Não sei se este bug ocorre apenas no meu computador ou em todos, mas, por via das dúvidas, preferi fechar a caixa de comentários do artigo, o que farei sempre que alguma postagem eventualmente ultrapassar o limite dos 200. Se alguém que foi respondido quiser comentar algo em cima, favor postar nesta publicação mesmo, ou em qualquer outra do blog. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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19 de setembro de 2016

Nova resposta ao Sr. Rogério Espantalho sobre as universidades

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(Como o Sr. Rogério não quer que eu poste fotos do Emerson e do Conde, decidi postar uma dele)

Mais uma vez o Sr. Rogério decidiu “refutar” (risos) o meu texto sobre as universidades (se quiserem ler a mais nova pérola, cliquem aqui). A coisa desta vez foi tão pitoresca que superou os limites do surreal. Eu disse no meu último artigo, sobre o texto anterior dele onde ele tenta rebater o meu artigo original, que ele havia dado resposta a apenas 5% do que foi abordado no meu texto (e respostas ruins, para piorar). Mas agora a coisa foi mais feia: em seu artigo mais recente, ele deu resposta a literalmente 0% do que eu argumentei, seja em meu artigo original, seja em minha primeira refutação. Nenhuma, absolutamente nenhuma das questões que eu expus a qualquer apologista católico que quisesse “refutar” o meu texto, foi sequer mencionada no texto dele, muito menos refutada.

Confiram a minha resposta anterior, onde eu expus os dez pontos aos apologistas católicos que quisessem realmente refutar o meu artigo (inclusive ao Sr. Rogério), que eu transcrevo aqui em vermelho, seguidos de breves comentários sobre o que ele abordou em cada uma das questões:

1º Prove que a UNESCO é mentirosa e está em uma conspiração mundial anticatólica para esconder a “verdade” do povo.

Na resposta anterior dele ele havia atacado a UNESCO com teorias de conspiração malucas nas quais a mesma estaria envolvida em uma conspiração política anticatólica e que por isso mentiu sobre a primeira universidade. Eu o obriguei a provar sua tese conspiracionista e ele nem tocou no assunto, mas continuou insistindo que a UNESCO está errada e ele está certo, sem nenhuma evidência.

2º Prove que um padre católico reconhecido e renomado (Claude Fleury) estava metido em uma conspiração anticatólica para esconder a verdade sobre as maravilhosas universidades católicas, e ele, como confessor de um rei católico, por ele escolhido justamente por sua lealdade ao catolicismo, fez questão de propagar mentiras demoníacas sobre a má qualidade de ensino presente nestes lugares, apenas para difamar a Igreja dele mesmo.

Não provou nada, apenas continuou atacando o padre Fleury com argumentos ad hominem, dizendo que ele não pode ser usado, e ainda fazendo analogias pífias, patéticas e que beiram o cúmulo do ridículo. Vejamos algumas delas:


Eu não sei da onde que o cidadão tirou que “Voltaire era católico”, essa é a pérola do ano. Qualquer indivíduo que se preze, que faça um mínimo de pesquisa e que tenha um mínimo de estudo, sabe que Voltaire era deísta, uma visão condenada e repudiada pela Igreja Católica, que, assim como o protestantismo e as demais religiões cristãs, são teístas. Voltaire, como todo e qualquer deísta, não acreditava em milagres, em intervenções divinas na natureza, em inspiração da Bíblia ou em dogmas católicos, portanto apenas um maluco incluiria ele no rol de “católicos”, eu nunca tinha visto alguém fazer isso antes do Sr. Rogério. Um sujeito que chama Voltaire de “católico”, além de insultar a memória do mesmo, merece ter o diploma de história rasgado ao meio.

O que existe é uma lenda correndo a solta na internet dizendo que Voltaire se converteu momentos antes da morte, mas essa lenda é tão ridícula, sem fundamento e sem crédito que nenhum historiador do planeta levou a sério tal invencionice, e tampouco consta em qualquer biografia oficial de Voltaire, apenas em sites apologéticos católicos tendenciosos e mentirosos (mas que são o bastante para convencer o ilustre Sr. Rogério, é claro, um exímio pesquisador de sites católicos via Google). E mesmo se a lenda fosse verdadeira e que Voltaire tivesse se convertido no leito de morte, isso não tornaria a analogia válida, uma vez que Voltaire não teria escrito obra nenhuma como católico, apenas como deísta, já que teria morrido logo depois de se “converter”. Portanto, para o lixo esse argumento fracassado.

A outra analogia que ele passou foi a do Frei Betto. Outra analogia fracassada, visto que os apologistas católicos afirmam que o mesmo está excomungado (vejam, por exemplo, aqui, aqui e aqui). O mesmo chegou a dizer que “Deus é gay” (veja aqui). Duvido provarem o mesmo em relação ao padre Fleury, que nunca foi excomungado, que jamais aderiu a ideologias esquerdistas e nem a nenhuma das ditas “heresias” de seu tempo. Pelo contrário, sua fidelidade e lealdade à Igreja Católica, sua ortodoxia e sua seriedade eram tamanhas que ele foi nomeado confessor do rei católico Luís XV, em 1716.

Ou seja, ele não apenas era um padre católico devoto, mas era tão católico e leal à Igreja que foi, dentre tantos, o escolhido para este cargo em especial, de muito prestígio na época. E, além disso, Fleury era um historiador eclesiástico bastante reconhecido, à diferença de Voltaire e Frei Betto. Portanto, as duas analogias do Sr. Rogério para tentar atacar Fleury com ad hominem fracassam miseravelmente. Mas a coisa ainda piora, quando ele traz uma analogia ainda mais estapafúrdia e grotesca para tentar rechaçar o testemunho histórico de Fleury. Acompanhem:


São tantos erros que fica difícil escolher o que desmascarar primeiro. Comecemos com o fato de ele dizer que “um historiador moderno procura ter uma crítica às fontes”, mas eu não vi ele criticar nenhuma fonte das que ele usa em seu favor. Por que será? Ele só critica as minhas, e não com contra-argumentos, mas apenas com ad hominem e desonestidades intelectuais já desmascaradas no meu artigo anterior. Na primeira resposta dele, ele havia confessado que não sabia nem mesmo a religião dos que ele citava.

Depois ele cita o movimento chamado “Historiadores pela Democracia”, omitindo logicamente o fato de que estes historiadores são de esquerda, e por isso é óbvio que eles vão abraçar este discurso fajuto de “golpe”. A analogia aqui é novamente totalmente inválida, porque Fleury não era um anticatólico predisposto a atacar a Igreja Romana, mas sim um padre católico ortodoxo e leal à Igreja. Para que a analogia fosse válida, ele teria que destacar algum historiador de direita e bastante reconhecido que dissesse que o impeachment de Dilma foi um “golpe”. Será que ele consegue?

Mas o pior de tudo é quando ele escreve com todo o cinismo do mundo:


Note a desfaçatez do cidadão. Em sua resposta anterior, ele havia atacado Fleury com ad hominem, insinuando que ele não deveria ser usado porque era um jansenista, que ele sequer soube escrever direito, escrevendo “janseanista”. Depois que eu destruí a manobra dele e provei que Fleury foi nomeado confessor do rei católico justamente por NÃO ser um jansenista, ele vem com o papo furado de isso não faz diferença, porque jansenistas são católicos e não budistas! Ora, se é assim, por que raios implicou no seu artigo anterior sobre o suposto jansenismo de Fleury? E por que não prova essa afirmação de uma vez? Por que disse anteriormente que Fleury era um jansenista, e depois de ser refutado não faz a menor questão de defender sua tese mentirosa?

Quero que o leitor note que eu, no meu texto destacado por ele, fiz menção ao termo “católico verdadeiro”, no sentido de “ortodoxo”, porque sabemos que os católicos não consideram como “católicos verdadeiros” aqueles que não seguem toda a doutrina oficial e formal da Igreja de Roma. Eles não consideram católicos aqueles que apenas dizem ser católicos. Por exemplo, os apologistas católicos não consideram os sedevacantistas, os católicos ortodoxos orientais e os veterocatólicos como “católicos verdadeiros”, porque eles negam uma ou mais doutrinas papais. Alguns desses apologistas negam até mesmo que a RCC seja um catolicismo legítimo. E foi neste sentido que eu usei o termo “verdadeiro” em contraste com o tipo de catolicismo que o jansenismo ensinava.

O jansenismo, de acordo com o dicionário, se refere ao conjunto de princípios estabelecidos por Cornélio Jansênio (1585-1638), bispo de Ipres condenado como herege pela Igreja Católica, que enfatizam a predestinação, negam o livre-arbítrio e sustentam ser a natureza humana por si só incapaz do bem. Ou seja, o jansenismo era um ensinamento condenado pela Igreja Romana, e por isso eu usei o termo “católico verdadeiro” em relação a Fleury, porque ele NÃO era um jansenista, ou seja, ele não adotava nenhuma doutrina condenada como herética pela Igreja Católica.

O show de desinformação e desconhecimento do Sr. Rogério se torna ainda mais patente quando avançamos para as demais questões, que ele sequer respondeu.

3º Prove que historiadores antigos (como Ivan Lins) não podem ser usados como fonte em uma obra acadêmica, e que o que eles dizem é sempre mentira por estarem engajados em uma conspiração mundial anticatólica (um tipo de prévia da Nova Ordem Mundial).

Não falou nada sobre isso, se silenciou totalmente.

4º Prove que Ivan Lins nunca indica as fontes de nada que cita, e refute as centenas senão milhares de referências que ele mostra no final do livro. Prove que essas referências não existem e que Ivan Lins, um membro da Academia Brasileira de Letras, não tinha nenhuma credibilidade e citava dados históricos tirados da sua mente maligna.

Mais uma vez, ficou totalmente calado sobre este ponto. Nesta resposta mais recente, Ivan Lins e sua obra sequer são mencionados. Desaparecem completamente depois da minha última refutação.

5º Prove que as universidades muçulmanas e a bizantina, que surgiram antes da primeira universidade católica sonhar em existir, não eram universidades de verdade, eram apenas de mentirinha, e que a primeira universidade de fato foi uma fundada pela Igreja Católica. Mas para isso eu não quero o seu achismo ou a sua opinião de apologista católico, que vale menos que nada. Prove isso com documentos históricos, com organizações sérias ou com historiadores mundialmente aceitos e reconhecidos na área.

Novamente não provou nada, apenas repetiu as pouquíssimas citações que tinha de dois historiadores católicos que, segundo ele, defendem a tese de que a Igreja criou as universidades. Vejamos uma delas:


Onde aí diz que a Igreja Católica criou as universidades? Em lugar nenhum. O texto explica o que eram as madrassas na visão do autor, e o Sr. Rogério conclui que ele está dizendo que a Igreja criou as universidades! Há autores que defendem que as madrassas eram universidades públicas, que ensinavam não apenas disciplinas religiosas mas também a língua árabe, a literatura, a poesia, a aritmética, etc. Só podiam ser admitidos estudantes que já tivessem terminado os cursos das escolas ou círculos das mesquitas (veja aqui um exemplo). O Sr. Rogério não interage com estes autores, apenas toma como verdade absoluta a priori que nenhuma madrassa podia ser considerada universidade e assim deturpa afirmações de historiadores que sequer citaram a Igreja Católica como criadora das universidades.

Mas de pouco adianta citar um ou outro historiador que defenda essa ou aquela tese. Isso reduziria o debate a um compilado de citações de tantos historiadores que defendem uma coisa versus um compilado de citações de outros tantos historiadores que defendem outra coisa. Se estudarmos a história das universidades a fundo, encontraremos historiadores que defendem todas as teses abaixo:

• Que a escola de escribas sumérios Eduba, criada por volta 3500 a.C., foi a primeira universidade. Ela ensinava a escrita cuneiforme suméria e a matemática.

• Que a primeira universidade foi a Academia, fundada em 387 a.C por Platão, em Atenas. Nela os estudantes aprendiam filosofia, matemática e ginástica.

• Que a primeira universidade foi a universidade de Nalanda, em Bihar, na Índia, durante o século V. Ela contava com mais de 10 mil estudantes e 1.500 professores. O currículo dessa universidade era extenso e envolvia áreas como teologia, filosofia, matemática, astronomia, alquimia e anatomia.

• Que a primeira universidade foi fundada em 670 d.C, na Turquia, na mesquita de Cairuão, onde se ensinava o idioma árabe, teologia, história islâmica, jurisprudência maliquita, matemática, astronomia, medicina e botânica.

• Que a primeira universidade foi a Universidade de Constantinopla, fundada em 425 d.C e reconhecida como universidade em 848 d.C.

• Que a primeira universidade foi a Universidade de Al Quarawiyyia, fundada em Fez, no Marrocos, no ano de 859 d.C.

• Que a primeira universidade foi a Universidade de Bolonha, em 1088.

Você irá encontrar historiadores que corroboram com todas as opções acima (e com outras mais que eu sequer fiz questão de citar aqui) como sendo a “primeira universidade do mundo”, e, portanto, simplesmente usar o historiador x ou y para definir qual foi a primeira seria arbitrário, seletivo e tendencioso. Seria apelar para a mesma tática do Sr. Rogério, que cita apenas dois historiadores católicos, os deturpa e os toma como palavra final e cabal sobre o tema. Coisa típica de debatedores infantilóides e imaturos.

Se quisermos chegar o mais próximo da verdade de modo mais consensual e menos tendencioso possível, será só mesmo através de fontes oficiais, entidades reconhecidas e imparciais. É por isso que o reconhecimento da UNESCO (e também do Guinness Book) a Universidade de Al Quarawiyyia como a mais antiga faz dela a opção mais provável e razoável dentre as que possuímos. Exceto para quem já está comprometido a uma apologética tendenciosa e manipuladora, que não aceita senão a opinião de historiadores que concorda consigo. Tal é o caso do Sr. Rogério e de outros tantos apologistas católicos desesperados em exaltarem a Igreja Romana acima da devida medida.

6º Refute tudo o que Fleury disse e que eu transcrevi no artigo anterior, com provas históricas cabais que desmontem com cada frase e cada parágrafo ali transcrito. E não simplesmente com “Fleury não vale”.

Não refutou nada. Apenas continuou sustentando que “Fleury não vale”.

7º Faça o mesmo em relação a todos os outros historiadores por mim citados neste e no outro artigo.

Ibidem.

8º Explique o porquê que os países influenciados pela Reforma se desenvolveram muito mais rápido do que os países que permaneceram católicos, sem apelar a teorias da conspiração, aos maçons, aos illuminatis, à máfia ou a eventos que deveriam influenciar todas as nações europeias por igual (ex: Revolução Industrial).

Essa é a parte mais engraçada, porque no artigo anterior dele ele dedicou vários parágrafos no final para tentar rebater minhas afirmações, mas depois que eu destruí as artimanhas dele ele nem sequer tocou no ponto do desenvolvimento protestante em comparação com o desenvolvimento católico! Simplesmente fingiu que essa parte do debate nem existia. E olha que eu não usei nem 1% dos argumentos que tinha para usar...

9º Prove que o historiador conservador e mundialmente reconhecido, Geoffrey Blainey, mentia descaradamente quando disse que o protestantismo foi decisivo na melhora dos índices de alfabetização (em detrimento dos países católicos).

Nem mencionou Geoffrey Blainey, e nem defendeu a sua tese fracassada de que o protestantismo não contribuiu para a alfabetização em contraste com os países católicos mais atrasados. Simplesmente foi refutado neste ponto também e ficou quieto.

10º Explique o porquê que as colônias protestantes (ex: EUA, Austrália) se desenvolveram muito mais, e hoje são muito superiores, em relação às colônias católicas (ex: países da América Latina).

Nem sonhou em falar sobre isso.

***

A esta altura do campeonato, você deve estar se perguntando: o que um ser humano que não respondeu a NADA do meu texto anterior fez escrevendo 18 parágrafos de pura encheção de linguiça que ele chamou de “refutação” ao meu texto? A resposta é isso:


Você deve estar se perguntando: Lucas, o que é isso? Isso se chama: ataque a espantalho. É uma artimanha falaciosa muito usada por debatedores fracos que percebem que não tem capacidade de vencer um debate: em vez de refutar os argumentos que foram abordados (o que ele não é capaz de fazer), o debatedor escreve e “refuta” um monte de coisas que não foram sequer mencionadas. Em vez de atacar aquilo que realmente foi argumentado, ele monta um espantalho e começa a dar murros nele. Mas ele não está atacando o argumento do oponente; está apenas atacando algo que ele inventou e usou para atacar, já que não tem como rebater o argumento real.

Qual foi o espantalho usado pelo falacioso Sr. Rogério? A resposta também é simples, e se resume nesta palavra: CIÊNCIA.


Note que o cidadão citou em seu texto quase 30 vezes a palavra ciência(!), isso sem contar todas as referências indiretas e implícitas. Em comparação, qualquer um que ler o meu artigo anterior (clicando aqui) poderá notar um ERROR 404: eu não faço sequer menção à ciência em lugar nenhum! Se o leitor digitar “ciência” no campo de busca, irá encontrar apenas uma referência a um livro de história publicado por uma editora chamada “Academia das Ciências”. As outras referências são da caixa de comentários e se referem à palavra “consciência”. Em resumo, eu nem falei em ciência no meu texto. Mas o atacante profissional de espantalhos só fala em ciência em todo o seu texto. Alguma coisa está errada!

Um leitor do Logos que não conheça o meu blog e nem tenha lido o meu artigo, mas somente o dele, deve pensar que eu fiquei o tempo todo falando sobre ciência, do início ao fim. Se este leitor decidir dar uma olhada no meu artigo anterior, irá ter uma surpresa. Eu devo até imaginar o que passava na cabeça do Sr. Rogério Espantalho antes de escrever sua mais nova “refutação” a pedido do covarde do Emerson de Oliveira: “Eu não tenho como refutar as informações dele, então o que eu faço? Já sei: vou falar de ciência!”. Então enche o texto dele com um monte de linguiça, ataca espantalhos e acha que “refutou” algo. Não é à toa que o artigo dele recebeu zero comentários já passados duas semanas: ninguém entendeu nada do que ele tentou fazer desta vez. Acho que nem ele.

É até um caso sério para se pensar se o Sr. Rogério Espantalho realmente chegou a ler o meu texto. É altamente provável que não. Fica parecendo que mandaram ele escrever qualquer coisa, então ele foi lá e escreveu qualquer coisa. Ou então tem outro “Lucas Banzoli” escrevendo por aí, e eu ainda não me toquei que a resposta dele é para o texto desse outro e não para mim. Isso explicaria o porquê que a resposta dele não teve nada a ver com o meu texto e nem com o assunto tratado: esse outro Lucas Banzoli deve ter escrito umas quinhentas páginas sobre ciência. Deve ter sido isso. São várias as possibilidades, façam as suas apostas.

O atacante profissional de espantalhos escreve como se eu fosse um historiador marxista neo-ateu com o viés de que a religião emperrou a ciência na Idade Média, quando nada está mais longe da verdade do que isso. Em meu livro “Deus é um Delírio?”, na página 627, eu escrevo:


E na página 628, eu escrevo também:


Isso já derruba por completo todos os espantalhos criados pela mente falaciosa do Sr Rogério Espantalho a meu respeito. Embora eu nunca tenha dito que a Igreja Católica criou as universidades ou que a qualidade do ensino nelas presente fosse boa (o que seriam mentiras grosseiras), eu também jamais afirmei que o catolicismo medieval emperrou a ciência. O fato de que o protestantismo foi melhor não significa que o catolicismo proibia a prática científica, significa apenas que dava menos liberdade do que no protestantismo. Isso é consenso em toda a comunidade acadêmica.

Eu poderia passar muito mais tempo aqui mostrando as provas incontestáveis de que o protestantismo fez muito mais pela ciência do que o catolicismo a partir da revolução científica, a começar pelo próprio fato de que a Reforma do século XVI foi uma das causas da revolução científica do mesmo século, sem falar no fato de que a esmagadora maioria dos cientistas mais famosos que contribuíram para a construção da ciência moderna foram protestantes (mesmo com a população total de católicos sendo bem maior que a de protestantes), ou que os protestantes não exigiam que seus cientistas prestassem contas de suas descobertas à Igreja, como Roma fez com Galileu, por exemplo.

Mas tudo isso desviaria do tema do debate, que é justamente o que o Sr. Rogério Espantalho quer, já que ele já está derrotado no tema central desde seu primeiro artigo. Por isso, irei simplesmente ignorar os desvios de temas do Sr. Rogério Espantalho, que, se não foi capaz de sequer esbanjar uma resposta aos dez tópicos por mim tratados no artigo anterior, é óbvio que não seria capaz de responder àqueles dez e outros dez que eu elaborasse agora. Eu não vou exigir algo a mais de alguém que claramente não tem capacidade para isso. Seria covardia de minha parte. Não sou tão malvado assim.

Que o Sr. Rogério Espantalho irá tentar escrever mais qualquer abobrinha que chamará de uma nova “refutação” ao meu texto, disso não resta dúvidas. Afinal, ele tem o Emerson de Oliveira o obrigando a escrever qualquer coisa no site dele, só para não parecer que ele foi refutado e que suas asneiras foram reduzidas a nada. Um sujeito que apela à falácia do espantalho em 100% do seu texto não irá abrir mão da outra falácia, a do ad nauseam (quando se tenta vencer pelo cansaço, pensando que quem fala por último “ganhou” o debate).

Ele irá escrever qualquer nova bobagem desviando do assunto e novamente sem responder a nenhuma das minhas dez questões, apenas para poder dizer que “refutou” o Lucas Banzoli. Eu não caio mais nessa. Tenho mais o que fazer. Se quiser minha atenção novamente, que se foque no tema, que não desvie do assunto, que esqueça os espantalhos, que responda às minhas questões e, principalmente, que prove que a Igreja Católica criou as universidades. Enquanto isso não for feito, farei com ele o mesmo que faço com outros apologistas católicos desesperados e carentes de atenção: deixarei falando sozinho. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo. 

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